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Morreu sem ver o mundo novo, pior que o dele, mas novo.

O mundo atual experimenta grandes transformações e muitas resistências. A era digital veio para substituir muito daquilo que era físico. A rapidez como as informações circulam exigem decisões rápidas e envelhecem as noticias numa velocidade impressionante. A chamada aldeia global é real, tão real que ultrapassou até a barreira da língua, inclusive com tradutor de linguagem de sinais disponíveis para qualquer pessoa.

As mudanças são tão fortes que varrem das nossas vistas instituições quase permanentes, colocando tudo em confronto. A democracia representativa e os partidos políticos frente as redes sociais. As amizades verdadeiras frente as amizades virtuais. Os táxis perante os aplicativos tipo Uber.

As resistências vão sendo quebradas com adesão ou com violência. A preferência por esperar a morte é uma forma de resistência as mudanças em curso.

Foi pensando sobre as transformações que lembrei-me do “Seu Pepino”, um personagem que habitou minha infância curiosa e observadora do mundo.

O “Seu Pepino” era uma sapateiro italiano dos bons. Consertava tudo que era feito em coro. Rosto de tamanco, sapatos femininos e masculinos, bola de futebol, cintos, bolsas, etc.

A sua oficina e casa ficava nos fundos de uma residências de seus parentes, cuja a frente dava para o Beco do Piquiá, Bairro do Guamá. Atrás, havia um portão, com uma longa escada, que dava acesso ao Conjunto Residencial do Montepio, as Ruas dos Mundurucus e Guerra Passos. Por isso, as pessoas da família e amigos tinham permissão para passar pelo quintal, cheio de galinhas, algumas que até faziam ninho na oficina do “Seu Pepino”, que nem se importava com isso, acredito que até gostava.

“Seu Pepino” passava o dia trabalhando e resmungando em italiano e nem se importava com as pessoas passando. Conversava longamente com personagens que só ele vi e conheci. Era um mundo só dele, preso ao passado, feito do mesmo material dos sapatos.

As pessoas passando, até pensavam em responder, pensando que “Seu Pepino” falava com elas. Cumprimentavam “Seu Pepino” mas ele respondia apenas as provocações vindas do seu próprio mundo.

Aquele sapateiro não queria saber do mundo das outras pessoas. Não interagia com ninguém. Quem quisesse, podia tentar conversar, que ele não queria ouvir. Era como se adivinhasse que o mundo estava em transformação. Transformações que ele não queria tomar conhecimento. As pessoas eram portadoras das noticiais de um novo tempo. “Seu Pepino” simplesmente ignorava.

Os cliente chegavam com seus produtos. Diziam qual era o defeito. Davam opinião sobre as soluções. Mas “Seu Pepino” apenas recebia a mercadoria defeituosa. Pegava. Olhava. Examinava. Já sabia o que iria fazer para entregar um produto restaurado ao cliente. Colocava a mercadoria em um ordem que só ele conhecia. Dizia o preço e quando estaria pronto. Voltava para o seu banquinho e para seus resmungos em italiano.

O mundo do “Seu Pepino” não mudava. Era aquilo mesmo. O couro, a solução (cola de sapateiro), as sovelas, o pé de ferro, o martelo, os pregos, as galinhas, eram seus companheiros. Batia um prego em uma sola, levantava a cabeça, mirava um interlocutor invisível, dizia palavras em italiano, gesticulava e voltava a examinar o sapato enfiado no pé de ferro. O sapato esperava as novas batidas de martelo e do prego enfiado no couro da meia sola.

“Seu Pepino” costurava uma bola como ninguém. As bolas de futebol eram montadas em gomos de couro, obedecendo uma figura geométrica perfeita, costuradas uma a uma, com fitas de couro ensebadas com sebo de animal e guiada por uma agulha especial, para passar pelo buraco, feito com a sovela. Dentro da bola ia uma câmera de ar, que quando cheia pressionava o couro e dava o formato para bola.

Lá fora, no mundo real, os plásticos estavam tomando conta do mundo. Os tamancos foram substituídos pelas sandálias de dedo e a marca havaianas era o carro chefe. O coro sintético inundava a indústria calçadista.

