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O Pará paga a conta do Rio de Janeiro e do País

O Pará vem queimando suas reservas naturais para sustentar o saldo da balança comercial brasileira, a má gestão e a corrupção que assola o país. No futuro, quando deixarmos de ter os minerais que temos agora, quem é que vai reconhecer o esforço dos Pará e dos paraenses?

A imprensa nacional, diga-se os jornais de São Paulo e do Rio de Janeiro, quem pautam todos os outros meios de comunicação do país, nos acusam de estar queimando a A Amazônia, destruindo florestas e rios, quando, na verdade, tudo está sendo destruído para alimentar os cofres nacionais e estaduais deles.

Quando o país, de forma justa, clamava pela repartição das receitas do petróleo, o Rio de Janeiro protestou e exigiu que o dinheiro ficasse por lá, mas agora, quando o Rio de Janeiro se encontra em aperto por má gestão e corrupção, pede socorro para União, que usa os recursos de todos os brasileiros para tapar os rombos que eles fizeram sem nos perguntar.

O Pará precisa ter voz no parlamento nacional capaz de bradar aos quatro cantos que não aceitamos mais continuar pagando a conta dos outros. Chega!

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Adesão do Pará a Independência

  Gosto das datas comemorativas que lembram histórias, como a da Adesão do Pará a Independência.

Um povo vive de relembrar seus feitos, transmitindo-os por todas as gerações, principalmente quando o feito contribui para fortalecer os laços culturais, firmar conceitos éticos, morais e aprimorar a vida em sociedade. 

A adesão do Pará a Independência foi um fato marcante na história do nosso estado, mas poucos são os paraenses que o conhece, principalmente como ele realmente aconteceu. 

Sem saber dos detalhes e das reais circuntâncias em que se deu a Adesão do Pará ao estado nacional, os paraenses apenas aproveitam o feriado como mais um dia de descanso e de lazer. O dia passa como outro dia qualquer, sem trabalho. Nada fica de exemplo para a atual geração apreender um pouquinho com a sua história.

As rádios, as televisões, os jornais e as redes sociais, nada dizem sobre a Adesão. Acho até que os jornalistas paraenses sabem sobe o ocorrido, mas sabem muito pouco. 

O povo, se bem informado, teria cuidado de mudar sua história e até responderia de bate e pronto algumas indagações simples, como estas:

Por que o Pará não acompanhou D. Pedro I, aderindo  de imediato a Independência do Brasil? 

O que fez os paraenses mudarem de idéia um ano depois? 

A nossa adesão a Independência beneficiou a quem?

O ano da Independência era 1822, Sete de Setembro. O Imperador D. Pedro I, regressando da casa de Domitila, a Marquesa de Santos, recebeu, as margens do Riacho Ipiranga, a noticia que deveria regressar a Portugal. O rapazola se rebelou e tascou-lhe o grito: “independência ou morte”. 

O Pará era governado por uma Junta formada por portugueses ricos que se correspondia diretamente com Lisboa e não aceitaram a ideia de separar-se da Coroa Portuguesa para se submeter a um governo nacional sediado no Rio de Janeiro. Por isso, o Pará tornou-se rebelde, o que muito chateou o Jovem Imperador do Brasil. 

A rebeldia, porém, tinha dois lados. Os portugueses, ricos comerciantes, tencionavam permanecer no poder do Pará e temiam que D. Pedro I os destituisse desta posição de mando na Colonia. Os paraenses, índios, escravos e mestiços, que desejavam se libertar de qualquer julgo, incluindo o julgo do governo brasileiro que acabará de se formar e também o julgo dos comerciantes portugues da Junta Governativa.

Os dois lados, embora com interesses própios, não reconheciam a Independência  e a autoridade do Imperador D. Pedro. O Imperador reagiu forte. Contratou o almirante inglês, Thomas Cochrane, que da Bahia comandou o ataque aos estados rebeldes. 

Para o Norte, Cochrane enviou o terrível Jonh Pascoe Grenfell, no comando do Brigue Palhaço. Primeiro o Brigue, denomindo “Palhaço”, aportou no Maranhão. Tudo resolvido, Grenfell teve noticia que o maior foco de revolta estava no Pará e para cá seguiu com gosto de gás e sangue no olho. 

