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A violência no Pará esta fora de controle

O Zé Buduia e a Deuzuite estão no passado, como no passado ficaram o guarda civil Zé Guamá e o celebre bandido Zequinha da Estrada Nova. Era um tempo em que se conhecia todos os criminosos por nome e sobrenome. Boca de fumo era um lugar onde se comprava maconha para o lazer. Bandido do bairro não assaltava no bairro. Pobre não roubava pobre. E um só policia dava conta de todos os bandidos da sua área. O índice de criminalidade eram baixos e controlados.

Tudo isso faz parte do tempo de uma segura, tranquila e bela Belém.

A realidade por aqui e por todas as medias cidades paraenses mudou para piorar. Caminhamos para viver em um caos urbano, em todos os sentidos, com a violência sempre crescente e atingindo da pobre senhora que está apertada dentro de um van clandestina e desconfortável para ir ao trabalho, ao barão em seu carrão suv automático.

O planejamento e o plano diretor, aprovado após a Lei Orgânica, construída com participação popular, que previa uma cidade inclusiva, foram substituídos pelas ilegais autorizações de construções de prédios e ocupações do solo urbano, pela especulação imobiliária, consolidando, infelizmente, uma cidade exclusiva.

A crescente pobreza que piorou muito a qualidade de vida dos mais carentes, chegou junto com as incertezas provocadas pela revolução tecnológica, com a explosão de consumo, as crises ambientais e éticas, onde o lucro e a concentração brutal de rendas, fazem milhões de vítimas, todos os minutos, dos dias longos e incertos dos excluídos de toda sorte.

Os bairros de Belém, chamados de nobres, estão cercados por periferias, onde faltam de tudo, inclusive dignidade.

Jovens sem acesso aos bens de consumo, morando em cubículos, sem saneamento, sem área de lazer, com futuro incerto, marginalizados pelos programas e políticas públicas, são abraçadas pelo crime e recrutados como soldados do tráfico, concorrendo a prêmios pela sua coragem e ousadia em matar, roubar, conseguir armas novas e cobrar dividas de outros jovens que viraram viciados.

Os campos de futebol de peladas, como era o campo do Norte Brasileiro ou o da Copala, existentes em todos os bairros da nossa cidade, que antes faziam a alegria da garotada pobre e sem lazer, foram ocupados por prédios e invasões e nem um outro espaço de cultura, esporte e lazer foi ofertado, permitindo uma prática saudável e crescimento intelectual.

É triste ver, por exemplo, as ruínas do Espaço Cultural Mestre Setenta, no Guamá, construído pela Prefeitura de Belém para abrigar e estimular a arte entre os jovens.

Os pais pobres, passam o dia trabalhando, muitos em empregos informais, sem carteira assinada e sem direitos, chegando em casa a noite e cansados, com pouco tempo para acompanhar os dilemas, as incertezas e as angustias de seus jovens filhos, recém saídos da adolescência miserável.

As escolas públicas, que poderiam ser um abraço confortável do estado paraense para nossa juventude, são mal construídas, mal geridas e com profissionais mal remuneradas, com didáticas ultrapassadas, sem equipamentos e  tecnologias, transformando-se em um lugar desinteressante de onde se quer fugir. A escola de tempo integral, embora prometida e debatida em campanha eleitoral, nunca chegou aos bairros de nossas cidades.

É neste dantesco cenário que a violência nasce, cresce, se desenvolve e gera mais e mais violência, capturando o futuro do nosso povo, a juventude.

Nossas cadeias estão abarrotadas, com a capacidade sempre esgotada. Muitos mandados de prisões ainda estão por cumprir, a maioria envolvendo jovens pobres das nossas periferias

Qual é a saída para voltarmos a ter um cenário de bem-estar coletivo, com garantia de paz social e um futuro seguro para os nossos jovens?

Um grupo mais exaltado e constituído de pessoas violentas, propõe endurecimento de pena, encarceramento, armar a sociedade e até a autorização para executar as pessoas suspeitas. Por obvio que isso nunca deu certo e já foi tentado em muitas sociedades, com resultados terríveis. O aumento de violência é sempre o resultado do uso destas soluções imediatistas. Violência gera sempre mais violência.

A saída é tratar a violência com inteligência e muita humanização. A repressão ao crime deve continuar forte. A inteligência polícia precisa atuar para desbaratar os líderes dos crimes e os traficantes, aplicando-lhes penas exemplares. Para os jovens e demais pessoas expostas ou vítimas da violência, o estado deve adotar, urgentemente, políticas públicas inclusivas e geração de emprego, com distribuição de rendas.

A escola de tempo integral, programas de esporte, cultura e lazer, oportunidades em novas tecnologias abraçarão os jovens antes do traficante.

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Diarréia ambiental suja o Planeta

No ano de 2012, o Brasil estará no olho do furacão mundial e daqui poderá sair soluções para evitar a “vingança de Gaia”.

Quando os dirigentes mundiais estiverem reunidos na Rio+20 debatendo “economia verde, sustentabilidade para o combate a pobreza e as desigualdes” todos estaremos torcendo por medidas que evitem as mudanças climáticas provocadas pela excessivas emissões de gases de efeito estufa, queremos, todavia, soluções para a humanidade, pois não é possível que o “deus mercado” continue mandando nas nossas vidas, impondo-nos o flagelo da pobreza e de tamanha distância entre os poucos ricos, sejam países ou pessoas, e os bilhões de pobres que se espalham pelas periferias das cidades. Como eleitores que somos, também podemos fazer a nossa parte.

