Skip to main content
Gervásio Bandeira

Livrei o Poder Legislativo do Pará de ser alvo de Gervásio Bandeira

Gervásio Bandeira

Ao ler esta noticia, não tive como não lembrar de um episódio de minha passagem pelo Poder Legislativo do Pará. Na época, como deputado e líder da bancada do PT. Era uma tarde, estava em casa quando fui procurado por um grupo de deputados do PMDB. Eles vinha de uma reunião, que segundo eles tinha ocorrido na RBA, na qual haviam escolhido Gervásio Bandeira como candidato a presidente da ALEPA. Eu era o líder de uma grande bancada meu apoio era decisivo. Chegaram, bateram na minha humilde porta, tomei um susto quando abri e vi um grupo grande de parlamentares todos de paletó e eu em maga de camisas. Entraram e já foram direto ao assunto. Relataram que haviam escolhido o Gervásio, que já tinha apóio de outros partidos, mas que precisavam do apoio da bancada do PT. Disse a eles que não decidia pela bancada. Mas disseram que bastava que eu apoiasse já estaria de bom tamanho. Em troca, me ofereceram uma vaga de conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, um cargo pra lá de cobiçado, uma vez que é vitalício e com muito poder.

Sabendo do histórico do Bandeira, recusei tal oferta. Perdi um cargo de grande importância e até de prestígio pessoal, mas livrei o Pará de ter este senhor a frente dos destinos do Poder Legislativo e do terceiro maior orçamento do Estado. Nunca pedi reconhecimento pelo meu gesto, pois a honestidade é um dever de todo homem público.

O ex-prefeito Gervásio Bandeira, finalmente começa a cumprir a pena de 10 anos de prisão por crime cometido em 1999, há 19 anos atrás, quando era prefeito da pobre cidade de Breves, na Ilha do Marajó. Bandeira assinou um convênio com o Ministério da Integração Nacional, no valor de R$ 408,6 mil, em 2000, os recursos foram sacados na boca do caixa, com cheques avulso assinados pelo próprio Gervásio. O objeto do convênio era a construção de um muro de arrimo na orla da cidade, obra que nunca foi realizada.

O ex-prefeito foi recolhido a uma casa penal neste mês de junho, após todos os seus recursos contra a sentença de primeiro grau se esgotarem, sem que se modificasse a decisão condenatória. O juiz federal Rubens Rolo, determinou então o inicio do cumprimento da pena que será em regime fechado, embora a casa penal onde Bandeira está recolhido, chama-se Centro de Progressão de Pena, que fica na Júlio Cesar, perto do Aeroporto, e abriga preso em regime semi-aberto, talvez seja pelo fato de Gervásio ser ex-deputado.

Leia Mais

O Mecanismo

As narrativas, a pós-verdade e a verdadeira verdade

O MecanismoAlguns políticos narram suas versões para as histórias em que são protagonistas  com emoção e menos fatos, querendo fazer crer a sua versão sobre o acontecido, baseado em criatividade e em uma mistura de verdades como meias verdades e até imaginações inverossímeis.

Chamam isso, usando um neologism,o de a pós-verdade:  “algo que aparente ser verdade é mais importante que a própria verdade”. Entendeu? Nem eu.

Antigamente, dizia-se: não foi bem assim, meu caro. Também já houve quem dissesse que sobre um mesmo fato pode haver três versões possíveis: a minha; a tua; e a verdadeira. A minha e a tua são, quase sempre, boas narrativas ou pós-verdades. A real é aquela que de fato aconteceu e só com o tempo se revelará sem as tintas das emoções. Uma mentira repetida mil vezes ganha a força da verdade, dizia o propagandista do nazismo.

O processo da Lava Jato é todo baseado em provas, delações e sentenças judiciais. Ali está a verdade processual. Aquela que é possível ser alcançado por meio do processo. Na série da Netflix, denominada “O Mecanismo”, temos uma narrativa baseada em fatos reais, mas recheada pela criatividade do redator, pessoa que não passa de um grande contador de histórias, que completa os fatos reais com sua boa imaginação.

É como contar a história da Arca de Noé sem ter nunca entrada na arca e nem ter vivido o dilúvio. O tamanho da Arca, os dias de chuvas, as espécies que foram resgatadas por Noé, tudo isso está descrito na Bíblia, mas para contar essa história, o narrador terá que preencher as lacunas com sua imaginação.

