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Derrote políticos viciados

Nesta eleição, a ordem é renovar a política com qualidade. Você topa? Renovar é trocar, mudar, substituir, mas não de qualquer jeito.

O Congresso Nacional em todas as eleições sempre renova 30% dos seus membros, mas isso nem sempre quis dizer mudanças, o eleitor acaba trocando seis por meia dúzia. Veja um caso concreto.

O corrupto do Severino Cavalcante perdeu o mandato. Aplaudimos muito, ele não merecia nos representar. Depois descobrimos que Severino pediu e os eleitores votaram num seu substituto novinho em folha, o deputado Eduardo da Fonte, acontece que o moço é pior e veio com uma folha corrida invejável (Veja processo do Dudu da Fonte)

Agora os corruptos inelegíveis, respondendo processos, alcançados pela Lava Jato e outras operações, não querem perder poder e tencionam eleger seus filhos ou parentes, é o caso de Eduardo Cunha que quer eleger sua filha, Wladimir e o Pastor Josue Bengtson, também.

Renovar na política é renovar com qualidade. É corrigir sempre os rumos da construção do estado democrático de direito. É fortalecer as instituições. É buscar representantes cada vez mais identificado com valores éticos, morais, defensores do bem-comum, dos interesses gerais da sociedade em busca da felicidade como um bem de todos.

O trabalho do eleitor, enquanto cidadão é acreditar nos valores coletivos como seus e garimpar na sociedade os melhores cidadãos para desempenhar essa missão de representa-lo. O desfio é grande, mas nada que um eleitor comprometido não posso alcançar.

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O Lixão de Marituba continua fedendo

Descobriu-se que uma assessora do Ministério Público e o um engenheiro da Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Sustentabilidade atuavam em conluiou para favorecer a Guamá, empresa proprietária do “Lixão de Marituba”. O curioso é que as prefeituras, mesmo com toda ilegalidades, mantem os contratos com a empresa e continuam depositando lixo naquele local e pagando por isso. Como a responsabilidade ambiental é objetiva e solidária, por que até agora os prefeitos também não forma denunciados por crime ambiental?

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A CUT dividiu e enfraqueceu a luta dos trabalhadores

Saímos em três ônibus, da Praça da Bandeira, em Belém, seriam três dias e duas noites de viagem, 2.900 km, rumo ao Vera Cruz, palco da produção das chanchadas da Atlantida, com Mazzaropi e Oscarito, em São Bernardo do Campo, São Paulo. Era agosto de 1983 e íamos participar do congresso de fundação da Central Única dos Trabalhadores.

A comitiva era formada de trabalhadores de várias categorias urbanas e rurais. Todas as despesas pagas com muita coleta, apuração de festas, rifas, vendas de broches, doações dos sindicatos e os parcos recursos pessoais de cada um dos assalariados.

Os sindicatos de todas as vertentes políticas, petistas, pedetistas, pecebistas, pecedebistas, socialistas, pessedebistas, sem partidos haviam chegado ao consenso que era fundamental unificar a luta sindical e partiram para o I CONCLAT na Praia Grande, seguido de ENCLATS, culminando com o Congresso de fundação de uma centra única de trabalhadores.

Os princípios que norteavam aquele movimento sindical pujante se resumiam em unir os trabalhadores, independente de filiação partidária, para fortalecer a luta em prol de redemocratização do Brasil e por “liberdade e autonomia sindical”.

Na viagem fomos cantando, debatendo as teses, afinando as palavras de ordem. Era muita energia e alegria. O ato de fundação da CUT significava o coroamento das lutas sindicais por direitos banidos durante o período militar, quando os sindicatos foram intervidos e tutelados. Os militares, porém, preservaram a CLT e a Justiça do Trabalho.

Os ônibus paravam para o café, almoço e jantar, nos pontos de apoio da Transbrasilana, empresa fundada pela família do ex-presidente Juscelino Kubitschek, que monopolizava as viagens do norte em direção ao Distrito Federal.