“Seu Pepino”sabia das mudanças, mas com elas não quis interagir. Sabia que seus clientes queriam lhe contar o que se passava na vida enquanto ele vivia preso a sua oficina, aos sapatos, ao coro e a Itália, mas aquele homem de corpo encurvado não abria uma brecha para que o novo penetrasse em seu mundo fechado.

As mudanças que começaram a incomodar “Seu Pepino” não param e seguem em grande velocidade. Muitos querem barra-las e não conseguem. As pessoas, na verdade, não sabem como separar as boas mudanças dos modismos e sofrem com tudo isso. Muita coisa boa melhoraram a vida na Terra. Outras nem tanto.

Antes que um sapato, uma bolsa ou uma bola feita de material sintético chegasse ao balcão de sua oficina, trazida pelas mãos de um cliente moderno, “Seu Pepino se foi. Morreu sem brigar e sem querer ver o mundo novo, pior que o dele, mas novo.

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Sociedade reage, Gedel cai e emenda de anistia a corruptos vai pro lixo

Balanço da semana: Três fatos nacionais marcantes. A delação da Odebrecht, também chamada de “delação do fim do mundo”. Tráfico de influência de Gedel Vieira para se beneficiar de uma construção ilegal de um edifício. A anistia que os deputados queriam aprovar para livrar corruptos. No Pará tivemos a segunda cassação do Prefeito Zenaldo Coutinho; a ação da Polícia Federal em Ourilândia do Norte; e a prisão de um casal que plantava maconha em apartamentos e vendia drogas sintéticas para jovens de classe média no centro de Belém. O positivo foi a reação da sociedade contra os corruptos que fez os deputados recuarem e acabou por derrubar o sexto ministro do Governo Michel Temer.

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Belo Monte no olho da corrupção

foto-lula-2-altamira-2010 O acordo de leniência assinado pela empresa Andrade Gutierrez coloca a monumental obra de Belo Monte no olho da corrupção, esclarecendo muitos pontos que os advogados paraenses, através de comissão criada para acompanhar a obra, há muito questionavam.

A obra de Belo Monte desrespeitou as leis ambientais e a lei de licitação. 

A decisão de construir a UHE de Belo Monte não era simplesmente prover o país de energia, haviam outros interesses por trás da decisão de construir, a qualquer custo, a obra da maior hidrelétrica brasileira. 

Estes interesses eram movidos pela corrupção e isto agora ficou claro com o acordo de leniência assinado pela Andrade Gutierrez.

A OAB Pará, na administração do presidente Jarbas Vasconcelos, resolveu que a entidade deveria se posicionar sobre esta obra acontecendo dentro do território de sua jurisdição. 

Para tanto, criou uma comissão de acompanhamento da obra de Belo Monte, realizou audiência pública, ouviu, por duas vezes, o representante da Eletronorte, primeiro o senhor Valter Cardeal e depois o senhor Adhemar Palocci e deliberou favoravelmente, desde que as condicionantes do licenciamento fossem cumpridas e elas acrescidas as condicionantes locais, dentre as quais destaco três: energia em todos os 11 municípios da região atingida; que um representante da entidade fosse oficialmente admitido na comissão federal de acompanhamento da obra; e que constasse do edital da obra que 10% de energia produzida poderia ser requisitada para o desenvolvimento do Estado do Pará.

O edital foi divulgado e a proposta da Ordem não foi levada em consideração. 

O representante da OAB Pará nunca foi admitido no processo de acompanhamento oficial da obra. Quando a comissão da OAB Pará estava em pleno funcionamento e detectando problemas na obra, sem mais nem menos, um dos membros da comissão, justamente o advogado de Altamira, fez um expediente para o presidente Jarbas, se retirando da Comissão, este advogado depois passou a representar o Consórcio nas negociações com os atingidos. 

Em seguida a este fato, veio de Altamira um denúncia forjada que resultou em intervenção arbitrária na OAB Pará, afastando a diretoria e pondo fim à comissão de acompanhamento de Belo Monte.

A licitação foi um jogo combinado entre as empreiteiras e o consórcio que perdeu a concessão da exploração da Usina Hidrelétrica, mas que acabou sendo contratado como o consórcio construtor. Um jogo para lá de combinado, agora delatado pela Andrade Gutierrez. 

