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Debater a vida pessoal ou apresentar soluções para o povo?

Hoje teremos mais um debate entre os candidatos a prefeito de Belém, será na TV Liberal. Apenas seis candidatos participarão do evento. A emissora usou o critério de convidar os candidato cuja coligação tenha dez ou mais deputados na Câmara dos Deputados, este critério excluiu o candidato Lélio Costa do PCdoB. Uma pena, um a mais não faria diferença, mas é a lei eleitoral que assim determina.

Deixando este fato de lado, vamos ao que interessa. Acredito que o eleitor belemense espera que os candidatos deixem de lado aspectos menos importante da personalidade, do partido, da atuação pretérita de cada um e se debrucem sobre os problemas principais de Belém, apresentando as soluções segundo suas ideologias e conhecimentos técnicos de suas equipes.

Listarei aqui os problemas, que segundo o BID – Banco Interamericano de Desenvolvimento, afetam as cidades da América Latina e Caribe, que vocês hão de convir, são os mesmos de nossa cidade:

  • Problemas ambientas: Saneamento, arborização, nascentes e igarapés, qualidade do ar, uso adequado do espaço urbano, coleta e tratamento dos resíduos sólidos, preservação dos mananciais de abastecimento de água, etc.
  • Insegurança: caracterizado por todos os tipos de violência urbana, incluindo drogas, roubos, violência contra mulher e as crianças, etc;
  • Informalidade: Belém não é uma cidade competitiva e por isso não atrai empregos produtivos, utilizando parte significativa da sua gente no mercado informal que gera pobreza e desigualdade, num ciclo sem fim;
  • Desemprego e segmentação no acesso aos serviços básicos;
  • Governabilidade local caracterizada por desequilíbrios fiscais verticais e baixa capacidade institucional.

A nossa Belém precisa ser reconectada, ou seja, juntar todas as partes e criar um sistema de comunicação, com vias que interligadas para todos os bairros e ilhas, permitindo que os moradores se desloquem em tempo razoável. Centro a São Braz. São Braz ao Entrocamento e Região Metropolitana. Entrocamento a Icoaaraci. Icoaraci ao Ver-o-peso, passando pelo Tapanã. De Icoaraci a Outeiro. De Outeiro a Mosqueiro. Criar um sistema de comunicação das Ilhas sul e das Ilhas norte com o continente. O sistema é de trânsito e transporte, onde o deslocamento seja facilitado, confortável e rápido.

Os candidatos tem obrigação dos apresentar soluções, através de uma metodologia clara de como Belém atingirá o desenvolvimento sustentável e tornar-se-a uma cidade competitiva, capaz de atrair bons investimentos, sem comprometer as gerações futuras.

Um forte programa social, cultural e educacional de inclusão, principalmente dos mais carentes, que por esta razão se tornam alvo fácil da criminalidade, principalmente das drogas.

Mas a grande ausência em todos os debates ficou por conta do assunto: governabilidade, desequilíbrio fiscal e baixa capacidade institucional.

A Prefeitura de Belém depende, como a grande maioria dos municípios brasileiros, dos repasses do governo central. A capacidade de gerar receita própria é deficitária e os candidatos até agora não tocaram no assunto, apenas prometem sem dizer de onde vem o dinheiro para financiar suas promessas.

As secretarias e demais órgãos públicos municipais tem pouca capacidade de resposta aos problemas do dia a dia da comunidade. Além do que, muitos problemas de nossa cidade esperam soluções metropolitanas, que nunca vem por ausência de planos regionais, acordados com os demais integrantes da Região Metropolitana.

A atitude dos candidatos está de acordo com o baixo nível de informação sobre a cidade que detém os eleitores e da ausência de responsabilidade social dos formadores de opinião. Mas é preciso dizer que Belém é pobre de líderes preparados e compromissados com o futuro da Cidade.

Vamos ao debate, com esperança de dias melhores para Belém. Eu boto fé no Edmilson Rodrigues, espero que hoje ele me surpreenda positivamente e depois, se eleito, esteja aberto as novas ideias.

