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Lula e Círo Gomes em 15m3

Ciro Gomes e dilmaO presidente Lula é o maior líder político pós-nova república e sempre foi maior que as esquerdas, incluíndo o seu próprio partido, o Partido dos Trabalhadores, que se tornou totalmente dependente dos seus passos e decisões. Apesar de está fora da disputa presidencial como candidato, imobilizado em um quarto de 15 m3, sem janelas, seu apoio a um nome terá muita força eleitoral, todos sabem disso.

Apesar do pouco espaço para se movimentar fisicamente, Lula terá que fazer muitos movimentos, olhando para as ruas de um país dividido e desigual.

Algumas perguntas, no entanto, terão que ser respondidas antes da escolha do candidato de Lula.

O que farão as esquerdas e o PT daqui por diante? Como Lula, condenado, inelegível e preso, exercerá sua liderança política para influencias as próximas eleições, uma vez que até agora ele lidera as pesquisas de intenção de votos?

Ontem, ao discursar para os seus apoiadores, em frente da sede do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo, Lula ressaltou as figuras de Guilherme Boulos, candidato do PSOL e Manuela D’Ávila, candidata do PCdoB. Este gesto do ex-presidente foi entendido por alguns como uma provável escolha, embora tenha sido apenas um gesto de retribuição a solidariedade.

Mas e o PT apoiaria a indicação de Lula, deixando de lançar um candidato e receber a transferência de votos de seu maior líder? Um opção mais a esquerda agradaria os eleitores de Lula? Lula de dentro da prisão manteria sua força política para transformar seu apoio em votos?

São muitas as perguntas, algumas que só serão respondidas pelo tempo. Mas é possível arriscar que o PT, sem Lula, terá que fazer um grade esforço para manter-se unido e permanecer com apoio de uma frente de esquerda.

No PT, fora o consenso que é Lula, a liderança com voz de comando é Zé Dirceu, que também enfrenta processos judiciais com desfechos terríveis para bem próximo. Outros nomes não tem a mesma capacidade agregadora, ao contrário, disputam posições e comandos no mesmo patamar.

Os partidos, parceiro do PT, agora, sem Lula como candidato a presidente, não podem arriscar muito, priorizarão vencer a cláusula de desempenho, elegendo no mínimo nove deputados ou obtendo 1,5% dos votos nacionais, conforme a Lei, para  seguir tendo atividade parlamentar e vida política, sendo muito importante o palanque presidencial.

A liderança do ex-presidente sobre os aliados, estava sustentada na possibilidade de ele vencer as eleições e voltar a governar o Brasil, situação inviabilizada pela condenação e aplicação da Lei da Ficha Limpa.

Sem Lula na cabeça de chapa, para o PT liderar a frente de esquerda terá que encontrar um substituto a altura do ex-presidente entre os seus quadros, o que é muito difícil ou apoiar um candidato de outra legenda com chance de disputar a cadeira do Palácio do Planalto. Neste caso, terá que ser de um perfil próximo de Lula e um pouco mais para o centro, o que afastaria seus aliados tradicionais.

Se o PT e as esquerdas, porém, decidirem apostar no nome do ex-ministro Cirio Gomes, o cenário nacional toma um novo rumo. Ciro é do Nordeste,  com apoio dos colégios eleitorais do sudeste, através da força do PT em São Paulo e Minas, passa a ter muita chance de substituir Lula na disputa contra Meireles, Alckmin, Marina, Joaquim Barbosa e Bolsonaro.

Se quiser Ciro Gomes na disputa pra valer terão que operar um tabuleiro que só Lula pode mexer as pedras, mesmo que seja de dentro de um quarto de 15m3 e sem janelas para as ruas.

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Todo político é político ?

Nem todo o político é político. Parece estranho dizer isso, mas faz sentido quando ser político é pensar e agir em solidariedade com as pessoas em razão do bem comum. Nestes casos, verdadeiros casos, não precisa exercer mandato público e são políticos.

