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Estamos deixando de ouvir os graves alertas ambientais e sociais

Quando a barragem de Brumadinho rompeu, as sirenes não tocaram, foram engolfadas pela lama, mas os alertas ensurdecedores já haviam soado em Mariana. A empresa e os governos federal e estadual não quiseram ou não puderam ouvir sobre o perigo destas barragens.

Por que então estes alertas foram ignorados?

Não é de hoje que estamos deixando de ouvir todos alertas, até os mais graves, que implicam na nossa própria segurança e existência.

São as barragens, as doenças evitáveis, os desmatamentos, o uso excessivo de agrotóxicos, o derretimento do gelo da calota polar, a agonia dos corpos hídricos contaminados, as espécies animais e vegetais simplesmente extintas, os milhões de refugiados mortos ao tentar sair de seus países em busca de sobrevivência, a ausência criminosa de  saneamento básico que transmite doenças e mata pessoas em todos os cantos do Planeta, os milhões que morrem de fome, etc.

O que está nos cegando e nos deixando moucos?

Antes de falar sobre os motivos da nossa insensibilidade aos alertas de perigo tão iminente, vou me permitir fazer mais um alerta grave ao povo e as autoridades paraenses.

Trata-se dos perigos a que estão submetidos os mananciais de abastecimento de água de toda a Região Metropolitana de Belém, diante do trafego intenso de veículos, incluindo aqueles com carga perigosa ou insalubres como os caminhões que transportam lixo, cuja o conteúdo pode vazar diretamente para os lagos e nascentes.

O relatório apresentado a Comissão de Meio Ambiente da Ordem dos Advogados, em 2014, sobre o processo de licenciamento ambiental do prolongamento a Avenida João Paulo II, já alertava para os futuros problemas que o Parque do Utinga e os mananciais de abastecimento de água por ele protegido, ocorreriam caso não se adotasse os cuidados necessários. Mas o alerta entrou para os rol de tantos outros e foi ignorado e, sobre a cegueira da sociedade, as autoridades fizeram ouvidos moucos, o Licenciamento Ambiental foi expedido com algumas condicionantes, que não estão sendo fiscalizadas.

Os olhos e ouvidos das autoridades e das pessoas estão sendo impedidos de funcionar pelo sistema economico e político, baseado no poder e no lucro, com métodos que não respeitam a vida e nos desconectaram da natureza, da qual, parece que deixamos de ser parte.

Os empresários  e os governantes olham para o sistema natural e para as pessoas e não enxergam nelas a complexa teia de relacionamento que significa a própria vida. Deixaram de perceber o verdadeiro sentido da vida e suas implicações.

As pessoas, capturadas pelo sistema, não tem força para reagir ao perigo e assumem as causas dos seus algozes, trabalhando, consumindo e produzindo em função de um pouco de satisfação pessoal e dos parcos salários.

A roda da máquina que eles inventaram, gira contra todas as leis naturais, subvertendo a teia da vida,  escravizando o meio ambiente e pessoas e forçando-os a produzir riquezas para sua apropriação.

Vamos pensar apenas na Vale e no seu produto.

A Vale é uma das maiores mineradoras da Terra. Seu negócio é encontrar e explorar todo o tipo de mineral que esteja em alta no mercado, principalmente o ferro.

A quem pertence a Vale?

Os verdadeiros donos da Vale
Os verdadeiros donos da Vale

Mais da metade do capital votante da Vale pertence, direta ou indiretamente, ao Estado. Outra parte é o capital que circula no mercado especulativo, rodando pelas bolsas, em apostas de investidores anônimos. A maior parte do lucro de toda atividade desta monumental empresa, porém é apropriada pelo mercado financeiro, verdadeiro monopolista e gerente desse sistema.

A Litel, uma das grandes acionista da Empresa, é formada pela Previ (Caixa de Previdência dos Empregados do Banco do Brasil), Petros (Fundação Petrobrás de Seguridade Social), Funcef (Fundação dos Economiários Federais) e Fundação Cesp, dos empregados da Eletropaulo, Cesp e Companhia Paulista de Força e Luz.

Os administradores da Companhia são profissionais pagos para dar lucro aos investidores e nem sabem quem são eles pessoalmente, pois apenas tratam com seus representantes, que são pessoas contratadas, cujo salário depende dos resultados positivos da Companhia.