A Justiça brasileira aprecia fatos e condena políticos. Os políticos envolvidos narram suas pós-verdades. Não é lindo?

É como se estivéssemos em um set de filme. A história de ficção vai sendo construída, mas os funcionários do estúdio vivem um cotidiano que é real, no qual comem, bebem e fazem suas necessidade fisiológicas ali, durante as tarefas de levar cabos, baixar gruas, filmar, gravar, editar…

“Os lábios arrogantes não ficam bem ao insensato; muito menos os lábios mentirosos ao governante! (Provérbios 17:7)

No Brasil, precisamos sair das narrativas e entrar na vida real, construir a verdadeira verdade, pois vamos ingressar no período eleitoral, pelo qual escolheremos os nossos governantes em grande momento de crise, onde o futuro de milhões de pessoas estará em jogo e nas mãos da classe política.

Leia Mais

img_4040-1.jpg

Todo dia é um novo 7 x 1

Todos os dias, o povo brasileiro acorda com um novo sete a um. É corrupção. É aumento de impostos. É um governo ilegítimo. É o fantasma da volta da inflação. É o preço do combustível sendo reajustado diariamente.

Desta vez, o sete a um foi a greve ou locaute dos caminhoneiros ou empresas de cargas que parou o Brasil de ponta a ponta.

O protesto era contra a política de preços praticada pela Petrobras, dirigida por Pedro Parente. A Petrobras já foi a nossa seleção brasileira, até que em 2015 deu o seu primeiro prejuízo bilionário, levou a sua primeira goleada, depois de ter escalada diretores indicados por partidos políticos aliados ao governo.

Foi uma surpresa decepcionante para o Brasil descobrir que Petrobras estava passando por sérios problemas. Logo esta empresa que é o orgulho nacional, que é pioneira em tecnologia de exploração de petróleo em águas profundas, que nos deu a esperança de ser autossuficiente, após a descoberta de gigantescas reservas  na camada do pré-sal e que até investiu em um refinaria da Boliva e em Pasadena no Estados Unidos. Era como se o país estivesse preparado para ganhar a copa de economia do primeiro mundo.

A crise política que o Brasil se meteu nos últimos anos nos leva a pensar em paralelo com o nosso futebol. Naquela terça-feira, 08 de julho de 2014, o brasileiro acordo de peito estufado. As famílias e os amigos se encontraram para o churrasco e a cerveja, todos a frente da televisão. A copa era nossa. Iríamos levar a taça dentro de casa, no estádio do Mineirão. Os palpites davam vitórias magras ao Brasil, afinal o adversário era a Alemanha, mas nunca um empate, jamais uma derrota, muito menos uma goleada.

Bastaram apenas onze minutos de jogo para a realidade nos acordar do sonho de ter o melhor futebol do mundo. O Brasil viu o sonho de ganhar um copa do mundo em casa ir se esvaindo nas chuteiras alemãs. Thomas Müller marcou o primeiro gol. Em seis minutos, quatro gols a mais davam como certa o vexame apelidado de mineiraço. O primeiro tempo terminou com os inacreditáveis cinco a zero. A cerveja perdeu o sabor. As pessoas se olhavam sem acreditar no que estava acontecendo.

Em Curitiba, em uma Vara Federal, um doleiro negociava a colaboração premiada com o Ministério Público e marcava o primeiro gol contra a nossa principal empresa. Quando o acordo foi fechado, o Brasil conheceu o maior escândalo de corrupção da história recente. Em seguida, após a delação do doleiro, vieram os Paulo Roberto Costa, Pedro Barusco, Jorge Zelada, Nestor Cerveró, Renato Duque, etc. Depois destas prisões, foi a vez da classe política ser presa, pois era ela que indicava os diretores que saquearam a nossa Petrobras e o sonho do Brasil ser uma nação que superou a pobreza, a miséria e as desigualdades sociais, como nos foi prometido pela Constituição Federal.

