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Estamos deixando de ouvir os graves alertas ambientais e sociais

Quando a barragem de Brumadinho rompeu, as sirenes não tocaram, foram engolfadas pela lama, mas os alertas ensurdecedores já haviam soado em Mariana. A empresa e os governos federal e estadual não quiseram ou não puderam ouvir sobre o perigo destas barragens.

Por que então estes alertas foram ignorados?

Não é de hoje que estamos deixando de ouvir todos alertas, até os mais graves, que implicam na nossa própria segurança e existência.

São as barragens, as doenças evitáveis, os desmatamentos, o uso excessivo de agrotóxicos, o derretimento do gelo da calota polar, a agonia dos corpos hídricos contaminados, as espécies animais e vegetais simplesmente extintas, os milhões de refugiados mortos ao tentar sair de seus países em busca de sobrevivência, a ausência criminosa de  saneamento básico que transmite doenças e mata pessoas em todos os cantos do Planeta, os milhões que morrem de fome, etc.

O que está nos cegando e nos deixando moucos?

Antes de falar sobre os motivos da nossa insensibilidade aos alertas de perigo tão iminente, vou me permitir fazer mais um alerta grave ao povo e as autoridades paraenses.

Trata-se dos perigos a que estão submetidos os mananciais de abastecimento de água de toda a Região Metropolitana de Belém, diante do trafego intenso de veículos, incluindo aqueles com carga perigosa ou insalubres como os caminhões que transportam lixo, cuja o conteúdo pode vazar diretamente para os lagos e nascentes.

O relatório apresentado a Comissão de Meio Ambiente da Ordem dos Advogados, em 2014, sobre o processo de licenciamento ambiental do prolongamento a Avenida João Paulo II, já alertava para os futuros problemas que o Parque do Utinga e os mananciais de abastecimento de água por ele protegido, ocorreriam caso não se adotasse os cuidados necessários. Mas o alerta entrou para os rol de tantos outros e foi ignorado e, sobre a cegueira da sociedade, as autoridades fizeram ouvidos moucos, o Licenciamento Ambiental foi expedido com algumas condicionantes, que não estão sendo fiscalizadas.

Os olhos e ouvidos das autoridades e das pessoas estão sendo impedidos de funcionar pelo sistema economico e político, baseado no poder e no lucro, com métodos que não respeitam a vida e nos desconectaram da natureza, da qual, parece que deixamos de ser parte.

Os empresários  e os governantes olham para o sistema natural e para as pessoas e não enxergam nelas a complexa teia de relacionamento que significa a própria vida. Deixaram de perceber o verdadeiro sentido da vida e suas implicações.

As pessoas, capturadas pelo sistema, não tem força para reagir ao perigo e assumem as causas dos seus algozes, trabalhando, consumindo e produzindo em função de um pouco de satisfação pessoal e dos parcos salários.

A roda da máquina que eles inventaram, gira contra todas as leis naturais, subvertendo a teia da vida,  escravizando o meio ambiente e pessoas e forçando-os a produzir riquezas para sua apropriação.

Vamos pensar apenas na Vale e no seu produto.

A Vale é uma das maiores mineradoras da Terra. Seu negócio é encontrar e explorar todo o tipo de mineral que esteja em alta no mercado, principalmente o ferro.

A quem pertence a Vale?

Os verdadeiros donos da Vale
Os verdadeiros donos da Vale

Mais da metade do capital votante da Vale pertence, direta ou indiretamente, ao Estado. Outra parte é o capital que circula no mercado especulativo, rodando pelas bolsas, em apostas de investidores anônimos. A maior parte do lucro de toda atividade desta monumental empresa, porém é apropriada pelo mercado financeiro, verdadeiro monopolista e gerente desse sistema.

A Litel, uma das grandes acionista da Empresa, é formada pela Previ (Caixa de Previdência dos Empregados do Banco do Brasil), Petros (Fundação Petrobrás de Seguridade Social), Funcef (Fundação dos Economiários Federais) e Fundação Cesp, dos empregados da Eletropaulo, Cesp e Companhia Paulista de Força e Luz.

Os administradores da Companhia são profissionais pagos para dar lucro aos investidores e nem sabem quem são eles pessoalmente, pois apenas tratam com seus representantes, que são pessoas contratadas, cujo salário depende dos resultados positivos da Companhia.

