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O Pará paga a conta do Rio de Janeiro e do País

O Pará vem queimando suas reservas naturais para sustentar o saldo da balança comercial brasileira, a má gestão e a corrupção que assola o país. No futuro, quando deixarmos de ter os minerais que temos agora, quem é que vai reconhecer o esforço dos Pará e dos paraenses?

A imprensa nacional, diga-se os jornais de São Paulo e do Rio de Janeiro, quem pautam todos os outros meios de comunicação do país, nos acusam de estar queimando a A Amazônia, destruindo florestas e rios, quando, na verdade, tudo está sendo destruído para alimentar os cofres nacionais e estaduais deles.

Quando o país, de forma justa, clamava pela repartição das receitas do petróleo, o Rio de Janeiro protestou e exigiu que o dinheiro ficasse por lá, mas agora, quando o Rio de Janeiro se encontra em aperto por má gestão e corrupção, pede socorro para União, que usa os recursos de todos os brasileiros para tapar os rombos que eles fizeram sem nos perguntar.

O Pará precisa ter voz no parlamento nacional capaz de bradar aos quatro cantos que não aceitamos mais continuar pagando a conta dos outros. Chega!

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Acerta na origem da corrupção

A corrupção brasileira é sistêmica e tem arrastado pessoas importante da política nacional. As investigações se aprofundam, chegando a figura do Presidente Michel Temer, Renan Calheiros, Romero Jucá e figuras de proa do PSDB, mas revelando que os tentáculos alcançaram empresas, instituições, num sofisticado nível de organização, como foi revelado pelo Departamento de Ações Estruturadas da Odebrecht.

As delações continuam e as prisões são necessárias, mas todas as ações da operação Lava Jato, mesmo as 10 medidas de combate a corrupção, não acertam a origem da corrupção brasileira. Nos documentos da própria Odebrecht, descobriu-se que o mudus operandi foi alterado após a CPI dos Anões do Orçamento, quando foi revelado que parlamentares eram corrompidos para aportar recursos no Orçamento Geral da União em favor das empreiteiras.

A primeira medida que devemos adotar é a descentralização em um novo pacto federativo. Diminuir o poder central, distribuindo este poder por estados e municípios, fazendo repasse automático dos recursos federais em parcelas maiores aos entes federativos, vai nos ajudar a democratizar o país aproximando o poder do seu verdadeiro dono, o povo.

A segunda medida é a mudança do sistema de governo de presidencialismo imperial, para parlamentarismo, dando responsabilidade pelo sucesso ou insucesso ao parlamento e retirando do Brasil o imperador eleito de quatro em quatro anos.

A terceira medida importante é a mudança eleitoral, com adoção do voto distrital misto, com lista partidária e financiamento exclusivamente público de campanha. O voto distrital misto garante o parlamentar defensor das causas locais e o defensor das causas gerais, dando ao parlamento equilibrio necessário a atividade de representante da população.

A quarta importante medida é a estruturação das carreiras públicas, com um número de cargos comissionados reduzidos a 10% dos empregos públicos. Com regras claras e imutáveis de progressão e recomposição salarial, com o teto fixado pela constituição.

A quinta medida fundamental está no conjunto de regras de responsabilidade com o equilíbrio fiscal e a transparência nos gastos públicos, com a contratação transparente de fornecedores e demais empresas prestadores de serviço público.

Sabemos o que deve ser mudado, porém as condições políticas para mudança dependem dos próximos eleitos. Por isso, é muito importante que a sociedade e as redes sociais, mesmo entristecidas com tudo que vem acontecendo na política nacional, concentrem-se em limpar as regras eleitorais, deixando claro a possibilidade de renovação nos quadros políticos nacionais.

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Caixa Dois

Banir a corrupção e o caixa dois de campanha

Caixa Dois

No dia 05 de agosto, encerra-se os processos de escolhas, pelos partidos políticos, de candidatos a prefeitos e vereadores em todo o país. As cidades brasileiras serão administradas por um desses atores ofertados pelas cúpulas partidárias para a escolha do eleitor. Serão eles que terão a caneta para o bem ou para mal dos problemas básicos de cada cidadão, interferindo principalmente na qualidade de moradia e do viver cotidiano.