Assim como a derrota para Alemanha mostrou que o país do futebol vivia uma farsa, a greve dos caminhoneiros, o nosso mais novo sete a um, expôs a fragilidade econômica do país, que apostou em transportar todas as suas mercadorias, incluindo combustível  e medicamentos, por rodovias. O país tornou-se dependente de petróleo para se mover. Somos um gigante super frágil.

A população parece que ainda não queria acreditar que a Petrobras tenha feito 125 reajuste de combustíveis em cinco meses. Como não estava acreditando que em poucos dias, os postos de combustíveis estava sem o produto para abastecer seus veículos. Remédios deixaram ser entregues. Verduras e legumes começaram a faltar. Voos foram cancelados por falta de querosene de aviação.

Os caminhoneiros estavam derrotados pelo preço diesel sendo reajustado quase que diariamente. O valor acertado no inicio do frete, não paga o custo da manutenção do caminhão e do combustível para o abastecimento. Além do custo do diesel, os caminhoneiros suportam grande peso vindo dos pedágios.

A greve dos caminhoneiros durou sete dias e vai chegando ao fim, com um novo acordo anunciado pelo Governo Temer. O país, do jeito que está, sem um comando legitimo a frente do governo, dividido por projetos radicais, com sua instituições fragilizadas pela corrupção, sabe que mais derrotas ainda virão por ai e, neste ano de copa do mundo, não cansa de se perguntar: quando acontecerá um novo sete a um?

Leia Mais

img_3682-1.jpg

Derrote políticos viciados

Nesta eleição, a ordem é renovar a política com qualidade. Você topa? Renovar é trocar, mudar, substituir, mas não de qualquer jeito.

O Congresso Nacional em todas as eleições sempre renova 30% dos seus membros, mas isso nem sempre quis dizer mudanças, o eleitor acaba trocando seis por meia dúzia. Veja um caso concreto.

O corrupto do Severino Cavalcante perdeu o mandato. Aplaudimos muito, ele não merecia nos representar. Depois descobrimos que Severino pediu e os eleitores votaram num seu substituto novinho em folha, o deputado Eduardo da Fonte, acontece que o moço é pior e veio com uma folha corrida invejável (Veja processo do Dudu da Fonte)

Agora os corruptos inelegíveis, respondendo processos, alcançados pela Lava Jato e outras operações, não querem perder poder e tencionam eleger seus filhos ou parentes, é o caso de Eduardo Cunha que quer eleger sua filha, Wladimir e o Pastor Josue Bengtson, também.

Renovar na política é renovar com qualidade. É corrigir sempre os rumos da construção do estado democrático de direito. É fortalecer as instituições. É buscar representantes cada vez mais identificado com valores éticos, morais, defensores do bem-comum, dos interesses gerais da sociedade em busca da felicidade como um bem de todos.

O trabalho do eleitor, enquanto cidadão é acreditar nos valores coletivos como seus e garimpar na sociedade os melhores cidadãos para desempenhar essa missão de representa-lo. O desfio é grande, mas nada que um eleitor comprometido não posso alcançar.

Leia Mais

O Lixão de Marituba continua fedendo

Descobriu-se que uma assessora do Ministério Público e o um engenheiro da Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Sustentabilidade atuavam em conluiou para favorecer a Guamá, empresa proprietária do “Lixão de Marituba”. O curioso é que as prefeituras, mesmo com toda ilegalidades, mantem os contratos com a empresa e continuam depositando lixo naquele local e pagando por isso. Como a responsabilidade ambiental é objetiva e solidária, por que até agora os prefeitos também não forma denunciados por crime ambiental?

Leia Mais

img_3491.jpg

A CUT dividiu e enfraqueceu a luta dos trabalhadores

Saímos em três ônibus, da Praça da Bandeira, em Belém, seriam três dias e duas noites de viagem, 2.900 km, rumo ao Vera Cruz, palco da produção das chanchadas da Atlantida, com Mazzaropi e Oscarito, em São Bernardo do Campo, São Paulo. Era agosto de 1983 e íamos participar do congresso de fundação da Central Única dos Trabalhadores.

A comitiva era formada de trabalhadores de várias categorias urbanas e rurais. Todas as despesas pagas com muita coleta, apuração de festas, rifas, vendas de broches, doações dos sindicatos e os parcos recursos pessoais de cada um dos assalariados.

