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Limpar o Brasil da corrupção vai dar muito trabalho

A limpeza mínima necessária que o Brasil precisa para começar a viver na democracia, com ênfase no debate dos verdadeiros problemas nacionais, ainda vai dar muito trabalho. A faxina começou e cada quanto da casa que a vassoura chega, encontra muito lixo acumulado, não é só debaixo do tapete, este ainda nem levantamos, a sujeira está por todos os cantos e quanto mais se limpa, mais os atuais ocupantes sujam.

Hoje, 24.04, cumprindo um mandato de busca e apreensão, a PF percorreu a casa do senador Ciro Nogueira e o gabinete do deputado federal Eduardo da Fonte, os dois do PP, sendo Ciro presidente nacional da legenda e Eduardo da Fonte ex-corregedor da Câmara dos Deputados, herdeiro político de Severino Cavalcanti. Dois currículos pesados que se juntaram dentre de um biombo chamado PP, Partido Progressista, a legenda mais corrupta da República, ganhando do PMDB e do PT, e olha que o páreo é duro.

O PP foi o partido que na janela partidária, período que os parlamentares com mandato podem trocar de partido sem perder o mandato, mais recebeu parlamentares, sendo o partido com a maior bancada na Câmara dos Deputados.

A vassoura está nas mãos do eleitor e a tarefa é dura, trabalhosa, minuciosa, mas necessária. O parlamento, Senado e Câmara dos Deputados, é o mais importante dos poderes da república e não pode ser um valhacouto de bandidos. Por tanto, meus e minhas, peguem a vassoura, não a vassoura do Jânio Quadros, aquela é demagógica, populista, mas a vassoura democrática do voto consciente e mãos a obra.

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Todo político é político ?

Nem todo o político é político. Parece estranho dizer isso, mas faz sentido quando ser político é pensar e agir em solidariedade com as pessoas em razão do bem comum. Nestes casos, verdadeiros casos, não precisa exercer mandato público e são políticos.

Algumas pessoas exercem mandato público e usam para os seus próprios interesses, não agindo em prol da coletividade, nem em solidariedade com irmãos e em favor de causas coletivas. Este último está político, mas não é um político.

São estes últimos que roubam, se corrompem, prometem e não cumprem, metem para conseguir mais poder. Acumulam furtunas lesando os cofres públicos.

Quando muitas pessoas dizem que todo o político é um ladrão, estão repudiando este tipo asqueroso, que merece mesmo o repúdio.

Fazer a diferença entre estes dois tipos, separando o joio do trigo, nem sempre é um tarefa simples, alias, não é simples mesmo.

O falso político tem artimanhas. Disfarças seus propósitos, ilude o eleitor como diversos artifícios e até usa os dramas pessoais dos mais pobres para convencê-los a trocar o voto por pequenos e imediatos benefícios.

Quem pode ajudar a mudar isso? Os mais esclarecidos.

Em cada eleição, os bons e verdadeiros políticos, por não se venderem e nem concordar em usar de meios escusos, tem sempre dificuldade em conquistar o voto. Precisam de ajuda e muita ajuda das outras pessoas de bem. Estas devem aderir as candidaturas boas, sadias, comprometidas e levar aos quatro cantos do país, criando o mutirão do bem e da transformação.

 

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Parlamentarismo é democracia. Presidencialismo é crise política

Imagina-se que uma pessoa quando chega ao cargo de primeira mandatária de um país está preparada para exercê-lo com a devida compreensão do sistema e do processo político pelo qual foi eleita. Em recente entrevista concedida a TV Brasil, me deparei ao assistir a presidente afastada Dilma Rousseff atribuindo ao presidencialismo a modernização e transformação do Brasil. Ela diz que “sempre tivemos executivos mais avançados que a representação parlamentar”, ao contrário da representação parlamentar que é composta de “interesse econômico, oligarquias regionais e um conjunto de práticas que fragmentam a questão política”. E concluindo sua fala sobre o tema, a presidente afastada destaca que semiparlamentarismo é mais uma atitude golpista.

As hipóteses são rasas e desprovidas de qualquer correlação com os mais comezinhosconceitos sobre sistema de governo produzido pelas nossas academias. Se levarmos em conta o que diz Dilma Rousseff, chegaremos à conclusão que a ainda atual presidente afastada defende a ditadura presidencial, o que justifica seu desprezo pelo parlamento e talvez por isso ela não ache grave violar a lei orçamentária, através de créditos orçamentários sem a devida aprovação dos representantes do povo.