Saúde e educação básica. Trânsito e transporte público. Autorização para construir ou reformar. Preservação do patrimônio e da memória das nossas cidades. Parque, calçadas, ruas, áreas verdes, arborização. Abastecimento de água e saneamento. Tudo depende da decisão acertada ou errada dos eleitos. O futuro da cidade e da tranquilidade da moradia de cada pessoa passa pela decisão doeste futuros prefeitos e vereadores.

No dia 15 de agosto, depois de passará pelo processo de registro junto a Justiça Eleitoral, os candidatos estarão autorizados fazer campanha, arrecadando os valores financeiros para pagar as contas de campanha e aqui está a grande novidade da atual legislação. Depois da Lavajato, onde se descobriu um esquema milionário de corrupção, as regras de financiamento eleitoral mudaram. No esquema de corrupção as empresas faziam cartel para dividir os milionários contratos de obras públicas, principalmente na poderosa Petrobras, embutindo no preço o percentual da propina, o dinheiro sujo, subtraído das estatais e dos cofres públicos, sustentava partidos e políticos, que financiavam campanhas milionárias.

A população, ao tomar conhecimentos do escândalos, foi para as ruas, bateu panelas, exigiu o impeachment da presidente da republica, apoio a operação Lavajato e o juiz Sergio Moro, reivindicou a prisão dos corruptos. Mas nada disso vai surtir efeito de as empresas continuarem financiando as campanhas eleitorais. Que deve ser a peça principal do processo de escolhas dos representantes do povo deve ser o povo, tanto votando quanto contribuindo com dinheiro limpo.
A pressão popular sobre o Congresso Nacional e a decisão do STF, proibiu que as empresas continuasse pagando as contas de campanha. A nova lei eleitoral determinou que só o cidadão pode contribuir com os candidatos. É uma avanço que necessita ser consolidado. Este é o passo decisivo para o eleitor mandar no Brasil e consolidar de vez nossa democracia, portanto e para finalizar esse texto, deixo aqui meu apelo. Veja em sua cidade quem são os partidos sérios e os bons candidatos. Informe-se sobre a conta bancária de arrecadação de campanha deles. Deposite um valor como doação de campanha, mesmo que seja simbólico. Um real que seja, fortalecerá a democracia. Depois é só acompanhar diretamente no site do TSE como o seu dinheiro foi aplicado. Vamos banir a corrupção e o caixa dois de campanha.

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As operações do GAECO em plenas eleições

O GAECO , grupo de operações especiais do Ministério Público do Estado, faz operações nos municípios paraenses para apurar alguma coisa que ninguém sabe o que é. Neste período que antecede as eleições estas operações, normais, são aproveitadas pelos adversários dos prefeitos.
 
O que o MPE está fazendo é colheita de provas para saber se existe ou não delitos passiveis de denúncia a Justiça. Quem vai dar a palavra derradeira será a Justiça, após o acusado, caso seja, virar réu e exercer seus direito constitucionais a ampla defesa e ao contraditório.
 
Quando o GAECO sair do município, carregado de documentos, ficará por lá as versões as versões.
 
O prefeito, alvo da investigação, terá que dizer que é inocente, mas até provar que focinho de porco não é tomada em 45 dias de campanha, a porca com a vaca podem ter ido para o brejo.
 
A oposição vibra e vai para ruas com sua versão de que o povo está sendo vítima do maior ladrão do dinheiro público. As cifras serão aumentadas. A versão virará verdade. E se o prefeito for absolvido pela Justiça, de nada vai valer, pois já terá sido condenado pela opinião pública e quem sabe pela urnas.
 
Sou favorável e apoio o Ministério Público e todas as formas de investigação e persecução penal, principalmente no tange ao dinheiro público, quando minha posição é “pro societa”. Apenas acredito que iniciar qualquer investigação durante o período eleitoral deveria ser melhor avaliado para não parecer que está serviço da oposição. Vejamos. Se o prefeito é ladrão, não vai ser por 45 dias que vai deixar de ser e pode receber a punição a qualquer tempo. Mas se é inocente, lascou-se! Já era! Perdeu, jogador.

