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PP é um partido ou uma quadrilha?

O PP, Partido Progressista é de longe o partido com o maior número de políticos corruptos, presos, processados e sob investigação do Brasil, mas, contraditoriamente,  foi o Partido que mais atraiu políticos na janela aberta para troca de legenda sem perda de mandato, uma invenção a traição, criada pelos os mesmo políticos para burlar a fidelidade partidária.

Antes de saber o que atraiu os políticos para se filiarem ao PP, vale um pouco de história desta legenda que mais parece uma organização criminosa.

A ditadura militar brasileira nos legou muitas tragédias e uma herança maldita que levaremos ainda muito tempo para nos livrarmos.

Uma delas é o PP, Partido Progressista, a mais corruptas de todas as legendas do Congresso Nacional.

O PP era o PPB, Partido Progressista Brasileiros, que antes era o PPR, Partido Progressista Renovador, mas já foi o PDS, Partido Democrático Social, que nasceu do rebatismo da ARENA, Aliança Renovadora Nacional, organização criada em 1966 pelo militares e civis golpistas de 1964, com a ideologia do militarismo, conservadorismo, populismo de direita, nacionalismo, anti-comunismo e autoritarismo, para apoiar e legalizar, dando maioria no Parlamento, as ações autoritárias dos militares.

O PP, herdeiro da ARENA, sobreviveu a abertura democrática, abandonou sua ideologia e adotou a corrupção como forma de sobrevivência. Lembrando que este é o partido de Paulo Maluf, símbolo de mal-feitor mor do país.

Os dirigentes dos Progressistas, criaram um pacote de promessas de muito dinheiro público, através do Fundo Eleitoral e ofertaram aos deputados que desejaram trocar de legenda durante a janela, com isso, atraíram um número significativo de novos filiados com mandatos, foram  06 deputados, chegando a 53 parlamentares, a segunda maior bancada na Câmara dos Deputados. Garantindo o comando de comissões e cargo na mesa diretora.

Isto tudo se transforma em poder para obter cargos e vantagens, trocados por mais dinheiro público e benefícios aos financiadores de campanha.

Por que políticos, em pleno vigor das operações contra corrupção, não temem as punições e continuam correndo atras de dinheiro público ilícito?

O voto dos eleitores brasileiros percorre um caminho, reflexo da desigualdade social e da brutal concentração de renda. A massa de eleitores vive dramas pessoais terríveis e usa o voto como uma bala de prata para buscar solucionar alguns desses dramas. É nessa hora que o dinheiro fala mais alto que as propostas de um novo país. Os políticos corruptos sabem disso e vão a luta em busca dos recursos para “ajudar” os eleitores em troca do voto.

Os deputados que trocaram de partidos se filiando ao partido mais corruptos entre os partidos nacionais, não temem que isso abale seus projetos de reeleição, pois confiam que os eleitores trocaram seus votos por “ajuda”, dada com dinheiro da corrupção.

Os políticos corruptos não mudam, está provado. Quem deve mudar é o eleitor. Se o eleitor nacional parar de pedir “ajuda” e exigir direitos, o país será outro. Derrotar os corruptos e seus modus operandi é a forma de avançar o país e a sua democracia. Tenho fé.

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Seu voto é uma arma poderosa contra os corruptos

Eleitor, um título e um voto de consciência pelo bem do país, torna-se a arma poderosa que pode eleger bons cidadãos, derrotar corruptos e limpar o Brasil.

Não transfira a sua responsabilidade de cidadão, o Brasil precisa mais do que nunca de seu voto com consciência.

O eleitor geralmente diz que todo político é igual e que não há pessoas honestas na política. A generalização é o primeiro erro e faz com que o eleitor despreze o voto como instrumento de cidadania, pois nem todos as pessoas são iguais e os políticos são pessoas, uns pensam no bem comum e outros no seu próprio bem.

Então cadê estes políticos que pensam no bem comum? Não foram eleitos. Você não votou neles.

Mas calma. Sei que não é tão fácil assim escolher boas pessoas para representar a sociedade.