Até o preço subiu e a obra subiu de 19 bilhões para mais de 30 bilhões de reais.

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O presidente Lula esteve em Altamira para apoiar a obra. 

Eu representei a OAB Pará neste evento. 

Lula discursou para um multidão levada para o local, protegido de manifestantes. Na ocasião, o ex-Presidente disse que: “A hidrelétrica vai gerar industrialização e empregos. Ao invés de exportar minério de ferro, vamos exportar produtos com valor agregado”.

Um cacique Xicrim foi levado pela FUNAI e discursou falando na sua língua, ao mesmo tempo que era traduzido por outro índio. 

O Cacique disse que os indigenas apoiavam a obra e entregou ao Presidente um documento favorável a Belo Monte. 

Dias depois, resolvi visitar a aldeia Arara, índios que não haviam participados das audiências públicas, assim como os ribeirinhos da Vila Ressaca e Garimpo do Galo, que também não foram ouvidos.

Lá na aldeia dos Araras, encontrei as lideranças revoltados com os Xicrins, acusavam os parentes de terem participado de uma farsa perante o Presidente Lula. 

O documento que os povos indígenas aprovaram para ser entregue a Lula era, na verdade, contra a construção de Belo Monte e não a favor como foi dito no palanque.

A farsa e a farra com dinheiro público dominou toda a obra e isto vai ficando claro a cada momento. 

A Comissão de Senadores, presidida pelo Senador cassado Delcídio do Amaral visitou Belo Monte para saber se as condicionantes estavam sendo respeitadas e nada viu. Não viu que os valores da obra cresciam exponencialmente. Não viu que as condicionantes indígenas custaram mais de 20 milhões e os índios se queixam que nada foi feito. Não viu o drama dos ribeirinhos. Apenas viu o que a corrupção quer ver.

O tapete de Belo Monte esconde muita sujeira. Sujeiras grandes e até aquelas que pouco se pode ver. Quem se beneficiou da madeira retirada das áreas alagadas de alto valor econômico que interessava a empresários com o ex-Senador Ivo Cassol?

A leniência da Andrade Gutierrez, somada ao acordo de delação da Odebrecht, vai esclarecer muito, e vai ser bom conhecer as verdades, embora não esclareçam toda a verdade, mesmo assim vai valer a pena conhecer o que for possível vir a luz do sol.

Nunca saberemos, por exemplo, de todas as manobras por trás da intervenção na OAB Pará, que só foi vencida pela força de um bravo colega, o ex-Presidente Jarbas Vasconcelos e este episódio triste não será objeto de nenhuma das declarações judiciais de colaboração premiada. 

Assim como as condicionantes e os recursos gastos com o Plano de Desenvolvimento Sustentável do Xingu não vão ser objeto de apuração. 

Os verdadeiros impactos ambientais escamoteados pelo licenciamento. A viabilidade econômica. Nada disso virá nestes documentos judiciais mesmo nas investigações.

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Belém depende da Região Metropolitana

As soluções para muitos problemas de Belém estão em pensar metropolitanamente. A mobilidade urbana é um deles. fazer um BRT só para Belém é uma tolice, um desconhecimento completo do fluxo de passageiros. Quem utiliza ônibus se deslocando todos os dias de casa para o trabalho e vice versa, são os trabalhadores, que na sua maioria moram em Ananindeua, Marituba, Benevides e até em Santa Isabel do Pará, por isso festejo a união de Jatene e Helder em busca da liberação da BR 316 para construção do BRT Metropolitano.

 

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Donald Trump é a alternância de Poder

Venceu a alternância de Poder e Trump é presidente do EUA

Donald Trump é a alternância de Poder
Donald Trump é a alternância de Poder
O que aconteceu nos EUA foi alternância de Poder. Os republicanos substituiram os democratas que já estavam no comando do país há muito tempo. Isto é o mecanismos mais importante das democracias. O tempo de permanência no poder de um mesmo grupo político destrói o modelo, por fragilizar as instituições.

Trump foi eleito contrariando todas as previsões de pesquisas e as analises dos mais renomados meios de comunicação. Por brincadeira, divulga-se um episódio do seriado Simpson de 2000, no qual Trump foi vitorioso. Os Simpson apenas não previram como será o seu governo.