Os candidatos, porém, precisam nos dizer que Belém desejam construir para as pessoas. E os eleitores devem escolher a cidade em que querem viver, com água, saneamento, luz, coleta de lixo. Cidade com serviço de educação, saúde, recreação, parques, bibliotecas, Cidade onde a habitação seja de qualidade e acessível para todos. Cidade com bom sistema de transporte. Cidade onde as pessoas trabalhem e se sintam seguras. Cidade com boas finanças, ordenadas e gestadas de forma eficiente. Cidade onde os cidadão se beneficiem dela, mas que também contribuam para sua sustentabilidade. Sustentabilidade não só ambiental, mas também social, cultural, fiscal, institucional e econômica.

Sabemos que nem tudo dará para fazer em quatro anos, mas queremos que nos apontem caminhos seguros para que nas próximas décadas superemos todos os nossos graves problemas urbanos que ao longo de 400 anos nos aprisionam em um circulo de pobreza, desigualdade e ausência de competitividade.

 

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Desmatamento zero

Decepcionado com o alcance dos vetos da Presidente Dilma a Lei que que modificou o Código Florestal brasileiro, embarco na campanha pelo desmatamento zero. Acredito que não precisamos mais derrubar um palmo de floresta para produzir alimento, emprego e renda para a nossa população brasileira.

A grande saída para o desenvolvimento sustentável, sabemos, não está na devastação ou destruição do estoque natural. Vamos para Rio+20 construir a Economia Verde.

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Duciomar, Jatene, BRT, calçadas, municípios verdes…

O BRT e de Jatene e Duciomar e o dinheiro é do PT

Duciomar Costa e Jatene brigaram tanto para saber quem era o pai do BRT. Eu apoiei o projeto do Ação Metrópole por causa da população de Ananindeua, Marituba, Santa Bárbara, Mosqueiro e Santa Izabel que iria ficar prejudicada. Agora que eles chegaram a um entendimento – o Estado construirá de Marituba ao Entroncamento e a Prefeitura de Icoaraci até o Ver-o-Peso -sabe o que aconteceu? Nem a Prefeitura e nem o Estado tem o dinheiro para fazer a obra, dependerão do Governo Federal administrado pelo PT. Vai entender um troço desses!

Calçadas de Belém

Você já andou pelos bairros da nossa cidade? Já? Na Terra Firme tem calçadas? No Jurunas tem calçadas para a as pessoas andarem com tranquilidade e conforto? Na cremação tem calçadas com guias e rampas para os portadores de deficiência caminharem e terem acessibilidade? Um leitor mais impaciente dirá: Zé Carlos tu tá ficando lelé da cuca? se não tem nem rua, imagina calçadas, essas é que não vão ter mesmo. Se na Conselheiro Furtado, uma rua de classe média, por onde passam as reportagens das rádios, das TVs e dos jornais, que o prefeito e vereadores tem um pouquinho de medo, o pedestre sofre, ainda mais lá no Paraíso dos Pássaros ou na CDP que ninguém vê, ali é que não vai ter mesmo? Na maquete talvez tenha, mas quem é que mora em maquete? Só o Duciomar Costa!

Programa Municípios Verdes é maquiagem ambiental

O Governador está lá na Inglaterra e depois vai para Alemanha, aproveitando a folga da semana santa para dar uma esticadinha que ninguém é de ferro. Na Inglaterra aproveitou para falar pros gringos da Fundação Skoll, do empresário da eBay, Jeff Skoll, sobre o “Programa Municípios Verde”. Eu acho legal quem desmatou replantar. Claro que o Programa Município Verde é uma maquiagem verde, não tem todo esse alcance que querem dar, mas, ainda assim, acho legal. O Sidney Rosa está certo. Ele e seus colegas madeireiros desmataram, queimaram, destruíram Paragominas e agora devem fazer um programa de recuperação das áreas degradas. Nunca mais a mata nativa voltará a ser o que era e nem Paragominas resolveu problemas de saneamento, tratamento de esgoto ou distribuição de água tratada, mas é melhor do que nada. Os municípios da Calha Norte, para onde Sidney e seus amigos se transferiram em busca de madeira, podem esperar, quando eles terminam de derrubar o último pau da floresta, vão implantar o Programa Município Verde por lá, vão contratar uma ongs de grife e frequentar os simpósios internacionais, tipo Skoll World Fórum, um evento de empreendedorismo, onde o caboco pobre da Amazônia não tem vez.