Outro grave aspecto a meu ver está no fato da presidente Dilma correlacionar a presidência da república os avanços; e ao parlamento os retrocessos, sendo que o eleitor que elege o presidente é o mesmo que elege o parlamentar. O voto é o mesmo. Dilma, por seu viés autoritário, não consegue perceber que um parlamento irresponsável, combinado com a coalização necessária à governabilidade é que distorce o sistema de freios e contrapesos tão caro a República.

O Parlamentarismo, ao contrário do que disse a presidente Dilma, é o mais moderno sistema de governo democrático por ser o único que obriga a oposição a torcer pelo sucesso das políticas públicas e fazendo uma oposição responsável. Este é o único sistema que combina com nossa cultura política baseada na pluralidade de pensamentos e de partidos políticos.

O Presidencialismo que se extrai da fala de Dilma (veja no vídeo) é aquele em que o presidente da república “moderno” e “transformador” deve decidir o que é melhor para o país e não aceita discordância, uma vez que é vinda de uma “Casa do Povo” atrasada.

A única forma de Dilma aceitar a democracia é se o Brasil aceitá-la como Dilma, primeira e única.

 

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Michel Temer

O que esperar de um governo dirigido por Michel Temer

Michel Temer
Michel Temer

Depois da festa cívica de domingo, onde o país se mobilizou contra e a favor, com suas tvs ligadas durante a sessão da Câmara dos Deputados do impeachment de Dilma Rousseff, estamos próximos de iniciar um novo governo comandado pelo vice-presidente, Michel Temer. Governo esse respaldado no voto de 367 deputados, com perfis ideológicos parecidos com o de uma colcha de retalhos. Bem mais a cara da sociedade brasileira, retrato da diversidade com a qual o PT não soube se relacionar.

 

O processo ainda vai para o recebimento junto ao Senado Federal, onde deve alcançar metade mais um dos votos dos Senadores. Se alcançado este quórum, a presidente Dilma Rousseff será afastada para responder pelo crime de responsabilidade.

 

As declarações de votos dos deputados fez os brasileiros perceberem o quanto suas escolhas comprometem a qualidade da representação parlamentar. Foi uma aula de responsabilidade entre representantes e representados. Pela primeira vez, os eleitores ficaram cara a cara com seus eleitos e viram que é preciso ter muito cuidado na hora de escolher os membros da Casa do Povo. Claro que devemos ressaltar que, em meio a tanta pobreza, houveram declarações de votos acima da média. Ah, ia me esquecendo, o Brasil descobriu que Sergio Reis, o símbolo da canção sertaneja, é deputado federal. Também pode ver uma atuação legislativa do deputado Tiririca e seu bordão: “pior que tá, não fica”.

 

O PT lutou anos para conquistar o voto e o apoio do povo brasileiro pelo seu ideário socialista. Conseguiu, e disso não tem o que reclamar. Prometia, com outras palavras, o mesmo que Tiririca dizia: que o Brasil não ficaria pior do que estava. Ao contrário, o caminho nos levaria ao céu de brigadeiro.

 

Quatro mandatos e treze anos depois, sobrou amor e ódio. Amor demonstrado por uma minoria, parte dela beneficiária direta do governo. Ódio explicitado pela população que pagou a conta ou por aqueles que receberam benefícios aquém do que esperavam.

 

O PT recebeu o governo com a inflação controlada, com um modelo de Estado apontando para o neoliberalismo, com alguns programas sociais em andamento e com privatizações de empresas na área de telefonia e mineradoras, principalmente. Para consolidar o que havia sido iniciado, era necessário fazer a reforma fiscal, imposto sobre as grandes fortunas, a reforma previdenciária e a reforma política, pelo menos.

 

Nada foi, pelo menos, tentado. O próprio PT boicotou a reforma fiscal e a reforma da previdência. No caso da reforma política, nem entre os petistas, fez-se o consenso para apresentar um caminho ao debate. Os ricos continuaram ganhando muito e não pagando nada. As contas públicas foram ficando impagáveis.

