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De herança ninguém malda

Realmente, de herança ninguém vai maldar

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O Michel Temer continua preso e o Moreira Franco também. Lula já está cumprindo pena. O Eduardo Cunha o Sergio Cabral, o Pezão, esses não saem da cadeia tão cedo.
 
A conversa rolava solta num bar de esquina, desses que se bebe em pé, com a cerveja servida em copo americano, ai, mal eu tinha chegado, quando um amigo me viu e me perguntou:
 
– e ai Zé Carlos, quando a Lava Jato vai chegar no Pará?
 
Essa pergunta está em todas as rodas de conversas por onde se fala de política, aqui no Pará. Mesmo nas regiões do Carajás e do Tapajós se fala nisso. Alguns torcendo para que seja já. Outros querendo que essa praga nunca chegue por aqui, mas o certo é que não se tem noticia da Lava Jato por estas bandas.
 
O clima da fofoca revela o que os bastidores sabem, quase que de certeza que por aqui existem muitos políticos corruptos e com mandato, charlando por ai, livre, leve e solto. Basta ver como
eles gastam nas campanhas, como esbanjam dinheiro, como aparecessem com empresas, do nada!
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Uma pessoa como muito dinheiro na vida tem que ter origem.
 
Alguns poucos conseguem dinheiro a peso de muito trabalho, outros por talento especial ou sorte, alguns por herança; fora isso, o dinheiro não cai do céu, concordam?
 
Dai, quando vem a tona as fortunas sem explicações, o mexerico corre solto. É um tal de querer saber como aquela pessoa amealhou tanto dinheiro e tanto poder.
 
No caso do poder, também só tem duas origens lícitas, o talento especial ou a legitimidade extraída da popularidade obtida como muito esforço e reconhecimento pelo trabalho prestado. Esse negocio de aparecer do nada e se eleger ou se eleger muitas vezes sem ter trabalho é conversa fiada.
 
As outras formas de obter poder, considerada moralmente não licitas, é quando o malandro não tem nem uma das qualidade listada anteriormente e mesmo assim consegue votos aos montes. Das duas, uma: ou cabra comprou voto com dinheiro da corrupção ou de outros crimes, incluindo ai o tráfico de drogas.
 
Mas voltando a pergunta inicial. Quando é mesmo que a Lava Jato chegará aqui no Pará para responder as perguntas que rolam em bocas de matildes? Quando?
 
Sinceramente não sei responder, meu caro amigo, acredito que por sermos um estado do Norte, esquecido por esse meio de floresta, a imprensa nacional não quer perder tempo conosco e eles já tem bem pouco tempo para tantos casos de corrupção dos grandes estados, que vão nos deixando para o rabo da fila.
 
Vão acabar esquecendo de investigar por aqui e os nossos corruptos, partirão dessa para melhor, embarcando em um féretro digno da fortuna que amealharam, com direito a comoção social e busto em praça pública, deixando para os filhos a herança em patrimônios e em forma de comparar votos, herança arranjada ilicitamente, mas que depois que vira herança fica limpa, porque de herança ninguém vai maldar, não é mesmo?

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Livrei o Poder Legislativo do Pará de ser alvo de Gervásio Bandeira

Gervásio Bandeira

Ao ler esta noticia, não tive como não lembrar de um episódio de minha passagem pelo Poder Legislativo do Pará. Na época, como deputado e líder da bancada do PT. Era uma tarde, estava em casa quando fui procurado por um grupo de deputados do PMDB. Eles vinha de uma reunião, que segundo eles tinha ocorrido na RBA, na qual haviam escolhido Gervásio Bandeira como candidato a presidente da ALEPA. Eu era o líder de uma grande bancada meu apoio era decisivo. Chegaram, bateram na minha humilde porta, tomei um susto quando abri e vi um grupo grande de parlamentares todos de paletó e eu em maga de camisas. Entraram e já foram direto ao assunto. Relataram que haviam escolhido o Gervásio, que já tinha apóio de outros partidos, mas que precisavam do apoio da bancada do PT. Disse a eles que não decidia pela bancada. Mas disseram que bastava que eu apoiasse já estaria de bom tamanho. Em troca, me ofereceram uma vaga de conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, um cargo pra lá de cobiçado, uma vez que é vitalício e com muito poder.