Nestas horas, o grupo se dividia, os que tinham um pouco de dinheiro faziam suas refeições no restaurante da empresa de ônibus, alguns haviam levado comida e faziam as refeições em baixo de árvores, outros atravessavam para as barracas de beira de estrada e comiam as comidas regionais, como a panelada.

A luta por liberdade sindical nos permitiria organizar e funcionar as entidades sindicais de forma livre, segundo as determinações consensuais dos trabalhadores, sem obediência ao modelo preconizado pelo estado. Já havia alguns consensos como, por exemplo, a base territorial e o ramo de atividade. Não queríamos pulverizar as entidades para não enfraquecer a luta dos trabalhadores.

A viagem seguia pelo enorme e delgado estado de Goiás. Na época ainda não existia o estado do Tocantins. Quando saímos do norte, começou um sufoco em todos três ônibus. O tempero e a comida forte fez efeito. Os banheiros dos ônibus não suportaram a demanda. Fomos obrigado a entrar na cidade de Anápolis para adquirir enterovioform, receitado pelos médicos, da oposição sindical, integrantes da nossa delegação.

A autonomia sindical era muito importante. Nos libertar do Estado, interventor por meio do Ministério do Trabalho e romper com a estrutura sindical varguista, que engessava os sindicatos, hierarquizados por federações e confederações pelegas, sustentadas pelo dinheiro ilegítimo do imposto sindical, significava construir sindicatos forte e ligados a base. Mas a proposta de autonomia ia muito mais além. Queríamos ser autônomos dos partidos políticos. O movimento sindical não podia ser correia de transmissão dos partidos comunistas, socialistas ou social-democratas. Isto teria sido um erro das revoluções mundo a fora.

Os ônibus seguiam ultrapassando o sul de Goiás e as paisagens mudavam. Curado dos desarranjos e aliviados, os passageiros podiam apreciar melhor a paisagem passando em velocidade pela janela dos carros, era a primeira vez que trabalhadores humildes, acostumados com o calor dos trópicos e a floresta Amazônica, experimentava o frio a vegetação do serrado.

Tudo era novidade naquela viagem. Durante o dia, os ônibus viravam palco para cantorias, show de humor, contação de histórias e debate sobre temas variados. Agricultores falavam com operários, profissionais liberais aprendiam com pessoas de ocupações manuais. Aquilo era uma escola de formação política sobre rodas.

Chegar em São Paulo, olhar o Rio Tietê, ver os prédios, ruas com carros em alta velocidade e frio de doer os dentes, era um sonho. São Bernardo do Campo então. Ali estava o templo dos nossos deuses do sindicalismo. Luis Inácio, o Baiano, junto com Jair Meneghelli, recebi as delegações de todos os estados do país. No galpão da Vera Cruz, as delegações iam buscando seus cantos para armar colchonetes, juntar as malas, tomar banho e pegar o rango.

Os gaúchos, como Olívio Dutra, líder dos bancários, e Paulo Renato Paim, líder dos metalúrgicos de Caxias, desfilavam por entre operários de todas as partes do país, com suas cuias de chimarrão e bombachas vistosas.

O líder nordestino José Novais, da Bahia, era o símbolo dos trabalhadores rurais. Naquela época os STR eram os herdeiros da Ligas Camponesas e da luta pela reforma agrária, não existia o MST, Movimento do Trabalhadores Rurais Sem Terra.

O Congresso de Fundação da CUT abriu em clima de festa e de muita firmeza em torno da redemocratização do país. A maioria dos delegados era formada por sindicalistas oriundos da Anampos, articulação nacional em oposição as estruturas sindicais. Os camaradas do PCB e do PCdoB, por serem minoritários, resolveram boicotar o encontro e não credenciaram seus delegados.

Teses aprovadas, moções e requerimentos votados, chegou a hora de escolher a forma se organização da futura central. Neste momento o congresso se dividiu. Jair defendia uma estrutura presidencial. Paim propunha uma estrutura de coordenação. Por trás estava sair com um CUT pronta e acabada sem os comunistas ou esperar para aparar as arestas e incorpora-los no processo de formação de uma verdadeira central única.