Um funcionário da Caixa Econômica, do Banco do  Brasil ou da Petrobras, prestes a se aposentar, terá seus ganhos advindos do lucro dessa companhia e nada pode fazer para exigir que esse mesmo lucro venha de práticas ambientais ou sociais éticas.

Um conjunto de engrenagens sem rostos, movem esse sistema, que só tem um objetivo: rentabilidade para as ações e lucro para os fundos de investidores.

Assim como o pensionista da PREVI, lucra com o lucro da Vale extraído em forma de ferro, deixando as barragens de lama para trás, o consumidor que compra um produto feito de metal, também está contribuindo, involuntariamente, para os desastres de Brumadinho, Mariana ou, num futuro próximo, contribuirá para outras, pois existem só na região onde se localiza Brumadinho mais dez outras barragens como os mesmos riscos.

Quando se fala em capitalista, burguês ou elite poderosas, na verdade não se fala mais de pessoas, mas de um sistema que gira ao contrário do movimento do universo e por isso produz o caos. É um sistema fadado a nos destruir. Na periferia desse sistema vai ficando o desastre ambiental e a tragédia humana.

Todos as sirenes estão tocando ao mesmo tempo. Algumas foram engolfadas pela lama, mas as outras tocam e nós estamos insensíveis a ela.

Os cientistas do acordo do clima de Paris, as ONGS, os Verdes do Global Green, o Papa Francisco, mostram os relatórios, gritam, fazem barulho, apelam fortemente, mas o sistema nos cegou e nos ensurdeceu.

A classe política e o modelo de organização dos estados nacionais faliu, são incapazes, não tem força para mudar nada. Impotentes de atuar contra o capital especulativo, tratam apenas dos seus próprios interesses, sucumbindo a força desse sistema perverso.

É hora de abrir os ouvidos e os olhos e reagir criando mecanismos multilaterais, democráticos, transparentes, capaz de controlar o capital financeiro mundial, que a todos escravizou, subjugando os estados nacionais, incapazes de defender sua população.

É hora de trabalhar por um novo pacto baseado na visão sistêmica, abolindo o pensamento cartesiano e o poder patriarcal que desequilibrou tudo, incluindo o masculino e o feminino. Só a ecologia profunda pode nos salvar.

 

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O Pará paga a conta do Rio de Janeiro e do País

O Pará vem queimando suas reservas naturais para sustentar o saldo da balança comercial brasileira, a má gestão e a corrupção que assola o país. No futuro, quando deixarmos de ter os minerais que temos agora, quem é que vai reconhecer o esforço dos Pará e dos paraenses?

A imprensa nacional, diga-se os jornais de São Paulo e do Rio de Janeiro, quem pautam todos os outros meios de comunicação do país, nos acusam de estar queimando a A Amazônia, destruindo florestas e rios, quando, na verdade, tudo está sendo destruído para alimentar os cofres nacionais e estaduais deles.

Quando o país, de forma justa, clamava pela repartição das receitas do petróleo, o Rio de Janeiro protestou e exigiu que o dinheiro ficasse por lá, mas agora, quando o Rio de Janeiro se encontra em aperto por má gestão e corrupção, pede socorro para União, que usa os recursos de todos os brasileiros para tapar os rombos que eles fizeram sem nos perguntar.

O Pará precisa ter voz no parlamento nacional capaz de bradar aos quatro cantos que não aceitamos mais continuar pagando a conta dos outros. Chega!

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A Imperatriz levou o Teatro Amazonas no lugar do Da Paz e cobrou uma "nota".