Sabendo do histórico do Bandeira, recusei tal oferta. Perdi um cargo de grande importância e até de prestígio pessoal, mas livrei o Pará de ter este senhor a frente dos destinos do Poder Legislativo e do terceiro maior orçamento do Estado. Nunca pedi reconhecimento pelo meu gesto, pois a honestidade é um dever de todo homem público.

O ex-prefeito Gervásio Bandeira, finalmente começa a cumprir a pena de 10 anos de prisão por crime cometido em 1999, há 19 anos atrás, quando era prefeito da pobre cidade de Breves, na Ilha do Marajó. Bandeira assinou um convênio com o Ministério da Integração Nacional, no valor de R$ 408,6 mil, em 2000, os recursos foram sacados na boca do caixa, com cheques avulso assinados pelo próprio Gervásio. O objeto do convênio era a construção de um muro de arrimo na orla da cidade, obra que nunca foi realizada.

O ex-prefeito foi recolhido a uma casa penal neste mês de junho, após todos os seus recursos contra a sentença de primeiro grau se esgotarem, sem que se modificasse a decisão condenatória. O juiz federal Rubens Rolo, determinou então o inicio do cumprimento da pena que será em regime fechado, embora a casa penal onde Bandeira está recolhido, chama-se Centro de Progressão de Pena, que fica na Júlio Cesar, perto do Aeroporto, e abriga preso em regime semi-aberto, talvez seja pelo fato de Gervásio ser ex-deputado.

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PP é um partido ou uma quadrilha?

O PP, Partido Progressista é de longe o partido com o maior número de políticos corruptos, presos, processados e sob investigação do Brasil, mas, contraditoriamente,  foi o Partido que mais atraiu políticos na janela aberta para troca de legenda sem perda de mandato, uma invenção a traição, criada pelos os mesmo políticos para burlar a fidelidade partidária.

Antes de saber o que atraiu os políticos para se filiarem ao PP, vale um pouco de história desta legenda que mais parece uma organização criminosa.

A ditadura militar brasileira nos legou muitas tragédias e uma herança maldita que levaremos ainda muito tempo para nos livrarmos.

Uma delas é o PP, Partido Progressista, a mais corruptas de todas as legendas do Congresso Nacional.

O PP era o PPB, Partido Progressista Brasileiros, que antes era o PPR, Partido Progressista Renovador, mas já foi o PDS, Partido Democrático Social, que nasceu do rebatismo da ARENA, Aliança Renovadora Nacional, organização criada em 1966 pelo militares e civis golpistas de 1964, com a ideologia do militarismo, conservadorismo, populismo de direita, nacionalismo, anti-comunismo e autoritarismo, para apoiar e legalizar, dando maioria no Parlamento, as ações autoritárias dos militares.

O PP, herdeiro da ARENA, sobreviveu a abertura democrática, abandonou sua ideologia e adotou a corrupção como forma de sobrevivência. Lembrando que este é o partido de Paulo Maluf, símbolo de mal-feitor mor do país.

Os dirigentes dos Progressistas, criaram um pacote de promessas de muito dinheiro público, através do Fundo Eleitoral e ofertaram aos deputados que desejaram trocar de legenda durante a janela, com isso, atraíram um número significativo de novos filiados com mandatos, foram  06 deputados, chegando a 53 parlamentares, a segunda maior bancada na Câmara dos Deputados. Garantindo o comando de comissões e cargo na mesa diretora.

Isto tudo se transforma em poder para obter cargos e vantagens, trocados por mais dinheiro público e benefícios aos financiadores de campanha.

Por que políticos, em pleno vigor das operações contra corrupção, não temem as punições e continuam correndo atras de dinheiro público ilícito?