Um funcionário da Caixa Econômica, do Banco do  Brasil ou da Petrobras, prestes a se aposentar, terá seus ganhos advindos do lucro dessa companhia e nada pode fazer para exigir que esse mesmo lucro venha de práticas ambientais ou sociais éticas.

Um conjunto de engrenagens sem rostos, movem esse sistema, que só tem um objetivo: rentabilidade para as ações e lucro para os fundos de investidores.

Assim como o pensionista da PREVI, lucra com o lucro da Vale extraído em forma de ferro, deixando as barragens de lama para trás, o consumidor que compra um produto feito de metal, também está contribuindo, involuntariamente, para os desastres de Brumadinho, Mariana ou, num futuro próximo, contribuirá para outras, pois existem só na região onde se localiza Brumadinho mais dez outras barragens como os mesmos riscos.

Quando se fala em capitalista, burguês ou elite poderosas, na verdade não se fala mais de pessoas, mas de um sistema que gira ao contrário do movimento do universo e por isso produz o caos. É um sistema fadado a nos destruir. Na periferia desse sistema vai ficando o desastre ambiental e a tragédia humana.

Todos as sirenes estão tocando ao mesmo tempo. Algumas foram engolfadas pela lama, mas as outras tocam e nós estamos insensíveis a ela.

Os cientistas do acordo do clima de Paris, as ONGS, os Verdes do Global Green, o Papa Francisco, mostram os relatórios, gritam, fazem barulho, apelam fortemente, mas o sistema nos cegou e nos ensurdeceu.

A classe política e o modelo de organização dos estados nacionais faliu, são incapazes, não tem força para mudar nada. Impotentes de atuar contra o capital especulativo, tratam apenas dos seus próprios interesses, sucumbindo a força desse sistema perverso.

É hora de abrir os ouvidos e os olhos e reagir criando mecanismos multilaterais, democráticos, transparentes, capaz de controlar o capital financeiro mundial, que a todos escravizou, subjugando os estados nacionais, incapazes de defender sua população.

É hora de trabalhar por um novo pacto baseado na visão sistêmica, abolindo o pensamento cartesiano e o poder patriarcal que desequilibrou tudo, incluindo o masculino e o feminino. Só a ecologia profunda pode nos salvar.

 

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Cidadão ou consumidor

Cidadão ou consumidor
Cidadão ou consumidor

O mundo atual nos leva a comprar, comprar e comprar muito. É um exigência da vida moderna ditada pelo mercado. São tantas as ofertas, são tantas as estratégias que as pessoas acabam levando para casa aquilo que nem precisam no momento das compras. Os produtos estão nas nossas vistas nos shopping, nos supermercados ou nas timelines das redes sociais. Você já reparou que quando pesquisa um assunto, os produtos a eles ligados começam a brotar na tela do seu smartphone?

Algumas perguntas para o seu pensar: você se sente um cidadão ou um consumidor? Sabes fazer a diferença entre um e o outro? Consegues pensar se os teus hábitos de consumo são livres, baseados nas tuas reais necessidades ou apenas atendem aos impulsos provocados pelas estratégias de marketing?

Um cidadão vive para desfrutar da vida em sociedade, formando amigos, famílias, gerando filhos, usufruindo de direitos e cumprindo seus deveres para com seus pares e com o seu país. O consumidor, meu amigo, é apenas um item nas mãos do mercado.

O mercado, este ser invisível, poderoso, dominador, que nunca se contenta em deixar que a lei da oferta e da procura atue livremente, estuda os seus hábitos e tenta influenciar na qualidade e quantidade das coisas que você consome, desde a sua alimentação, ao seu vestir, o seu calçar, escolhe seus itens de beleza,  até o seu lazer e gosto pela cultura fazem parte dos estudos científicos da chamada mercadologia.

Os meios para influenciar seu consumo se diversificaram. Além daqueles dos tradicionais, através da grande mídia, jornais, rádios, tevês, as redes sociais atuam construindo poderosos bancos de dados ou “Big Data” sobre você e usando os dados para lhe impulsionar a consumir. Você mesmo é quem fornecer todos as suas manias e costumes, para alimentar esses bancos de dados.