O político corrupto vai tentar por todos os meios te enganar e você tem que ser mais esperto que ele. Use a tecnologia e pesquise na internet as referências e histórias dos escândalos que subtraíram bilhões dos cofres públicos, deixando programas e políticas públicas sem recursos e muitos brasileiros pobres sem assistência.

Conhecer os grandes partidos e políticos envolvidos em corrupções investigadas pelas duas últimas operações: “Mensalão” e “Lava-jato”, já é uma boa referência.

Muitos dos atuais deputados e senadores respondem processo junto ao STF, mas outros políticos, por causa do foro privilegiado, respondem processos em outras instâncias do Poder Judiciário. Veja a lista de Investigados no STF.

Siga pesquisando nos bancos de dados abertos e vá conhecendo a história dos políticos do seu estado. As pistas estão por todos os cantos e as mascaram vão caindo.

Quanto aos novatos, aqueles que nunca exerceram cargos, você precisará ter referências na vida pregressa. Um bom filho, um bom irmão, um bom amigo, um bom vizinho, um bom profissional, com certeza será um bom político.

Conheça as propostas que o candidato apresenta e a que setor da sociedade estas propostas se destinam.

O Brasil tem problemas sérios e seculares. A pobreza, a miséria e as desigualdades, incluindo a regional, são os mais graves deles, é daí que se originam a compra e venda de votos, a corrupção e a violência, por exemplo. Perceba se o seu candidato está interessado em apresentar propostas de solução para um desses males que afetam a maioria do nosso povo.

Por fim, procure saber quem está pagando as contas de campanha dele. Sim, porque não tem jantar de graça e quem paga a conta acaba dando a última palavra. Dai que políticos se elegem prometendo governar para maioria e depois de eleito ajudam a minoria esquecendo o povo.

Agora um recado final, não venda seu voto. Vender o voto não é apenas pegar dinheiro, mas também troca-lo por favores que vem pelas mãos dos candidatos. O dinheiro ou o favor que você pediu geralmente é atendido com apoio da corrupção ou do crime organizado.

A bola está no seu pé. Chute certo e marque um gol, votando com consciência para acabar com o roubo dos nossos sonhos e do nosso futuro.

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Lula e Círo Gomes em 15m3

Ciro Gomes e dilmaO presidente Lula é o maior líder político pós-nova república e sempre foi maior que as esquerdas, incluíndo o seu próprio partido, o Partido dos Trabalhadores, que se tornou totalmente dependente dos seus passos e decisões. Apesar de está fora da disputa presidencial como candidato, imobilizado em um quarto de 15 m3, sem janelas, seu apoio a um nome terá muita força eleitoral, todos sabem disso.

Apesar do pouco espaço para se movimentar fisicamente, Lula terá que fazer muitos movimentos, olhando para as ruas de um país dividido e desigual.

Algumas perguntas, no entanto, terão que ser respondidas antes da escolha do candidato de Lula.

O que farão as esquerdas e o PT daqui por diante? Como Lula, condenado, inelegível e preso, exercerá sua liderança política para influencias as próximas eleições, uma vez que até agora ele lidera as pesquisas de intenção de votos?

Ontem, ao discursar para os seus apoiadores, em frente da sede do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo, Lula ressaltou as figuras de Guilherme Boulos, candidato do PSOL e Manuela D’Ávila, candidata do PCdoB. Este gesto do ex-presidente foi entendido por alguns como uma provável escolha, embora tenha sido apenas um gesto de retribuição a solidariedade.

Mas e o PT apoiaria a indicação de Lula, deixando de lançar um candidato e receber a transferência de votos de seu maior líder? Um opção mais a esquerda agradaria os eleitores de Lula? Lula de dentro da prisão manteria sua força política para transformar seu apoio em votos?

São muitas as perguntas, algumas que só serão respondidas pelo tempo. Mas é possível arriscar que o PT, sem Lula, terá que fazer um grade esforço para manter-se unido e permanecer com apoio de uma frente de esquerda.

No PT, fora o consenso que é Lula, a liderança com voz de comando é Zé Dirceu, que também enfrenta processos judiciais com desfechos terríveis para bem próximo. Outros nomes não tem a mesma capacidade agregadora, ao contrário, disputam posições e comandos no mesmo patamar.