O voto dos eleitores brasileiros percorre um caminho, reflexo da desigualdade social e da brutal concentração de renda. A massa de eleitores vive dramas pessoais terríveis e usa o voto como uma bala de prata para buscar solucionar alguns desses dramas. É nessa hora que o dinheiro fala mais alto que as propostas de um novo país. Os políticos corruptos sabem disso e vão a luta em busca dos recursos para “ajudar” os eleitores em troca do voto.

Os deputados que trocaram de partidos se filiando ao partido mais corruptos entre os partidos nacionais, não temem que isso abale seus projetos de reeleição, pois confiam que os eleitores trocaram seus votos por “ajuda”, dada com dinheiro da corrupção.

Os políticos corruptos não mudam, está provado. Quem deve mudar é o eleitor. Se o eleitor nacional parar de pedir “ajuda” e exigir direitos, o país será outro. Derrotar os corruptos e seus modus operandi é a forma de avançar o país e a sua democracia. Tenho fé.

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Limpar o Brasil da corrupção vai dar muito trabalho

A limpeza mínima necessária que o Brasil precisa para começar a viver na democracia, com ênfase no debate dos verdadeiros problemas nacionais, ainda vai dar muito trabalho. A faxina começou e cada quanto da casa que a vassoura chega, encontra muito lixo acumulado, não é só debaixo do tapete, este ainda nem levantamos, a sujeira está por todos os cantos e quanto mais se limpa, mais os atuais ocupantes sujam.

Hoje, 24.04, cumprindo um mandato de busca e apreensão, a PF percorreu a casa do senador Ciro Nogueira e o gabinete do deputado federal Eduardo da Fonte, os dois do PP, sendo Ciro presidente nacional da legenda e Eduardo da Fonte ex-corregedor da Câmara dos Deputados, herdeiro político de Severino Cavalcanti. Dois currículos pesados que se juntaram dentre de um biombo chamado PP, Partido Progressista, a legenda mais corrupta da República, ganhando do PMDB e do PT, e olha que o páreo é duro.

O PP foi o partido que na janela partidária, período que os parlamentares com mandato podem trocar de partido sem perder o mandato, mais recebeu parlamentares, sendo o partido com a maior bancada na Câmara dos Deputados.

A vassoura está nas mãos do eleitor e a tarefa é dura, trabalhosa, minuciosa, mas necessária. O parlamento, Senado e Câmara dos Deputados, é o mais importante dos poderes da república e não pode ser um valhacouto de bandidos. Por tanto, meus e minhas, peguem a vassoura, não a vassoura do Jânio Quadros, aquela é demagógica, populista, mas a vassoura democrática do voto consciente e mãos a obra.

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O Pará paga a conta do Rio de Janeiro e do País

O Pará vem queimando suas reservas naturais para sustentar o saldo da balança comercial brasileira, a má gestão e a corrupção que assola o país. No futuro, quando deixarmos de ter os minerais que temos agora, quem é que vai reconhecer o esforço dos Pará e dos paraenses?

A imprensa nacional, diga-se os jornais de São Paulo e do Rio de Janeiro, quem pautam todos os outros meios de comunicação do país, nos acusam de estar queimando a A Amazônia, destruindo florestas e rios, quando, na verdade, tudo está sendo destruído para alimentar os cofres nacionais e estaduais deles.

Quando o país, de forma justa, clamava pela repartição das receitas do petróleo, o Rio de Janeiro protestou e exigiu que o dinheiro ficasse por lá, mas agora, quando o Rio de Janeiro se encontra em aperto por má gestão e corrupção, pede socorro para União, que usa os recursos de todos os brasileiros para tapar os rombos que eles fizeram sem nos perguntar.

O Pará precisa ter voz no parlamento nacional capaz de bradar aos quatro cantos que não aceitamos mais continuar pagando a conta dos outros. Chega!