Quando você faz seu perfil em uma rede social, os dados que você insere vão para o banco de dados do aplicativo que tem ferramentas que pode lhe classificar em uma das letras do big five,  a OCEAN (depois falamos disso). O big five refere-se em psicologia aos cinco fatores da personalidade descritos pelo método lexical, ou seja, baseado em uma análise linguística.

Nessa altura da nossa conversa o cidadão já foi deixado de lado a muito tempo. Só é requisitado nos anos eleitorais, quando se faz de conta que o mercado não existe e brincamos de ser democráticos, mas até no processo eleitoral as redes sociais já atuam influenciando nas nossas escolhas. Dúvidas?

A China, só para dar um exemplo, lá, do outro lado do mundo, sabe o que os brasileiros querem consumir e foca nesse mercado. Os chineses estudam quem somos nós. Se duvidar eles sabem mais sobre nós do que nós mesmos.

Ao deixarmos de ser cidadãos para sermos meros consumidores entramos no jogo do mercado e na roda viva do consumo sem consciência, apenas nos deixando levar pelos estímulos que eles preparam para aumentar nossos desejos pelos seus produtos.

Os produtos vão sendo feitos como a marca “feitos para jogar fora” e nós nunca estamos satisfeitos e cada vez queremos mais e mais. O mercado se utiliza das técnicas de obsolescência, tanto aquela que perceptível como as que programa para que o produto deixe de funcionar.

Assim, nesta roda de comprar, jogar fora, comprar de novo, jogar fora outra vez, vamos ajudando a esgotar os recursos da natureza, de onde vem as matérias primas e produzindo gases de efeito estufa que tem a capacidade de alterar o clima do Planeta e em pouco tempo jogamos tudo no lixo, para retornar ao ciclo do consumo, sem que isso nos garanta felicidade duradoura.

Você deve estar pensado, mas eu preciso consumir? Certo. Mas consumir por que? e como faço isso sem ter dor na consciência? Uma maneira de reagir ao mercado é através do consumo consciente, assunto que iremos abordar em outro texto. Mas vá pensando sobre o assunto e até pesquise na internet sobre o tema para nossa próxima conversa.

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Cidades sustentáveis

Vou falar de três coisa que acho importante numa cidade feliz. Um bom sistema de transporte público. Espaços públicos acessíveis a população. Arborização e áreas verdes. Um cidade sem isso é uma cidade infeliz.

O sistema de transporte público existirá se na cidade existir os corredores de tráfego unindo todos os pontos e bairros, tornando a cidade horizontalmente igual para todos os seus moradores. Feito os corredores, que são como as grandes artérias levando sangue para, para ser distribuídos pelas veias capilares. Por estas grande vias circulam os transporte de massas, levando e trazendo moradores por toda a cidade.

Os carros particulares e os ônibus devem, quanto possível, usar combustível limpo, que emita o menos possível de gases de efeito estufa ou que provoque doenças respiratórias nas pessoas.

Os espaços públicos, ruas, calçadas, parques, praças, são os lugares essenciais onde as pessoas se encontram para trocar energia, cultura, informação, conhecerem-se e viver a vida coletivamente. Esses espaços devem ser amplos, iluminados, limpos e de fácil acesso. As calçadas para caminhar e os espaços para o ciclista são prioridades na vida urbana.

A arborização e as áreas verdes da cidade são elementos paisagísticos que contribuem para amenizar o calor, purificar o ar, nos aproximar de outros seres que habitam o espaço urbano, como pássaros e demais polinizadores necessários ao florescimento e a renovação da vida nas zonas urbanas.

As cidades são os espaços onde vivem 85% da população do Brasil, por tanto, cuidar bem das cidades, significa cuidar da vida de dois terços de todos os brasileiros.

Um conjunto de políticas públicas devem ser incorporado a cidade, neste caso, duas delas são fundamentais: a política de resíduos sólidos e o recolhimento e tratamento de esgotos. Isto significa limpar tudo que os humanos sujam, antes que esta sujeira seja devolvida a natureza.

Fazendo assim, amigos, estaremos construindo cidades sustentáveis, como possibilidade de menos doenças e com o meio ambiente equilibrado.image

 

 

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Sou um estranho no meu quarteirão V

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Sede do CREA
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Edf. Horto Bosque

As ruas e as calçadas são os espaços vitais de uma cidade. Por elas circulam as pessoas que vão a escola, ao trabalho, a farmácia, a padaria ou apenas passeiam, levando, por exemplo, o cachorro para um passeio matinal. A casa, o edifício de apartamentos, fica numa dessas ruas, que se localiza dentro de um quarteirão da cidade.

