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Seu voto é uma arma poderosa contra os corruptos

Eleitor, um título e um voto de consciência pelo bem do país, torna-se a arma poderosa que pode eleger bons cidadãos, derrotar corruptos e limpar o Brasil.

Não transfira a sua responsabilidade de cidadão, o Brasil precisa mais do que nunca de seu voto com consciência.

O eleitor geralmente diz que todo político é igual e que não há pessoas honestas na política. A generalização é o primeiro erro e faz com que o eleitor despreze o voto como instrumento de cidadania, pois nem todos as pessoas são iguais e os políticos são pessoas, uns pensam no bem comum e outros no seu próprio bem.

Então cadê estes políticos que pensam no bem comum? Não foram eleitos. Você não votou neles.

Mas calma. Sei que não é tão fácil assim escolher boas pessoas para representar a sociedade.

O político corrupto vai tentar por todos os meios te enganar e você tem que ser mais esperto que ele. Use a tecnologia e pesquise na internet as referências e histórias dos escândalos que subtraíram bilhões dos cofres públicos, deixando programas e políticas públicas sem recursos e muitos brasileiros pobres sem assistência.

Conhecer os grandes partidos e políticos envolvidos em corrupções investigadas pelas duas últimas operações: “Mensalão” e “Lava-jato”, já é uma boa referência.

Muitos dos atuais deputados e senadores respondem processo junto ao STF, mas outros políticos, por causa do foro privilegiado, respondem processos em outras instâncias do Poder Judiciário. Veja a lista de Investigados no STF.

Siga pesquisando nos bancos de dados abertos e vá conhecendo a história dos políticos do seu estado. As pistas estão por todos os cantos e as mascaram vão caindo.

Quanto aos novatos, aqueles que nunca exerceram cargos, você precisará ter referências na vida pregressa. Um bom filho, um bom irmão, um bom amigo, um bom vizinho, um bom profissional, com certeza será um bom político.

Conheça as propostas que o candidato apresenta e a que setor da sociedade estas propostas se destinam.

O Brasil tem problemas sérios e seculares. A pobreza, a miséria e as desigualdades, incluindo a regional, são os mais graves deles, é daí que se originam a compra e venda de votos, a corrupção e a violência, por exemplo. Perceba se o seu candidato está interessado em apresentar propostas de solução para um desses males que afetam a maioria do nosso povo.

Por fim, procure saber quem está pagando as contas de campanha dele. Sim, porque não tem jantar de graça e quem paga a conta acaba dando a última palavra. Dai que políticos se elegem prometendo governar para maioria e depois de eleito ajudam a minoria esquecendo o povo.

Agora um recado final, não venda seu voto. Vender o voto não é apenas pegar dinheiro, mas também troca-lo por favores que vem pelas mãos dos candidatos. O dinheiro ou o favor que você pediu geralmente é atendido com apoio da corrupção ou do crime organizado.

A bola está no seu pé. Chute certo e marque um gol, votando com consciência para acabar com o roubo dos nossos sonhos e do nosso futuro.

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Nem Collor e nem Dilma, fora o presidencialismo

  
Na segunda-feira, 23, a Executiva Nacional do PV se reúne em Brasília para avaliar a crise política, o novo governo Temer, a presença de Sarney Filho no governo, etc. Acredito que tudo isso já passou, o que não passa é o nosso dever de fazer a jovem democracia brasileira avançar com uma reforma política de verdade. Vou apresentar o texto, que a seguir publico, com as cinco propostas que considero fundamental para o Brasil seguir superando a crise. Gostaria, antes, da colaboração dos meus leitores.

O fato de termos o segundo processo de impeachment em menos de 30 anos, com a sociedade indo as ruas questionar a legitimidade do processo político, e ficando insatisfeita com a saída para crise engendrada pelo políticos, demonstra que é urgente e necessário fazer a reforma mãe das reformas que é a reforma política. “Os partidos políticos, as instituições representativas legislativas e executivas não conseguem mais dar conta do necessário dialogo com a sociedade, cada vez mais informada, livre, mais exigente e autoral.”

A proposta de reforma política que o Partido Verde apresenta à sociedade está baseada nos seguintes eixos: parlamentarismo, voto distrital misto, voto facultativo, financiamento exclusivamente público de campanha e reforma da lei orgânica dos partidos políticos.

1. Novo plebiscito para o sistema de governo, no qual o PV defenderá o parlamentarismo:

O atual modelo, presidencialismo de coalização, é o grande gerador das crises políticas que o país vive, mas não é só, o presidencialismo é um retrocesso por tratar-se de um sistema de governo imperialista, centralizador e estimulador do patrimonialismo, reforçado pela necessidade constante de negociar a sempre frágil governabilidade. Em suma, o presidencialismo é um retrocesso e não se coaduna as exigências de uma sociedade cada vez mais conectada através das redes sociais.

2. Voto Distrital Misto:

O parlamentarismo exige parlamentos legítimos, fortes e próximos dos eleitores. O voto universal, tal como praticado no país, produz representantes longe da vontade dos seus representados. O voto distrital misto, com a metade dos representantes eleita pela lista dos partidos e a outra metade pelos distritos, aproxima os eleitos da sociedade. Isto se completa com a obrigatoriedade da lista partidária ser preenchida alternadamente entre um homem e uma mulher e com um limite estrito máximo de gastos por campanha.

3. Voto facultativo:

O voto é um direito e não um dever. Todas as democracias modernas adotam o voto facultativo. O voto facultativo significa plena aplicação do direito ou da liberdade de expressão, e esse direito deve compreender a liberdade do cidadão abster-se de votar sem sofrer sanção do estado.

4. Financiamento exclusivamente público de campanha:

Rejeitar expressamente a participação das empresas no processo eleitoral é um grande avanço, mas de nada vale se for permitido que os empresários, enquanto tal, burle o sistema doando nesta condição o recursos aos candidatos envolvidos com o seus interesses. O financiamento público, sustentado por um fundo especifico, transparente e fiscalizado pela cidadania, permite maior isenção dos eleitos.

5. Reforma da lei orgânica dos partidos políticos:

O pluripartidarismo é um princípio da República Federativa do Brasil, mantê-lo e ainda atribuir aos partido papel preponderante no processo eleitoral pressupõe que estes partidos acompanhem os princípios democráticos, evitando as manobras internas dos caciques que se perpetuam no poder através de artifícios, tais como os de manter eternamente comissões provisórias que podem ser alteradas de uma simples canetada, de baixo para cima, também tornar-se imperioso que os partidos acompanhem o sistema de governo e pratiquem internamente o parlamentarismo. 

Em, 23 de maio de 2016

a) Executiva Nacional 

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