Teatro da Paz
Quem ficou acordado até pela madrugada da segunda-feira de carnaval, surpreendeu-se com a imagem do Teatro da Paz apresentada pela Imperatriz Leopoldinense. Era o Teatro Amazonas com sua imponente cúpula. Mas não foi só esta a infidelidade ao Pará. A comissão de frente trazia os curandeiros da mata. Os promesseiros do círio estavam de chapéus. A Porta Bandeira portava um Gavião Real como ave símbolo do nosso Estado, podia ter levado um tucano. Beto Barbosa, o paraense que virou cearense e diz pelo twitter que não gosta do nosso Estado, também estava lá. As aparelhagens foram transformadas em um telão de LED fabricado na Zona Franca. 
Quanto custou este desastre de patrocínio? Alguns dizem que foi seis milhões. Eu não arrisco valores sem ter as informações completas. Nós, os cidadãos, temos o direito de saber quanto pagamos para que a Imperatriz Leopoldinense desfilasse com as cores do Pará e cometesse tantos equívocos.
O Governo do Estado fez, como dizem, um investimento na imagem do Pará, mas quem pagou a conta fomos nós os cidadãos. E ser transparente não é nem um favor que nos fazem, é uma obrigação legal e moral. E quero saber em que site estão as informações completas sobre estes pagamentos?
O povo tem o direito de saber tudo sobre os investimentos que são feitos em seu nome. O Governo deve esclarecer de que rubrica orçamentária saiu os recursos. Se foram usadas verbas de investimentos ou de custeio. Que secretaria ou órgão foi responsável pela decisão de investir numa Escola de Samba e, efetivamente, pagou a conta.
A verba de patrocínio pode ter saído da Secretária de Comunicação ou da Secretaria de Cultura. Da Fundação Tancredo Neves é que não foi, pois a coitadinha, prima pobre da cultura, tem um parco orçamento de investimentos para todo o ano de 2013. Na rubrica difusão cultural estão previstos apenas R$ 851.000,00, isto para o ano todo e classificados com outras despesas correntes.
Quem assinou o contrato de patrocínio deverá ser responsabilizado pela fiscalização da execução do contrato, e é deste gestor devemos cobrar a falha por ter deixado que a contratada, no caso a Escola de Samba, cometesse tamanhos equívocos, como foi o caso gritante da imagem do nosso Teatro da Paz ser confundida com a do Teatro Amazonas.
Os amazonenses é que devem estar rindo de nós. Levaram a copa e agora o Pará paga um nota para divulgar as coisas de lá, inclusive o telão de LED. 
A Escola falhou, o governo falhou, o único que novamente não falhou foi o povo. O povo paraense mais uma vez acreditou, prestigiou, sofreu, torceu pelo seu Estado.
Se a Imperatriz Leopoldinense e o Governo do Estado quisessem divulgar o Estado, bastaria apostar no seu povo, mostrar nossa população, a sua fé e o amor que nossa gente tem por esta Terra. fazemos isto todos os anos e de graça. Nos diversos círios. No Re x Pa.
O nosso sangue índio, caboclo, cabano resiste com bravura a tudo. As estrangeiros colonizadores, a elite atrasada, a divisão do nosso território, a destruição das nossas matas, os brutais assassinatos no campo, as execuções diárias de jovens nas cidades, a ausência de serviços públicos básicos, a todos os governos incompetentes que enganam a nossa boa fé durante as campanhas eleitorais e depois, quando nos governam, jogam milhões pelo ralo sem sequer prestar contas. 
Um dia a força deste povo vai se manifestar e dar um basta nestes abusos.
 

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Verdes do mundo encaminham propostas de sustentabilidade e desenvolvimento humano para Rio+20

 


Foto: secomPV

 
Reformulação do PNUMA, PIB verde e incorporação do capital natural estão entre as propostas
Verdes do Brasil e de mais 36 países reuniram-se hoje (18), na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro para validar o documento mundial oficial que será encaminhado para a Rio+20. O documento oficial foi redigido em abril deste ano em Dakar no III Congresso Global Greens.
Com metas claras em três eixos de atuação que visam a eficiência de uma economia verde: a governança mundial, a descarbonização da economia e o desmatamento zero, o documento foi validado pelos dirigentes do Global Greens, e reiterado pelos jovens do Young Global Greens, representantes dos povos indígenas e militantes verdes brasileiros.
Para o coordenador-geral do Global Greens, Jean Rossiaud, este é o tempo da cidadania e da política global, em que a mobilização social e a mudança de cultura e de padrões de consumo é que serão responsáveis pela eficiência da sustentabilidade e do desenvolvimento humano. “A Rio+20 pode ser uma oportunidade perdida para os governos, mas não para os verdes. Precisamos pensar primeiro na sustentabilidade e depois no desenvolvimento e, por isso, que os verdes devem pensar globalmente, mas agir localmente e globalmente”.