Algumas pessoas exercem mandato público e usam para os seus próprios interesses, não agindo em prol da coletividade, nem em solidariedade com irmãos e em favor de causas coletivas. Este último está político, mas não é um político.

São estes últimos que roubam, se corrompem, prometem e não cumprem, metem para conseguir mais poder. Acumulam furtunas lesando os cofres públicos.

Quando muitas pessoas dizem que todo o político é um ladrão, estão repudiando este tipo asqueroso, que merece mesmo o repúdio.

Fazer a diferença entre estes dois tipos, separando o joio do trigo, nem sempre é um tarefa simples, alias, não é simples mesmo.

O falso político tem artimanhas. Disfarças seus propósitos, ilude o eleitor como diversos artifícios e até usa os dramas pessoais dos mais pobres para convencê-los a trocar o voto por pequenos e imediatos benefícios.

Quem pode ajudar a mudar isso? Os mais esclarecidos.

Em cada eleição, os bons e verdadeiros políticos, por não se venderem e nem concordar em usar de meios escusos, tem sempre dificuldade em conquistar o voto. Precisam de ajuda e muita ajuda das outras pessoas de bem. Estas devem aderir as candidaturas boas, sadias, comprometidas e levar aos quatro cantos do país, criando o mutirão do bem e da transformação.

 

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O Futuro do Brasil é Verde

O Brasil pode ser verde, mas precisa superar grandes e graves problemas políticos, econômicos e ambientais. O Partido Verde através de sua Fundação de estudos e debates, para comemorar cinco anos de sua Revista, a Pensar Verde, preparou uma edição especial de aniversário muito ousada, com propostas ousadas, mas factíveis. Espero que gostem e, se concordarem, defendam como suas ideias. O sonho coletivo pode virar realidade, vamos sonhar com um Brasil Verde?

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O Brasil oferece escola com exclusão social

Li uma estáticas escolar paraense divulgada pelo MEC, segundo a qual, de cada 10 crianças que entram na educação básica, através do ensino fundamental, apenas 3 concluem o segundo grau.

Comentando a estática com o amigo, professor e matemático, Raimundo Oliveira, ele me disse:  “a matemática, através da estatística, serve também para esconder realidades”.

O nosso professor passou então a explicar-me que se formos olhar a fundo, estratificando, veremos que a realidade da educação no Brasil é bem outra, composta por muito mais detalhes do que aqueles que saltam dos números gerais e misturados.

Na educação básica brasileira, explicou Raimundo, funcionam três sistemas. O sistema federal, composto pelas escolas de aplicação das universidades e as escolas militares. O sistema privado, composto por escolas particulares e confessionais. O sistema  público, sobre a responsabilidade dos governos estaduais e municipais.

Os piores números vem justamente do sistema público.

No dois sistemas, o federal e o privado, todos recebendo dinheiro público, estudam os jovens oriundos das famílias de classe média e da elite dirigente nacional. Nestes, o aproveitamento chega a 80%, ou seja, de cada dez crianças que entram no ensino básico, oito concluem o segundo grau.

O experimentado professor, prestes a adquirir o direito à aposentadoria por tempo de serviço, todos dedicados a educação, completa o quadro caótico, dizendo que se formos avaliar os três alunos que completam o segundo grau, oriundos do sistema público, constataremos que dois deles são provenientes de famílias com boas posses e um é dotado de alguma genialidade.

Realmente, o professor Raimundo Oliveira, tinha razão, o sistema educacional brasileiro ofertado para a classe pobre é o que pratica a exclusão escolar, termo que ouvi da professora Emina Santos e que agora faz todo o sentido.

O professor João Raimundo já havia mencionado estas diferença de tratamento, quando esteve presente ao programa de rádio “Pensar Verde”.

Enquanto a educação ofertada aos pobres for excludente, nosso país terá muita dificuldade para ingressar no rol dos país verdadeiramente democráticos.

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