Chegando em Belém, o Brigue “Palhaço”, “navio de madeira, de propulsão a vela, aparelhado em brigue, construído na Bahia, em Pojuca.  O primeiro nome do brigue Palhaço era São José Diligente e fazia parte da Armada Real Portuguesa”. Dizem até que, antes de ser incorporado a Armada Portuguesa, trocou de nome para transportar escravos. Não fica bem usar o nome de um santo neste comércio de almas. 

Grenfell blefou, mentiu, enganou a Junta Governativa. Disse o Terrível Corsário, ou vocês se rendem, e hasteiam a bandeira do novo Império, ou vou atacar com uma grande esquadra que está aportada na boca de Salinas. Os portugueses temeram. Os paraenses resitiram. O impasse estava formado. 

Grenfel e a Junta Governativa fizeram um acordo. O Mercenário, conseguida adesão dos ricos portugueses, mandou recolher a tropa local no quartel. Mas bastou a noite escura cair sobre Belém, para os paraenses, com ajuda de alguns soldados rebeldes, ir as ruas e atacar as casas dos portuguesas. Tudo era noticiado pelo jornal “O Paraense”, criado por Felipe Patroni e comandado pelo Conêgo Batita Campos. 

O comandante do Brigue Palhaço mandou fuzilar cinco soldados supeitos de apoiarem a revolta, depois, informado do grande papel do Conêgo, mandou prendê-lo e amarrar à boca de um canhão como forma de ameaça aos demais. A noite, novamente os paraenses estavam nas ruas mostando o descontentamo com o julgo dos dois impérios, personificado nos terríveis exploradores portugueses que dominavam o comércio e a exportação de produtos da terra, a custa do suor e lagrimas de índios, mestiços e negros.

Grenfell, com apoio das elites, deu uma ordem absurda, prendam todos os homens que estiverem nas ruas de Belém depois que o sol se por. E assim foram presos 256 pessoas e como não tinha cadeia para tantos presos, o Terrível Mercenário mandou jogá-los no porão do “Brigue Palhaço”. Aquilo virou um inferno. O calor, a fome e a sede fez os homens gemerem e gritarem por água. No lugar de atende-los, os marinheiros foram orientados a dar uma rajada de tiros para dentro do porão. Os gritos aumentaram. Presos na escuridão do porão fétido, os duzentos e cinco e seis bravos paraenses, agora nús, gemiam de fome, sede e calor, misturados aos corpos dos primeiros mortos. 

O barulho infernal dos inocentes foi aplacado com a cal virgem, atirada para dentro do porão, para completar, teve suas escoltilhas fechadas. No dia seguintes, estavam mortos, 252, dos 04 sobreviventes, 03 morreram em seguida e apenas 01 ficou vivou e dele não se dignaran a registrar o nome, muito menos o paradeiro. 

Não se sabe para onde levaram e enterraram os corpos, alguns falam que uma grande cova foi aberta nas terras do Sítio Penacova, pertecente aos Padres Franciscanos e que fica ali pros lados do Tapanã. 

Os portugueses aderiram a Independência e foram honrados com cargos e benesses pelo Imperador. Grenfell tornou-se consul do Brasil na Inglaterra onde veio a falecer de morte natural. A história do massacre do “Brigue Palhaço” e da Adesão do Pará a Indepedência” foi ocultada por muito tempo. Dizem que até a data, 15 de Agosto, está errada, fala-se que tudo teria ocorrido no mês de outubro. 

O deputado constituinte paraenses Zeno Veloso, relator da “Carta Magna do Pará”, lembrou, talvez até por ironia de intelectual, de escrever a data provável como feriado estadual, sem contar os fatos.

Os paraenses prantearam seus heróis e junto com Batista Campos e prepararam a grande “Revolução Cabana”, em 1835 a 1840, dizem que é a unica revolta popular vitoriosa que se tem noticia na história da humanidade, tempos depois, único período em que o Pará viveu lívre do governo central. 

Novamente fomos invadidos e saqueados, como somos até hoje e sempre com ajuda de descendentes da elite daquela época, as vezes runidos em federações, partidos, meios de comunicação. Brasilia nos explora levando nosso minério, a energia, a madeira, o cacau, a pimenta, deixando para os descendentes dos massacrados do “Brigue Palhaço”, o pão e o circo de todas as eleições.
Vamos dar um viva ao nossos heróis? Viva!

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União pelo Pará

  
Faço uma pausa na série “sou um estranho no meu quarteirão”, para falar do futuro do Pará. O título, união pelo Pará, é provocativo, mas é importante que seja.