Para presidente nacional do Partido Verde, deputado federal José Luiz Penna, a realização da Rio +20 representa a oportunidade de negociar uma abordagem integrada e efetiva do desenvolvimento sustentável através dos três pilares: ambiental, econômico e social e uma grande oportunidade para reafirmar a visão sistêmica do desenvolvimento sustentável, o que exige uma mudança radical do sistema atual. Para Penna, a Rio+20 não será um fracasso se forem apresentados metas objetivas e pontuais que vão ecoar na sociedade. “Nós que pensamos a economia verde há 25 anos podemos contribuir muito para sua efetiva implementação, de forma justa”, afirmou Penna para exemplificar a economia criativa e que, mesmo que a economia verde seja 5% mais cara, os benefícios a longo prazo são muito maiores.
Definir saídas para a atual crise financeira a partir da Economia Verde, para a deputada estadual (PV-RJ) Aspásia Camargo, exige ação imediata na proteção dos ecossistemas, com eficiência e sustentabilidade dos recursos e proteção do capital natural, ao mesmo tempo em que se garanta a promoção da produção e do consumo sustentável. “Queremos incorporar os custos do capital natural e reconhecer o valor dos serviços que a natureza presta. Valorar os bens comuns globais.”, sintetizou Aspásia. Neste eixo está, por exemplo, a criação do PIB Verde, que considere as florestas e a taxação das emissões de carbono.
Em relação à governança, os parlamentares verdes foram muito claros, querem que o PNUMA, programa da ONU para o meio ambiente, seja transformado em uma agência das Nações Unidas, com as mesmas atribuições que a Unesco, por exemplo. Além de propor a criação de um Conselho de Desenvolvimento Sustentável que inter-relacione vários organismos internacionais (FAO, OIT, OMC, Banco Mundial e FMI).
Ao ser indagado sobre a força que os Partidos Verdes têm para proporcionar as mudanças, Penna foi direto ao assunto: “somos uma minoria barulhenta e que faz a diferença. Conseguimos mudar o Código Florestal e vamos conseguir pressionar a governança mundial para admitir ações concretas para o clima e a economia verde solidária”.
Dentre os presentes, estavam Larissa Waters (senadora, Australia), Kennedy Maxwell (senador, Nova Zelandia), Manuel Dias (Venezuela/FPVA), Carlos Ramon (Colombia/FPVA), Margot Soria (Bolivia/FPVA), Jean Rossiaud (Suica/Global Greens), Joel Labbe (senador/França), Ewa Larsson (deputada/suecia), Eva hallstrom (deputada/suecia), Jean-marc Nollet (ministro do Desenvolvimento Sustentável da Belgica).

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O Pará fora do Brasil

A impressão que tenho é que o Pará aderiu a Independência do Brasil de mintirinha. O que acontece no país não acontece aqui. Destaco dois fatos: a Rio+20 e a Construtora Delta.
Hoje o Brasil todo está atento para a maior Conferência do Planeta para falar em desenvolvimento sustentável. Líderes de mais de 100 países estão bem aqui, pertinho de nós, no Brasil, debatendo soluções para o futuro da humanidade. No Pará é como se nada disso estivesse acontecendo. O Estado não fez qualquer evento grandioso, não adotou nem uma atitude significativa e não apresentou para sociedade local qualquer projeto na área do desenvolvimento sustentável, salvo a maquiagem “municípios verde”.
Os empresarios paraenses do setor agricola foram os únicos, justiça seja feita, a fazer um esforço de debates sobre os temas da Rio+20, pena que no sentido contrário. Enquanto o Mundo inteiro discute os efeitos das mudanças climáticas e do modelo atual de produção e consumo, buscando a economia verde para o desenvolvimento sustentável, o PIB agrícola do Pará contratou três palestrantes para apresentar um lenitivo as suas consciências. Os três passaram o dia em palestra negando tudo que motivou os Chefes de Estados de 100 países a se reunirem na Conferência histórica da ONU.
Os deputados, magistrados e procuradores, salvo raras exceções, não se envolveram com o tema. Apenas as ONG paraenses irão representar nossa sociedade durante a Conferência. Realmente, aderimos a Independência do Brasil, mas estamos fora do País.
O outro assunto que está fora da nossa pauta de debate é o da Construtora Delta. A Controladoria Geral da União declarou a empresa inidônea para contratar com o estado, mas aqui ela continua operando com um grande contrato, inclusive para o fornecimento de veículos para área de segurança pública. No Brasil a Delta é imprópria para ter relações jurídicas com a União, mas no Pará, que não pertence a República, a Empresa é considerada muito honesta e continua operando livremente. Nem a Assembléia Legislativa, nem o Ministério Público e muito menos a imprensa local cobram qualquer atitude das autoridades responsáveis. 
Parece que nunca aderimos a Independência e estamos fora do Brasil.

