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Xixi pode matar samaumeiras da Praça

 

Efeito do xixi na base da samaumeira

As samaumeiras da Praças Batistas Campos, em Belém, estão com os caules aparentando sinais de que foram atacados por algum micro-organismo decorrente de xixi humano ou fruto da alteração do PH do solo pelo mesmo motivo. Os frequentadores da praça utilizam as árvores como mictório e encharcam os caules com muito xixi.

O engenheiro florestal Hermano Vasconcellos, da Fundação Parques e Jardins, ligada à Secretaria municipal de Meio Ambiente, diz que as mudas jovens e as árvores transplantadas são as mais vulneráveis. Ele lembra, porém, que as plantas adultas também podem ser afetadas:

— Elas podem morrer sim, principalmente se for uma ação diária. O acúmulo de urina provoca alteração no PH do solo, além de favorecer o desenvolvimento de micro-organismos indesejáveis para o vegetal e o ser humano — diz o especialista, acrescentando que a chuva não é suficiente para dispersar o acúmulo de urina junto à base da árvore, e que o uso de jatos d’água, em vez de ajudar a planta, pode prejudicá-la.

A Prefeitura de Belém, através da SEMMAS, precisa urgente, examinar as samaumeiras, aplicar remédios para estancar a doença e também criar uma área de proteção para evitar que as continuem pessoas continuem a urinar nas árvores como se fosse seus banheiros públicos.

*Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/xixi-em-arvores-pode-ter-matado-cinco-palmeiras-imperiais-no-centro-do-rio-17426490#ixzz4XvzrQE5V
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O prédio Premium foi inaugurado com show de Guilherme Arantes.

Planeta Água na inauguração do Edifício Premium

O prédio Premium foi inaugurado com show de Guilherme Arantes.
O prédio Premium foi inaugurado com show de Guilherme Arantes.

Quando o cantor e compositor Guilherme Arantes entoou os primeiros acorde da melodia “Planeta Água”, estava oficialmente inaugurado o “Edifício Premium”, prédio construído pela Quadra Engenharia, as margens da baia do Guajará, em área de marinha, propriedade da União, gerenciada pelo SPU. No sábado (27) o Edifício Premium foi inaugurado e entregue, em festa e show de Guilherme Arantes, aos compradores e moradores de um dos metros quadrados mais caros e mais privilegiados de Belém.

Tudo no Premium é inédito. É o primeiro prédio construído a 30 metros das margens da baia do Guajará na orla. É um edifício erguido em área de proteção permanente – APP. Também foi o primeiro construído depois que o Código Florestal foi editado como a proibição desse tipo de Obra.

Veja o que diz a Lei n.º 7.803/1989:

” Art. 2º ……………………………….

a) ao longo dos rios ou de qualquer curso d’água desde o seu nível mais alto em faixa marginal cuja largura mínima seja:

1) de 30 (trinta) metros para os cursos d’água de menos de 10 (dez) metros de largura;

2) de 50 (cinqüenta) metros para os cursos d’água que tenham de 10 (dez) a 50 (cinqüenta) metros de largura;

3) de 100 (cem) metros para os cursos d’água que tenham de 50 (cinqüenta) a 200 (duzentos) metros de largura;

4) de 200 (duzentos) metros para os cursos d’água que tenham de 200 (duzentos) a 600 (seiscentos) metros de largura;

5) de 500 (quinhentos) metros para os cursos d’água que tenham largura superior a 600 (seiscentos) metros;

………………………………………

c) nas nascentes, ainda que intermitentes e nos chamados “olhos d’água”, qualquer que seja a sua situação topográfica, num raio mínimo de 50 (cinqüenta) metros de largura;

g) nas bordas dos tabuleiros ou chapadas, a partir da linha de ruptura do relevo, em faixa nunca inferior a 100 (cem) metros em projeções horizontais;

h) em altitude superior a 1.800 (mil e oitocentos) metros, qualquer que seja a vegetação.