Os sindicatos de todas as vertentes políticas, petistas, pedetistas, pecebistas, pecedebistas, socialistas, pessedebistas, sem partidos haviam chegado ao consenso que era fundamental unificar a luta sindical e partiram para o I CONCLAT na Praia Grande, seguido de ENCLATS, culminando com o Congresso de fundação de uma centra única de trabalhadores.

Os princípios que norteavam aquele movimento sindical pujante se resumiam em unir os trabalhadores, independente de filiação partidária, para fortalecer a luta em prol de redemocratização do Brasil e por “liberdade e autonomia sindical”.

Na viagem fomos cantando, debatendo as teses, afinando as palavras de ordem. Era muita energia e alegria. O ato de fundação da CUT significava o coroamento das lutas sindicais por direitos banidos durante o período militar, quando os sindicatos foram intervidos e tutelados. Os militares, porém, preservaram a CLT e a Justiça do Trabalho.

Os ônibus paravam para o café, almoço e jantar, nos pontos de apoio da Transbrasilana, empresa fundada pela família do ex-presidente Juscelino Kubitschek, que monopolizava as viagens do norte em direção ao Distrito Federal.

Nestas horas, o grupo se dividia, os que tinham um pouco de dinheiro faziam suas refeições no restaurante da empresa de ônibus, alguns haviam levado comida e faziam as refeições em baixo de árvores, outros atravessavam para as barracas de beira de estrada e comiam as comidas regionais, como a panelada.

A luta por liberdade sindical nos permitiria organizar e funcionar as entidades sindicais de forma livre, segundo as determinações consensuais dos trabalhadores, sem obediência ao modelo preconizado pelo estado. Já havia alguns consensos como, por exemplo, a base territorial e o ramo de atividade. Não queríamos pulverizar as entidades para não enfraquecer a luta dos trabalhadores.

A viagem seguia pelo enorme e delgado estado de Goiás. Na época ainda não existia o estado do Tocantins. Quando saímos do norte, começou um sufoco em todos três ônibus. O tempero e a comida forte fez efeito. Os banheiros dos ônibus não suportaram a demanda. Fomos obrigado a entrar na cidade de Anápolis para adquirir enterovioform, receitado pelos médicos, da oposição sindical, integrantes da nossa delegação.

A autonomia sindical era muito importante. Nos libertar do Estado, interventor por meio do Ministério do Trabalho e romper com a estrutura sindical varguista, que engessava os sindicatos, hierarquizados por federações e confederações pelegas, sustentadas pelo dinheiro ilegítimo do imposto sindical, significava construir sindicatos forte e ligados a base. Mas a proposta de autonomia ia muito mais além. Queríamos ser autônomos dos partidos políticos. O movimento sindical não podia ser correia de transmissão dos partidos comunistas, socialistas ou social-democratas. Isto teria sido um erro das revoluções mundo a fora.

Os ônibus seguiam ultrapassando o sul de Goiás e as paisagens mudavam. Curado dos desarranjos e aliviados, os passageiros podiam apreciar melhor a paisagem passando em velocidade pela janela dos carros, era a primeira vez que trabalhadores humildes, acostumados com o calor dos trópicos e a floresta Amazônica, experimentava o frio a vegetação do serrado.

Tudo era novidade naquela viagem. Durante o dia, os ônibus viravam palco para cantorias, show de humor, contação de histórias e debate sobre temas variados. Agricultores falavam com operários, profissionais liberais aprendiam com pessoas de ocupações manuais. Aquilo era uma escola de formação política sobre rodas.

Chegar em São Paulo, olhar o Rio Tietê, ver os prédios, ruas com carros em alta velocidade e frio de doer os dentes, era um sonho. São Bernardo do Campo então. Ali estava o templo dos nossos deuses do sindicalismo. Luis Inácio, o Baiano, junto com Jair Meneghelli, recebi as delegações de todos os estados do país. No galpão da Vera Cruz, as delegações iam buscando seus cantos para armar colchonetes, juntar as malas, tomar banho e pegar o rango.

Os gaúchos, como Olívio Dutra, líder dos bancários, e Paulo Renato Paim, líder dos metalúrgicos de Caxias, desfilavam por entre operários de todas as partes do país, com suas cuias de chimarrão e bombachas vistosas.