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Duciomar, Jatene, BRT, calçadas, municípios verdes…

O BRT e de Jatene e Duciomar e o dinheiro é do PT

Duciomar Costa e Jatene brigaram tanto para saber quem era o pai do BRT. Eu apoiei o projeto do Ação Metrópole por causa da população de Ananindeua, Marituba, Santa Bárbara, Mosqueiro e Santa Izabel que iria ficar prejudicada. Agora que eles chegaram a um entendimento – o Estado construirá de Marituba ao Entroncamento e a Prefeitura de Icoaraci até o Ver-o-Peso -sabe o que aconteceu? Nem a Prefeitura e nem o Estado tem o dinheiro para fazer a obra, dependerão do Governo Federal administrado pelo PT. Vai entender um troço desses!

Calçadas de Belém

Você já andou pelos bairros da nossa cidade? Já? Na Terra Firme tem calçadas? No Jurunas tem calçadas para a as pessoas andarem com tranquilidade e conforto? Na cremação tem calçadas com guias e rampas para os portadores de deficiência caminharem e terem acessibilidade? Um leitor mais impaciente dirá: Zé Carlos tu tá ficando lelé da cuca? se não tem nem rua, imagina calçadas, essas é que não vão ter mesmo. Se na Conselheiro Furtado, uma rua de classe média, por onde passam as reportagens das rádios, das TVs e dos jornais, que o prefeito e vereadores tem um pouquinho de medo, o pedestre sofre, ainda mais lá no Paraíso dos Pássaros ou na CDP que ninguém vê, ali é que não vai ter mesmo? Na maquete talvez tenha, mas quem é que mora em maquete? Só o Duciomar Costa!

Programa Municípios Verdes é maquiagem ambiental

O Governador está lá na Inglaterra e depois vai para Alemanha, aproveitando a folga da semana santa para dar uma esticadinha que ninguém é de ferro. Na Inglaterra aproveitou para falar pros gringos da Fundação Skoll, do empresário da eBay, Jeff Skoll, sobre o “Programa Municípios Verde”. Eu acho legal quem desmatou replantar. Claro que o Programa Município Verde é uma maquiagem verde, não tem todo esse alcance que querem dar, mas, ainda assim, acho legal. O Sidney Rosa está certo. Ele e seus colegas madeireiros desmataram, queimaram, destruíram Paragominas e agora devem fazer um programa de recuperação das áreas degradas. Nunca mais a mata nativa voltará a ser o que era e nem Paragominas resolveu problemas de saneamento, tratamento de esgoto ou distribuição de água tratada, mas é melhor do que nada. Os municípios da Calha Norte, para onde Sidney e seus amigos se transferiram em busca de madeira, podem esperar, quando eles terminam de derrubar o último pau da floresta, vão implantar o Programa Município Verde por lá, vão contratar uma ongs de grife e frequentar os simpósios internacionais, tipo Skoll World Fórum, um evento de empreendedorismo, onde o caboco pobre da Amazônia não tem vez.

Reunião de Governadores da Amazônia

No encontro de Governadores para Rio+20, conforme havíamos alertados aqui, não cabia discutia reforma tributária e infraestrutura na Amazônia, embora sejam temas de relevância. Se quiser ter espaço na Conferência da ONU, o Pará deve buscar apresentar alternativa para adotar a economia verde como uma estratégia de desenvolvimento sustentável e combate a pobreza. Outro assunto que cabe é a unificação dos países amazônicos. Sabe como é que se resolve a injustiça tributária contra o Pará? Basta que o Governador Janete converse com seu correligionário Alkmin, do mesmo PSDB, para ceda e aceite uma proposta nova de distribuição dos tributos nacionais. O nosso adversário é São Paulo, reduto tucano há muito tempo, se os tucanos quisessem resolveriam mudanças na Lei Kandir, no Confaz e outros alterações importantes e o Pará recuperaria parte do prejuizo que estamos tendo. Vamos aguardar que um entendimento entre os bicudos do PSDB.