 

Sem o imposto sobre as grandes fortunas, sem cortar gastos, o PT resolveu eleger os setores médios, seus aliados na caminhada rumo ao poder, como aqueles que deveriam suportar toda a carga tributária e, literalmente, pagar a conta.

 

O governo manteve os gastos públicos crescentes. Aumentou o número de ministérios e cargos para agradar aliados. Na medida que perdia apoio da classe média, se socorria dos bolsões de pobreza, incrementando ainda mais os programas sociais, que aos poucos perdiam a qualidade e aumentavam o rombo das contas públicas.

 

As justas reclamações da classe média, eram respondidas com radicalismo por parte do membros do governo. Sem diálogo com o governo, a insatisfação dos setores médios foi abraçada pela direita, surgida dos porões escuros, onde tinha se escondido neste anos todos. O clima foi criando um reação de ódio, expressa em cartazes, postagens em redes sociais e até no voto do deputado Jair Bolsonaro em homenagem ao torturador Brilhante Ustra.

 

Se o Senado Federal admitir a denúncia, o vice-presidente Michel Temer, assumirá e terá pela frente grandes desafios a superar, dentre os quais, restaurar o união nacional e buscar a paz social, tão almejada por nossa sociedade, onde a desigualdade marca o nosso povo desde os primórdios. Mas não é só isso.

 

O governo de Michel Temer precisa ser de salvação nacional. Uma coalização de partidos políticos com objetivos claros e bem definidos desde o princípio, tais como: o sistema presidencialista de coalização deve ser extinto e no seu lugar devemos implantar o parlamentarismo, sistema bem mais moderno, democrático e adequado a tipo de legislativo que temos no país, onde os deputados querem participação no governo.

 

A reforma fiscal, com equilíbrio das receitas públicas e distribuição mais equânime da carga tributária, com a taxação das grandes fortunas e da distribuição automáticas das receitas públicas entre os entes federados. A reforma política deve atingir as representações partidárias, criando partidos mais fortes e mais representativos. Diminuição do tamanho do estado, tornando mais eficiente e eficaz, inclusive debatendo qual o papel que deve ter

 

Adotar as 10 medidas de combate a corrupção, não interferir nas operações de combate, como a Lava Jato. O deputado Eduardo Cunha deve responder pelos crimes de que é acusado. Os programas sociais devem ser mantidos, porém reavaliados para torná-los mais eficientes no combate as desigualdades sociais.

 

O governo de transição deve ousar nas urgências ambientais: programa de energia limpa, implantação dos planos de resíduos sólidos e saneamento básico, desmatamento legal e ilegal devem ser combatidos, as cidades carecem de investimentos em transporte público.

 

O combate a violência, e, por fim, a volta de crescimento econômico com a geração de emprego.
A sociedade brasileira foi a grande protagonista dessa conjuntura política, aprendeu o caminho das mudanças e seguirá exigindo que o Brasil seja o grande e moderno pais como que todos sonhos. Michel Temer não durará se deixar de ouvir as vozes das ruas.

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Quem não gosta da Dilma e do Lula?

 
Nas manifestações contra o governo Dilma e o ex-presidente Lula, segundo os governistas, quem participou, tinha um perfil de classe média e pele branca. 

Os que participaram das manifestações de apoio ao governo, também eram pessoas da classe média, com curso superior e salário bem acima da média do povão. 

Se o povão não foi as manifestações, então o que pensa o povo acerca dos governistas e de Dilma? 

A revista Piaui, traz essa resposta em uma matéria assinada pela jornalista Malu Gaspar, baseada nos dados do instituto Data Popular. Os do andar de baixo, classe C, D e E, com renda abaixo de 3.500 reais, não foram as manifestações por considerá-las “coisa de rico”. 

O Instituto também descobriu que o impeachment é um desejo de ricos e pobres, mas os motivos são diferentes. Enquanto os ricos que desejam o impeachment querem um estado menor, enxuto, com menos tributos. Os pobres que também desejam a saída da Dilma, querem um estado mais vigoroso e com mais programas sociais, como minha casa minha vida, prouni, etc. 

O certo é que os brasileiros estão divididos e o governo não representa mais o resultado das urnas. Leia a matéria: O que divide os brasileiros.