O líder nordestino José Novais, da Bahia, era o símbolo dos trabalhadores rurais. Naquela época os STR eram os herdeiros da Ligas Camponesas e da luta pela reforma agrária, não existia o MST, Movimento do Trabalhadores Rurais Sem Terra.

O Congresso de Fundação da CUT abriu em clima de festa e de muita firmeza em torno da redemocratização do país. A maioria dos delegados era formada por sindicalistas oriundos da Anampos, articulação nacional em oposição as estruturas sindicais. Os camaradas do PCB e do PCdoB, por serem minoritários, resolveram boicotar o encontro e não credenciaram seus delegados.

Teses aprovadas, moções e requerimentos votados, chegou a hora de escolher a forma se organização da futura central. Neste momento o congresso se dividiu. Jair defendia uma estrutura presidencial. Paim propunha uma estrutura de coordenação. Por trás estava sair com um CUT pronta e acabada sem os comunistas ou esperar para aparar as arestas e incorpora-los no processo de formação de uma verdadeira central única.

Paim, defensor da unificação, lutou muito, chegou a rasgar o crachá e abandonar o evento, mas foi convencido por Lula a voltar, para ver sua proposta derrotada.

A CUT nasceu forte. Jair Meneghelli foi eleito presidente. Mas o tempo iria mostrar que a maioria estava errada. Aos poucos a CUT virou a central sindical do PT. Outras centrais foram criadas. Os sindicatos se dividiram na base para abocanhar parcelas do imposto sindical mantido. Passaram a ser o apêndice de partidos aliados ao governo petista e perderam a referência de suas categorias.

Os erros foram tantos e o resultado foi o enfraquecimento da luta dos trabalhadores ao ponto de não resistirem a um governo ilegítimo e a um Congresso corrupto, que reformou as leis trabalhistas, retirando direitos históricos conquistados com muita luta e sangue.

O Primeiro Maio é de luto e não mais de luta. Lula está preso. As centrais sindicais são muitas, mas pouco representativas. Seus atos não reunem o povo, sendo urgente que se retome o debate da tese derrotada e se faça um movimento de unificação em prol da classe trabalhadora, voltando ao inicio para criarmos uma CUT com todas as correntes sindicais e sem atrelamento a partidos políticos.

Leia Mais

img_3363-1.jpg

PP é um partido ou uma quadrilha?

O PP, Partido Progressista é de longe o partido com o maior número de políticos corruptos, presos, processados e sob investigação do Brasil, mas, contraditoriamente,  foi o Partido que mais atraiu políticos na janela aberta para troca de legenda sem perda de mandato, uma invenção a traição, criada pelos os mesmo políticos para burlar a fidelidade partidária.

Antes de saber o que atraiu os políticos para se filiarem ao PP, vale um pouco de história desta legenda que mais parece uma organização criminosa.

A ditadura militar brasileira nos legou muitas tragédias e uma herança maldita que levaremos ainda muito tempo para nos livrarmos.

Uma delas é o PP, Partido Progressista, a mais corruptas de todas as legendas do Congresso Nacional.

O PP era o PPB, Partido Progressista Brasileiros, que antes era o PPR, Partido Progressista Renovador, mas já foi o PDS, Partido Democrático Social, que nasceu do rebatismo da ARENA, Aliança Renovadora Nacional, organização criada em 1966 pelo militares e civis golpistas de 1964, com a ideologia do militarismo, conservadorismo, populismo de direita, nacionalismo, anti-comunismo e autoritarismo, para apoiar e legalizar, dando maioria no Parlamento, as ações autoritárias dos militares.

O PP, herdeiro da ARENA, sobreviveu a abertura democrática, abandonou sua ideologia e adotou a corrupção como forma de sobrevivência. Lembrando que este é o partido de Paulo Maluf, símbolo de mal-feitor mor do país.

Os dirigentes dos Progressistas, criaram um pacote de promessas de muito dinheiro público, através do Fundo Eleitoral e ofertaram aos deputados que desejaram trocar de legenda durante a janela, com isso, atraíram um número significativo de novos filiados com mandatos, foram  06 deputados, chegando a 53 parlamentares, a segunda maior bancada na Câmara dos Deputados. Garantindo o comando de comissões e cargo na mesa diretora.

