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Um sistema sem coração

 

Saio pela madrugada em direção ao aeroporto. No caminho vou vendo muitas pessoas dormindo ao relento, embaixo das marquises, deitados nas calçadas umedecidas pela orvalho da madrugada.

Cada vez vejo aumentar o número de pessoas que estão morando nas ruas. Em Roma o Papa Francisco fez uma lavanderia e um restaurante para estas pessoas. Em Nova Iorque são chamados de homelesses ou sem-tetos.

Ninguém prefere morar nas ruas, mesmo que seja em Roma, Londres, Barcelona ou Belém. Desde a pré-história que o homem busca abrigo seguro e confortável nas cavernas ou em tendas, ao lado dos seus.

O que mudou?

Por que estas pessoas não estão em casa, dormindo em uma cama quente ao lado se seus familiares?

Por que o número destas pessoas só aumenta, algumas até sem pátria, longe dos seus países, vivendo no estrangeiro como refugiados?

O mundo dominado pela tecnologia e pelas bolsas é um mundo virtual, sem alma e sem coração. Incapaz de sentir remorsos, seja pela natureza destruída ou pelos humanos mortos.

Quem liderará a resistência ao modelo econômico desumanizado, um verdadeiro titã louco? Thanos?

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Quem lava a roupa suja é o meu pessoal

 

Na entrevista autorizada pelo STF, que concedeu ao El Pais e a jornalista Mônica Bergamo, da Folha de São Paulo, o ex-presidente Lula, sempre muito bom com as palavras e encantador para quem o admira, sem críticas, se postou como se fosse um rei falando aos seus súditos ou o próprio deus do Olimpo em busca de vingança ou da correção da falibilidades dos humanos, suas criaturas.

 

 

Em dois trechos, vê-se um Lula salvador da pátria, um semideus da economia e da administração pública, para concluir jogando a senha de que só ele pode salvar esse povo e esse país.

“Se eles lessem alguma coisa, se eles conversassem, eles saberiam que esse cidadão aqui, analfabeto, com um curso de torneiro mecânico, juntou R$ 370 bilhões e dólares de reservas, que a R$ 4 o dólar dá mais de R$ 1,2 trilhão, sem causar nenhum prejuí

zo a nenhum brasileiro.”

“No dia em que eu sair daqui, eles sabem, eu estarei com o pé na estrada. Para, junto com esse povo, levantar a cabeça e não deixar entregar o Brasil aos americanos. Para acabar com esse complexo de vira-lata.”

Ao ler toda a entrevista, incluindo o trecho que diz que errou ao não regulamentar os meios de comunicação, tem-se a impressão que Lula não poder morrer, pois é o único que pode salvar esse país.

Toda entrevista transcorria conforme o Lula havia desenhado. Ele falava direcionado para públicos específicos, incluindo os ministros do STF. Os trechos eram fortes para serem trabalhados pela máquina de propaganda petista. Reforçou toda narrativa da sua prisão e julgamento para se concluir que ali estava o preso político mais honesto e mais importante do Planeta. Seus algozes também estavam delimitados e identificados nas figuras de Moro e Dallagnol. O adversário político a Bolsonaro e seus malucos. O PT traçado como o único partido brasileiro nacional e capaz de libertar o povo. Eis que a genialidade da perguntadora Mônica Bergamo, desnudou o mito eo deixou cara a cara com sua natureza humana, revelando o método que o faz limpo e sem contato com as sujeiras que o levaram a condenação por corrupção e lavagem de dinheiro.

“O sr. lava suas roupas? Não. Eu mando para o meu pessoal lavar.”

Lula não lava a sua própria sujeira e tem sempre pessoas prontas para assumir e lavar tudo o que ele suja. Foi assim a vida inteira. No Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, no Partido dos Trabalhadores e no Governo. Lula nunca quis saber como se lava a sujeira que ele e seu governo foram deixando pelo meio do caminho.
Sempre teve o “meu pessoal” para assumir as roupas sujas.

Lula se sentem limpo e isso se explica pelo lado mais humano possível, ele não tem contato com a sujeira, as roupas, os apartamentos, os sítios, as palestras, o Instituto, tudo vem limpo e sem qualquer mácula. O seu pessoal providenciam a lavagem.