Parágrafo único. No caso de áreas urbanas, assim entendidas as compreendidas nos perímetros urbanos definidos por lei municipal, e nas regiões metropolitanas e aglomerações urbanas, em todo o território abrangido, observar-se-á o disposto nos respectivos planos diretores e leis de uso do solo, respeitados os princípios e limites a que se refere este artigo.”

A construção do Edifício Premium em área de APP, contribuindo para privatizar o acesso a Orla de Belém, foi violadora do Código Florestal e causou muita polêmica, que chegou até a maior e mais aguerrida instituição defensora da sociedade, a OAB do Pará, que foi acionada pelos movimentos sociais, para ingressar com Ação Civil Pública denunciando o possível crime ambiental.

A OAB Pará, através da sua Comissão de Meio Ambiente, estudou o caso e concluiu que de fato as entidades de proteção da Orla estavam corretos, o Premium não podia ficar ali por vários motivos: A área era de propriedade da União, e havia irregularidades na escrituração do imóvel, inclusive no acréscimo do terreno por aterro irregulares de áreas; a orla é de livre acesso a população e não pode ser privatizada; a área é uma área de proteção permanente, onde só pode ser construído obras de interesse social.

A Comissão de Meio Ambiente acionou o Conselho Seccional da OAB, que designou como relator o competente jurista Afonso Arinos. O dr. Arinos, em competente parecer, concluiu pelas irregularidades observadas pelas entidades e confirmada pela Comissão de Meio Ambiente e propôs ao Conselho Seccional que autorizasse a diretoria a ingressar com a ação civil pública, satisfazendo assim o desejo das entidades que se socorreram da Venerando Instituição dos Advogados.

O Conselho Seccional, em seção polêmica, com suspeita de conselheiros impedidos terem votado quando não podiam, com lobby ostensivo dos interessados, decidiu por não autorizar o ingresso da ação, saido-se pela tangente, sem enfrentar o problema, escudou-se em ações já abertas pelo Ministério Público Federal, mesmo sabendo que o objeto era distinto.

Naquela noite, uma marco na história da OAB, a sociedade saiu frustrada, frustrou-se a própria população de Belém, que em consulta havia se posicionado contra o Edifício. A OAB ficou dividida. De um lado advogados aguerridos que desejam ter uma Ordem em defesa do estado democrático de direito e da sociedade. De outro, advogados que querem a Ordem apenas como um grande sindicato em defesa dos interesses classistas dos advogados. Esta divisão continua viva e ainda terá muitos outros capítulos e embates pela frente.

Guilherme Arantes na inauguração do Edifício Premium
Guilherme Arantes na inauguração do Edifício Premium

O cantor e compositor Guilherme Arantes, quando compôs a música “Planeta Água”, jamais imaginou que, ironicamente, seria a atração principal na inauguração de um edifício dentro de uma área de proteção dos rios. Os proprietários do empreendimento fizeram escolha de caso pensando, trazer o autor de “Planeta Água”, foi a cereja do bolo.

Alguns colegas advogados que estavam presentes na fatídica reunião do Conselho, também foram convidados de honra da inauguração e quando ouviram os acordes de “Planeta Água”, devem ter lembrado das palavras do relator e dos debates acalorados em prol do meio ambiente que se desenrolou na sessão do Conselho.

Guilherme Arantes cantou e encantou, no Palco, de costas para a baia do Guajará, nem percebeu a ironia de tudo por ali. Encheu e os pulmões de ar e soltou as ondas sonoras em direção aos tímpanos dos proprietários e familiares, todos alegres com a possibilidade de desfrutar de visão e acesso privilegiado ao bem de todos, esperando que o som, ao se transformar em estímulos nervosos, chegasse aos cérebros como conscientização da importância de proteger as águas do mundo, um bem de toda a humanidade e em risco de degradação permanente:

Água dos igarapés
Onde Iara, a mãe d’água
É misteriosa canção
Água que o sol evapora
Pro céu vai embora
Virar nuvens de algodão

Gotas de água da chuva
Alegre arco-íris sobre a plantação
Gotas de água da chuva
Tão tristes, são lágrimas na inundação”

Os proprietários, familiares, convidados e advogados presentes, com seus fartos drinques e petiscos, faziam selfies e postavam em suas redes sociais. Comemoravam o sucesso individual, status que alcançaram pelo dinheiro, não importando muito como. São os únicos belemenses a terem acesso direto as águas da baia de Guajará, podendo sair de lancha, jet sky, olhar o por do sol, tudo da sacada dos belos apartamentos que de tão próxima do rio pode receber os caroços das azeitonas sorvidas em dias de comemorações.