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A Pará será grande, apesar dos governantes

Bom dia e boa semana. No domingo, quem assistiu o programa “Esquenta” da Rede Globo, apresentado por Regina Casé, tomou um banho de Pará. Açaí, caldeirada de filhote, Dalcídio Jurandir, Gaby Amaranthos, Chimbinha & Joelma, Dona Onete, Dira Paes, Aparelhagens. Temos tudo isto e muito mais, quem nasceu aqui sabe disso. Fiquei emocionado e lembrei-me de um texto de Henry Codreau (Em Conceição do Araguaia tem uma rua em sua homenagem), um renomado geógrafo contratado no inicio do século XX pelo Governo do Pará para fazer uma espécie de Zoneamento Ecológico-econômico do Estado, que li quando estava na Casa Civil, por ocasião dos debates sobre os limites entre Pará e Mato Grosso. Codreau, após conhecer as entranhas do Pará destacou seu potencial com um texto emblemático, que, por não tê-lo em mãos, tentarei reproduzir de memória e que consta de uma publicação organizada por José Varela para PARATUR: “Existem na América do Sul dois pontos geograficamente importantes, a cidade de Buenos Aires e a cidade do Pará. A cidade de Buenos Aires está voltada para o pólo, enquanto que a cidade do Pará está de frente para Europa e Estados Unidos. Os governantes daqui podem até atrasar o seu desenvolvimento, mas jamais vão conseguir evitá-lo”. É profético, não acham?

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Casal é executado em Icoaraci

Quero saber qual é a versão dos órgãos de segurança pública do Pará para mais esta execução em Icoaraci? O casal era pacato, dono de um restaurante, aparentemente não tinham inimigos, podia ser qualquer um de nós ou dos nossos parentes, mas foram executados em plena rua movimentada por dois homens em uma moto, mostrando que eles não temem a repressão.

No caso dos adolescentes também chacinados, apareceu o executor de Icoaraci, preso e mostrado como uma ato de eficiência policial, mas as execuções continuam o que prova que ele pode ser apenas um dos muitos assassinos que andam a solta por ai, e agora dona puliça?

O delegado João Moraes, presidente do Sindicato dos Delegados, contestou os números da violência em Belém e até veio ou mandou alguém comentar aqui no Blog em sua defesa. Ora, eu não quero polemizar com ninguém, apenas peço, em nome dos cidadãos de Belém, que os órgãos de segurança pública façam o trabalho pelo qual estamos pagando muito bem e descubram, prendam e mandem a julgamento os assassinos que executam pessoas todas as noites na Grande Belém.

Combatam a violência que nos assusta e nos dêem a segurança que foi prometida em palanque e nas propagandas eleitorais e a qual temos direito. Deu para entender?

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Em Bragança 70.654 pessoas não tem acesso a água tratada

Ainda analisando os números do IBGE para cidade quatrocentona, Bragança, a Pérola do Caeté, verifica-se que o índice de analfabetismo da população acima de 15 anos ainda é de 15,7%, ou seja, 17.777 cidadãos que não sabem ler e nem escrever, pois o IBGE não mediu o número dos chamados analfabetos funcionais.

Na cidade de Bragança existem torneira públicas muito freqüentadas onde as pessoas fazem filas com suas garrafas pets, para apanhar água para beber. O mais trágico é que muitas destas torneiras são localizadas em prédios públicos como a Escola Muncipal Maricotinha ou a Secretaria Municipal de Saúde. Sempre questionei este fato, agora lendo os números do censo 2010 vejo que 62,4% da população não tem acesso a água tratada. São 70.654 pessoas que em pleno Século XXI não tem o direito básico de água doce sem contaminação atendido. Pode?

Um outro número muito difícil de aceitar é o do esgotamento sanitário, 12.663 domicílios, com uma taxa de ocupação de 6,7 representando 84.842 pessoas usam fossas rudimentares. Isto explica a quantidade de pessoas nos postos de saúde ou no atendimento da rede hospitalar, que não é pequena.

Os números estão aí, ninguém pode desconhece-los, basta agora vontade política de trocar pão e circo por políticas públicas responsáveis. Basta querer.

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Jatene não ouviu as urnas do plebiscito

O Governador Simão Jatene continua em campanha publicitária para mostrar o que ainda não fez, as mudanças e as obras que prometeu durante as eleições. No final e inicio de ano deu entrevista e anunciou mudanças no secretariado.