Na OAB, durante a abertura do colégio de presidentes, organizada pelo nosso presidente Alberto Campos, o economista Eduardo Costa, diretor da FAPESPA, órgão de pesquisa e fomento do Governo do Pará, instituição que passa a contar com o meu o apoio, apresentou os dados econômicos sobre o Pará. 
A palestra foi dividida em dois blocos. No primeiro, Eduardo mostrou a pujança da economia paraense, com receitas sempre crecentes, oriundas principalmente da exportação de produtos primários. Provou que mesmo crescentes, estas receitas ainda poderiam ser muito melhores se não fossem as injustiças cometidas pela União no caso das compesações oriundas da Lei Kandir e do esgarçamento do pacto federativo, que Eduardo chamou de arranjos federativos.
Aqui, conclui que a mineração não é a culpada pelas desgraças do Pará, ao contrário, sem ela, o nosso estado estaria vivendo dias muito piores. 
No segundo bloco, Costa apresentou os números sociais do Estado. Ai deu-se a desgraça. Mais de 60% da nossa gente vive com até um salário mínimo. Recebemos migrantes com baixa escolaridade e nem uma formação profissional. 67 municípios do Pará dependem excluisvamente de renda advinda da administração publico, emprego público, aposentadória e programas sociais, sem outras receitas, são indigentes. 
Diante dos quadros apresentado, chego a conclusão que devemos sim unir todos os políticos paraenses por uma pauta de valorização do papel do Pará enquanto membro da Federação. 
Isso implica dizer que não temos, priorotariamente, inimigos internos a combater, pelo menos por enquanto. As disputas internas são democráticas, mas não devem nos afastar do principal objetivo que é exigir o que é dos paraenses por direito. 
De hoje, por diante, vou concentrar meus esforços no PV a favor dessa união. 

A próxima bancada federal, deputados e senadores, deve ser muito bem escolhida. Devemos eleger paraenses para nos representar em Brasília que tenham preparo para debater e articular vitórias em favor da justiça fiscal e das legislações federais que revertam a grave situação social da nossa gente.
O time de deputados e senadores paraenses pode muito bem ser os melhores e mais preparados filhos desta terra, prontos para fazer a defesa dos nossos interesses coletivos. 

O governador Simão Jatene, o presidente da Assembléia Márcio Miranda, o eterno presidente da OAB Pará, Jarbas Vasconcelos, formariam um bom time de senadores, por exemplo. Outros nomes, de várias legendas, podem ser escalados para compor a bancada de deputado federal. 

Helder Barbalho que é candidato ao governo tem papel importante nesse esforço de união pelo Pará.

O importante é juntar todos as forças políticas em torno da pauta comum, pois se assim não agirmos, e agirmos rápido, consumiremos todos os nossos recursos naturais sem deixar um bom legado de prosperidade para o nosso povo. 

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Eleição da Mesa da Assembléia: o Império da Lei há de chegar no Pará

A eleição da Mesa da Assembléia Legislativa ficou para fevereiro de 2013. Esta decisão foi tomada no dia de ontem pelo colégio de líderes, quando nove partidos fiéis ao Palácio dos Despachos (este despacho é de papéis e expedientes) desconhecendo o que determina o Regimento da Casa que manda que a eleição seja em dezembro, afrontaram a lei e derrotaram quatro partidos de oposição. 
O governo decidiu ganhar tempo para vencer a disputa e controlar o Poder Legislativo através da Mesa Diretora e da presidência.
No Brasil, optamos pelos três poderes clássicos da República: Executivo, Legislativo e Judiciário. Quando fomos consultado através do plebiscito, em 1993, sobre que regime de governo queríamos, o povo brasileiro decidiu enterrar de vez a monarquia. E o povo decidiu soberanamente que aqui no Brasil ( o Pará é Brasil) devemos resguardar a independência e autonomia dos poderes.
O executivo, herdeiro do monarca,  sempre tenta, mas não pode influenciar na autonomia dos outros poderes, nem através do tosco “mensalão” ou mesmo fazendo uso de meios sofisticados da maioria parlamentar, obtida através da ofertas de vantagens.
Qualquer tentativa do Executivo de subjulgar o Legislativo aos seus interesses, deve ser repudiada, com todas as forças, pela sociedade. O Legislativo é a garantia do funcionamento da República, pois é ele o mais democrático e fundamental dos três poderes. A imprensa e as instituições, como a OAB, precisam demonstrar sua preocupação com esta grave violação ao cerne dos princípios republicanos.
Se o Executivo influencia até na data em que vai ser eleito o presidente e a Mesa da Assembléia, é obvio que influenciará nos ocupantes dos cargos, comprometendo a autonomia do Legislativa e ferindo de morte a República, por conseguinte deixando de lado as regras constitucionais. 
Os deputados derrotados poderiam recorrer ao Poder Judiciário para fazer valer a lei, mas não o farão, sabem que o Poder Judiciário paraense dificilmente dará uma decisão autônoma e independente. No TJ Pará já houve eleição com duas chapas e a Desembargadora Nadja, esposa do Dr. Santino, sagrou-se vitoriosa.
Como diz Caetano Veloso, no seu novo CD Abraçaço, quarta faixa: “o Império da Lei há de chegar no Pará”.