Para os proprietários da Quadra Engenharia estava ali o gostinho da vitória de vencer, com seus prestígios, que vem passando de pai para filho, todas as proibições impostas por lei e serem os primeiros a desbravar a orla da cidade como um novo nicho de negócios. Os patriarcas da empresa ainda lembram quando os primeiros tijolos do edifício do belo Grande Hotel vieram abaixo, dando lugar ao questionável Hotel Princesa Louçã, ferida que ainda hoje arde no peito de Belém. Também registraram para os seus colegas construtores que foram eles a abriram a porteira para outros prédios venha a ser erguidos nas orla e nas mesmas condições.

Para a sociedade belemenses e advogados militantes, fica a sensação do dever cumprido quando lutaram por uma causa justa e a esperança de que um dia a elite belemense entenda de uma vez por todas que seu comportamento tem dia e hora marcada para mudar, que não é mais possível para eles viverem sem se importar com o futura desta cidade.

Para OAB Pará ficou a mancha na sua história de combatividade e a certeza que nas disputas internas futuras, as visões do papel da Ordem voltarão a se enfrentar.

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Batista Campos

Quando Jader Barbalho foi enganado

O roubo do osso

 

A Cabanagem foi a maior revolta do povo brasileiro, que governo o Pará de 1835 a 1840, o intelectual deste movimento popular foi o Cônego Batista Campos.

O Pároco morreu de uma infecção provocada por uma espinha carnal, mas deixou como desejo de última vontade ser enterrado em Barcarena. Dona Benta e dona Nair, sabiam disso e cuidaram para que os restos mortais permanecessem ali, na paroquia de São Francisco Xavier, sem qualquer perturbação.

O sossego do líder cabano foi interrompido. O governador do Pará, Jader Barbalho, resolveu encomendar ao grande arquiteto Oscar Niemeyer, aquele que projetou a capital federal, Brasília, um projeto de monumento em homenagem a “cabanagem”.

Construido no Entrocamento, Jáder Barbalho, determinou que os restos mortais de Malcher, Algelim, Vinagre e Batista Campos, fossem transladado para o monumento e assim foi feito. Hoje o monumneto está esquecido entre obras de concreto do complexo viário do Entrocamento. Até para visitar é difícil.

Dona Benta e Dona Nena, agiram rápido para fazer valer a vontade do Cônego frente ao desejo de Barbalho. Trocaram as ossadas, fazendo algo que no Pará parecia impossível, enganaram o político astuto. Os ossos de um desconhecido foram para no monumento da Cabanagem. Os resto do Cônego ficaram em Barcarena, onde permanecem até hoje.

Eu não sabia dessa história e acho que pouca gente sabe destes acontecimentos. Descobri tudo no jornal Folha de São Paulo.

O fotografo André Penteado, descobriu a história das duas barcarenenses e dos “Ossos do Cônego”, por causa do trabalho fotográfico que realiza para cobrir os buracos históricos da Cabanagem com fotografias que podem ser vistas no Blog do André Penteado. A descoberta de André foi publicada na edição deste domingo, 17/07, da Folha de São Paulo.

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Sou um estranho no meu quarteirão VII

“uma cidade, e portanto uma sociedade, vive e morre de acordo com sua capacidade de construir um ambiente criativo por e para seus cidadãos.” (Jane Jacobs)

Hoje é domingo, no meu quarteirão, as ruas ficam vazias ou apenas pessoas desconhecidas transitam por elas. Como já disse a vocês, no meu quarteirão, os moradores mesmo, residem em três prédios e o que movimenta a rua são os escritórios e as casas comerciais. Quando elas fecham, a rua fica um pouco perigosa, nestas horas ocorrem pequenos furtos.