Quem mora em um quarteirão, em tese é o maior interessado em saber quem circula pelo seus espaços vitais e com ele interagir, não acham? Os passantes eventuais ou os passantes contumazes tem pouca atenção para o que ocorrer cotidianamente ali naquele pedaço da cidade. Mas quem mora, ao contrário, precisa dele para viver bem.

As pessoas que moram no quarteirão deveriam cuidar para ter um quarteirão seguro, saudável e arejado. Mas se os moradores não cuidam desses espaços vitais, prolongamento do sentido de moradia, o espaço vital começa a ser ocupado pelos desconhecidos ou ficar sem passantes, tornando-se ermo e inseguro.

Ao longo dos anos, conforme a violência foi se intensificando nas cidades, junto com ela, foi acontecendo verticalização, com os edifícios de moradias, as casas e apartamentos foram ficando isoladas das calçadas e da ruas. As pessoas foram abandonando os espaços vitais da cidade e deixando de morar no quarteirão, que, por seu turno, foram ficando cada vez mais perigosos.

 

Depois de observar tudo isto na cidade de Belém e ler a cartilha do Sindicato dos Engenheiros de Pernambuco, cuja publicação faz parte da postagem anterior, sai para constatar se esse fenômeno havia acontecido por aqui. Primeiro no meu quarteirão e depois por outras ruas de Belém.

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Edf. Conselheiro Furtado

No meu quarteirão tem três edifícios. Os mais antigo é o que foi construído no terreno onde morou o poeta Antonio Tavernad, edf. Conselheiro Furtado, cuja foto ilustra este artigo, veja que a garagem começa no primeiro piso e ocupa tambem o segundo piso, mesmo assim temos um pouco de intereção entre o prédio, calçada e rua. Nos dois outros edifícios mais jovens,mesta precupação deixou de existir.

Na primeira foto da sede do CREA, o primeiro andar tem as janelas para rua. É um prédio bem antigo. Já o edifício Horto do Bosque, um prédio novo, percebe-se o afastamento e isolamento entre o público e o privado.

Concluo dizendo que precisamos rever nossa participação nos espaços vitais da cidade, começando pelo nosso quarteirão.

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Um estranho no meu quarteirão IV

integrar, reduzindo o limite entre o público e privado.
integrar, reduzindo o limite entre o público e privado.

Segue minha caminhada para conhecer meu quarteirão e meus vizinhos. Ao mesmo tempo em que busco leituras, trabalhos, teses de urbanistas e estudiosos do tema.

O arquiteto Raul Ventura, um apaixonado pelo tema cidades, alias, uma das primeiras pessoas a instigar minha curiosidade sobre as cidades, apoiando a construção de temas para um programa de governo sobre Belém, indicou-me um livro, um clássico, sobre o assunto: Morte e Vida das Grandes Cidades, da jornalista Jane Jacobs. Jane trata da Vigilância Social através do uso dos espaços públicos vitais, as calçadas e as ruas.

O Sindicato dos Engenheiros de Pernambuco, baseado no livro de Jane, produzido um interessante cartilha sobre o tema: Por um Espaço Público Cidadão, que deixo aqui para o deleite dos amantes das cidades:

A cartilha traz uma gostosa conclusão:

“portanto, proteger as nossas novas ocupações, como também as intervenções nas áreas consolidadas, de forma integrada, reduzindo limites entre público e privado somando valores aos lugares, considerando o encontro entre:

O edifício e a rua,

O edifício e a quadra,

O edifício e o bairro,

O edifício e a paisagem,

O edifício e as pessoas”

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Sou um estranho no meu quarteirão

Meu quarteirãoSou um belemense apaixonado pela minha cidade e por cidades. Os homens modernos resolveram que a cidade é o seu habitat. No Brasil, 85% das pessoas moram em um das mais de 5 mil cidades do nosso país. A cidade é o lugar onde nascemos, crescemos, fazemos amigos, é um espaço de trocas. Trocas econômicas, trocas emocionais, trocas de cultura, trocas de energia, trocas…

A cidade é, para mim, um ser vivo, formado por tudo que tem em um organismo complexo e como eles, as cidades se aperfeiçoam mantendo viva as relações entre os diversos elementos que fazem parte do seu corpo, ligações que trazem como produto a correção de problemas pela autoregulação, função fundamental para manter viva a cidade, que dependem dessas relações dinâmicas.