Reunião de Governadores da Amazônia

No encontro de Governadores para Rio+20, conforme havíamos alertados aqui, não cabia discutia reforma tributária e infraestrutura na Amazônia, embora sejam temas de relevância. Se quiser ter espaço na Conferência da ONU, o Pará deve buscar apresentar alternativa para adotar a economia verde como uma estratégia de desenvolvimento sustentável e combate a pobreza. Outro assunto que cabe é a unificação dos países amazônicos. Sabe como é que se resolve a injustiça tributária contra o Pará? Basta que o Governador Janete converse com seu correligionário Alkmin, do mesmo PSDB, para ceda e aceite uma proposta nova de distribuição dos tributos nacionais. O nosso adversário é São Paulo, reduto tucano há muito tempo, se os tucanos quisessem resolveriam mudanças na Lei Kandir, no Confaz e outros alterações importantes e o Pará recuperaria parte do prejuizo que estamos tendo. Vamos aguardar que um entendimento entre os bicudos do PSDB.

Transporte público e trânsito

Os dois temas viraram assunto e pauta para próxima eleição e se depender de mim não vai sair do debate deste ano. Eu quero um sistema de transporte público de qualidade que respeite as bicicletas e um trânsito organizado para Belém. Zé Francisco e Arnaldo Jordy, no horário dos seus partidos, PV e PPS, estão dando show sobre os dois assuntos. Vamos aguarda o que dirá Edmilson Rodrigues e José Benito Priante nos horários dos seus PSOL e PMDB. Se todos abraçarem a causa, acredito que conseguiremos melhorar a vida das pessoas que moram em Belém. Como diz Jaime Lerner, “Estou convicto que toda cidade, independente de seu tamanho ou afluência, pode melhorar significativamente sua qualidade de vida em dois ou três anos. Mas há que se acreditar que é possível, pois há muito esforço investido em descrever quão difíceis e complexos são os problemas, e pouco esforço efetivo em aplicar soluções.”

Enchente nos Municípios do Baixo-amazonas

Quem acompanha o meu Blog sabe que venho alertando as autoridades quanto as cheias do Amazonas. Desde quando estive em Cruzeiro do Sul, Porto Acre, Brasiléia e Rio Branco, vendo o nível dos rios afluentes do Amazonas, chamei atenção para o problema. Então, agora não me venha como desculpas que não fizeram nada porque não sabiam. O rio vai subir e vai subir muito, espero que não faça vítimas, atingindo os mais pobres.

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Faleceu o professor e ambientalista Aziz Ab'Saber

Francisco Emolo/Jornal da USP

Faleceu, aos 87 anos, nesta sexta-feira (16), o geógrafo, presidente de honra e conselheiro da SBPC, o professor Aziz Ab’Saber.

“Ab´Saber defendia causas ambientalistas e era um dos críticos do texto do novo Código Florestal, em atual discussão no Congresso. Ele dizia que o texto não considerava as diferenças físicas e ecológicas nas diversas regiões brasileiras.” Noticiou o site Exame Info.

Eu tive a honra de conhecer o professor Aziz na “Caravanas das Águas” organizado por Lula para percorrer a Amazônia na década de noventa. A expedição constituída de lideres políticos e cientistas saiu de Manaus em direção a Belém, parando nas diversas cidades as margens dos grandes rios. Em cada parada, conversávamos com os lideres locais, ouvindo seus problemas e suas propostas.

Uma lição guardei desta viagem. Um certa tarde, quando o nosso barco singrava o Rio Amazonas, no território do município de Monte Alegre, partilhei de um longo e agradável papo com o Professor A’Saber. Ele mais falava e eu apenas me admirava com tamanho conhecimento, vez por outra cortado por uma boba indagação, apenas para reforça aquilo que estava sendo falado.

O professor Aziz, com seu saber magistral, descrevia a formação geológica das terras de Monte Alegre, que ensinamentos! Minha primeira aula de ecologia. Em dado momento o Mestre virou-se para mim e disse:

– Se Lula chegar a presidência da República precisará fazer um forte programa de esporte para essa juventude amazônica.

– Por que professor, indaguei?

Ele prontamente respondeu:

– Será uma forma de controlar a violência e a gravidez precoce, pois o povo aqui tem muita energia acumulada que recebe diretamente do sol por estar na faixa do Equador, aqui o sol incide a noventa graus.

O mestre morreu hoje, Lula foi presidente e deixou de ouvi-lo, mas a lição ainda ecoa nos meus ouvidos cada vez que tomo conhecimento das estatísticas envolvendo os jovens amazônicos.