Na esquina da Conselheiro Furtado, por exemplo, os primeiros prédios são ocupados por três lojas de venda e manutenção de baterias, depois um restaurante e um salão de beleza. As lojas de baterias ainda ficam abertas no domingo pela manhã, com seus funcionários sentados com suas cadeiras as calçadas a esperar de clientes com problemas, eles reparam a rua, são da nossa intimidade, mas quando as lojas fecham, a rua fica sem movimento e sem ninguém para fazer a vigilância social.

Os moradores dos três prédios não tomam conta dos espaços públicos do nosso quarteirão. Cada um fica no seu apartamento, trancado na sua intimidade como se ali fosse o próprio mundo ou, no fim de semana, vão visitar parentes em outros prédios de outros quarteirões da cidade.

Os prédios, a não ser o mais velho deles, pouco interagem com as calçadas e a rua. O mais velho, aquele que foi construído onde antes era o sítio onde morava o poeta Antonio Tavernad, nem interagem como deviam, tem o primeiro andar de garagens aberta para rua, o segundo andar também é de garagens, mas do terceiro em diante ficam as janelas dos apartamentos, porém, virada para o sol poente, o que impede dos moradores estarem apreciando a rua, no período da tarde, como gostariam, devido o sol forte que bate em suas janelas.

Uma cidade não pode viver sem a vigilância social, sem a presença das pessoas no seu espaços mais importantes que são as calçadas e as ruas. Gente gosta de ver gente, mas os arquitetos destes prédios não pensam assim. Isto faz bem para a alma humana e humaniza as cidades. Se os prédios tivessem interação com a calçada e a rua, seriam muito melhor para a harmonia urbana.

Tenho pensando em começar um movimento por aqui, pelo meu quarteirão. Pensei em aproveitar o período do Círio de Nossa Senhora de Nazaré, em outubro, e promover um café da manhã como os moradores. Ainda não sei se vai dar certo, mas estou inclinado a tentar. Um sábado pela manhã chamo o pároco, peço ajuda dos catequistas e levo a imagem da Santa, com uma mesa de café bem na rua.

A ideia da união do quarteirão tem ocupado minha mente, principalmente depois que percebi que sou um estranho por aqui, mesmo morando neste pedaço de Belém há pelo menos quatro anos.

Li o livro de Jane Jacobs, Vida e morte das grandes cidades: “a mensagem de Jacobs é simples: uma cidade, e portanto uma sociedade, vive e morre de acordo com sua capacidade de construir um ambiente criativo por e para seus cidadãos.”

 

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BRT e engodo

O BRT é um televisor novo em casa desarrumada

Belém é uma casa desarrumada

O BRT pode ser a TV nova de uma casa desarrumada ou um sofá no hall do prédio com o elevador em pâne. É assim que vejo a administração municipal de Belém. O prefeito parece um dono de casa ou um síndico relaxado, que deixa tudo quebrar por pura falta de administração e manutenção.

Não faz manutenção no chuveiro e nem nas torneiras, que estão pingando constantemente. Não troca o reparo da descarga que não funciona. Não conserta a porta da geladeira escorada com um pau para mantê-la fechada e os alimentos conservados. A porta do guarda-roupa não fecha, por causa das dobradiças frouxas. Nada que existia recebe qualquer atenção do administrador da casa, mas quando os moradores começam a reclamar, ele vai a loja e compra um televisor novo para se desculpar, com a família, da sua incúria. Os elevadores vivem quebrados. Os porteiros trabalham de mau humor. Os portões automáticos são abertos manualmente porque o motor quebrou.