P.S.: Escrevo estas minhas opiniões livres e independentes, mas algum fofoqueiro sempre vai e diz para o Governador: “olha como o Zé Carlos é ingrato, já está falando mal do Senhor”. Eu, porém, continuo acreditando que alguém tem que falar  para o governante o que o puxa-saco, por depender do seu cargo, não pode falar. O Governante sempre houve o que lhe agrada e por isso está mais propenso a cometer erros. 

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Pacto do TCE com AL é o responsável pelos desvios de recursos

Os deputados e conselheiros fizeram um pacto de não investigação e deu no que está dando. Novas denúncias atingem outros deputados no monumental desvio de dinheiro público na Assembléia Legislativa, justamente o Poder instituído, para, em nome do povo, fiscalizar a aplicação do dinheiro arrecadado com a enorme carga tributária imposta, injustamente, ao povo paraense. Desta feita envolve um deputado pastor de uma igreja evangélica, Pastor Divino. O deputado abastecia carros e fazia turismo nos Lençóis Maranhenses as nossas custas, descobriu o MPE.

A culpa de todo estes desvios na Assembléia são dos autores das fraudes, mas também do Tribunal de Contas do Estado que aceitou celebrar um pacto criminoso de não investigação com a AL. Vou contar aqui como tudo aconteceu.

Quando eu estava deputado estadual, eleito pelo PT numa aliança com o PV, tendo recebido a maior votação de todos os deputados da minha coligação, fui escolhido para integrar a Comissão de Fiscalização Financeira e Orçamentária, comissão responsável por analisar as contas dos outros poderes.

Eu era da bancada de oposição e quem já foi parlamentar sabe que os deputados governistas impedem que os oposicionistas tenham acesso para relatar matérias importantes, foi por isto que estranhei o fato de ter sido indicado para relatar as contas anuais do Tribunal de Contas do Estado, mas na época não fui atras de explicação para este fato, apenas resolvi fazer com competência aquilo que era o meu dever.

Recebi o processo, levei para o gabinete, convoquei meus assessores e passamos a analisar os documentos. Logo descobrimos uma série de irregularidades, desde superfaturamento em compras até superaumentos para supersalários, sem que houvesse lei que autorizasse.

Diante das provas evidentes, mas tendo o cuidado para não cometer injustiças, criei uma comissão de técnicos formadas por excelentes funcionários de carreira da Casa (estes funcionários são subaproveitados por não se submeterem aos caprichos e as irregularidades de alguns deputados) para fazer uma vistoria in loco nos documentos referentes as contas em analise.

A comissão trabalhou livremente e foi até o TCE examinar as documentações, quando retornou, fez um relatório técnico que me foi encaminhado. Os técnicos da Assembléia Legislativas encontram mais irregularidades ainda. Diante de tantas evidências de fraudes, conclui pela reprovação das contas e encaminhei ao Plenário. Foi um deus nos acuda, era a primeira vez que a Assembléia fazia seu trabalho e também era a primeira vez no Brasil que as contas de um tribunal de contas estava sendo questionada.

O processo foi para mesa Diretora que o pautou em sessão ordinária segundo o regimento interno da Casa. No dia da sessão o plenário estava tenso. Eu já estava preparado para uma possível derrota do meu parecer, mesmo com todas as evidências ali anotadas.

Quando o secretário da mesa diretora dos trabalhos, deputado Zeno Veloso, começou a leitura, fez-se um silêncio sepulcral e a cada desvio relatado, aumentava a tensão e o espanto do Secretário da Mesa.