A pergunta da Mônica foi como a cena  do menino que viu o rei nu, dai a genialidade e o compromisso do bom e velho jornalismo sem regulamentação dos meios de comunicação, que neste país significa censura.

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História das Igrejas de Belém: Igrejas de Nossa Senhora das Mercês

Quando Pedro Teixeira, voltou da expedição do Amazonas, vieram com eles dois religiosos da Ordem Calçada de Nossa Senhora das Mercês: Frei Pedro de La Rua Cirne e Frei João da Mercês. 

Esses religiosos permaneceram em Belém, iniciando em 1640 a construção da Igreja e do Convento das Mercês, originalmente de taipa.

Mais tarde, em 1753, foi reconstruído em alvenaria de pedra, com traço do arquiteto italiano Antônio José Landi em estilo barroco primitivo.[2]

A Ordem dos Mercedários permaneceu no Pará até 1777, quando foi expulsa pela Coroa Portuguesa.

Na Cabanagem, a chamada “batalha do Trem de Guerra” (1835), quando os revoltosos tentaram tomar de assalto o “Trem de Guerra”, armazém militar então instalado nas dependências do antigo convento. Os atiradores legalistas, postados no alto dos casarões circundantes, repeliram os cabanos, tombando 800 destes. Entre eles contava-se o líder, Antônio Vinagre, que, aos vinte anos de idade, caiu com um tiro na testa, na esquina da rua João Alfredo com Frutuoso Guimarães.

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Construir uma sociedade livre, justa e solidária

Uma multidão, incluindo você, não foi aos atos para gritar Lula Livre e nem foi para os atos pro-Bolsonaro.

Você, como a maioria dos brasileiros, não concorda com esta mulher, muito menos com a agressão destes três homens.

Mas você não estava satisfeito com o Brasil petista e nem está agora com o Brasil bolsonarista. Eles se parecem muito um com o outro, seus métodos são os mesmos, pela esquerda e pela direita.

O Brasil é maior que essas duas ideologias atrasadas. O nosso país é rico e tem um povo trabalhador que deseja respeito, paz e um futuro, com dignidade.

Temos muitas feridas abertas e queremos trata-las uma a uma. Mas esses dois grupos tem por objetivo sangra-las para arrebatar a sociedade pela dor.

O machismo precisa ser banido. O femininos precisa ser combatido. A pobreza e a desigualdade precisam ser extintas. O meio ambiente precisa ser equilibrado. Os índios, precisam ser defendidos. Os negros precisam de igualdade racial. Os homossexuais precisam de respeito.

O Brasil já sofreu muitas ditaduras, as duas últimas, a ditadura varguista e a militar, deixaram sequelas e aumentaram as feridas nacionais.

Tudo pode ser alcançada com democracia, instituições fortes e transparentes nas mãos de todos os brasileiros e não aprisionadas por grupos ou corporações.

Chega de manipulação a esquerda e a direita. Queremos um Brasil forte e rico para todo o povo. Queremos o que está escrito no art. 3.º da nossa Constituição Federal.

Art. 3º Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil:

I – construir uma sociedade livre, justa e solidária;

II – garantir o desenvolvimento nacional;

III – erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais;

IV – promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação.

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Santos Dumont e a morte das abelhas

Viver a vida com limites e respeito a natureza

“Alguém, sabe me dizer onde encontro a feira de produtos orgânicos, destes que vem direito da roça e dizem que faz muito bem para saúde?”, perguntou o vizinho do 501, dirigindo-se as pessoas que estavam ali pela portaria do prédio residencial onde mora.

O porteiro fez que não ouviu ou se ouviu não sabia o que era produto orgânico, para ele, era coisa dessa gente metida a besta, que gosta de inventar moda. 

Já o tenente reformado, que saia para passear com seu cachorrinho de estimação, homem, que por ter muito tempo livre, sabia de quase tudo que rola na cidade, foi logo dizendo: “Vizinho, hoje a feira está lá na Praça Santos Dumont”

“Praça Santos Dumont, onde ficaria?”, pensou o morador, que estava ansioso pelos produtos limpos e vindos direto da natureza, sem os tais agrotóxicos, um mal medonho para saúde. Ele que morava a tanto tempo em Belém, agora estava em dúvida sobre a localização de uma praça da cidade. 