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Acerta na origem da corrupção

A corrupção brasileira é sistêmica e tem arrastado pessoas importante da política nacional. As investigações se aprofundam, chegando a figura do Presidente Michel Temer, Renan Calheiros, Romero Jucá e figuras de proa do PSDB, mas revelando que os tentáculos alcançaram empresas, instituições, num sofisticado nível de organização, como foi revelado pelo Departamento de Ações Estruturadas da Odebrecht.

As delações continuam e as prisões são necessárias, mas todas as ações da operação Lava Jato, mesmo as 10 medidas de combate a corrupção, não acertam a origem da corrupção brasileira. Nos documentos da própria Odebrecht, descobriu-se que o mudus operandi foi alterado após a CPI dos Anões do Orçamento, quando foi revelado que parlamentares eram corrompidos para aportar recursos no Orçamento Geral da União em favor das empreiteiras.

A primeira medida que devemos adotar é a descentralização em um novo pacto federativo. Diminuir o poder central, distribuindo este poder por estados e municípios, fazendo repasse automático dos recursos federais em parcelas maiores aos entes federativos, vai nos ajudar a democratizar o país aproximando o poder do seu verdadeiro dono, o povo.

A segunda medida é a mudança do sistema de governo de presidencialismo imperial, para parlamentarismo, dando responsabilidade pelo sucesso ou insucesso ao parlamento e retirando do Brasil o imperador eleito de quatro em quatro anos.

A terceira medida importante é a mudança eleitoral, com adoção do voto distrital misto, com lista partidária e financiamento exclusivamente público de campanha. O voto distrital misto garante o parlamentar defensor das causas locais e o defensor das causas gerais, dando ao parlamento equilibrio necessário a atividade de representante da população.

A quarta importante medida é a estruturação das carreiras públicas, com um número de cargos comissionados reduzidos a 10% dos empregos públicos. Com regras claras e imutáveis de progressão e recomposição salarial, com o teto fixado pela constituição.

A quinta medida fundamental está no conjunto de regras de responsabilidade com o equilíbrio fiscal e a transparência nos gastos públicos, com a contratação transparente de fornecedores e demais empresas prestadores de serviço público.

Sabemos o que deve ser mudado, porém as condições políticas para mudança dependem dos próximos eleitos. Por isso, é muito importante que a sociedade e as redes sociais, mesmo entristecidas com tudo que vem acontecendo na política nacional, concentrem-se em limpar as regras eleitorais, deixando claro a possibilidade de renovação nos quadros políticos nacionais.

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Banir a corrupção e o caixa dois de campanha

Caixa Dois

No dia 05 de agosto, encerra-se os processos de escolhas, pelos partidos políticos, de candidatos a prefeitos e vereadores em todo o país. As cidades brasileiras serão administradas por um desses atores ofertados pelas cúpulas partidárias para a escolha do eleitor. Serão eles que terão a caneta para o bem ou para mal dos problemas básicos de cada cidadão, interferindo principalmente na qualidade de moradia e do viver cotidiano.

Saúde e educação básica. Trânsito e transporte público. Autorização para construir ou reformar. Preservação do patrimônio e da memória das nossas cidades. Parque, calçadas, ruas, áreas verdes, arborização. Abastecimento de água e saneamento. Tudo depende da decisão acertada ou errada dos eleitos. O futuro da cidade e da tranquilidade da moradia de cada pessoa passa pela decisão doeste futuros prefeitos e vereadores.

No dia 15 de agosto, depois de passará pelo processo de registro junto a Justiça Eleitoral, os candidatos estarão autorizados fazer campanha, arrecadando os valores financeiros para pagar as contas de campanha e aqui está a grande novidade da atual legislação. Depois da Lavajato, onde se descobriu um esquema milionário de corrupção, as regras de financiamento eleitoral mudaram. No esquema de corrupção as empresas faziam cartel para dividir os milionários contratos de obras públicas, principalmente na poderosa Petrobras, embutindo no preço o percentual da propina, o dinheiro sujo, subtraído das estatais e dos cofres públicos, sustentava partidos e políticos, que financiavam campanhas milionárias.