Terminada a leitura, o relatório foi posto em votação e as contas rejeitadas por unanimidade. Trinta dias depois da rejeição das contas do TCE, para o espanto da bancada do PT, o deputado Haroldo Tavares apresentou um pequeno requerimento, sem qualquer justificativa, recorrendo da decisão. O requerimento ilegal, imoral e anti-regimental foi aprovado por unanimidade, anulando, inexplicavelmente, a votação e aprovando as contas ilegais. Na marra mesmo.

Passado anos deste fato, fato que nunca saiu da minha cabeça e sempre me incomodou muito, acabei descobrindo toda a bandalheira.

Na época o TCE fazia uma avaliação nas contas dos deputados e já havia descoberto muitas irregularidades, principalmente quanto as prestações de contas das verbas indenizatórias de cada parlamentar, apenas a bancada do PT não tinha problemas com suas contas. Os deputados envolvidos se reuniram e resolveram dar o troco entregando as contas do TCE para um deputado que sabiam ia fazer o que eu acabei fazendo.

Após a rejeição das contas do TCE, os deputados envolvidos em fraudes passaram a negociar uma saída e a saída encontrada foi um pacto de não investigação. Desta época em diante, nem o TCE investiga a Assembléia Legislativa e nem a Assembléia Legislativa investiga o TCE. Foi este pacto medíocre e criminoso que permitiu os desvios que hoje estamos assistindo entristecidos. O MPE, depois de fazer a faxina no Poder Legislativo, deve virar suas baterias para o TCE, sem medo de retaliação.

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O Pará é campeão de hanseniases

A hanseniases é a doença mais antiga da humanidade, por ser a mais antiga é a mais conhecida. A medicina e a humanidade sabe tudo sobre ela, inclusive como se transmite e como se cura. Por que o Pará ainda é o campeão deste mal? Isto é inaceitável.

O que adianta lutar para ser sede da copa ou abrigar uma equipe do LIECHTENSTEIN, NAURU ou TUVALU para treinar com vistas aos jogos olímpicos se estamos perdendo o jogo para um pequeno bacilo? Foram mais de três mil casos no ano passado.

Quando eu era criança e morava no bairro do Guamá, todos os alunos da rede pública eram vacinados e foi através de uma campanha de vacinação no Grupo Escolar Frei Daniel que descobrimos um parente próximo com a doença. A descoberta precoce permitiu o tratamento, a cura e a não contaminação dos demais, já que na minha casa, éramos da Sociedade de São Vicente de Paula e trabalhávamos em campanha de caridade com os “leprosos” de Marituba e da Colônia do Prata. Arrecadávamos roupas, revistas, remédios, alimentos para distribuir nas colônias nos dias de visita.

Conheço muito bem a doença, sei o quanto ela infelicita a pessoa contaminada e os parentes, mas sei que é fácil curá-la, por isso me entristeço que o Pará ainda apresente tantos casos.

Esqueçamos o passado, não vamos aqui acusar ninguém, embora mereçam, mas apenas fazer um apelo ao Governador Simão Jatene e ao Senador Jader Barbalho, os dois lideres atuais do Pará, vocês que venceram seus adversários políticos nas urnas, nos tribunais, nos bastidores podem derrotar o bacilo de hansen, é só querer?

Abaixo vai a foto do nosso adversário mais importante a ser combatido no momento, vamos fazer um pacto pelo Pará sem hanseniases?

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Poeta homenageia doutor

Dr. Erick Jennings O escritor, poeta e artesão Abdias da Conceição Silva fez uma homenagem ao Hospital Regional do Baixo Amazonas do Pará, administrado pela Pró-Saúde, dedicando seis páginas de seu terceiro livro, “Minha mente é uma internet”, para agradecer em forma de verso e prosa a dedicação e profissionalismo do Dr. Erik Jennings e equipe de Neurocirurgia, e por toda atenção e carinho que recebeu dos enfermeiros e demais profissionais do Hospital Regional. Leia no Blog do Vereador Valdir Matias Júnior.