Transporte público e trânsito

Os dois temas viraram assunto e pauta para próxima eleição e se depender de mim não vai sair do debate deste ano. Eu quero um sistema de transporte público de qualidade que respeite as bicicletas e um trânsito organizado para Belém. Zé Francisco e Arnaldo Jordy, no horário dos seus partidos, PV e PPS, estão dando show sobre os dois assuntos. Vamos aguarda o que dirá Edmilson Rodrigues e José Benito Priante nos horários dos seus PSOL e PMDB. Se todos abraçarem a causa, acredito que conseguiremos melhorar a vida das pessoas que moram em Belém. Como diz Jaime Lerner, “Estou convicto que toda cidade, independente de seu tamanho ou afluência, pode melhorar significativamente sua qualidade de vida em dois ou três anos. Mas há que se acreditar que é possível, pois há muito esforço investido em descrever quão difíceis e complexos são os problemas, e pouco esforço efetivo em aplicar soluções.”

Enchente nos Municípios do Baixo-amazonas

Quem acompanha o meu Blog sabe que venho alertando as autoridades quanto as cheias do Amazonas. Desde quando estive em Cruzeiro do Sul, Porto Acre, Brasiléia e Rio Branco, vendo o nível dos rios afluentes do Amazonas, chamei atenção para o problema. Então, agora não me venha como desculpas que não fizeram nada porque não sabiam. O rio vai subir e vai subir muito, espero que não faça vítimas, atingindo os mais pobres.

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Simão Jatene chama governadores para ajudá-lo a manter a pobreza e a miséria na Amazônia

A reunião dos Governadores da Amazônia que Jatene organizou para hoje (25), bem ao seu estilo de jogar para platéia, fazendo cenário para mais uma peça publicitária, tem como pano de fundo a Conferência Rio+20. Jatene diz que vai aprovar uma carta de todos os Governadores para apresentar à reunião da ONU. O Governador só obtém sucesso com esse tipo de ato por conta da ignorância da maioria dos seus interlocutores.
A Rio+20 abordará dois temas: 1. Economia verde no contexto do desenvolvimento sustentável e da erradicação da pobreza; 2. Governança ambiental mundial. Para discutir estes temas existe um primeiro documento, denominado esboço zero, sobre o qual devem os estados-membros da ONU e as organizações não-governamentais debruçarem-se, preparando emendas e sugestões. Leia aqui o documento oficial para Conferência: Esboço Zero.
No encontro de governadores, Jatene, na contramão da Rio+20, propõe discutir reforma tributária, infra-estrutura da região e questões ambientais. Nem um destes temas, exceto as questões ambientais, mas no ãmbito da eonomia verde, cabe na reunião da ONU, simplesmente porque não discutem um modelo de desenvolvimento alternativo ao que vem sendo praticado por aqui e que nada tem haver com a economia verde.
O que Jatene parece querer e desejar é aumentar a arrecadação do Estado com intuito de fazer mais infra-estrutura, permitindo as mineradores, os pecuaristas e madeireiros escoarem nossas riquezas, sempre a custa de danos ambientais e sociais irreversíveis. Este foi um erro que cometemos no período da borracha e que agora continuamos a repeti-lo.
Jatene pousará, filmará, fotografará e a carta que for produzida, um texto, escrito de forma escorreita, pois submetido a muitas revisões, de nada servirá para mudar o nosso destino de estado refém da Companhia Vale do Rio Doce (será que o economista Simão Jatene também não é refém dessa Companhia?).
E por falar em Vale do Rio Doce quando é que o Estado cobrará a taxa mineral? Quando é que o Estado aplicará as regras de cobrança pelo uso dos recursos hídricos denunciada por Jader Barbalho em seu artigo?
FHC no Fórum MundialJatene poderia ao menos solicitar ao LIDE cópia da palestra proferida na sexta-feira (23) em Manaus, por ocasião do Fórum Mundial de Sustentabilidade, por Fernando Henrique Cardoso, sobre os desafios da Rio+20. O ex-Presidente domina melhor o tema e sabe da Urgência de caminharmos na direção de uma economia verde, sustentável, com distribuição de riquezas e combate a pobreza. O Pará, governador, não suporta mais tantos índices desfavoráveis.
Governador, com todo respeito, não estou aqui apenas para divergir da sua reunião, vá, fale com os Governadores sim, mas saiba que não nos enganou, pois este seu ato nada contribuirá para alinhar o Pará com os objetivos da Rio+20. Para corrigir os rumos, que tal chamar uma reunião como as instituições e organizações da sociedade civil para debater um novo modelo econômico para o Pará?