Por onde se anda em Belém, encontra-se muito lixo não recolhido. O canais, como o da Visconde, estão sem manutenção. As paradas de ônibus são velhas e sujas. Os prédios públicos, como o Solar da Beira e o Palacete Bolonha, estão sem conservação a quatro anos. As feiras e mercados foram esquecidas, vejam o caso do Complexo do Jurunas e a famosa feira do Ver-o-peso. Os bueiros entupidos e alagando à primeira chuva fina. Gramas, praças, canteiros, tudo requer manutenção. A cidade está cheia, como nunca esteve, de moradores de rua. Tudo tem aspecto de abandono. Os postos de saúde, ambulâncias do SAMU, pronto socorros, por onde se olha percebe-se a ausência de gestor.

O quadro de abandono aparece nas insatisfações dos eleitores, que avaliam a atual administração como a pior dos últimos tempos. Menos de 13% aprovam o prefeito Zenaldo Coutinho. Entre os amigos, fora das estáticas, pessoas absolutamente isentas, ouve-se sempre: Zenaldo foi uma grande decepção.

Pois bem, esse dono de casa, este síndico desleixado, para aplacar a revolta dos moradores, comprou uns ônibus de 130 lugares, com ar condicionado e os inaugurou, oferecendo as passagens de graça no período eleitoral. Acontece que nos intervalos comercias, quando os telespectadores forem ao banheiro se depararão com a mesma descarga quebrada e o mesmo chuveiro e torneira pingando.

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Zenaldo Coutinho, definitivamente é um péssimo dono de casa, um síndico preguiçoso, que deixou a casas em frangalhos e os elevadores quebrarem por falta de manutenção e agora não adianta vir com agrados as vésperas de uma reunião do condomínio. Ainda mais quando os moradores descobrirem que a TV nem é de LED.

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BRT e as eleições

BRT: Inauguração e a fraude eleitoral

BRT e as eleições
BRT e as eleições

O BRT ainda não está pronto. O sistema apresentado pelo prefeito Dulciomar previa que os ônibus iriam do Centro até Icoaraci, passando por pelo menos dois terminais de integração. O sistema também receberia a perna estadual que viria de Benevides. A parte de Belém foi orçada em R$ 200 milhões. Mas foi inaugurado com a primeira, segunda, viagem, sim por que a primeira foi feita por Dulciomar e os ônibus circularam experimentalmente durante meses no Portal da Amazônia.

O que foi inaugurado no dia 01 de julho pelo prefeito Zenaldo Coutinho foi apenas uma viagem de ônibus e nada mais.

O terminal do Mangueirão só funciona em uma pequena área. Apenas uma parada da Almirante Barroso, a que fica na Antonio Baena, está acabada. O terminal do Mangueirão está inacabado. Veja o que diz o dicionário sobre o termo Inaugurar:

Inaugurar
verbo
  1. 1.
    transitivo direto
    entregar oficialmente ao público, consagrar solenemente (um monumento, um edifício novo, uma placa comemorativa).

Então porque Zenaldo Coutinho se deu ao ridículo de simular uma inauguração de uma obra que ainda não está pronta? Simplesmente para fraudar o processo eleitoral.A legislação eleitoral impede que os administradores que concorrem a reeleição participem de inauguração após o dia 01 julho, quatro meses antes das eleições. O prazo chegou, a obra não ficou pronta, mas Zenaldo inaugurou assim mesmo e forçou o inicio das atividades, dizendo que é em caráter experimental para ajustes. Os ônibus novos, que custaram dinheiro público, estão rodando em risco.

O custo total do BRT subiu para R$ 496,8 milhões e até agora já forma gastos R$ 320 milhões. O belemenses não merecem este tratamento dos nossos políticos. Eles abusam da nossa paciência.

Quando é que nossos políticos passarão a amar a verdade em suas vidas? Falar e fazer. Prometer e cumprir. Contratar e realizar.

O BRT foi uma opção pensada pelos estudos da agência japonesa JICA. As obras demoraram tanto iniciar e ainda não estão prontas, nem temos previsão do seu termino. Quando a ficar, e se ficar pronto, o BRT não será mais a solução que os técnicos japoneses preconizaram para o nosso trânsito e transporte.