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Gabriela Amaral dos Santos, do Pará para o Brasil

Gabriela Amaral dos Santos, ou seja, Gaby Amarantos, a nossa Beyoncé do Pará, arrasou ontem no primeiro Domingão do Faustão do ano.
A musa lançou ontem no programa seu primeiro álbum solo: Treme, e cantou “Xirley Xarque”, “Sem Eira Nem Beira” e, a pedido de Fausto, “Beba Doida”.
Gaby gosta do Pará, ama Belém e é apaixonada pelo Jurunas, seu bairro. Por isso torço por ela e desejo que a rainha do tecnomelody (como tem sido chamada ultimamente) tenha muito sucesso.

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Diarréia ambiental suja o Planeta

No ano de 2012, o Brasil estará no olho do furacão mundial e daqui poderá sair soluções para evitar a “vingança de Gaia”.

Quando os dirigentes mundiais estiverem reunidos na Rio+20 debatendo “economia verde, sustentabilidade para o combate a pobreza e as desigualdes” todos estaremos torcendo por medidas que evitem as mudanças climáticas provocadas pela excessivas emissões de gases de efeito estufa, queremos, todavia, soluções para a humanidade, pois não é possível que o “deus mercado” continue mandando nas nossas vidas, impondo-nos o flagelo da pobreza e de tamanha distância entre os poucos ricos, sejam países ou pessoas, e os bilhões de pobres que se espalham pelas periferias das cidades. Como eleitores que somos, também podemos fazer a nossa parte.

Sessenta por cento das pessoas vivem em cidades e são estes aglomerados humanos que consomem energia em profusão, consomem florestas, consomem combustíveis fósseis, consomem minerais, tudo em uma velocidade muitas vezes superior a capacidade de regeneração da natureza, causando visível esgotamento dos estoques naturais.

Hoje, 83% da população brasileira está concentrada nas cidades e em péssimas condições de habitabilidade. Os ricos compram e moram em áreas planas e secas. Os pobres moram nas áreas baixas alagadas ou em encostas de morros, por isto são vítimas preferidas dos desastres ambientais, como os deslizamentos ocorridos no Rio de Janeiro ou os alagamentos em Santa Catarina.

Enquanto a cúpula do Mundo estiver reunida na Rio+20, os brasileiros estarão se preparando para ir as urnas escolher prefeitos e vereadores.

Dizem que o povo tem o governo que merece, pois é o povo quem escolhe. Nesta frase, inventada não sei por quem, querem colocar toda a culpa dos péssimos e corruptos políticos na costa da população e isto é um maldade, pois sabemos o quanto é difícil para as pessoas, envolvidas por excelentes planos de marketing, descobrirem quem está com a melhor intenção. O povo não é o culpado, mas é o povo que tem a solução para mudanças.

Para começar a pensar em soluções planetárias para o clima e para humanidade, devemos construir cidades melhores e mais humanas. Os eleitores precisam sair do personalismo e no lugar de escolher pessoas, eleger propostas. Não importa se o candidato é alto, baixo, branco, pardo ou negro. Se é do partido do governador, do prefeito ou da oposição. Se fala bonito e tem mais tempo de televisão. Nada disso importa.

A escolha deve recair no projeto de cidade. Qual é a solução para o trânsito? Como acabar com a ausência de transporte público de qualidade? O candidato deve dizer, de forma bem clara, como fará para que todos tenham acesso ao serviço de saúde com qualidade. O candidato deve indicar a solução para o tratamento do esgoto e do lixo. O candidato precisa provar que é honesto e que administrará nosso dinheiro com transparência. O candidato deve assumir compromisso com a nossa juventude para tira-la das mãos do traficante. O candidato ideal será aquele que propuser o melhor programa de educação. Isto é o mínimo necessários para alcançarmos o ideal de “cidades sustentáveis”.

Se quisermos um Mundo melhor precisamos fazer nossa parte e ela pode ser feita com o nosso título de eleitor na escolha do melhor projeto para a cidade em que moramos.

No ano de 2012 não se deixe enganar pela propaganda bem feita e cheia de recursos de publicidade.

O melhor exemplo de propaganda enganosa que é diferente do produto vem das fábricas de cervejas. A propaganda é cheia de mulheres bonitas, de cenários estonteantes, de cantores famosos ou populares, mas quando você bebe algumas dessas cervejas erradas a ressaca vem acompanhada de uma brutal diarréia. Quem já bebeu errado sabe do que estou falando.

Escolher prefeitos e vereadores errados também dá ressaca e o pior é que dura oito anos. Já pensou o que é ficar com oito anos com diarréia sujando o Planeta?

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