A rede Globo faz propaganda da agricultura que usa agrotóxico. A propaganda diz que Agro é Tech, que tech que nada! A propaganda quer é associar o mal ao bem, ao tecnológico, para dourar a pílula. Mas não adianta, não doura não.

A ciência já revelou que esses produtos lindos, certinho, sem manchas, bonitos de se ver, que estão nas prateleiras dos supermercados, são assim artificialmente e não porque a natureza o quis.

Estudos comprovam que a exposição da população a certas substâncias usadas na indústria química causam distúrbios neurocomportamentais. Embora os traços de glifosato em cada alimento possam não ser grandes, o seu efeito cumulativo é o verdadeiro motivo de preocupação.

A vida moderna está muito artificial. Manipulada pelo homem que manda no dinheiro e sempre quer obter lucro com tudo que vê pela frente, lucro só não, também quer o poder, pois os dois andam juntos, de braços dados e se protegem.

Essa industria apressam a vida do boi, do frango, da cenoura, da batata, fazem-nas de escravas do seu sistema de produção em larga escala. É um sistema em crise. Num ponta produz-se muito, perde-se muito, lucra-se muito. Na outra ponta, a fome e a busca por alimento é uma triste realidade que ceifa milhões de vidas todos os anos.

Nada mais é duradouro nessa vida de modernidade líquida, disse Bauman.

Uma rua está assim, no outro dia já está mudada. As fachadas das lojas do comércio, então! Uma hora estão de um jeito, ai vem um chinês, que a gente nem sabe como eles chegam por aqui, vindo de tão longe, com seus plásticos e microchipe, aluga, coloca uma fachada e esconde a beleza do prédio original da belle epóque.

Até as farmácias, que antes eram escritas como ph e faziam o remédios na hora, de acordo com a doença e com a cara do freguês, hoje são construídas, uma em cada esquina, em menos de 24 horas. Você passa hoje é uma padaria, vem amanhã e já tem uma dessas lojas. Até ali no Baenão já construíram uma. Qualquer dia vão colocar uma dessas farmácias ao lado da Igreja da Sé ou da Basílica, ai vai ter revolta, pois era só o que faltava!

“Vizinho, a Praça Santos Dumont é a mesma Praça Brasil, que os antigos até apelidavam de Praça do Índio, por causa daquela estatua em bronze, importada da Alemanha pelo dono do Armazém Guarani, um que ficava ali na 15 de Novembro”, disse-lhe o Tenente do cachorrinho.

As galinhas de granja, brancas, sebentas, gordurosas, aquilo é só hormônio e faz muito mal para as pessoas. Os bois daqui dizem que é boi verde, como verde, se para crescer precisou de pasto, que ocupou o lugar da floresta, pasto que foi plantado e mantido com muito produto químico. 

O vizinho do 501, agradeceu, se despediu e foi a suas compras de produtos naturais, sem os venenos da modernidade. 

Na Praça, a feira estava lá, mas foi direto ao monumento que fica no centro da Praça, certificar-se da mudança, quando viu a placa nova, de 1996, anunciando a reconstrução da Praça Santos Dumont, pelo prefeito Hélio Gueiros, já com a nova nomenclatura.

Mudaram mesmo o nome e nem avisaram, será que um prefeito tem tanto poder assim? Pensou consigo mesmo, enquanto caminhava até a feira. 

As pessoas vão se acostumando as mudanças repentinas, como se a vida fosse digital, igual a timeline do foi facebook, ali as noticias passam rápido pelas nossas vistas e nem dá tempo de fixa-las na mente, muito menos, os fatos maturam o suficiente para transforma-se em conhecimento e daí gerar a sabedoria. Assim como vem, se vão e são substituídos por muitas outras informações. Uma morte anunciada no face, logo é substituída por outra tragédia, mais outra e outra, num processo de banalização completa.