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O eleitor e os políticos não mudaram, mas a lei mudou.

O eleitor não mudou, continua pedindo as mesmas coisas para os políticos. Ouvi isso de um candidato a prefeito de Bonfim, Roraima, fronteira do Brasil com a República Cooperativista da Guiana, extremo do Brasil, lugar onde a maioria da população são brasileiros de primeira geração.

Também venho ouvindo de muitos candidatos que estas mudanças nas regras eleitorais não vão pegar, que tudo vai ser do mesmo jeito que sempre foi. Para confirmar que os políticos continuam com o pensamento no passado, participei de uma rodada de negociações onde os partidos exigiam do candidato majoritário que desse gasolina, impressos, adesivos, carro, estúdio e R$ 100 mil por candidato proporcional. O candidato majoritário, fez uma conta rápida e percebeu que as despesas com aquela negociação, caso aceitasse, seria de mais de R$5 milhões, fora as despesas de sua própria campanha.

O candidato a prefeito negou a possibilidade de aceitar aqueles pedidos e argumentou que não haveria como arrecadar de pessoas físicas um valor tão expressivo em doações. Mostrou que nem um dos candidatos teria como registrar as doações e prestar contas junto a Justiça Eleitoral. Os líderes partidários ali presente olharam para o candidato a prefeito com um olhar de quem diz, este não vai se eleger se acreditar nesta lei eleitoral.

O Brasil vai enfrentar nestas eleições uma verdadeira batalha para impor a vontade da lei. As regras estabelecidas na nova legislação são rígidas. Começa pelo financiamento de campanha. Só é possível arrecadar recursos de doações de pessoas físicas. As despesas eleitorais tem limites e os limites de gastos estão estabelecidos por lei. As resoluções sobre gastos de campanha, também determinam o percentual por grupo de despesas. O candidato não pode gastar todo o recurso arrecadado em um só item.

O candidato não tem muita escolha, cumpre a lei ou vai para ilegalidade. Se os eleitores pedem as mesmas coisas e o candidato ceder, estará correndo risco, podendo até se eleger e não tomar posse. Se o candidato a prefeito ceder os pedidos de políticos, também correrá o risco de ter sua diplomação contestada.

Legalmente não há hipótese de atender pedidos de eleitores e de candidatos. Tudo que for feito nesta órbita, será feito contrariando a lei eleitoral. O uso da máquina pública e o caixa dois, duas hipóteses para satisfazer o eleitor que não deseja conhecer o curriculum do seu candidato e ao político que se recusa debater os problemas da coletividade, são completamente ilegais.

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Combater o mal da corrupção nas eleições municipais – Lembre-se: voto tem consequências

  Você não sabe, mas o país já está em plena campanha eleitoral para eleger vereadores e prefeitos em mais de cinco mil municípios. 

Enquanto a televisão e os noticiários nos distraem com a pauta da crise politica, que só atende interesses menores, o de Temer querendo governar e Dilma com PT trabalhando para desestabilizar o governo temporário, os candidatos das próximas eleições estão percorrendo as ruas, bairros e vilas das cidades fazendo tudo do mesmo. 

Se quisermos mudança na política, devemos deixar de lado esta distração sobre a crise e prestar atenção que os vereadores e prefeitos formam a base do sistema político nacional. São eles, que depois de eleitos com dinheiro sujo da corrupção, reproduzem o sistema a partir das bases comprometidas com a falta de ética. 

Os candidatos das eleições municipais para comprar apoio dos cabos eleitorais precisam de dinheiro que vem dos prováveis, cunhas, maranhões, renans, jucás, guimarães e lulas. Depois de eleitos, pagam a fatura apoiando os corruptos, que seguem alimentando a roda da destruição do Brasil.

A sociedade já disse em alto e bom som que não aceita mais políticos corruptos. Eles sabem disso, mas trabalham como se fosse possível dobrar a vontade da sociedade e seguir alimentando o bafomé que deseja tomar conta do Brasil. 

A mudança verdadeira não está neles os políticos. Já vimos que, como disse o ministro Teori, do STF, cada vez que se puxa uma pena desse mar de corrupção, sai uma galinha. 