A população, ao tomar conhecimentos do escândalos, foi para as ruas, bateu panelas, exigiu o impeachment da presidente da republica, apoio a operação Lavajato e o juiz Sergio Moro, reivindicou a prisão dos corruptos. Mas nada disso vai surtir efeito de as empresas continuarem financiando as campanhas eleitorais. Que deve ser a peça principal do processo de escolhas dos representantes do povo deve ser o povo, tanto votando quanto contribuindo com dinheiro limpo.
A pressão popular sobre o Congresso Nacional e a decisão do STF, proibiu que as empresas continuasse pagando as contas de campanha. A nova lei eleitoral determinou que só o cidadão pode contribuir com os candidatos. É uma avanço que necessita ser consolidado. Este é o passo decisivo para o eleitor mandar no Brasil e consolidar de vez nossa democracia, portanto e para finalizar esse texto, deixo aqui meu apelo. Veja em sua cidade quem são os partidos sérios e os bons candidatos. Informe-se sobre a conta bancária de arrecadação de campanha deles. Deposite um valor como doação de campanha, mesmo que seja simbólico. Um real que seja, fortalecerá a democracia. Depois é só acompanhar diretamente no site do TSE como o seu dinheiro foi aplicado. Vamos banir a corrupção e o caixa dois de campanha.

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As operações do GAECO em plenas eleições

O GAECO , grupo de operações especiais do Ministério Público do Estado, faz operações nos municípios paraenses para apurar alguma coisa que ninguém sabe o que é. Neste período que antecede as eleições estas operações, normais, são aproveitadas pelos adversários dos prefeitos.
 
O que o MPE está fazendo é colheita de provas para saber se existe ou não delitos passiveis de denúncia a Justiça. Quem vai dar a palavra derradeira será a Justiça, após o acusado, caso seja, virar réu e exercer seus direito constitucionais a ampla defesa e ao contraditório.
 
Quando o GAECO sair do município, carregado de documentos, ficará por lá as versões as versões.
 
O prefeito, alvo da investigação, terá que dizer que é inocente, mas até provar que focinho de porco não é tomada em 45 dias de campanha, a porca com a vaca podem ter ido para o brejo.
 
A oposição vibra e vai para ruas com sua versão de que o povo está sendo vítima do maior ladrão do dinheiro público. As cifras serão aumentadas. A versão virará verdade. E se o prefeito for absolvido pela Justiça, de nada vai valer, pois já terá sido condenado pela opinião pública e quem sabe pela urnas.
 
Sou favorável e apoio o Ministério Público e todas as formas de investigação e persecução penal, principalmente no tange ao dinheiro público, quando minha posição é “pro societa”. Apenas acredito que iniciar qualquer investigação durante o período eleitoral deveria ser melhor avaliado para não parecer que está serviço da oposição. Vejamos. Se o prefeito é ladrão, não vai ser por 45 dias que vai deixar de ser e pode receber a punição a qualquer tempo. Mas se é inocente, lascou-se! Já era! Perdeu, jogador.

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O eleitor e os políticos não mudaram, mas a lei mudou.

O eleitor não mudou, continua pedindo as mesmas coisas para os políticos. Ouvi isso de um candidato a prefeito de Bonfim, Roraima, fronteira do Brasil com a República Cooperativista da Guiana, extremo do Brasil, lugar onde a maioria da população são brasileiros de primeira geração.

Também venho ouvindo de muitos candidatos que estas mudanças nas regras eleitorais não vão pegar, que tudo vai ser do mesmo jeito que sempre foi. Para confirmar que os políticos continuam com o pensamento no passado, participei de uma rodada de negociações onde os partidos exigiam do candidato majoritário que desse gasolina, impressos, adesivos, carro, estúdio e R$ 100 mil por candidato proporcional. O candidato majoritário, fez uma conta rápida e percebeu que as despesas com aquela negociação, caso aceitasse, seria de mais de R$5 milhões, fora as despesas de sua própria campanha.