Nas barracas da feira de orgânicos, os vendedores são os próprios produtores. Uma senhora pergunta porque o mel de abelha está mais claro. A moça explica que a cor do mel depende da florada. Ovos caipira são bem menores, mas a gema é vermelha que dá gosto. O mamão e a laranja tem marcas do seu crescimento natural. Aquilo são produtos elaborados e maturados pela natureza, no tempo apropriado.

Uma galinha, pelo processo natural leva no mínimo 90 dias para ser abatida, enquanto que a da granja, cheia de antibióticos, estará pronta em apenas 40 dias. Comparando ao cozimento de alimento, se o fogo for muito alto, cozinhara bem mais rápido, preparando o alimento em menor tempo, mas o sabor não será o melhor, os temperos não se misturarão adequadamente, não ocorrera a química perfeita e a coacção.

O vizinho se abasteceu dos produtos mais saudáveis que tinha por lá, na volta, parou novamente no monumento, agora pelo lado da Senador Lemos e viu que a placa original, de 1937, quando governava o Pará o interventor federal Magalhães Barata, ainda continuava no mesmo lugar. Em cima do monumento de 4 metros de altura, o índio do Armazém Guarani, objeto de prosa do poeta Rodrigo Pinajé, também estava lá. O que mudou, afinal? 

Ele não era contra a modernidade e as boas invenções humanas, nem as descobertas dos produtos químicos e das facilidades tecnológicas, nem era contra a homenagem a Santos Dumont, afinal o seu invento é uma maravilha da inteligência humana. Questionava a mudança sem o bom propósito ou o uso dessas novidades para permitir o exagero, o lucro e o poder pelo poder. 

Lembrava dos caças japoneses se atirando com o piloto como se fora uma arma letal ou daquele avião com a bomba, jogada sobre Hiroshima. Lembrava agora do avião agrícola jogando muitos litros de veneno sobre o pomar, matando as pragas, mas também milhões de abelhas, coitadinhas, fecundadoras das plantas, as polinizadoras da natureza e que para todo esse enorme benefício a humanidade cobram tão pouco.

O avião não foi feito para matar as abelhas e Santos Dumont merece toda nossa homenagem.

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Reforma Previdenciária atinge a extrema pobreza

Você já ouviu falar em BPC? Não? Pois é um beneficio pago pelo Estado a pessoas acima de 65 anos, cuja renda familiar é de até 1/4 do salário mínimo ou R$249,5.

No Brasil temos 2,05 milhões pessoas nessas condições e que recebem um salário mínimo referente ao Benefício de Prestação Continuada ou citado BPC.

Na proposta de reforma da previdência o governo do presidente Jair Bolsonaro resolveu mudar isso dai.

E como ficará se a proposta apresentada pelo Ministro Paulo Guedes for aprovada?

Um salário mínimo seria pago para pessoas com 70 anos e renda familiar de um quarto de SM. Para pessoas com a mesma renda familiar e com idade entre 60 e 69 anos o valor baixará para apenas R$400.

O que você acha disso?

Foto: DOL

Foto: DOL Pará
Foto: DOL Pará

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O dinheiro da saúde e educação correm riscos

O Senado Federal vai iniciar um debate para desvinculação de receita do orçamento da União, estados e municípios, as áreas mais visadas são as da saúde e educação. Se isso acontecer vamos ter prejuízos graves para estas duas políticas públicas fundamentais aos mais pobres do país.

Os gestores alegam que o orçamento público está engessado e que assim terão mais liberdade de administrar os recursos públicos. Pois foi isso que os constituintes não queriam que acontecesse, uma vez que o prejuízo para os mais necessitados são enormes. Mesmo com as receitas vinculadas a saúde e a educação ainda não atingiram os patamares desejados, calculem se começaram a retirar investimentos desses setores como será?

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A morte da democracia e da civilização brasileira

A morte do Neto do ex-presidente Lula foi por ataque de uma bactéria que provoca meningite meningocócica.

Ao ser informada pela defesa, a Justiça e a Policia Federal tomaram todas as providências para que o Avô, que está preso, cumprindo pena por decisão judicial, fosse ao velório com toda a dignidade e rapidez possível, tudo de acordo com as leis brasileiras.

Os familiares nada falaram e guardaram para si a dor terrível da perda de um ente em plena infância. Para um avô assistir a enterro de um neto são como se duas espadas traspassasse o seu peito.