Os americanos votaram contra Hillary que repreentava a velha política, na visão deles era inconfiável e até mentirosa. Os americanos estava, preocupados com o aumento da interferência do estado na vida privada. Tudo se explica, mas dai escolher um reacionário para substituir Obama parece não ter lógica.

A escolha dos americanos deve ser respeitada, mas o medo maior vem do mundo. Perguntas ficam sem respostas imediatas. Como será a vida dos imigrantes? A relação dos EUA com os outros países, principalmente aqueles que hoje vivem conflitos perigosos como a Síria? A OTAN e os europeus estão apreensivos. Os latinos também.

A alternância de poder é um mecanismo essencial para democracia no modelo clássico de soberania nacional, mas num país que concentra tantos interesses mundiais o requisito é a estabilidade nas relações, que a mudança de orientação política nem sempre garante a continuidade.

Perguntas ficam no ar: Por que o mundo tornou-se tão dependente dos Estados Unidos da América? Em que consiste esta dependência? Como Donald Trump pode interferir negativamente nestas relações de dependência?

Como os Simpson não simularam um governo depois da vitória de Trump, resta-nos esperar e viver na prática este novo momento mundial.

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Edmilson é mais uma vítima da ditadura tucana

Esta ficando difícil disputar eleição no Pará e não sair machucado eticamente.
 
A poderosa máquina de propaganda que o PSDB montou, ancorada nos veículos de comunicação do grupo “O Liberal” e da forte influencia institucional, acumulada ao longo de quase vinte anos a frente do comando do estado, é implacável com a honra alheia.
 
Trabalha com a lógica dos velhos coronéis da política: meus adversários não tem virtude e meus amigos não tem defeitos. Ao longo das campanhas e no dia a dia do embate político, vão atribuindo defeitos aos possíveis adversários e repetem a exaustão, que a própria pessoa, é capaz de duvidar das suas qualidades.
 
Os políticos do PMDB e seus aliados, todos, sem exceção, viram barbalhos e carregam os defeitos que aos longo destes anos lhes foram atribuídos e aumentados por força da propaganda.
 
Agora, estou vendo, que Edmilson Rodrigues e o PSOL estão sendo tachados de mentirosos, briguentos e esquerda incompetente.
 
Não adianta a história dizer ao contrário. Edmilson Rodrigues quando era prefeito foi duramente massacrado pelo Governador Almir Gabriel e reagiu. Tanto é assim, que quando Jatene virou governador as brigas acabaram e Edmilson Rodrigues foi recebido em palácio por Jatene e com ele conviveu em perfeita harmonia. Mas nada disso adianta, o que adianta é a versão construída que Edmilson é o briguento e Zenaldo é o da paz.
 
Edmilson Rodrigues fez muitas obras. Zenaldo não concluiu nem um das suas obras e nem as promessas de campanha ele conseguiu concretizar, mas a propaganda diz o contrário e ela está sendo mais forte que a realidade.
 
Basta um só para comparar. Edmilson Rodrigues fez um concurso público para escolher o melhor projeto de revitalização do Ver-o-peso e o transformou da água para o vinho. Zenaldo, no dia do aniversário de Belém, apresentou um projeto feioso, rejeitado pelos feirantes, moradores e sem autorização do IPHAN. Depois disso, abandonou o nosso cartão postal colocando a culpa em quem apenas tentou exercer sua cidadania e competência profissional.
 
Agora mesmo, em plena campanha, Zenaldo Coutinho cometeu crime eleitoral, o juiz recebeu a denuncia, julgou, sentenciou condenando a perda do registro, mas a propaganda deles dizem que foi Edmilson Rodrigues que desejava ganhar no tapetão. Usaram da sua força institucional e conseguiram um feito inédito, o Juiz, autor da sentença, publicou uma nota que favoreceu o criminoso eleitoral.
 
A propaganda tucana foi capaz de atacar a honrar de uma pessoa da estirpe do professor Manheschy, que os tucanos sabem da sua capacidade profissional e da sua retidão ética. Assim como trabalharam para desqualificar a jornalista Úrsula Vidal, uma profissional de alto nível.
A propaganda emite o sinal de ataque e é seguida por DAS, que passam a hostilizar pelas redes sociais todas os adversários, repetindo as acusações sem buscar provas do que estão repetindo é verdadeiro. Apenas repetem e enxovalham a honrar alheia sem dó nem piedade.
 