Paim, defensor da unificação, lutou muito, chegou a rasgar o crachá e abandonar o evento, mas foi convencido por Lula a voltar, para ver sua proposta derrotada.

A CUT nasceu forte. Jair Meneghelli foi eleito presidente. Mas o tempo iria mostrar que a maioria estava errada. Aos poucos a CUT virou a central sindical do PT. Outras centrais foram criadas. Os sindicatos se dividiram na base para abocanhar parcelas do imposto sindical mantido. Passaram a ser o apêndice de partidos aliados ao governo petista e perderam a referência de suas categorias.

Os erros foram tantos e o resultado foi o enfraquecimento da luta dos trabalhadores ao ponto de não resistirem a um governo ilegítimo e a um Congresso corrupto, que reformou as leis trabalhistas, retirando direitos históricos conquistados com muita luta e sangue.

O Primeiro Maio é de luto e não mais de luta. Lula está preso. As centrais sindicais são muitas, mas pouco representativas. Seus atos não reunem o povo, sendo urgente que se retome o debate da tese derrotada e se faça um movimento de unificação em prol da classe trabalhadora, voltando ao inicio para criarmos uma CUT com todas as correntes sindicais e sem atrelamento a partidos políticos.

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PP é um partido ou uma quadrilha?

O PP, Partido Progressista é de longe o partido com o maior número de políticos corruptos, presos, processados e sob investigação do Brasil, mas, contraditoriamente,  foi o Partido que mais atraiu políticos na janela aberta para troca de legenda sem perda de mandato, uma invenção a traição, criada pelos os mesmo políticos para burlar a fidelidade partidária.

Antes de saber o que atraiu os políticos para se filiarem ao PP, vale um pouco de história desta legenda que mais parece uma organização criminosa.

A ditadura militar brasileira nos legou muitas tragédias e uma herança maldita que levaremos ainda muito tempo para nos livrarmos.

Uma delas é o PP, Partido Progressista, a mais corruptas de todas as legendas do Congresso Nacional.

O PP era o PPB, Partido Progressista Brasileiros, que antes era o PPR, Partido Progressista Renovador, mas já foi o PDS, Partido Democrático Social, que nasceu do rebatismo da ARENA, Aliança Renovadora Nacional, organização criada em 1966 pelo militares e civis golpistas de 1964, com a ideologia do militarismo, conservadorismo, populismo de direita, nacionalismo, anti-comunismo e autoritarismo, para apoiar e legalizar, dando maioria no Parlamento, as ações autoritárias dos militares.

O PP, herdeiro da ARENA, sobreviveu a abertura democrática, abandonou sua ideologia e adotou a corrupção como forma de sobrevivência. Lembrando que este é o partido de Paulo Maluf, símbolo de mal-feitor mor do país.

Os dirigentes dos Progressistas, criaram um pacote de promessas de muito dinheiro público, através do Fundo Eleitoral e ofertaram aos deputados que desejaram trocar de legenda durante a janela, com isso, atraíram um número significativo de novos filiados com mandatos, foram  06 deputados, chegando a 53 parlamentares, a segunda maior bancada na Câmara dos Deputados. Garantindo o comando de comissões e cargo na mesa diretora.

Isto tudo se transforma em poder para obter cargos e vantagens, trocados por mais dinheiro público e benefícios aos financiadores de campanha.

Por que políticos, em pleno vigor das operações contra corrupção, não temem as punições e continuam correndo atras de dinheiro público ilícito?

O voto dos eleitores brasileiros percorre um caminho, reflexo da desigualdade social e da brutal concentração de renda. A massa de eleitores vive dramas pessoais terríveis e usa o voto como uma bala de prata para buscar solucionar alguns desses dramas. É nessa hora que o dinheiro fala mais alto que as propostas de um novo país. Os políticos corruptos sabem disso e vão a luta em busca dos recursos para “ajudar” os eleitores em troca do voto.