Desta vez a responsabildade é nossa, cidadãos-eleitores. É o nosso título e nossa vontade que vai valer. Temos que nos informar sobre os candidatos, suas origens, quem os apoia e suas propostas. Combinando estas informações e mais a vontade de acertar, poderemos escolher candidatos que tenham compromisso com a sociedade. A única dívida que deve ter o político é com o seus eleitores. 

Se mudarmos desde a base, nas eleições seguintes, o Brasil sera outro. Vamos a limpeza e higienização da política nacional. Não esqueça de uma última coisa: além de ser honesto, o candidato tem que ser competente e ter propostas para melhorar nossas cidades. 

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EDUARDO-CUNHA

STF afasta Eduardo do Cunha

EDUARDO-CUNHA

O Ministro Teori Zavascki, acatou pedido do procurador geral, Rodrigo Janot, e por decisão liminar, suspendeu o mandato do deputado federal Eduardo Cunha. Com esta decisão, Teori, retira, mesmo que temporariamente, Cunha do exercício da presidência da Câmara dos Deputados e da linha sucessória. Eduardo Cunha, pelo menos por enquanto não poderá substituir Michel Temer nas suas ausências, caso a presidente Dilma seja afastada.

Não se tem muito a dizer das razões que levaram o Procurador Geral a pedir o afastamento e Teori a aceitá-lo, basta ler o resumo feito pelo Ministro em seu despacho decisório:

Os fatos descritos pelo Procurador-Geral da República são, em essência, os seguintes: (a) apresentação, por meio da Deputada Solange Almeida, de requerimentos na Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara dos Deputados (CFFC), com a finalidade de “pressionar Júlio Camargo a honrar o pagamento da propina” decorrentes de contratos da Petrobras (fl. 20); (b) elaboração de “dezenas de requerimentos no Congresso Nacional, patrocinados por Eduardo Cunha e seus correligionários, a pedido de Lúcio Bolonha Funaro […] com o intuito inequívoco de realizar um ataque claro e sistemático às empresas do Grupo SCHAHIN” (fl. 31), tendo em vista disputa judicial sobre a responsabilidade no rompimento da barragem da Pequena Central Hidrelétrica (PCH) de Apertadinho, em Rondônia; (c) “elementos demonstram que Lúcio Bolonha Funaro, direta ou indiretamente, pagou veículos no valor de pelo menos R$ 180.000,00 em favor da empresa de Eduardo Cunha” (fl. 64); (d) entre 29 de agosto e 11 de setembro de 2014, Júlio Camargo teria concedido vantagem indevida a Eduardo Cunha por meio de utilização de horas de voo em sua aeronave, sendo identificados como alguns dos passageiros, além do próprio Eduardo Cunha, Lúcio Bolonha Funaro; (e) convocação da advogada Beatriz Catta Preta, que atuou em diversos acordos de colaboração premiada, para prestar depoimento na CPI da Petrobras em 2015, com a finalidade de constranger e intimidar (fl. 67), uma vez que a “aprovação ocorreu, curiosamente, após Júlio Camargo, então cliente de Beatriz Catta Preta, prestar depoimento à Procuradoria-Geral da República, no qual revela que Eduardo Cunha recebeu parte da propina relacionada aos navios-sondas vendidos pela Samsung à Petrobras” (fl. 68); (f) “contratação da KROLL, empresa de investigação financeira com atuação controvertida no Brasil […] por R$ 1.000.000,00 supostamente para auxiliar na investigação dos trabalhos da CPI. Contudo, pelo que se extrai do relatório final apresentado pela empresa, o foco do trabalho não foi apurar a autoria e materialidade dos crimes praticados contra a Petrobras, mas sim tentar descobrir algo que, numa eventualidade, possa comprometer os acordos de colaboração premiada firmados no âmbito da Operação Lava Jato (revelando, assim, total desvio de finalidade pública, salvo beneficiar os criminosos envolvidos nos fatos, especialmente Eduardo Cunha)” (fl. 76); (g) apresentação de requerimentos na CPI da Petrobras de convocação e quebras de seus sigilos bancário, fiscal, telefônico e telemático, “genéricos, sem indicar qualquer elemento concreto” (fl. 89) em face da ex-esposa, da irmã e das filhas de Alberto Youssef; (h) tramitação do Projeto de Lei 2.755/2015, de autoria do Deputado Federal Heráclito Fortes, aliado de Eduardo Cunha, que “visa impedir que um Colaborador corrija ou acrescente informações em depoimentos já prestados” (fl. 94), exatamente o que foi feito por Julio Camargo, ao se retratar e incriminar Eduardo Cunha como beneficiário de vantagens indevidas decorrentes de contratos da Petrobras e a determinação de “Eduardo Cunha, […] na condição de Presidente da Câmara, […] que o referido projeto tenha apreciação conclusiva pelas Comissões de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado e pela Comissão de Constituição e Justiça. Isso implica que, caso o projeto seja aprovado nestas duas comissões, nas quais Eduardo Cunha conta com maioria aliada, o projeto não precisará ser submetido à votação pelo plenário” (fl. 95-96); (i) Eduardo Cunha, também na condição de Presidente da Câmara, “e, nesta qualidade, podendo definir a pauta da Casa, colocou em votação projeto de lei que poderia eximi-lo da responsabilidade pela manutenção de valores não declarados no exterior (Projeto de Lei 2.960/2015)” (fl. 97); (j) exoneração de “Luiz Antônio Sousa da Eira, então Diretor do Centro de Informática da Câmara dos Deputados, em razão deste ter reconhecido a autoria dos Requerimentos formulados por Eduardo Cunha” (fls. 97-98); (k) retaliação aos “membros da bancada do PSOL, responsáveis por apresentar, junto com o partido Rede Sustentabilidade, […] representação pela cassação de Eduardo Cunha perante o Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara dos Deputados” (fls. 100-101); (l) apreensão de documento “que aponta para o recebimento de vantagens indevidas por parte de Eduardo Cunha para aprovar medida provisória de interesse do Banco BTG” (fl. 102), assim como a existência de “indícios da participação de Eduardo Cunha, direta ou indiretamente (por meio de interpostos parlamentares aliados dele) em medidas provisórias, apresentando emendas que visavam favorecer os bancos em liquidação e, mais especificamente, André Esteves: (i) MP 472; (ii) MP 517, (iH) MP 561; (iv) MP 510; (v) MP 627; (vi) MP 608; (vii) MP 668; (viii) MP 627; (ix) MP 675; (x) MP 651 e (xi) MP 688” (fl. 112); (m) centenas de mensagens constantes do celular de Léo Pinheiro, dirigente da empresa OAS, indicam que “projetos de lei de interesse das empreiteiras eram redigidos pelas próprias empreiteiras, que os elaboravam, por óbvio, em atenção aos seus interesses espúrios, muitas vezes após a consultoria de Eduardo Cunha. Em seguida, o projeto era encaminhado ao Deputado Eduardo Cunha, que apresentava o projeto de interesse das empreiteiras perante o Congresso Nacional diretamente ou por meio de algum dos seus aliados” (fls. 112-113), mediante o pagamento de vantagens indevidas; (n) adoção de “manobras espúrias para evitar a regular atuação de seus pares na apuração de condutas no âmbito da Câmara dos Deputados (da obstrução da pauta com o intuito de se beneficiar)” (fl. 136), com a finalidade de impedir a regular tramitação de representação instaurada contra ele no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara dos Deputados; (o) destituição, por intermédio de seus aliados, do Relator da representação que visa sua cassação, Deputado Fausto Pinato, “exatamente no momento em que ficou claro que o Conselho daria continuidade ao processo” (fl. l43); (p) ameaças e oferecimento de vantagens indevidas ao Deputado Federal Fausto Pinato, em razão de sua atuação como relator da representação contra Eduardo Cunha no Conselho de Ética da Câmara”.

Depois desta extensa leitura, chegamos a conclusão que não havia outro caminho para o STF. Cunha fora da presidência e do mandato, seguirá ainda exercendo o poder que conquistou por atos ilegais e mafiosos. A sociedade, por seu turno, deve seguir exigindo muito mais.

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A Imperatriz levou o Teatro Amazonas no lugar do Da Paz e cobrou uma "nota".