Se Zenaldo Coutinho fosse sincero e dialogasse com o povo, explicando os motivos do atraso das obras, o valor exagerado gasto, com certeza os eleitores entenderiam melhor do que a armação subterfugiosa de gastar uma fábula e inaugurar uma obra que ainda não está pronto apenas para gerar imagens eleitorais.

 

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Sou um estranho no meu quarteirão VI

Os textos que estou escrevendo “sou um estranho no meu quarteirão”, tem por objetivo olhar para os quarteirões, calçadas e ruas. Perceber se eles são extensões das casas, apartamentos, se as pessoas tomam conta uma das outras e exercem a vigilância social sobre os desconhecidos que por ali trafegam. Estes elementos são fundamentais para aumentar a qualidade de vida e a segurança na cidade.

Tenho me especializado em reparar o quarteirão onde moro há mais de quatro anos. Percebi que conheço muito pouco dele, tenho poucos amigos e me sinto um desconhecido por lá. Também vi que temos poucos vizinhos morando em casas. As pessoas do meu quarteirão moram em três prédios, prédios que são isolados da rua. Durante o horário comercial, muitas pessoas passam por lá, mas depois que as lojas e escritórios fecham, o quarteirão fica meio deserto e sem a vigilância dos moradores. Nestas horas, reparei que são as horas que o bandidos atacam, para roubar bolsas e celulares. Quando a vítima grita por socorro, poucas pessoas chegam as janelas dos prédios para um olhada atrasada e sem qualquer forma de auxilio.

Ainda vou continuar olhando para o meu quarteirão. Mas a dra. Cristina Vasconcelos, inspirada no meu texto, também olhou para o seu quarteirão e ao contrário de mim, ela é muito conhecida e querida por lá. A vizinhança dela se protege e até coloca cadeiras nas portas para apreciar o movimento dos passantes e dos outros moradores. As pessoas gostam de olhas as outras pessoas. São solidários nas doenças, nos apertos e isso torna a vida por lá bem interessante.

Depois de ler o texto da dra. Cristina, resolvi pedir aos meus amigos das redes sociais que também escrevam sobre os seus quarteirões. Vejam se tem mais casas ou mais prédios. Se tem comércios, escritórios. Se as pessoas se conhecem. Se cuidam uma das outras. Se o quarteirão é tranquilo ou acontecem crimes por ali. Vamos explorar nossa cidade? Quem topa?

 

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Sou um estranho no meu quarteirão V

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Sede do CREA
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Edf. Horto Bosque

As ruas e as calçadas são os espaços vitais de uma cidade. Por elas circulam as pessoas que vão a escola, ao trabalho, a farmácia, a padaria ou apenas passeiam, levando, por exemplo, o cachorro para um passeio matinal. A casa, o edifício de apartamentos, fica numa dessas ruas, que se localiza dentro de um quarteirão da cidade.

Quem mora em um quarteirão, em tese é o maior interessado em saber quem circula pelo seus espaços vitais e com ele interagir, não acham? Os passantes eventuais ou os passantes contumazes tem pouca atenção para o que ocorrer cotidianamente ali naquele pedaço da cidade. Mas quem mora, ao contrário, precisa dele para viver bem.

As pessoas que moram no quarteirão deveriam cuidar para ter um quarteirão seguro, saudável e arejado. Mas se os moradores não cuidam desses espaços vitais, prolongamento do sentido de moradia, o espaço vital começa a ser ocupado pelos desconhecidos ou ficar sem passantes, tornando-se ermo e inseguro.

Ao longo dos anos, conforme a violência foi se intensificando nas cidades, junto com ela, foi acontecendo verticalização, com os edifícios de moradias, as casas e apartamentos foram ficando isoladas das calçadas e da ruas. As pessoas foram abandonando os espaços vitais da cidade e deixando de morar no quarteirão, que, por seu turno, foram ficando cada vez mais perigosos.

 

Depois de observar tudo isto na cidade de Belém e ler a cartilha do Sindicato dos Engenheiros de Pernambuco, cuja publicação faz parte da postagem anterior, sai para constatar se esse fenômeno havia acontecido por aqui. Primeiro no meu quarteirão e depois por outras ruas de Belém.