Isto tudo se transforma em poder para obter cargos e vantagens, trocados por mais dinheiro público e benefícios aos financiadores de campanha.

Por que políticos, em pleno vigor das operações contra corrupção, não temem as punições e continuam correndo atras de dinheiro público ilícito?

O voto dos eleitores brasileiros percorre um caminho, reflexo da desigualdade social e da brutal concentração de renda. A massa de eleitores vive dramas pessoais terríveis e usa o voto como uma bala de prata para buscar solucionar alguns desses dramas. É nessa hora que o dinheiro fala mais alto que as propostas de um novo país. Os políticos corruptos sabem disso e vão a luta em busca dos recursos para “ajudar” os eleitores em troca do voto.

Os deputados que trocaram de partidos se filiando ao partido mais corruptos entre os partidos nacionais, não temem que isso abale seus projetos de reeleição, pois confiam que os eleitores trocaram seus votos por “ajuda”, dada com dinheiro da corrupção.

Os políticos corruptos não mudam, está provado. Quem deve mudar é o eleitor. Se o eleitor nacional parar de pedir “ajuda” e exigir direitos, o país será outro. Derrotar os corruptos e seus modus operandi é a forma de avançar o país e a sua democracia. Tenho fé.

Leia Mais

Limpar o Brasil da corrupção vai dar muito trabalho

A limpeza mínima necessária que o Brasil precisa para começar a viver na democracia, com ênfase no debate dos verdadeiros problemas nacionais, ainda vai dar muito trabalho. A faxina começou e cada quanto da casa que a vassoura chega, encontra muito lixo acumulado, não é só debaixo do tapete, este ainda nem levantamos, a sujeira está por todos os cantos e quanto mais se limpa, mais os atuais ocupantes sujam.

Hoje, 24.04, cumprindo um mandato de busca e apreensão, a PF percorreu a casa do senador Ciro Nogueira e o gabinete do deputado federal Eduardo da Fonte, os dois do PP, sendo Ciro presidente nacional da legenda e Eduardo da Fonte ex-corregedor da Câmara dos Deputados, herdeiro político de Severino Cavalcanti. Dois currículos pesados que se juntaram dentre de um biombo chamado PP, Partido Progressista, a legenda mais corrupta da República, ganhando do PMDB e do PT, e olha que o páreo é duro.

O PP foi o partido que na janela partidária, período que os parlamentares com mandato podem trocar de partido sem perder o mandato, mais recebeu parlamentares, sendo o partido com a maior bancada na Câmara dos Deputados.

A vassoura está nas mãos do eleitor e a tarefa é dura, trabalhosa, minuciosa, mas necessária. O parlamento, Senado e Câmara dos Deputados, é o mais importante dos poderes da república e não pode ser um valhacouto de bandidos. Por tanto, meus e minhas, peguem a vassoura, não a vassoura do Jânio Quadros, aquela é demagógica, populista, mas a vassoura democrática do voto consciente e mãos a obra.

Leia Mais

img_3155.jpg

O voto, a legitimidade e a ética divina

Neste ano, vamos eleger os novos legisladores brasileiros, deputados e senadores, que irão compor o Congresso Nacional, lugar de onde saírão as leis que tanto o povo brasileiro precisa para superar a crise política em que o país está mergulhado.

Os legisladores são como os moisés e sempre subirão ao monte Sinaí para buscar as leis, os “Dez Mandamentos”, as regras de ouro para vivermos em comunidade e estabelecermos a paz social.

As leis pegam ou não pegam, são seguidas ou resistidas, harmónicas ou criam conflitos, são justas ou causam injustiças. Tudo depende da legitimidade com que são confeccionadas.

As leis penais e a política de encarceramento, por exemplo, uma das mais importantes medidas que poria em ordem o sistema carcerário brasileiro, é uma dessas legislações fundamentais que necessitam passar pela revisão dos  parlamentares. Outra medida que o Congresso Nacional deve ao Brasil é a que fará distribuição de renda, mexendo, corretamente, na política tributária.

Moisés foi o legislador que Deus convidou para subir até o Monte Sinaí e das Suas mãos sagradas recebeu os Dez Mandamentos, regras que permitiram ao povo Hebreu conviver em sociedade, enquanto caminhavam rumo a terra prometida, lugar onde correria leite e mel.