O candidato a prefeito negou a possibilidade de aceitar aqueles pedidos e argumentou que não haveria como arrecadar de pessoas físicas um valor tão expressivo em doações. Mostrou que nem um dos candidatos teria como registrar as doações e prestar contas junto a Justiça Eleitoral. Os líderes partidários ali presente olharam para o candidato a prefeito com um olhar de quem diz, este não vai se eleger se acreditar nesta lei eleitoral.

O Brasil vai enfrentar nestas eleições uma verdadeira batalha para impor a vontade da lei. As regras estabelecidas na nova legislação são rígidas. Começa pelo financiamento de campanha. Só é possível arrecadar recursos de doações de pessoas físicas. As despesas eleitorais tem limites e os limites de gastos estão estabelecidos por lei. As resoluções sobre gastos de campanha, também determinam o percentual por grupo de despesas. O candidato não pode gastar todo o recurso arrecadado em um só item.

O candidato não tem muita escolha, cumpre a lei ou vai para ilegalidade. Se os eleitores pedem as mesmas coisas e o candidato ceder, estará correndo risco, podendo até se eleger e não tomar posse. Se o candidato a prefeito ceder os pedidos de políticos, também correrá o risco de ter sua diplomação contestada.

Legalmente não há hipótese de atender pedidos de eleitores e de candidatos. Tudo que for feito nesta órbita, será feito contrariando a lei eleitoral. O uso da máquina pública e o caixa dois, duas hipóteses para satisfazer o eleitor que não deseja conhecer o curriculum do seu candidato e ao político que se recusa debater os problemas da coletividade, são completamente ilegais.

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Combater o mal da corrupção nas eleições municipais – Lembre-se: voto tem consequências

  Você não sabe, mas o país já está em plena campanha eleitoral para eleger vereadores e prefeitos em mais de cinco mil municípios. 

Enquanto a televisão e os noticiários nos distraem com a pauta da crise politica, que só atende interesses menores, o de Temer querendo governar e Dilma com PT trabalhando para desestabilizar o governo temporário, os candidatos das próximas eleições estão percorrendo as ruas, bairros e vilas das cidades fazendo tudo do mesmo. 

Se quisermos mudança na política, devemos deixar de lado esta distração sobre a crise e prestar atenção que os vereadores e prefeitos formam a base do sistema político nacional. São eles, que depois de eleitos com dinheiro sujo da corrupção, reproduzem o sistema a partir das bases comprometidas com a falta de ética. 

Os candidatos das eleições municipais para comprar apoio dos cabos eleitorais precisam de dinheiro que vem dos prováveis, cunhas, maranhões, renans, jucás, guimarães e lulas. Depois de eleitos, pagam a fatura apoiando os corruptos, que seguem alimentando a roda da destruição do Brasil.

A sociedade já disse em alto e bom som que não aceita mais políticos corruptos. Eles sabem disso, mas trabalham como se fosse possível dobrar a vontade da sociedade e seguir alimentando o bafomé que deseja tomar conta do Brasil. 

A mudança verdadeira não está neles os políticos. Já vimos que, como disse o ministro Teori, do STF, cada vez que se puxa uma pena desse mar de corrupção, sai uma galinha. 

Desta vez a responsabildade é nossa, cidadãos-eleitores. É o nosso título e nossa vontade que vai valer. Temos que nos informar sobre os candidatos, suas origens, quem os apoia e suas propostas. Combinando estas informações e mais a vontade de acertar, poderemos escolher candidatos que tenham compromisso com a sociedade. A única dívida que deve ter o político é com o seus eleitores. 

Se mudarmos desde a base, nas eleições seguintes, o Brasil sera outro. Vamos a limpeza e higienização da política nacional. Não esqueça de uma última coisa: além de ser honesto, o candidato tem que ser competente e ter propostas para melhorar nossas cidades. 

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