Os deputados que trocaram de partidos se filiando ao partido mais corruptos entre os partidos nacionais, não temem que isso abale seus projetos de reeleição, pois confiam que os eleitores trocaram seus votos por “ajuda”, dada com dinheiro da corrupção.

Os políticos corruptos não mudam, está provado. Quem deve mudar é o eleitor. Se o eleitor nacional parar de pedir “ajuda” e exigir direitos, o país será outro. Derrotar os corruptos e seus modus operandi é a forma de avançar o país e a sua democracia. Tenho fé.

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Limpar o Brasil da corrupção vai dar muito trabalho

A limpeza mínima necessária que o Brasil precisa para começar a viver na democracia, com ênfase no debate dos verdadeiros problemas nacionais, ainda vai dar muito trabalho. A faxina começou e cada quanto da casa que a vassoura chega, encontra muito lixo acumulado, não é só debaixo do tapete, este ainda nem levantamos, a sujeira está por todos os cantos e quanto mais se limpa, mais os atuais ocupantes sujam.

Hoje, 24.04, cumprindo um mandato de busca e apreensão, a PF percorreu a casa do senador Ciro Nogueira e o gabinete do deputado federal Eduardo da Fonte, os dois do PP, sendo Ciro presidente nacional da legenda e Eduardo da Fonte ex-corregedor da Câmara dos Deputados, herdeiro político de Severino Cavalcanti. Dois currículos pesados que se juntaram dentre de um biombo chamado PP, Partido Progressista, a legenda mais corrupta da República, ganhando do PMDB e do PT, e olha que o páreo é duro.

O PP foi o partido que na janela partidária, período que os parlamentares com mandato podem trocar de partido sem perder o mandato, mais recebeu parlamentares, sendo o partido com a maior bancada na Câmara dos Deputados.

A vassoura está nas mãos do eleitor e a tarefa é dura, trabalhosa, minuciosa, mas necessária. O parlamento, Senado e Câmara dos Deputados, é o mais importante dos poderes da república e não pode ser um valhacouto de bandidos. Por tanto, meus e minhas, peguem a vassoura, não a vassoura do Jânio Quadros, aquela é demagógica, populista, mas a vassoura democrática do voto consciente e mãos a obra.

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O voto, a legitimidade e a ética divina

Neste ano, vamos eleger os novos legisladores brasileiros, deputados e senadores, que irão compor o Congresso Nacional, lugar de onde saírão as leis que tanto o povo brasileiro precisa para superar a crise política em que o país está mergulhado.

Os legisladores são como os moisés e sempre subirão ao monte Sinaí para buscar as leis, os “Dez Mandamentos”, as regras de ouro para vivermos em comunidade e estabelecermos a paz social.

As leis pegam ou não pegam, são seguidas ou resistidas, harmónicas ou criam conflitos, são justas ou causam injustiças. Tudo depende da legitimidade com que são confeccionadas.

As leis penais e a política de encarceramento, por exemplo, uma das mais importantes medidas que poria em ordem o sistema carcerário brasileiro, é uma dessas legislações fundamentais que necessitam passar pela revisão dos  parlamentares. Outra medida que o Congresso Nacional deve ao Brasil é a que fará distribuição de renda, mexendo, corretamente, na política tributária.

Moisés foi o legislador que Deus convidou para subir até o Monte Sinaí e das Suas mãos sagradas recebeu os Dez Mandamentos, regras que permitiram ao povo Hebreu conviver em sociedade, enquanto caminhavam rumo a terra prometida, lugar onde correria leite e mel.

Os povos do mundo inteiro caminham em busca da sua terra prometida, os brasileiros também, é o chamado caminho civilizatório e para chegar ao lugar destinados aos filhos do povo escolhido, precisam de leis construídas por legisladores com legitimidade. O deus que confere legitimidade ao processo legislativo é o sistema eleitoral e são os eleitores.

Na democracia, podemos, por paralelismo, construir as simbologias bíblicas de forma prática, adaptando-as para os nossos dias. Quem é Moisés? Onde fica o Monte Sinaí? De onde vem a inspiração divina para elaborar as leis?