Teatro da Paz
Quem ficou acordado até pela madrugada da segunda-feira de carnaval, surpreendeu-se com a imagem do Teatro da Paz apresentada pela Imperatriz Leopoldinense. Era o Teatro Amazonas com sua imponente cúpula. Mas não foi só esta a infidelidade ao Pará. A comissão de frente trazia os curandeiros da mata. Os promesseiros do círio estavam de chapéus. A Porta Bandeira portava um Gavião Real como ave símbolo do nosso Estado, podia ter levado um tucano. Beto Barbosa, o paraense que virou cearense e diz pelo twitter que não gosta do nosso Estado, também estava lá. As aparelhagens foram transformadas em um telão de LED fabricado na Zona Franca. 
Quanto custou este desastre de patrocínio? Alguns dizem que foi seis milhões. Eu não arrisco valores sem ter as informações completas. Nós, os cidadãos, temos o direito de saber quanto pagamos para que a Imperatriz Leopoldinense desfilasse com as cores do Pará e cometesse tantos equívocos.
O Governo do Estado fez, como dizem, um investimento na imagem do Pará, mas quem pagou a conta fomos nós os cidadãos. E ser transparente não é nem um favor que nos fazem, é uma obrigação legal e moral. E quero saber em que site estão as informações completas sobre estes pagamentos?
O povo tem o direito de saber tudo sobre os investimentos que são feitos em seu nome. O Governo deve esclarecer de que rubrica orçamentária saiu os recursos. Se foram usadas verbas de investimentos ou de custeio. Que secretaria ou órgão foi responsável pela decisão de investir numa Escola de Samba e, efetivamente, pagou a conta.
A verba de patrocínio pode ter saído da Secretária de Comunicação ou da Secretaria de Cultura. Da Fundação Tancredo Neves é que não foi, pois a coitadinha, prima pobre da cultura, tem um parco orçamento de investimentos para todo o ano de 2013. Na rubrica difusão cultural estão previstos apenas R$ 851.000,00, isto para o ano todo e classificados com outras despesas correntes.
Quem assinou o contrato de patrocínio deverá ser responsabilizado pela fiscalização da execução do contrato, e é deste gestor devemos cobrar a falha por ter deixado que a contratada, no caso a Escola de Samba, cometesse tamanhos equívocos, como foi o caso gritante da imagem do nosso Teatro da Paz ser confundida com a do Teatro Amazonas.
Os amazonenses é que devem estar rindo de nós. Levaram a copa e agora o Pará paga um nota para divulgar as coisas de lá, inclusive o telão de LED. 
A Escola falhou, o governo falhou, o único que novamente não falhou foi o povo. O povo paraense mais uma vez acreditou, prestigiou, sofreu, torceu pelo seu Estado.
Se a Imperatriz Leopoldinense e o Governo do Estado quisessem divulgar o Estado, bastaria apostar no seu povo, mostrar nossa população, a sua fé e o amor que nossa gente tem por esta Terra. fazemos isto todos os anos e de graça. Nos diversos círios. No Re x Pa.
O nosso sangue índio, caboclo, cabano resiste com bravura a tudo. As estrangeiros colonizadores, a elite atrasada, a divisão do nosso território, a destruição das nossas matas, os brutais assassinatos no campo, as execuções diárias de jovens nas cidades, a ausência de serviços públicos básicos, a todos os governos incompetentes que enganam a nossa boa fé durante as campanhas eleitorais e depois, quando nos governam, jogam milhões pelo ralo sem sequer prestar contas. 
Um dia a força deste povo vai se manifestar e dar um basta nestes abusos.
 

