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Combater o mal da corrupção nas eleições municipais – Lembre-se: voto tem consequências

  Você não sabe, mas o país já está em plena campanha eleitoral para eleger vereadores e prefeitos em mais de cinco mil municípios. 

Enquanto a televisão e os noticiários nos distraem com a pauta da crise politica, que só atende interesses menores, o de Temer querendo governar e Dilma com PT trabalhando para desestabilizar o governo temporário, os candidatos das próximas eleições estão percorrendo as ruas, bairros e vilas das cidades fazendo tudo do mesmo. 

Se quisermos mudança na política, devemos deixar de lado esta distração sobre a crise e prestar atenção que os vereadores e prefeitos formam a base do sistema político nacional. São eles, que depois de eleitos com dinheiro sujo da corrupção, reproduzem o sistema a partir das bases comprometidas com a falta de ética. 

Os candidatos das eleições municipais para comprar apoio dos cabos eleitorais precisam de dinheiro que vem dos prováveis, cunhas, maranhões, renans, jucás, guimarães e lulas. Depois de eleitos, pagam a fatura apoiando os corruptos, que seguem alimentando a roda da destruição do Brasil.

A sociedade já disse em alto e bom som que não aceita mais políticos corruptos. Eles sabem disso, mas trabalham como se fosse possível dobrar a vontade da sociedade e seguir alimentando o bafomé que deseja tomar conta do Brasil. 

A mudança verdadeira não está neles os políticos. Já vimos que, como disse o ministro Teori, do STF, cada vez que se puxa uma pena desse mar de corrupção, sai uma galinha. 

Desta vez a responsabildade é nossa, cidadãos-eleitores. É o nosso título e nossa vontade que vai valer. Temos que nos informar sobre os candidatos, suas origens, quem os apoia e suas propostas. Combinando estas informações e mais a vontade de acertar, poderemos escolher candidatos que tenham compromisso com a sociedade. A única dívida que deve ter o político é com o seus eleitores. 

Se mudarmos desde a base, nas eleições seguintes, o Brasil sera outro. Vamos a limpeza e higienização da política nacional. Não esqueça de uma última coisa: além de ser honesto, o candidato tem que ser competente e ter propostas para melhorar nossas cidades. 

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Deputado estimula pena de morte.

Na sexta-feira um policial foi morto durante um assalto em Belém. O investigador reagiu e foi baleado pelos assaltantes.
A profissão é nobre e arriscada. Os policiais são agentes públicos responsáveis pela segurança dos cidadãos, fazendo a segurança preventiva e judicial, portanto, cumpridores da lei e correm risco constante para garantir segurança população, que os contrata para este fim.
Quando um policial é morto em confronto, devemos, como sociedade, reagir em solidariedade, exigindo que o sistema garanta o amparo a família do servidor, reforce a segurança para estes agentes públicos, que os culpados sejam presos e condenados na forma mais rigorosa da lei.
Por mais difícil que seja suportar a morte de um colega, nosso sistema jurídico não autoriza a vingança e nem a execução do culpado.
Olho por olho, dente por dente é uma reação bárbara, medieval, não se aplica aos nosso dias e nem está autorizada por lei.
Os policiais estão sendo instigados por um deputado federal, que se porta como justiceiro, a caçar os culpados. Deseja que os nossos policiais desçam ao mesmo patamar da bandidagem. O deputado que descumpre ou aconselha o descumprimento da Constituição comete gravíssimo delito funcional denominado: quebra de decoro parlamentar, com a pena se cassação do mandato.
Imaginem vocês se após os ataques aos parisienses pelo Estado Islâmico, a policia francesa, por vingança, determinasse a morte de todo e qualquer muçulmano.
A Policia Civil tem que reagir com o império da lei, que no sistema democrático é o que deve funcionar.
A morte do bandido pode até satisfazer o desejo de vingança, mas não resolver o problema da segurança dos cidadão. O bandido morto será enterrado e com ele o esquecimento do caso e no seu lugar outros surgiram.
Ao passo que se a policial fizer o trabalho conforme está na lei, prendendo o bandido, reunindo provas e o levando a julgamento, com a condenação e cumprimento da pena, seu exemplo ficará vivo para que outros saibam que o estado pune rigorosamente aqueles que ofende a paz social.
Enquanto o réu estiver cumprindo a pena, toda comunidade no seu entorno, de certa forma, estará sendo informada e convivendo com o cumprimento da pena.

Muitos policiais acusam a Justiça de liberar pessoas perigosas. Que de nada vale o trabalho que fazem, porque em pouco tempo os bandidos voltam para as ruas. Aqui tem um problema profissional. Os bandidos saem fácil da cadeia porque os inquéritos policiais não são feitos conforme determina a lei e se não tem prova, a Justiça fica sem alternativa para manter a pessoa encarcerada.

O deputado justiceiro, estimulador da violência e da vingança como meio de punição precisa parar com esta atitude violentadora do sistema jurídico nacional. No lugar de estimular a pena de morte, ainda mais sem julgamento, podia auxiliar com verbas e programas a profissionalização dos profissionais de segurança pública. Se o deputado não parar de estimular a violência, alguém precisa tomar providências e nos proteger deste senhor.