Moisés são os eleitos. Monte Sinaí o Parlamento. Inspiração divina a legitimidade.

Para que isso se cumpra, precisamos de candidatos limpos, eleitores conscientes e um sistema eleitoral democrático.

Aqui no Brasil, por não termos filtros eficazes que separem, antes das convenções, os que são cândidos, dos impuros, concorrem em igual possibilidade de receber votos os bandidos, mentirosos, processados, corruptos, dos que tem bons propósitos.

O sistema eleitoral, por seu turno, desiguala os concorrentes, dando tempo e dinheiro em demasia para uns e de menos para outros. Resta, então uma grande responsabilidade nas mãos do eleitor.

Os eleitores brasileiros é que ficam com o ônus de escolher, neste cipoal de maus elementos, aqueles que podem subir até o monte sagrado e na presença de Deus, receber a inspiração para fazer as melhores e mais justas leis.

Sei que é pedir muito, mas rogo a Deus que nos ajude a superar a nossa crise política e que inspire os eleitores, para que das urnas emerjam a ética e a legitimidade que tanto precisamos neste momento de grande crise, quando precisamos seguir caminhando em busca do futuro.

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Seu voto é uma arma poderosa contra os corruptos

Eleitor, um título e um voto de consciência pelo bem do país, torna-se a arma poderosa que pode eleger bons cidadãos, derrotar corruptos e limpar o Brasil.

Não transfira a sua responsabilidade de cidadão, o Brasil precisa mais do que nunca de seu voto com consciência.

O eleitor geralmente diz que todo político é igual e que não há pessoas honestas na política. A generalização é o primeiro erro e faz com que o eleitor despreze o voto como instrumento de cidadania, pois nem todos as pessoas são iguais e os políticos são pessoas, uns pensam no bem comum e outros no seu próprio bem.

Então cadê estes políticos que pensam no bem comum? Não foram eleitos. Você não votou neles.

Mas calma. Sei que não é tão fácil assim escolher boas pessoas para representar a sociedade.

O político corrupto vai tentar por todos os meios te enganar e você tem que ser mais esperto que ele. Use a tecnologia e pesquise na internet as referências e histórias dos escândalos que subtraíram bilhões dos cofres públicos, deixando programas e políticas públicas sem recursos e muitos brasileiros pobres sem assistência.

Conhecer os grandes partidos e políticos envolvidos em corrupções investigadas pelas duas últimas operações: “Mensalão” e “Lava-jato”, já é uma boa referência.

Muitos dos atuais deputados e senadores respondem processo junto ao STF, mas outros políticos, por causa do foro privilegiado, respondem processos em outras instâncias do Poder Judiciário. Veja a lista de Investigados no STF.

Siga pesquisando nos bancos de dados abertos e vá conhecendo a história dos políticos do seu estado. As pistas estão por todos os cantos e as mascaram vão caindo.

Quanto aos novatos, aqueles que nunca exerceram cargos, você precisará ter referências na vida pregressa. Um bom filho, um bom irmão, um bom amigo, um bom vizinho, um bom profissional, com certeza será um bom político.

Conheça as propostas que o candidato apresenta e a que setor da sociedade estas propostas se destinam.

O Brasil tem problemas sérios e seculares. A pobreza, a miséria e as desigualdades, incluindo a regional, são os mais graves deles, é daí que se originam a compra e venda de votos, a corrupção e a violência, por exemplo. Perceba se o seu candidato está interessado em apresentar propostas de solução para um desses males que afetam a maioria do nosso povo.

Por fim, procure saber quem está pagando as contas de campanha dele. Sim, porque não tem jantar de graça e quem paga a conta acaba dando a última palavra. Dai que políticos se elegem prometendo governar para maioria e depois de eleito ajudam a minoria esquecendo o povo.

Agora um recado final, não venda seu voto. Vender o voto não é apenas pegar dinheiro, mas também troca-lo por favores que vem pelas mãos dos candidatos. O dinheiro ou o favor que você pediu geralmente é atendido com apoio da corrupção ou do crime organizado.