As primeiras relações e as mais importantes, são as relações das pessoas entre si, com os outros seres que habitam os espaços urbanos e ainda com os próprios elementos espaciais, casas, prédios, bar, padaria, supermercado, lojas, feiras,  pássaros, animais domésticos, baratas, ratos, bactérias, árvores, praças, ruas, calçadas, parques, nascentes, córregos, igarapés…

Nestas relações, as trocas se estabelecem. Troca-se, por exemplo, água limpa por água servida, ar limpo por ar particulado, solo natural por solo impermeabilizado, produtos por resíduos.

Neste sistema de relações e trocas, todas são importantes, mas as humanas são aquelas absolutamente necessárias. Com elas, as pessoas vão aperfeiçoando a vida da própria cidade.  O espaço para as trocas humanas na cidade são os espaços provados e os públicos, com as ruas, calçadas, parques, feiras, por exemplo.

Resolvi olhar mais atentamente para as calçadas e ruas, tomando para exemplo o quarteirão onde moro em Belém do Pará. A rua é a Avenida Generalíssimo Deodoro e o trecho fica entre a Rua Conselheiro Furtado e a Rua dos Mundurucus. Está na confluência entre os bairros de Nazaré e Cremação.

Neste curto espaço geográfico de 266 metros aproximadamente, com três edifícios de apartamentos, uma igreja, um restaurante e outras casas comerciais, já ocorreram muitos assaltos, inclusive a mão armada, morte e até o baleamento de um alto funcionário do sistema de segurança pública.

Moro neste quarteirão há 04 anos, mas hoje, quando comecei a pensar sobre minha rua e suas calçadas percebi que sou um desconhecido por aqui e que as pessoas são estranhas para mim, assim como também sou um estranho para elas.

Tentei fazer um cálculo de quantos são os moradores daqui e vi que nem conheço todos os moradores do meu prédio de 12 andares, com dois apartamentos por andar. Veja que trabalho para mudar o mundo dos outros, mas não tenho qualquer intimidade com o meu espaço geográfico.

Hoje, por absoluta falta de conhecimento, não sei dizer se as pessoas que passam nas calçadas são moradores ou frequentadores das casas comercias do meu quarteirão. Vi, porém, que os prédios, os três, incluindo o meu, não permitem inteiração dos seus moradores com as calçadas. Se quisermos colocar uma cadeira dentro do prédio e apreciar a calçada, isto não é facilitado. Bom, me proponho a ampliar meu conhecimento sobre o quarteirão onde moro e vou compartilhar meu progresso com vocês. Partirei por conhecer as pessoas que moram bem perto de mim, no meu prédio.Meu quarteirão

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Briga por vagas de estacionamentos e pontos de táxis

Devido a grande quantidade de prédios construídos nos bairros centrais, todos com garagem e área de embarque interna deficiente, Belém começará a enfrente um novo tipo de conflito urbano, será a briga por vagas de estacionamentos. 

Na porta de cada prédio, os taxistas criaram um ponto fixo, se apropriando do espaçonpúbkico. Os prédios, por seu turno, demarcam as áreas em frente para os moradores utilizarem provativamente cono áreas de embarque e desembarque. Diminui drasticamente as possibilidades de estacionamento em via pública.

A quantidade de prédios por quarteirão é acima da possibilidade e como a maioria dos apartamentos possuem mais de um veículo, as ruas ficam tomadas por carros, dificultando a possibilidade de estacionamento e gerando conflito por vagas. As brigas entre síndicos, taxistas e SEMOB acontecem todos os dias sem que se tome qualquer providência.

O quadro é oriundo da falta de planejamento urbano e da ausência de cumprimento das legislações urbanísticas. Um reforma urbana terá que ser aplicada urgentemente, abrindo novas possibilidades de vagas, restringindo a construção de novos prédios, obrigando que cada prédio tenha número maior de vagas por morador, construção de garagems públicas, para evitar o pior.