As redes sociais, sentiram um sentimento diferente dos que são adquiridos por laços familiares, ferverem de política em cima do fato.

Ódio e vitimização foram as armas utilizadas para arregimentar likes e compartilhamentos de apoio as causas por trás do rancor, o qual nunca levarão o nosso país ao estágio civilizatório que ele precisa alcançar.

São minorias querendo que seus olhares tortos sobre os fatos se tornem o olhar de todos nós. Distorcem a verdade para provocar falsas emoções.

Cada um desse grupos foi aprisionado dentro de uma bolha de iguais, construídas por algoritmos, uma fórmula matemática que une os que se parecem, para torná-los mais convictos dos seus próprios equívocos,

Essas pessoas foram infectadas por uma espécie de bactéria digital, capaz de afetar o cérebro e as percepções de mundo, afastando-os das ideias iluministas e civilizatórias.

É uma doença para a qual ainda não se tem cura, os laboratórios das ciências sociais estão a procura de identificá-la, diagnosticar e encontrar a vacina eficaz, mas até que se conheça os males provocados por essa bactéria digital, muitas vítimas entre inocentes desta e das próximas gerações tombarão sem se dar conta do mal que as acometeu.

Essa bactéria é capaz de matar a própria democracia e até a razão pela qual existimos enquanto ser humano.

O neto do ex-presidente será cremado. Lula, após o velório, voltará ao cárcere. O Brasil ficará preso na bolha com a bactéria sedenta de fatos para produzir novas vítimas.

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Fechar o Lixão e reiniciar, sem errar

O povo de Marituba está doente e meio ambiente está ecologicamente desequilibrado, por causa do Lixão erroneamente instalado naquele Município.

Errou o promotor Raimundo Moraes que comandou o açodado fechamento do Aurá. Errou o Governo do Estado ao conceder a licença ambiental. Errou a Prefeitura de Belém ao contratar a sem licitação e sem avaliar os impactos os serviços da Guamá, uma empresa sem competência técnica para prestar o serviço de acordo com a legislação em vigor.

Tudo que avisamos, nós, Seu André Nunes e a comunidade através de suas entidades legitimas aconteceu.

O povo de Abacatal está doente. O povo do Santa Lúcia 1 e 2 está sem água. Todos os poços viraram lamas desde que o aterro foi para lá. Como é possível dizer que é um aterro digno ?

Para o consertar o problema só tem uma saída. Admitir os erros, voltar atras e começar do zero caminhando pelo caminho correto que é o da Lei da Política Nacional de Resíduos Sólidos.

As prefeituras com seus técnicos devem atuar livremente, sem a interferência indevida do promotor Raimundo Moraes, que provou não ter expertise nesta área e nem ser o papel de um promotor apontar soluções para Política de Resíduos Sólidos.

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Amazônia em perigo

Este é o maior ataque à Amazônia desde o período militar. Vão cortar o grande Rio e rasgar a Floresta, novamente, para entrega-las as novas fronteiras de desenvolvimento, claro, sem sustentabilidade, pois é impossível conciliar os interesses da natureza, da vida, como ela é, com a vontade de um governo que tem por base o liberalismo econômico e o mercado como regulador de tudo.

O Governo Federal mais uma vez impõe ao Pará suas vontades, sem levar em conta as nossas vontades. Foi assim em tudo por tudo e as consequências socioambientais, que gera violência pobreza, miséria, desigualdade, vão se acumulando em índices alarmantes. Belo Monte fez de Altamira um dos municípios mais violentos do país.

Só lamento por não ter tido a competência eleitoral de convencer os cidadãos paraenses a me concederem o voto e um mandato em Brasilia para representar o Partido Verde, pois nessa hora eu seria uma voz da discordância, seria a voz das onças, das pacas, dos veados, das cobras, dos peixes, das árvores, dos cipós, dos homens e das mulheres desta terra.

https://www.oestadonet.com.br//noticia/14271/ministros-lancam-em-tirios-em-obidos-projetos-que-incluem-ponte-sobre-o-rio-amazonas-hidreletrica-e-extensao-da-br-163-ate-o-suriname/

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