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Sexo por óleo diesel no Pará

Mulheres do Marajó embarcam nas balsas que passam pelo Rio Pará, entre os municípios de Muaná e são Sebastião da Boa Vista, fazem sexo com os marinheiros, em troca recebem óleo diesel e presentes. São as balseiras do Marajó, e a prática vem atravessando gerações de mulheres enquanto os governos e as promessas se sucedem.
Nos anos de 80, quando dirigia a secretaria de política sindical da Central Única dos Trabalhadores, instituição que ajudei a criar, fui abordado por um simpático vereador de São Sebastião da Boa Vista, de nome Barrinha. O vereador queria que a secretaria e a CUT ajudassem a reorganizar o sindicato dos trabalhadores rurais. Marcamos uma primeira reunião lá em São Sebastião da Boa Vista e para lá eu fui acompanhado do vereador. Foi minha primeira viagem de barco e a primeira visita a um município do Marajó. Tudo era novidade.
As 18 horas de uma sexta-feira, dirigi-me ao porto na Estrada Nova para embarcar no Bergantim, segundo Barrinha, o mais seguro e higiênico barco para a Boa Vista. Não sabia amarrar a rede. O nó e o jeito de amarrar é todo especial. Os homens colocavam sua rede de um lado, e as mulheres do outro. Andei por minutos com a rede na mão sem saber o que fazer, até que o cozinheiro, conhecido como “Bomba”, me socorreu,  resolveu meu problema e ainda ensinou o nó que não danifica o punho da rede e facilita na hora de desamarrar. 
Tudo para mim era novidade. As famílias inteiras embarcando. As pessoas que iam deixar parentes nos barcos. Os outros barcos. Uma verdadeira festa ali na beira do rio Guamá. Morando há muito tempo em Belém, nuca tinha visitado esta parte da cidade. 
A viagem seguiu, após o barco desatracar pontualmente às 19 horas, depois dar três apitos, com intervalos de dez minutos de um para o outro. Outros barcos também zarparam. No meio do rio eles foram manobrando sem bater e seguirem cada uma para o seu destino. Uns para o Marajó, outros para o Tocantins. O Bergatim era confortável. Logo que o barco desatracou e os marinheiros recolheram as cordas, abriu-se a lanchonete e o Bomba apareceu servindo um gostos café aos passageiros. 
Nossa primeira parada foi em Barcarena. De lá, seguimos para atravessar a baia do Marajó. Pela madrugada, o barco foi parando em alguns portos, quase todos com fabricas de palmitos. O maior era o porto da Palmazon. Paramos depois, perto do Jararaca. Neste lugar, soube de uma história triste, mulheres faziam sexo com os marinheiros das balsas que passavam para Manaus em troca de óleo diesel. Custei a acreditar. Mas confirmei toda a história nas diversas viagens que fiz até organizar o Sindicato dos Trabalhadores Rurais de São Sebastião da Boa Vista. 
As mulheres subiam nas balsas, faziam sexo e ganhavam litros de óleo diesel. Nunca soube quanto de óleo elas recebiam em troca destes favores sexuais. Sei que as casas, naquelas ilhas, tinham sempre barris para armazenam o óleo obtido com esta prática. O óleo era vendido aos pequenos e numeroso barcos que rodavam por ali e também abasteciam os geradores de luz das casas e vilas de Boa Vista e Muaná. 
Passaram tantos anos que até me esqueci das balseiras, como eram conhecidas as mulheres que praticavam sexo por óleo diesel. Para mim, depois de tantos avanços tecnológicos, tantos programas sociais, quarto governo tucano e um petista, isto era coisa do passado. Na minha cabeça, com internet, facebook, as mulheres continuavam fazendo sexo no Marajó, mas por puro prazer e com os seus escolhidos.
Passando em uma banca de revista, meu mundo desabou. Vi a edição de novembro da respeitada revista National Geographic Brasil, comprei por causa de uma matéria sobre Cuba, mas quando folheei, estava lá uma matéria como o título: Amazônia proibida: sexo por óleo diesel. Achei que era no alto-amazonas, longe, muito longe daqui. Mas para minha decepção, não era não. No mesmo lugar, nas mesmas ilhas, as filhas e netas das minhas balseiras, estavam lá, no Marajó, praticando o mesmo sexo em troca de óleo diesel. Em 2012, no Pará, no arquipélago do Marajó, o Bergantim deixou de viajar, o simpático Bomba já faleceu, agora tem deputados, tem políticos, tem votos, mas ainda não chegou a energia e nem a dignidade. 