Se isso não parar, estaremos caminhando para uma ditadura civil., onde as pessoas de bem, com medo de virar alvo de perseguição moral, profissional, ética, deixarão de se opor aos desmandos.
Os tucanos emprestam poder político ao grupo O Liberal e este lhes amplia a voz. Os dois, são irmãos siameses. Lembro do episódio em que o Grupo Equatorial tentou receber as contas de energia que nunca haviam sido pagas pelas empresas ORM e até as pessoais. Ou da funcionária da receita federal que autuou o proprietário do grupo por descaminho. Ou mesmo o jornalista Lúcio Flávio Pinto, escorraçado pelos maioranas e pelos tucanos.
Estamos diante de um perigo concreto para democracia paraenses.

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Debater a vida pessoal ou apresentar soluções para o povo?

Hoje teremos mais um debate entre os candidatos a prefeito de Belém, será na TV Liberal. Apenas seis candidatos participarão do evento. A emissora usou o critério de convidar os candidato cuja coligação tenha dez ou mais deputados na Câmara dos Deputados, este critério excluiu o candidato Lélio Costa do PCdoB. Uma pena, um a mais não faria diferença, mas é a lei eleitoral que assim determina.

Deixando este fato de lado, vamos ao que interessa. Acredito que o eleitor belemense espera que os candidatos deixem de lado aspectos menos importante da personalidade, do partido, da atuação pretérita de cada um e se debrucem sobre os problemas principais de Belém, apresentando as soluções segundo suas ideologias e conhecimentos técnicos de suas equipes.

Listarei aqui os problemas, que segundo o BID – Banco Interamericano de Desenvolvimento, afetam as cidades da América Latina e Caribe, que vocês hão de convir, são os mesmos de nossa cidade:

  • Problemas ambientas: Saneamento, arborização, nascentes e igarapés, qualidade do ar, uso adequado do espaço urbano, coleta e tratamento dos resíduos sólidos, preservação dos mananciais de abastecimento de água, etc.
  • Insegurança: caracterizado por todos os tipos de violência urbana, incluindo drogas, roubos, violência contra mulher e as crianças, etc;
  • Informalidade: Belém não é uma cidade competitiva e por isso não atrai empregos produtivos, utilizando parte significativa da sua gente no mercado informal que gera pobreza e desigualdade, num ciclo sem fim;
  • Desemprego e segmentação no acesso aos serviços básicos;
  • Governabilidade local caracterizada por desequilíbrios fiscais verticais e baixa capacidade institucional.

A nossa Belém precisa ser reconectada, ou seja, juntar todas as partes e criar um sistema de comunicação, com vias que interligadas para todos os bairros e ilhas, permitindo que os moradores se desloquem em tempo razoável. Centro a São Braz. São Braz ao Entrocamento e Região Metropolitana. Entrocamento a Icoaaraci. Icoaraci ao Ver-o-peso, passando pelo Tapanã. De Icoaraci a Outeiro. De Outeiro a Mosqueiro. Criar um sistema de comunicação das Ilhas sul e das Ilhas norte com o continente. O sistema é de trânsito e transporte, onde o deslocamento seja facilitado, confortável e rápido.

Os candidatos tem obrigação dos apresentar soluções, através de uma metodologia clara de como Belém atingirá o desenvolvimento sustentável e tornar-se-a uma cidade competitiva, capaz de atrair bons investimentos, sem comprometer as gerações futuras.

Um forte programa social, cultural e educacional de inclusão, principalmente dos mais carentes, que por esta razão se tornam alvo fácil da criminalidade, principalmente das drogas.

Mas a grande ausência em todos os debates ficou por conta do assunto: governabilidade, desequilíbrio fiscal e baixa capacidade institucional.

A Prefeitura de Belém depende, como a grande maioria dos municípios brasileiros, dos repasses do governo central. A capacidade de gerar receita própria é deficitária e os candidatos até agora não tocaram no assunto, apenas prometem sem dizer de onde vem o dinheiro para financiar suas promessas.