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Água indisponível

No Dia Mundial da Água vale a pena ler e refletir: “Cerca de dois terços do planeta são cobertos por água. Entretanto, a água doce, utilizada pelo homem para consumo e a agricultura, representam apenas 2,5% do total. Dessa porcentagem, grande parte está congelada ou se encontra debaixo da terra. No fim das contas, a quantidade de água doce imediatamente acessível equivale a 0,01% do total de água da Terra.” National Geographic àgua doceO Brasil possui 11% de toda a água doce disponível na Terra, mas é o país que mais administra mal seu recursos hídricos. Um dos graves problemas é a poluição urbana, que torna a água indisponível para o consumo humano. A maioria das nossas cidades estão localizadas nas margens de rios e poucas, bem pouquinhas mesmo, dispõe de sistema de tratamento de esgotos. Recebemos a água limpa dentro de nossas casas e a devolvemos à natureza contaminada com produtos químicos altamente tóxicos, proveniente de diversos produtos de uso domésticos como xampus, tingimento para cabelos, água sanitária, saponáceos, etc. O que fazer? Deixar de usar os produtos que contaminam as águas? Como tenho certeza que você já é dependente deles, sei que Isso você não vai fazer. Para não morrer de remorsos por estragar um bem tão precioso, tem uma saída, exigir que os governantes construam estações de tratamento de esgotos, limpando a água que você involuntariamente sujou, antes de devolve-la a natureza. Não é uma boa idéia? Coloque este item no rol das suas exigências para escolher os candidatos a prefeito e vereadores em quem vai votar e construa a paz entre você e natureza salvando os 0,01% de água doce disponível que nos resta para o consumo humano.

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A Pará será grande, apesar dos governantes

Bom dia e boa semana. No domingo, quem assistiu o programa “Esquenta” da Rede Globo, apresentado por Regina Casé, tomou um banho de Pará. Açaí, caldeirada de filhote, Dalcídio Jurandir, Gaby Amaranthos, Chimbinha & Joelma, Dona Onete, Dira Paes, Aparelhagens. Temos tudo isto e muito mais, quem nasceu aqui sabe disso. Fiquei emocionado e lembrei-me de um texto de Henry Codreau (Em Conceição do Araguaia tem uma rua em sua homenagem), um renomado geógrafo contratado no inicio do século XX pelo Governo do Pará para fazer uma espécie de Zoneamento Ecológico-econômico do Estado, que li quando estava na Casa Civil, por ocasião dos debates sobre os limites entre Pará e Mato Grosso. Codreau, após conhecer as entranhas do Pará destacou seu potencial com um texto emblemático, que, por não tê-lo em mãos, tentarei reproduzir de memória e que consta de uma publicação organizada por José Varela para PARATUR: “Existem na América do Sul dois pontos geograficamente importantes, a cidade de Buenos Aires e a cidade do Pará. A cidade de Buenos Aires está voltada para o pólo, enquanto que a cidade do Pará está de frente para Europa e Estados Unidos. Os governantes daqui podem até atrasar o seu desenvolvimento, mas jamais vão conseguir evitá-lo”. É profético, não acham?

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Manaus sempre na frente

Ponte de manaus Uma ponte atravessando o rio Solimões e Negro, ligando Manaus a Iranduba, Manacapuru e outros municípios da futura região metroplitana, transformará a capital do Amazonas em muito pouco tempo. A ponte, que é apenas uma das muitas obras previstas para acontecer por lá, está sendo construída pelo Governo do Estado, que embora tenha, segundo dizem, sido recebido com um tremendo rombo financeiro, ao contrário de outros lugares, o Governador, disseram-me, não fica arranjando chifre em cabeça de cavalo e apenas trabalha duro. Os políticos amazonenses tem uma regra, brigam uns com os outros internamente e unem-se todos em defesa do Estado, seria esse o segredo de tanto sucesso? Na copa, por exemplo, enquanto alguns políticos paraenses torciam para que o Estado ficasse fora para colocar a culpa no Governo, os de lá, oposição e situação, de braços dados brigavam em defesa do seu Estado. Acho bacana essa maneira dos nossos vizinhos fazerem política. Os políticos paraense dificilmente vão ser assim como os amazonenses, por uma razão muito simples, o que os move não é o interesse público, embora façam discursos nessa direção. O caso mais emblemático é a divisão do Estado apenas embalada por interesses egoistas e projetos individuais. Depois comento sobre as áreas verdes da foto.

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