No dia 31.12, última dia do ano, aquele dia que as pessoas estão com o coração aberto, com o espirito de confraternização, ao abrir o Jornal O Liberal encontrei um enorme investimento em publicidade, tanto do Executivo quanto do Legislativo.

Em retribuição, o Jornal recheou suas colunas de notas favoráveis ao Governador e uma entrevista de página inteira, na qual Jatene respondeu o que quis, chegando a fazer uma grosseria de interromper a única pergunta desagradável sobre o plebiscito, fato anotado profissionalmente por quem o entrevistou.

A entrevista pode ser resumida assim: O Pará tem dois problemas a serem enfrentados, a pobreza e a desigualdade; Ana Júlia não os enfrentou por falta de gestão; Jatene diz que não os enfrentará por falta de recursos; fala de uma justiça tributária inatingível; prega um novo pacto federativo que sabe ser inexeqüível; quando perguntado sobre a taxa mineral, recentemente criada, deixa de dar o crédito ao Vice Governador e não diz o que vai fazer com o dinheiro arrecadado; quando abordado sobre o plebiscito, acusa os políticos do Tapajós de estimularem a discórdia. No final da entrevista volta a balela do pacto pelo Pará, pregando uma união que só vale se for sobre os seu comando e favoreça o seu grupo político. Um detalhe, tudo falado intelectualmente.

Na reforma do secretariado, quando todos pensavam que ele iria anunciar uma descentralização administrativa para atender as reclamações do povo do Carajás e Tapajós, aproximando e unindo o Governo daquelas regiões, Jatene desconheceu o resultado das urnas e trocou seis por meia dúzia. Nada mudou para não mudar nada. Apenas publicidade.

O Pará está dividido, empobrecido e com muita desigualdade. Jatene sabe disso, mas nada fez e nada fará até 2013. Nadou de braçada no primeiro ano, sem MP, sem Assembléia Legislativa, sem OAB e sem oposição. Nadará ainda mais um ano por causa das eleições municipais. Está enrolando, ensaboando e fazendo cera, a tática é guardar dinheiro para governar só no terceiro ano e fazer propaganda no quarto para vencer novamente as eleições. Tudo planejado e falado com Jader Barbalho, seu guru.

Neste enredo só falta falar com os milhares de tuiteiros, feicebuqueiros, blogueiros, incontroláveis, com seus teclados e modem espalhados pelo Pará e de olho nas armações dos políticos de carteirinha

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Esperteza derrota a democracia

A gente luta tanto pelo aperfeiçoamento da democracia, mas as vezes parece que a coisa retrocede ao invés de avançar.

A Câmara Municipal é o poder fiscalizador no município. É ela que aprova o orçamento e fiscaliza os gatos do Prefeito, por tanto, quanto mais independente e isenta for, melhor para cumprir seu papel.

Ontem, último dia do ano, tive a infelicidade de ouvir um relato detalhado de um prefeito, vangloriando-se da sua esperteza para vencer a eleição da mesa diretora da câmara de “seu” município que me deu um enorme desânimo.

O prefeito tinha um candidato a presidente. Tinha um candidato a presidente do poder que lhe deve fiscalizar? Como assim?

Apareceu um outro concorrente com toda a chance vencer o pleito interno. O prefeito então organizou sua chapa e duas outras chapas laranjas. Escreveu três chapas e com isto amarrou nove votos de treze. Com esta manobrar, esvaziou completamente a possibilidade do concorrente até montar chapa para concorrer.

Na dia das eleições, as chapas laranjas, faltando poucas horas para o pleito, retiraram-se e a única chapa, aquela que o prefeito queria, venceu sozinha, garantindo o total controle do legislativo pelo executivo.

Os vereadores, que foram convencido$ a retirar suas candidaturas, saíram do pleito fortalecido$ para as próximas eleições.

O prefeito terminou o relato rindo, feliz com sua astúcia política. Eu fiquei triste por saber que isto acontece na maioria dos municípios, incluindo a capital. Os vereadores que deveriam ser independentes para poder exercer a fiscalização dos recursos, acabam sendo umas marionetes nas mãos do prefeito, permitindo toda sorte de desvios e de gastos irregulares.

O povo não é o culpado, uma vez que escolhe seus candidatos acreditando nos discursos e nas propagandas, mas é povo que tem a solução e um dia vai acabar acertando na escolha.

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