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Mensalão é maracutaia, eleições precisam ser limpas e financiadas apenas pelos eleitores

A campanha eleitoral deste ano no Brasil começa com o julgamento do mensalão. O mensalão envolveu uma questão crucial do processo democrático brasileiro que foi a prática ilegal de financiamento da política e o pagamento de campanhas eleitorais, por meio de caixa dois.
Nas eleições de 2008, os sete candidatos que disputaram o cargo de Prefeito em Belém gastaram R$ 8.5 milhões de reais para financiar suas campanhas (veja tabela). Quem pagou a conta?
 
NewImageFonte: TSE
 
 Os financiadores das eleições de Belém foram empresas de lixo, construtoras, de transportes, fornecedores de serviços público, etc.
A maioria dos partidos e dos políticos teimam em não abrir este debate com a população e deixam os eleitores sem a informação crucial do processo político que é saber quem paga as contas das campanhas.
O jantar não sai de graça, alguém paga por ele e quem paga pelo jantar eleitoral sempre quer retorno.
O ideal na democracia participativa é que as campanhas sejam sustentadas pela contribuição livre e espontânea do eleitor. O eleitor deveria ser estimulado a procurar os candidatos com quem tem identidade de propósito e do qual espera um bom governo, a fim de contribuir financeiramente com as despesas da campanha eleitoral.
Mas não é assim que a banda toca… Infelizmente.
Quem procura os candidatos ou, é por eles é procurado com objetivo de financiar as campanhas são empresas que prestam serviços, vendem produtos, constroem obras públicas; dependem de licenças, autorizações, despachos governamentais; ou esperam um decisão de um órgão público que lhes favoreça. Basta verificar no site Às Claras, a relação dos doadores de campanha para ver o retrato fiel de quem das as cartas políticas por aqui.
Muitos empresários, para não correr risco de aparecer como doador de campanha, preferem o anonimato, gerando o chamado caixa dois de campanha – dinheiro que entra ilegalmente nos cofre dos candidatos. Estes recursos não são declarados ou são mascarados através de doadores “laranjas”.
O mensalão, que entrará em julgamento no dia 02 de agosto, é fruto do processo de financiamento escuso da política nacional. Quem sentará no banco dos réus são políticos que juraram fazer diferente, tentaram financiar suas lutas com doação dos eleitores, mas perderam a paciência, não perseveraram e quedaram a prática histórica da corrupção, decepcionando aqueles que acreditaram que era possível ser diferente.
“São trezentos picaretas com anel de doutor. Luís Inácio falou, Luís Inácio avisou. Luís Inácio falou, Luís Inácio avisou”, cantavam os Paralamas do Sucesso.
O julgamento do mensalão pode ser um momento de grande reflexão para eleitores e políticos sobre o futuro da nossa democracia. A cada ano que passa, a cada eleição que transcorre, o povo vem dando demonstração explicita de que não aceita mais ser enganado, de que quer mudanças éticas. Porém, esse mesmo povo, precisa ser conquistado para participar do jantar, pagando sua parte da conta e saindo satisfeito com o resultado do debate político.
As obras e serviços públicos são caros e ineficientes, por comportar dentro de seus custos o valor das doações eleitorais. Quando a obra não está superfaturada, o material utilizado é de baixa qualidade, levando-a a ter uma vida útil diminuída.
“Chega de maracutaia”, palavra cunhada por Lula ao se referir àqueles que praticavam caixa dois no país.
Farei minha parte. Como candidato a vereador de Belém farei campanha, como sempre fiz, apenas com as contribuições financeiras dos eleitores que acreditarem naquilo que eu acredito.
Pedirei R$ 1, 2, 10 reais… Qualquer quantia diretamente para os cidadãos.
Serei eleito com o compromisso apenas com as pessoas e com o programa sintetizado na frase: “Sinal verde para uma Belém melhor”.
Nossa equipe de campanha está preparando um sistema de arrecadação limpa e transparente, para que você, eleitor, tenha acesso a todas as informações disponíveis a que tiverem interesse e, sobretudo, saber quem está pagando as nossas contas de campanha.
É hora de inaugurar novas formas de fazer política, de resgatar a confiança do eleitor no sistema democrático.
Minha campanha para vereador de Belém será instrumento desta mudança.
É nisso que eu acredito.

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