 

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Por uma Belém mais verde o PV é Zenaldo Coutinho

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Firmamos com Zenaldo Coutinho um pacto por uma Belém mais verde. Por uma Belém capital ecológica da Amazônia. Por um cidade que trate o seu esgoto, que cuide das áreas verdes, que planeje o seu crescimento respeitando o meio ambiente, que una o econômico, o social e o saber em prol do desenvolvimento sustentável, que opte por transporte público de qualidade, por ciclovias, mas que, acima de qualquer coisa, busque a qualidade de vida de sua gente.

Foi com estes propósitos que nós do Partido Verde (eu, na condição de presidente, a direção estadual, municipal, candidatos, deputado Gabriel Guerreiro) fomos, num ato aberto, transparente, republicano, como deve ser a atitude dos partidos e dos políticos sérios, empenhar nosso apóio a candidatura de Zenaldo Coutinho a prefeito de Belém.

O PV é um partido que trabalha com a ecologia política e acredita que o verdadeiro ambientalismo só será vitorioso com a conquistas dos corações e mentes das pessoas, significando um adesão de toda a sociedade humana a proteger o futuro da nossa própria espécie. Outras formas de construções que submete a ecologia a lógica da luta de classes, mas mantendo o mesmo modelo de exploração dos recursos naturais, não nos interessa. A união em prol de um novo modelo econômico baseado no desenvolvimento sustentável nos afasta de outros caminhos.

A nossa opção unanime por Zenaldo é o nosso compromisso com um futuro melhor para as pessoas e para as demais espécies.

Por uma Belém mais verde o Partido Verde vota 45.

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Vampiros atacam a Almirante Barroso

Belém está sobre ataque de mil vampiros, tipo aqueles filmes onde tem uma cena em que os túmulos se abrem e mil vampiros saem em busca de sangue fresco e de novas vítimas. 

Eu estou comparando assim este final de governo. Cada órgão público da prefeitura aparece com uma novidade contra a sociedade. A Câmara Municipal de Belém então, nem se fala. Cada semana eles votam uma lei que arranca um pedaço da nossa sofrida cidade e entregam aos dentes afiados de alguns destes mil vampiros que acordaram após três mil anos adormecidos.

Na próxima terça-feira os esfomeados andirás atacarão a Almirante Barroso, mudando o gabarito no Plano Diretor Urbano para permitir a construção de prédios num lugar antes proibido. 

Vamos todos para lá protestar, anotar os nomes de cada um deles e assinar o abaixo-assinado que os movimentos sociais postaram aqui: Petição contra as mudanças no Plano Diretor Urbano de Belém.
Não pensem que sou contra prédios, mas é preciso disciplinar a construção deles, a existência de muitos prédios em um mesmo lugar nos rouba bens preciosos: ventilação, arborização e até o direito ao horizonte. Imaginem o que é morar numa rua cheias de prédios, e não poder olhar para onde o sol nasce ou a lua surge. Perde-se a referência leste, oeste; norte, sul. Mas para quem vive numa cidade onde até o direito de passear com o cachorro é impedido, o que é perder o direito ao horizonte? 
Eu também não culpo a Ademi ou as construtoras, elas querem expandir os seus negócios, quem tem que defender a cidade e os cidadãos é que erra ao não adotar as cautelas na hora de autorizar a construção de edifícios ou em modificar as regras prescritas no Plano Diretor Urbano.
O que está escrito no Plano Diretor Urbano foi fruto de estudos, debates e participação da sociedade. Para que houvesse mudanças tão significativas era necessário um novo processo, semelhante ao que deu origem a Lei, mas nada disso está sendo respeitado pelos atuais vereadores. Eu pergunto: qual é a razão de tanta pressa da Câmara Municipal em final de mandato querer votar alterações em leis tão importante a toque de caixa? 
Se você não concorda com a alteração do Plano Diretor Urbano e a permissividade para construção de prédios na Almirante Barros, vá na terça-feira pela manhã para Câmara Municipal de Belém marca sua divergência.

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Desmatamento zero

Decepcionado com o alcance dos vetos da Presidente Dilma a Lei que que modificou o Código Florestal brasileiro, embarco na campanha pelo desmatamento zero. Acredito que não precisamos mais derrubar um palmo de floresta para produzir alimento, emprego e renda para a nossa população brasileira.

A grande saída para o desenvolvimento sustentável, sabemos, não está na devastação ou destruição do estoque natural. Vamos para Rio+20 construir a Economia Verde.

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