Creio que Aziz Ab’Saber de onde estiver ficará feliz se a presidenta Dilma e o Governador Simão Jatene, juntos ou separado, atenderem o seu conselho e lançarem programas de esporte e cultura para jovens, alcançando principalmente as regiões metropolitanas.

Mestre, vá com Deus e está dado o seu recado novamente.

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Transporte público de qualidade

Morar em cidade pode ser bom, desde que você tenha garantido pelo menos dois direitos: a moradia e a mobilidade. Morar bem e poder se deslocar de modo fácil, rápido, seguro, confortável e barato faz toda a diferença numa cidade. Ter garantido a boa moradia e a mobilidade é o que lhe dará a chamada qualidade de vida.

Em algumas cidades brasileiras, as pessoas deixam seus carros na garagem porque dispõe de metrôs, trens, ônibus rápidos, veículos leves, tudo limpo, seguro, pontual, barato e integrado. Se for em pequenas distâncias, nestas cidades, as pessoas podem usar bicicletas de forma segura. No mundo moderno, isso já é realidade.

O trânsito melhor e mais fluido na cidade, não depende de novas ruas, conquistadas com o transtorno de desapropriar casas a um custo altíssimo para o poder público, quem propõe está solução não entende absolutamente de planejamento urbano e está enxugando gelo. Precisamos de planejamento urbano que já consta no plano diretor, mas que nunca foi aplicado e de um bom sistema de transporte público, que permita as pessoas deixarem seus carros na garagem.

Em Belém moradia e mobilidade sempre estiveram fora do alcance da maioria pobre da população. Mas a mobilidade é, sem sombra de dúvidas, de longe, o que mais atormenta os belemenses. Neste sentido, eu sempre me perguntei, por que Belém não tem um sistema de transporte público de qualidade?

Já pensou você contratar uma pessoa para trabalhar como cozinheira e depois de contratada, ela resolve mandar na casa, decidindo a hora, a quantidade e o que você vai comer? Os empresários de ônibus fazem isto aqui em Belém. Eles decidem as linhas, a quantidade de ônibus, os itinerários e influenciam no valor da tarifa.

Cresci no bairro do Guamá e desde cedo convivi com o problema de transporte público da nossa cidade. Meu pai era motorista de ônibus e eu vivia no “clipper”, ali da Barão de Igarapé Miri esquina com a Augusto Corrêa, acho que é o único “clipper” que ainda resiste ao tempo. Nesta época, tinham poucos ônibus para a quantidade de passageiros. Meu pai dizia que os donos gostavam que os ônibus andassem sempre lotado, porque barateava o custo de cada viajem e aumentava o lucro. De lá para cá, a lógica deles continua a mesma, ônibus cheio é certeza de aumento de lucro.

Já operário gráfico, tendo que cumprir horário para chegar ao trabalho, senti ainda mais a gravidade do problema da mobilidade. Ônibus lotados, sujos, caros e por serem velhos e não receberem manutenção adequada, sempre sujeitos a dar defeito no meio da viagem. A volta do trabalho para casa era sempre um calvário por causa, justamente, dos ônibus. Hoje piorou muito o quadro do transporte público da Metrópole da Amazônia. Os problemas continuam os mesmos, agora acrescidos do trânsito congestionado pelo aumento de automóveis.

Eleito vereador em 1988, fui para Câmara Municipal com a idéia de mudar a história de “ônibus cheios para aumentar o lucro dos donos”. Tinha na mão a oportunidade de fazer uma boa legislação, criando, pela primeira vez, um sistema de transportes público, e foi o que fiz.

Na Câmara Municipal encontrei com os vereadores Babá, Arnaldo Jordy, Socorro Gomes, Bento Maravilha, Vítor Cunha, Joaquim Passarinho e Zenaldo Coutinho, que eram independentes e tinham a mesma vontade de legislar para criar regras a favor de um transporte público de qualidade.

Nos unimos para aprovar o capítulo de transporte na Lei Orgânica de Belém. Recebemos apoio dos estudiosos da EMTU, empresa pública que a muito tempo estudava o problema, fomos auxiliado pelo grande Dr. José Maria Quadros de Alencar e ainda interagimos com os lideres populares do movimento de transportes, da CBB, Comissão de Bairros de Belém e do Sindicato dos Rodoviários .