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Edf. Conselheiro Furtado

No meu quarteirão tem três edifícios. Os mais antigo é o que foi construído no terreno onde morou o poeta Antonio Tavernad, edf. Conselheiro Furtado, cuja foto ilustra este artigo, veja que a garagem começa no primeiro piso e ocupa tambem o segundo piso, mesmo assim temos um pouco de intereção entre o prédio, calçada e rua. Nos dois outros edifícios mais jovens,mesta precupação deixou de existir.

Na primeira foto da sede do CREA, o primeiro andar tem as janelas para rua. É um prédio bem antigo. Já o edifício Horto do Bosque, um prédio novo, percebe-se o afastamento e isolamento entre o público e o privado.

Concluo dizendo que precisamos rever nossa participação nos espaços vitais da cidade, começando pelo nosso quarteirão.

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integrar, reduzindo o limite entre o público e privado.

Um estranho no meu quarteirão IV

integrar, reduzindo o limite entre o público e privado.
integrar, reduzindo o limite entre o público e privado.

Segue minha caminhada para conhecer meu quarteirão e meus vizinhos. Ao mesmo tempo em que busco leituras, trabalhos, teses de urbanistas e estudiosos do tema.

O arquiteto Raul Ventura, um apaixonado pelo tema cidades, alias, uma das primeiras pessoas a instigar minha curiosidade sobre as cidades, apoiando a construção de temas para um programa de governo sobre Belém, indicou-me um livro, um clássico, sobre o assunto: Morte e Vida das Grandes Cidades, da jornalista Jane Jacobs. Jane trata da Vigilância Social através do uso dos espaços públicos vitais, as calçadas e as ruas.

O Sindicato dos Engenheiros de Pernambuco, baseado no livro de Jane, produzido um interessante cartilha sobre o tema: Por um Espaço Público Cidadão, que deixo aqui para o deleite dos amantes das cidades:

A cartilha traz uma gostosa conclusão:

“portanto, proteger as nossas novas ocupações, como também as intervenções nas áreas consolidadas, de forma integrada, reduzindo limites entre público e privado somando valores aos lugares, considerando o encontro entre:

O edifício e a rua,

O edifício e a quadra,

O edifício e o bairro,

O edifício e a paisagem,

O edifício e as pessoas”

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Sou um estranho no meu quarteirão II

Continuando minha peregrinação como desconhecido pelo quarteirão, quero dizer que fiz algum progresso esta semana. Comecei pelo prédio onde moro. Fui ao porteiro e pedi uma relação dos 24 moradores. Como disse antes, moro num edifício de 12 andares, com dois apartamentos por andar. O porteiro prontamente fez a relação, que me foi entregue no dia seguinte.

Na verdade, vi que somos apenas 22 apartamentos ocupados. Dois estão vazios. Vi que meu grau de conhecimento dos meus vinhos é de 40%. Muito baixo. E dos 40%, tenho intimidade com bem menos. Vou mudar isso. Não sei se eles permitirão minha aproximação, mas vou tentar.

Fiquei decepcionado comigo mesmo. Como posso morar a poucos metros deles e nunca ter feito um esforço para conhecê-los?

Nossas portas vivem o tempo todo fechadas. O prédio, embora sejam casas, uma em cima das outras, são isoladas, não permitindo contatos com facilidade. O elevador e as áreas comuns não são são feitas para estes contatos. Bater na porta de um vizinho de apartamento não parece ser algo comum. O síndico também não promove atividades agregadoras.

Lembro que por ocasião do Círio de Nossa Senhora de Nazaré, iniciamos uma reza de apartamento em apartamento. A vizinha do 101, junto com sua auxiliar, fez todo o esforço para nos reunir. Foi uma experiência que no início até deu certo, mas aos poucos as pessoas foram perdendo o interesse, até que no ano seguinte, os terços ficaram esvaziados e acabou.

Como podemos viver felizes, sem viver em comunidade?

Termino com o compromisso de partir para prática em buscar estreitar os laços de vizinhança.

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