Policial morto durante assalto em Belém

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BRT Belém

A Prefeitura de Belém paga R$ 258 milhões e o BRT é um teste

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Ao saber dos contratos e pagamentos feitos para aos obras do BRT Belém fico assustado com os valores e em dúvida se todo esses gasto surtirá os efeitos desejados, que é ter um sistema de transporte público a altura das exigências de mobilidade das pessoas que moram nesta cidade.

Para Construtora Andrade Gutierrez executar as obras da Almirante Barroso, foram pagos entre junho de 2013 e junho de 2014, R$ 118 milhões.

Todo este dinheiro e a obra ainda não está pronta e os efeitos desta obra só pioraram o dia a dia dos paraenses. Estações de transbordos, estações de passageiros com ar refrigerado, ônibus confortáveis para mais de duzentas pessoas, circulando a uma velocidade média de 60 km por hora, tudo controlado por computadores, ônibus em apenas uma pistas, liberando as demais pistas para outros veículos, melhorando o trânsito para todos, preservação da ciclovia já existente antes mesmo da obra do BRT.

O dinheiro saiu dos bolsos dos cidadãos diretamente para os cofres das empresas, sem que os benefícios prometidos fossem entregues. O gestor pagou e não recebeu, em nome do povo, as obras que todos desejavam. Mas os gastos não param por ai.

Em Janeiro de 2014, a Prefeitura Municipal de Belém, tendo a frente o político profissional, Zenaldo Coutinho, Voltou a contratar novas obras do BRT Belém, desta feita para um trecho na Rodovia Augusto Montenegro, que vai do Entroncamento até o Mangueirão. Por este pedaço do BRT, a Prefeitura vai pagar R$ 140 milhões a um consórcio de empresa denominado, Consórcio BRT Belém, vencedor da concorrência feita para este trecho.

A obra se arrasta, sem chegar ao final. Neste período, até greve dos funcionários, que alegando falta de repasse, o trecho do BRT da Augusto Montenegro enfrentou.

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Mesmo que todas as obras sejam feitas de acordo com o projetado. Mesmo que os pagamento sejam todos corretos e sem corrupção. O BRT resolverá o problema de mobilidade no aspecto trânsito e transporte com segurança, preço e conforto?

A resposta é não. O principal erro está na matriz de pensamento dos nosso planejadores urbanos. Na cabeça deles, a cidade é vista a partir da parte e não do todo. A cidade, para eles, são carros, prédios, ruas, pessoas, trânsito e transportes, todos pensando em cada parte isolada. Para eles, nada se relaciona e nem reage.

A cidade precisa ser vista como um organismo vivo, onde as redes de relacionamento reagem entre si e provocam alterações que os planejadores não levaram em consideração. Pensar a cidade para as pessoas e para os seres que a habitam, buscando cumprir o sentido para a qual foi criada, faz toda diferença.

A cidade está composta por sistemas que se interligam e reagem, se autoregulando em busca de atingir o sentido para o qual a cidade existe.O transporte e o trânsito é um desses sistemas, o sistema de mobilidade urbana. O sistema de mobilidade é o que permite a circulação das pessoas pelo espaço urbano sem produzir estresse e emissões, no menor tempo possível, possibilitando conforto e entrelaçamento das relações pessoais.

O BRT Belém não foi pensada assim e por isso nunca servirá como sistema de mobilidade urbana. São parte isoladas e sem a lógica de que a cidade precisa. Começa que não foi atualizado o estudo de deslocamento e circulação das pessoas pela cidade. Nem foi pensando em primeiro planejar aproximar as pessoas das suas necessidades, diminuindo os deslocamentos. Depois, o BRT não é um sistema integrado aos demais sistemas da cidade. E se não é um sistema, não vai interagir, não vai se autoregular e em pouco tempo estará inservível.

Os prefeitos que até elegemos sentem-se donos da cidade e da prefeitura. Pensam a cidade a partir de seus próprios pontos de observações e interesses, que quase sempre não corresponde aos mesmos objetivos da coletividade. Cidade é muito mais do que está na cabeça pequena dos nossos dirigentes. Se não entendermos assim, continuaremos destruindo a Metrópole da Amazônia e quando deveríamos estar construíndo uma Belém Ecópole, uma capital amazônica, completamente ecológica.

 

 

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Teia da Vida

Alfabetizados ecologicamente

O senhor humano moderno é um analfabeto ecológico. Desaprendemos os princípios organizativos que os ecossistemas têm desenvolvido para sustentar a teia da vida. “Nas décadas vindouras a sobrevivência da humanidade dependerá da nossa eco-alfabetização, nossa habilidade de compreender os princípios básicos da ecologia e viver em conformidade.”*

Nos próximos anos, pessoas e líderes precisaram ser alfabetizados ecologicamente para voltar a compreender o sistema pelo qual a vida evoluiu e continuar a existir desde os 3 bilhões de anos.

“Precisamos ensinar aos nossos filhos os fatos fundamentais da vida, que as sobras de uma espécie são o alimento de outra; que a matéria circula continuamente através da teia da vida; que a energia que move os ciclos ecológicos vem do sol; que a diversidade garante a resistência, que a vida, desde o seu primórdio há três bilhões de anos atrás não tomou este planeta pelo combate, mas pela cooperação em rede.”

 

*Dr. Roberto Naime, Colunista do Portal EcoDebate, é Doutor em Geologia Ambiental. Integrante do corpo Docente do Mestrado e Doutorado em Qualidade Ambiental da Universidade Feevale.

 

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