As secretarias e demais órgãos públicos municipais tem pouca capacidade de resposta aos problemas do dia a dia da comunidade. Além do que, muitos problemas de nossa cidade esperam soluções metropolitanas, que nunca vem por ausência de planos regionais, acordados com os demais integrantes da Região Metropolitana.

A atitude dos candidatos está de acordo com o baixo nível de informação sobre a cidade que detém os eleitores e da ausência de responsabilidade social dos formadores de opinião. Mas é preciso dizer que Belém é pobre de líderes preparados e compromissados com o futuro da Cidade.

Vamos ao debate, com esperança de dias melhores para Belém. Eu boto fé no Edmilson Rodrigues, espero que hoje ele me surpreenda positivamente e depois, se eleito, esteja aberto as novas ideias.

Os candidatos, porém, precisam nos dizer que Belém desejam construir para as pessoas. E os eleitores devem escolher a cidade em que querem viver, com água, saneamento, luz, coleta de lixo. Cidade com serviço de educação, saúde, recreação, parques, bibliotecas, Cidade onde a habitação seja de qualidade e acessível para todos. Cidade com bom sistema de transporte. Cidade onde as pessoas trabalhem e se sintam seguras. Cidade com boas finanças, ordenadas e gestadas de forma eficiente. Cidade onde os cidadão se beneficiem dela, mas que também contribuam para sua sustentabilidade. Sustentabilidade não só ambiental, mas também social, cultural, fiscal, institucional e econômica.

Sabemos que nem tudo dará para fazer em quatro anos, mas queremos que nos apontem caminhos seguros para que nas próximas décadas superemos todos os nossos graves problemas urbanos que ao longo de 400 anos nos aprisionam em um circulo de pobreza, desigualdade e ausência de competitividade.

 

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A campanha eleitoral diferente vai produzir bons políticos ou bons eleitores

750x500xpropaganda_eleitoral_na_internet-750x500-png-pagespeed-ic-qjwhj8pe6rEstou ansioso esperando o resultado das urnas desta eleição municipal com um novo conceito de campanha eleitoral, com pouco tempo, poucos e parcos recurso e com menos possibilidade de propaganda eleitoral.

O assédio dos partidos e dos candidatos sobre o eleitor diminuiu. Os políticos e os partidos estão achando muito estranho, esquisito a campanha deste ano. Todos estavam acostumados com o modelo antigo, onde o tempo de propaganda era enorme. O horário gratuito também. Os candidatos dispunham de muitas formas de publicidade. E o dinheiro corria farto, vindo, principalmente, do financiamento empresarial.

Não deu certo. Comportou muitos exageros, espertezas e estimulou a corrupção tanto eleitoral quanto dos ocupantes de cargo em face da administração pública.

A campanha eleitoral pode ser vista a partir de dois conceitos comparados ao conceito de consumo. Alguns produtos o consumidor não sente necessidade deles e outros o consumidor não vive sem eles.

Podemos exemplificar com a cerveja e a água mineral, por exemplo. No primeiro caso, o fabricante tem que estimular o consumo do produto e depois vender sua marca. No segundo caso, o fabricante tem que apresentar sua marca, pois o consumo do produto já é uma necessidade do consumidor.

O conceito que vinha sendo adotado em eleição era de que os políticos deveriam estimular nas pessoas o desejo de votar e votar em seus candidatos. O partido e seus aliados tinham necessidade de ter cargos e cargos em grande quantidade para dominar a máquina pública. As eleições deixaram de ser um momento do eleitor para ser o espaço privilegiado dos políticos.

O conceito novo o eleitor é que necessita da representação política para defesa dos seus interesses. Sendo assim, resta aos partidos e candidatos vender seus programas e candidatos, deixando ao eleitor a liberdade de escolher, sem o assédio de antes. Cabe agora ao eleitor um papel mais proativo no processo eleitoral. É ele que vai buscar se informar e construir sozinho ou com pouca ajuda, seu juízo de valor eleitoral.

O modelo é experimental e se der certo, pode ser aperfeiçoado para o pleito geral de 2018. Até agora, o que produziu de campanha e do custo, pareceu adequado. Só o fato de diminuir o assédio da classe política, buscando equilibrar o desejo dos partidos e candidatos como a necessidade do eleitor já é algo positivo, resta esperar o resultado para melhor avaliar as distorções que ainda vão acontecer.

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