Sessenta por cento das pessoas vivem em cidades e são estes aglomerados humanos que consomem energia em profusão, consomem florestas, consomem combustíveis fósseis, consomem minerais, tudo em uma velocidade muitas vezes superior a capacidade de regeneração da natureza, causando visível esgotamento dos estoques naturais.

Hoje, 83% da população brasileira está concentrada nas cidades e em péssimas condições de habitabilidade. Os ricos compram e moram em áreas planas e secas. Os pobres moram nas áreas baixas alagadas ou em encostas de morros, por isto são vítimas preferidas dos desastres ambientais, como os deslizamentos ocorridos no Rio de Janeiro ou os alagamentos em Santa Catarina.

Enquanto a cúpula do Mundo estiver reunida na Rio+20, os brasileiros estarão se preparando para ir as urnas escolher prefeitos e vereadores.

Dizem que o povo tem o governo que merece, pois é o povo quem escolhe. Nesta frase, inventada não sei por quem, querem colocar toda a culpa dos péssimos e corruptos políticos na costa da população e isto é um maldade, pois sabemos o quanto é difícil para as pessoas, envolvidas por excelentes planos de marketing, descobrirem quem está com a melhor intenção. O povo não é o culpado, mas é o povo que tem a solução para mudanças.

Para começar a pensar em soluções planetárias para o clima e para humanidade, devemos construir cidades melhores e mais humanas. Os eleitores precisam sair do personalismo e no lugar de escolher pessoas, eleger propostas. Não importa se o candidato é alto, baixo, branco, pardo ou negro. Se é do partido do governador, do prefeito ou da oposição. Se fala bonito e tem mais tempo de televisão. Nada disso importa.

A escolha deve recair no projeto de cidade. Qual é a solução para o trânsito? Como acabar com a ausência de transporte público de qualidade? O candidato deve dizer, de forma bem clara, como fará para que todos tenham acesso ao serviço de saúde com qualidade. O candidato deve indicar a solução para o tratamento do esgoto e do lixo. O candidato precisa provar que é honesto e que administrará nosso dinheiro com transparência. O candidato deve assumir compromisso com a nossa juventude para tira-la das mãos do traficante. O candidato ideal será aquele que propuser o melhor programa de educação. Isto é o mínimo necessários para alcançarmos o ideal de “cidades sustentáveis”.

Se quisermos um Mundo melhor precisamos fazer nossa parte e ela pode ser feita com o nosso título de eleitor na escolha do melhor projeto para a cidade em que moramos.

No ano de 2012 não se deixe enganar pela propaganda bem feita e cheia de recursos de publicidade.

O melhor exemplo de propaganda enganosa que é diferente do produto vem das fábricas de cervejas. A propaganda é cheia de mulheres bonitas, de cenários estonteantes, de cantores famosos ou populares, mas quando você bebe algumas dessas cervejas erradas a ressaca vem acompanhada de uma brutal diarréia. Quem já bebeu errado sabe do que estou falando.

Escolher prefeitos e vereadores errados também dá ressaca e o pior é que dura oito anos. Já pensou o que é ficar com oito anos com diarréia sujando o Planeta?

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Jovens, temos um futuro pela frente

A cada dia fico mais confiante no futuro do Brasil, porque não dizer do Mundo, com fatos que enaltecem nossa condição sublime de humanos à imagem e à semelhança de Deus.

É verdade que a imprensa e até este Blog se especializaram em críticas, tragédias e assuntos ácidos, dando a impressão que a humanidade está retrocedendo na sua marcha em direção a sermos uma civilização avançada, mas isto não é verdade. Embora fatos negativos, escabrosos mesmo, todos os dias aconteçam, eles são minoritários. Majoritariamente as pessoas são boas, querem o caminho do bem e se esforçam para conquistá-lo.

Neste dois dias, sábado e domingo, pude fazer esta comparação. Enquanto um pequeno grupo de comprava muita bebida num supermercado ou estava a porta para ingressar numa balada suspeita, milhares estavam ocupados com atividades edificantes.

No Colégio Santa Catarina, sábado, as 16 horas, perante um auditório lotado de familiares e na presença do Arcebispo de Belém, Dom Alberto Taveira, 60 jovens, depois de meses de preparação, estavam lá para receber o belíssimo sacramento cristão da crisma.

A crisma nada mais é que um novo batismo ou a confirmação do batismo feito na infância. No batismo as crianças recebem a vela acesse, que ficará sob a responsabilidade da família conduzir esta vela acessa até a idade em que eles possam voltar a estar presente perante a um sacerdote para dizer que mantiveram, com apoio da família, a chama interior acesa iluminando os princípios do cristianismo e foi o que eles fizeram com orgulho.

Neste domingo nova manifestação positiva nas portas dos colégios da rede pública. Milhares de jovens paraenses acordaram bem cedo e foram para a prova do Prise. Quem se deu ao trabalho de observar as cenas, percebeu a vontade com que eles se apresentaram para testar seus conhecimentos. Mães e Pais a postos, uns de carro, outros de transporte público e alguns chegando a pé. Não importa. Ali tem um compromisso com o futuro alicerçado em muito conhecimento e eles foram testar este conhecimento, apostando numa universidade.

Eu acredito nas pessoas, principalmente quando converso com a juventude de hoje, eles estão compromissado com um meio ambiente ecologicamente equilibrado, com a solidariedade, com a paz, com o futuro próspero, por isto tenho certeza que, cedo ou tarde, chegaremos a terra onde corre leite e mel, reservada para ser a nossa herança enquanto humanidade e filhos escolhidos por Deus.

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