Quando apresentamos nossas idéias na comissão de transportes, os donos das empresas de transportes, acostumados ao lucro fácil, como era de se esperar, não concordaram e organizaram a reação as nossas propostas. Foram meses de batalhas renidas. De uma lado o nosso grupo de vereadores, com apoio da população, querendo mudanças. Do outro lado, como apoio dos empresários de ônibus e contrários as mudanças, formou-se um outro grupo de vereadores, liderados sabem por quem? Nem desconfiam? Ele mesmo. Duciomar Gomes da Costa.

O atual prefeito Duciomar era vereador e juntou-se aos vereadores Eloy Santos e Adamor Filho para tentar, a todo custo, barrar nossas propostas de criação do sistema de transporte público de qualidade para Cidade. Com muita determinação, competência e apoio da população conseguimos, a muito custo, derrotá-los e criar na Lei Orgânica as regras para implementação da Frota Pública reguladora, a remuneração por quilometro e não mais por passageiro, o Fundo Municipal de Transporte, o conselho municipal de usuários, etc.

Os donos de ônibus, derrotados no Parlamento, conseguiram, através de acordos com os diversos prefeitos, que eram seus aliados, os quais eles tinham apoiado financeiramente nas campanhas eleitores, adiar o cumprimento do capitulo de transporte da Lei Orgânica de Belém.

Depois da eleição de Duciomar Costa, líder dos donos de ônibus na Lei Orgânica, o caos impera na cidade em prejuízo da toda a população. Agora ele, no final do mandato, quer perpetuar o poder dos seus patrões sobre a cidade, implantando o BRT Belém na marra.

Neste luta para implantar o sistema publico de transporte não podemos contar com a Câmara Municipal, a maioria dos vereadores de Belém é aliada dos donos das empresas de ônibus. Só quem pode nos salvar a curto prazo é uma boa investigação do Ministério Público do Estado. No longo prazo, aconselho aos eleitores que estude bem os candidatos a prefeitos e vereadores. Vamos votar em quem está do lado do povo, tem competência e indecência suficiente para decidir a favor das mudanças. Vereador que vive nas garagens dos donos de empresas de ônibus deveria era ser preso e não eleito.

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Pacto do TCE com AL é o responsável pelos desvios de recursos

Os deputados e conselheiros fizeram um pacto de não investigação e deu no que está dando. Novas denúncias atingem outros deputados no monumental desvio de dinheiro público na Assembléia Legislativa, justamente o Poder instituído, para, em nome do povo, fiscalizar a aplicação do dinheiro arrecadado com a enorme carga tributária imposta, injustamente, ao povo paraense. Desta feita envolve um deputado pastor de uma igreja evangélica, Pastor Divino. O deputado abastecia carros e fazia turismo nos Lençóis Maranhenses as nossas custas, descobriu o MPE.

A culpa de todo estes desvios na Assembléia são dos autores das fraudes, mas também do Tribunal de Contas do Estado que aceitou celebrar um pacto criminoso de não investigação com a AL. Vou contar aqui como tudo aconteceu.

Quando eu estava deputado estadual, eleito pelo PT numa aliança com o PV, tendo recebido a maior votação de todos os deputados da minha coligação, fui escolhido para integrar a Comissão de Fiscalização Financeira e Orçamentária, comissão responsável por analisar as contas dos outros poderes.

Eu era da bancada de oposição e quem já foi parlamentar sabe que os deputados governistas impedem que os oposicionistas tenham acesso para relatar matérias importantes, foi por isto que estranhei o fato de ter sido indicado para relatar as contas anuais do Tribunal de Contas do Estado, mas na época não fui atras de explicação para este fato, apenas resolvi fazer com competência aquilo que era o meu dever.

Recebi o processo, levei para o gabinete, convoquei meus assessores e passamos a analisar os documentos. Logo descobrimos uma série de irregularidades, desde superfaturamento em compras até superaumentos para supersalários, sem que houvesse lei que autorizasse.

Diante das provas evidentes, mas tendo o cuidado para não cometer injustiças, criei uma comissão de técnicos formadas por excelentes funcionários de carreira da Casa (estes funcionários são subaproveitados por não se submeterem aos caprichos e as irregularidades de alguns deputados) para fazer uma vistoria in loco nos documentos referentes as contas em analise.