A bola está no seu pé. Chute certo e marque um gol, votando com consciência para acabar com o roubo dos nossos sonhos e do nosso futuro.

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Prisão de Lula é justa? 54% dos eleitores dizem que é.

O instituto Datafolha perguntou aos brasileiros se acham a prisão de Lula justa ou injusta e o resultado foi que a maioria, 54%, considerou justa, porém, 40% dos entrevistados disseram ser injusto prender o ex-presidente, após condenação em duplo grau de jurisdição, por unanimidade, com todos os recursos rejeitados pelas mais altas corte de Justiça do país.

A maioria dos que opinaram sobre ser justa a prisão de Lula, são de pessoas do sexo masculino, com maior taxa de escolaridade, maior média de salário e morador das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Já os que acham a prisão injusta são os menos escolarizados.

A pesquisa, ao meu ver, expõe o nível de credibilidade da Justiça brasileira. Lula é populista. Fala a linguagem que os excluídos desejam ouvir, mas o sistema deve está preparado para enfrentar pessoas com este perfil e vencê-los em nome da coletividade. Se o Datafolha medisse o nível de confiança dos brasileiros no seu sistema de justiça, desconfio que obteria números semelhantes.

Ao ler esta pesquisa, o CNJ e os magistrados brasileiros deveriam reunir-se urgentemente e refletir o que precisa mudar de fato para que uma sentença condenatória seja aceita como a vontade coletiva do povo brasileiro contra os indivíduos que se desviam das regras de convivência em sociedade.

O sistema punitivo deve sempre está acima dos indivíduos, sendo maior que qualquer um e receber o apoio majoritário dos cidadãos. Se não for assim, não terá legitimidade para seguir exercer o papel de estado-juíz.

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A paz se conquista com sociedade forte e instituições democráticas

Desmontar a industria do tráfico de drogas e de marginalização dos jovens é fundamental para diminuir a violência no Brasil

Os traficantes de drogas e chefes do crime organizado compreenderam as fragilidades do sistema punitivo brasileiro e o fizeram trabalhar a favor de suas organizações criminosas, fortalecendo seus mandos e alimentando a industria das drogas e da violência, que lhes confere poder e dinheiro.

As autoridades brasileiras, com suas instituições em crise, principalmente o Poder Legislativo, fundamental na aprovação de novas regras de punição e encarceramento, não conseguem responder ao crime organizado, uma vez que usam os métodos e regras que os chefes de facções já conhecem, dominam e estão alimentando as engrenagens de suas máquinas do mal.

Comecemos pela política de drogas.

O Brasil entendem o viciado e o traficante como criminosos, que devem ser tratados da mesma forma. No país, não se estuda este fenômeno do ponto de vista da sua organização econômica. O combate é todo feito pelo sistema de segurança pública, utilizando-se a repressão aos fornecedores, o combate aos distribuidores e a prisão dos viciados, pequenos deliquentes. Entender a rede e o seu funcionamento, é fundamental para desmontar a suas engrenagens. O preconceito com drogas leves, como a maconha, ligando-a aos pobres, pretos e ao uso para comentar como essencial ao cometimento de crimes, dificulta

As penas de prisão ou o aumento destas penas são as resposta mais comum que o nosso legislador encontra para dar satisfação a sociedade. As cadeias estão nas mãos das facções e elas estão usando o sistema de pena, junto com a superlotação para recrutar novos soldados para o seu negócio.

O estado, que tem na pena de prisão à ressocialização dos presos faliu, não consegue parar à reincidência e nem entregar a sociedade pessoas transformadas.

O sistema prisional não consegue nem impedir que os chefes das cadeias atuem livremente, controlando armas, celulares, drogas, agenciamento de presos primários, seus familiares, comandar de lá o negocio aqui fora e ainda contam com a colaboração dos agentes do estado para o seus propósitos.

O sistema está superlotado e consome receita pública em grande quantidade sem resultado prático algum para a sociedade.