Os partidos, parceiro do PT, agora, sem Lula como candidato a presidente, não podem arriscar muito, priorizarão vencer a cláusula de desempenho, elegendo no mínimo nove deputados ou obtendo 1,5% dos votos nacionais, conforme a Lei, para  seguir tendo atividade parlamentar e vida política, sendo muito importante o palanque presidencial.

A liderança do ex-presidente sobre os aliados, estava sustentada na possibilidade de ele vencer as eleições e voltar a governar o Brasil, situação inviabilizada pela condenação e aplicação da Lei da Ficha Limpa.

Sem Lula na cabeça de chapa, para o PT liderar a frente de esquerda terá que encontrar um substituto a altura do ex-presidente entre os seus quadros, o que é muito difícil ou apoiar um candidato de outra legenda com chance de disputar a cadeira do Palácio do Planalto. Neste caso, terá que ser de um perfil próximo de Lula e um pouco mais para o centro, o que afastaria seus aliados tradicionais.

Se o PT e as esquerdas, porém, decidirem apostar no nome do ex-ministro Cirio Gomes, o cenário nacional toma um novo rumo. Ciro é do Nordeste,  com apoio dos colégios eleitorais do sudeste, através da força do PT em São Paulo e Minas, passa a ter muita chance de substituir Lula na disputa contra Meireles, Alckmin, Marina, Joaquim Barbosa e Bolsonaro.

Se quiser Ciro Gomes na disputa pra valer terão que operar um tabuleiro que só Lula pode mexer as pedras, mesmo que seja de dentro de um quarto de 15m3 e sem janelas para as ruas.

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Nossa frágil democracia e o #foraCunha

  
Nesta segunda-feira, pós comemoração da Independência do Brasil, viveremos mais um teste para nossa frágil democracia. A Câmara dos Deputados tentará retirar do seu meio um parlamentar, eleito pelo voto direto e secreto, que usou o mandato popular para amealhar dinheiro e muito poder. 

Eduardo Cunha chegou ao cargo de deputado e dele fez uma trajetória milionária em pleno goveno de esquerda, utilizando-se de todas as brechas ainda não fechadas nas nossas instituições, que deixaram de funcionar após 30 anos de autoritarismo dos governos militares.

Por ironia do destino, Eduardo Cunha pertence aos quadros do Partido Político que liderou a oposição ao governo militar. Alias, é desse partido os quadros que hoje respondem por muitos dos escândalos de corrupção da atual fase republicana. 

Cunha, eleito deputado, foi o líder do PMDB e neste posto percebeu a força do “baixo clero”, tanto do seu quanto dos demais partidos. Enxergou que neste grupo enorme de membros do Congresso, estão os deputados eleitos a peso de dinheiro, de empresas com negócios com o estado, sustentáculos de campanhas milionárias que produzem mandatos sem legitimidade. Também visualizou o caminho das pedras para irrigar os cofres das campanhas eleitorais. 

Fazendo da união dos parlamentares sem bandeira a força, Cunha garroteou os caciques do PMDB, pelo qual chegou a líder e presidente da Câmara dos Deputados. Chantageou a cúpula petista, obrigando-a a dividir o butim. Chatageou Governo e as empresas, pautando assuntos polêmicos e tirando proveito nas votações. Criou um poderoso caixa e ajudou a eleger entorno de cem parlamentares dos mais diversos partidos e estados, que viraram sua tropa de choque.

Eduardo Cunha tem força polítca, porque entedeu as fragilidades do sistema eleitoral, das instituições e usou em seu favor. Foi assim que manipulou o Brasil nos últimos quatro anos. 

Devemos cassá-lo. Ele cometeu crimes graves e deve receber a pena da perda do mandato. #ForaCunha é um desejo da sociedade e de muitos líderes políticos do Brasil. Mas este não  é o fim dessa história. 

O passo seguinte será a reforma política, pois caso isto não seja providenciado, outros “cunhas”, se elegerão, controlarão o Poder Legislativo ou mesmo o Executivo, para roubar o sonho de sermos uma grande nação democrática. 

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