A comissão trabalhou livremente e foi até o TCE examinar as documentações, quando retornou, fez um relatório técnico que me foi encaminhado. Os técnicos da Assembléia Legislativas encontram mais irregularidades ainda. Diante de tantas evidências de fraudes, conclui pela reprovação das contas e encaminhei ao Plenário. Foi um deus nos acuda, era a primeira vez que a Assembléia fazia seu trabalho e também era a primeira vez no Brasil que as contas de um tribunal de contas estava sendo questionada.

O processo foi para mesa Diretora que o pautou em sessão ordinária segundo o regimento interno da Casa. No dia da sessão o plenário estava tenso. Eu já estava preparado para uma possível derrota do meu parecer, mesmo com todas as evidências ali anotadas.

Quando o secretário da mesa diretora dos trabalhos, deputado Zeno Veloso, começou a leitura, fez-se um silêncio sepulcral e a cada desvio relatado, aumentava a tensão e o espanto do Secretário da Mesa.

Terminada a leitura, o relatório foi posto em votação e as contas rejeitadas por unanimidade. Trinta dias depois da rejeição das contas do TCE, para o espanto da bancada do PT, o deputado Haroldo Tavares apresentou um pequeno requerimento, sem qualquer justificativa, recorrendo da decisão. O requerimento ilegal, imoral e anti-regimental foi aprovado por unanimidade, anulando, inexplicavelmente, a votação e aprovando as contas ilegais. Na marra mesmo.

Passado anos deste fato, fato que nunca saiu da minha cabeça e sempre me incomodou muito, acabei descobrindo toda a bandalheira.

Na época o TCE fazia uma avaliação nas contas dos deputados e já havia descoberto muitas irregularidades, principalmente quanto as prestações de contas das verbas indenizatórias de cada parlamentar, apenas a bancada do PT não tinha problemas com suas contas. Os deputados envolvidos se reuniram e resolveram dar o troco entregando as contas do TCE para um deputado que sabiam ia fazer o que eu acabei fazendo.

Após a rejeição das contas do TCE, os deputados envolvidos em fraudes passaram a negociar uma saída e a saída encontrada foi um pacto de não investigação. Desta época em diante, nem o TCE investiga a Assembléia Legislativa e nem a Assembléia Legislativa investiga o TCE. Foi este pacto medíocre e criminoso que permitiu os desvios que hoje estamos assistindo entristecidos. O MPE, depois de fazer a faxina no Poder Legislativo, deve virar suas baterias para o TCE, sem medo de retaliação.

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Poeta homenageia doutor

Dr. Erick Jennings O escritor, poeta e artesão Abdias da Conceição Silva fez uma homenagem ao Hospital Regional do Baixo Amazonas do Pará, administrado pela Pró-Saúde, dedicando seis páginas de seu terceiro livro, “Minha mente é uma internet”, para agradecer em forma de verso e prosa a dedicação e profissionalismo do Dr. Erik Jennings e equipe de Neurocirurgia, e por toda atenção e carinho que recebeu dos enfermeiros e demais profissionais do Hospital Regional. Leia no Blog do Vereador Valdir Matias Júnior.

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O PV na TV

O convidado do PV para estrelar a nossa propaganda eleitoral é o Dr. Jorge Bichara, médico e diretor da UNIMED do Sul do Pará, mas a sua opção pelo Partido Verde veio da consciência ambiental forjada nos anos de trabalho na Fundação Zoobotanica, uma instituição filantrópica, mantida por diversas entidades públicas e privadas  e que cuida de animais na região sudeste do Pará. Bichara, como filho ilustre de Marabá,cansado de ver sua cidade ser destruída e atendendo apelo de pessoas influentes, resolveu colocar seu nome a disposição de uma vitoriosa candidatura a prefeito de Marabá pelo Partido Verde. Nós, os verdes, estamos felizes com a decisão do dr. Jorge e pronto a ajuda-ló nesta batalha ambiental em prol de uma Marabá do futuro.

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PV na TV

O presidente da Executiva Municipal do PV de Belém, Evandro Ladislau, reconhece as mudanças na vida dos brasileiros, mas alerta para necessidade de preservarmos os recursos naturais. O vídeo foi produzido pela Vanguarda e KL destacando o símbolo do Partido Verde e o objeto da nossa preocupação, o Planeta. Não quero ser gabola, não, mas depois do Rock in Rio nossa propaganda tem tudo para virar a nova sensação da internet, basta que você divulgue para os amigos.

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