Nas periferias das grandes e inchadas cidades, jovens e famílias empobrecidas e desestruturadas buscam nas drogas e no delito uma saída para os seus dramas. As escolas públicas faliram. Os direitos básicos à moradia digna, alimentação, transporte e emprego, são negados a milhões de brasileiros. Tudo isso diante de um mundo em transformações numa velocidade nunca vista. Nada é simples como era a pouco tempo, da opção sexual a escolha de uma carreira, tudo virou coisa muito complexa, a atormentar a cabeça de adolescentes em idade de dúvidas e aventuras. Com um agravante, os pais e a escola não são mais a única fonte de transmissão de saber e conhecimento.

Num quadro desses, pululam as sugestão imediatistas, populista e do uso da força, propostas por salvadores da pátria, que apenas desejam salvar as suas próprias vidas e aumentar o seus patrimônios. As sugestões vão desde a formação de milícias, execuções de suspeitos, aumento de penas, encarceramentos,  criminalização, diminuição das liberdades, violação dos direitos civis, etc.

A saída não é por ai. Muitos países que caminharam nesta direção, apenas instituiram a volta da barbarie.

Nem é pelo caminho de jogar a sociedade em uma luta de classes, do nós contra eles, politizando o debate, para obter vantagens eleitoras oportunistas, que iremos triunfar, encontrando almejada paz social e salvando os milhões de brasileiros marginalizados.

As soluções são de curto, médio e longo prazo, que passam por fortalecer a sociedade e as instituições democráticas, dando ao coletivo o poder de agir contra os indivíduos que não aceitam o projeto sociedade e o caminho civilizatório.

No curto prazo as intervenções no sistema de segurança pública dos estados, para limpar as policias repressivas, judiciárias e o sistema carcerários da influências das facções e milícias, parecer ser extremamente necessário e urgente.

No médio prazo é preciso mudar os programas governamentais, adotando políticas públicas inclusivas, tais como educação de tempo integral, por exemplo. Renovar os quadros dos Congressistas para que se faça uma mudança profunda no arcabouço jurídico nacional. A política de drogas deve ser revista. O sistema de punição e de cumprimento de pena precisa passar por alterações que desmonte o controle das facções e efetivamente ressocializem os que foram alcançados pelo sistema punitivo do estado.

Ao longo prazo é necessário transformações profunda que torne a sociedade brasileira justa, como maior distribuição de renda, com o fim da miséria, a diminuição da pobreza e das desigualdades.

Um obra dessa magnitude não se faz com péssimos cidadãos, eleitos com propinas, caixa dois e outros expedientes ilegítimos. Alguns deles ligados diretamente as facções que operam o crime organizado. É preciso eleitores conscientes e políticos comprometidos com o bem comum.

Deixo, pois, esta reflexão feita para pessoas, como eu, que nasceram em uma periferia, vivera com o perigo de cair no crime rondando a suas vidas, tiveram parentes tragados pelo crime, sobreviveram, constituíram famílias e hoje  se colocam a disposição de construir uma sociedade  melhor para seus filhos e netos.

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Uma sociedade de paz, com boas leis e um bom parlamento

Estamos vivendo uma crise generalizada no setor de segurança pública. Os abusos estão por todos os lados, as cadeias abarrotadas, a policia prende muito, o tratamentos dos presos é cruel, no entanto a violência cresce vertiginosamente.

Quem deveria estudar o fenômeno e corrigir o sistema de punição de delitos, para torna-lo mais eficiente seria o Poder Legislativos e não a Policia e a Justiça.

No entanto, nosso parlamento está repleto de parlamentares sem legitimidade, sem preparo técnico, sem compromisso com “o bem-estar possível para a maioria”, eleitos por caixa dois, dinheiro obtidos por meios ilícitos, incluindo a corrupção.

Se quisemos almejar um futuro melhor e mais seguro, com soluções mais eficazes para tratar a violência, devemos focar nossas energias a escolher as melhores e mais bem intencionadas pessoas da nossa sociedade para receber nosso voto e nos representar na nova composição do parlamento federal e estadual.

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