Os povos do mundo inteiro caminham em busca da sua terra prometida, os brasileiros também, é o chamado caminho civilizatório e para chegar ao lugar destinados aos filhos do povo escolhido, precisam de leis construídas por legisladores com legitimidade. O deus que confere legitimidade ao processo legislativo é o sistema eleitoral e são os eleitores.

Na democracia, podemos, por paralelismo, construir as simbologias bíblicas de forma prática, adaptando-as para os nossos dias. Quem é Moisés? Onde fica o Monte Sinaí? De onde vem a inspiração divina para elaborar as leis?

Moisés são os eleitos. Monte Sinaí o Parlamento. Inspiração divina a legitimidade.

Para que isso se cumpra, precisamos de candidatos limpos, eleitores conscientes e um sistema eleitoral democrático.

Aqui no Brasil, por não termos filtros eficazes que separem, antes das convenções, os que são cândidos, dos impuros, concorrem em igual possibilidade de receber votos os bandidos, mentirosos, processados, corruptos, dos que tem bons propósitos.

O sistema eleitoral, por seu turno, desiguala os concorrentes, dando tempo e dinheiro em demasia para uns e de menos para outros. Resta, então uma grande responsabilidade nas mãos do eleitor.

Os eleitores brasileiros é que ficam com o ônus de escolher, neste cipoal de maus elementos, aqueles que podem subir até o monte sagrado e na presença de Deus, receber a inspiração para fazer as melhores e mais justas leis.

Sei que é pedir muito, mas rogo a Deus que nos ajude a superar a nossa crise política e que inspire os eleitores, para que das urnas emerjam a ética e a legitimidade que tanto precisamos neste momento de grande crise, quando precisamos seguir caminhando em busca do futuro.

Leia Mais

img_3093-1.jpg

Seu voto é uma arma poderosa contra os corruptos

Eleitor, um título e um voto de consciência pelo bem do país, torna-se a arma poderosa que pode eleger bons cidadãos, derrotar corruptos e limpar o Brasil.

Não transfira a sua responsabilidade de cidadão, o Brasil precisa mais do que nunca de seu voto com consciência.

O eleitor geralmente diz que todo político é igual e que não há pessoas honestas na política. A generalização é o primeiro erro e faz com que o eleitor despreze o voto como instrumento de cidadania, pois nem todos as pessoas são iguais e os políticos são pessoas, uns pensam no bem comum e outros no seu próprio bem.

Então cadê estes políticos que pensam no bem comum? Não foram eleitos. Você não votou neles.

Mas calma. Sei que não é tão fácil assim escolher boas pessoas para representar a sociedade.

O político corrupto vai tentar por todos os meios te enganar e você tem que ser mais esperto que ele. Use a tecnologia e pesquise na internet as referências e histórias dos escândalos que subtraíram bilhões dos cofres públicos, deixando programas e políticas públicas sem recursos e muitos brasileiros pobres sem assistência.

Conhecer os grandes partidos e políticos envolvidos em corrupções investigadas pelas duas últimas operações: “Mensalão” e “Lava-jato”, já é uma boa referência.

Muitos dos atuais deputados e senadores respondem processo junto ao STF, mas outros políticos, por causa do foro privilegiado, respondem processos em outras instâncias do Poder Judiciário. Veja a lista de Investigados no STF.

Siga pesquisando nos bancos de dados abertos e vá conhecendo a história dos políticos do seu estado. As pistas estão por todos os cantos e as mascaram vão caindo.

Quanto aos novatos, aqueles que nunca exerceram cargos, você precisará ter referências na vida pregressa. Um bom filho, um bom irmão, um bom amigo, um bom vizinho, um bom profissional, com certeza será um bom político.

Conheça as propostas que o candidato apresenta e a que setor da sociedade estas propostas se destinam.

O Brasil tem problemas sérios e seculares. A pobreza, a miséria e as desigualdades, incluindo a regional, são os mais graves deles, é daí que se originam a compra e venda de votos, a corrupção e a violência, por exemplo. Perceba se o seu candidato está interessado em apresentar propostas de solução para um desses males que afetam a maioria do nosso povo.

Por fim, procure saber quem está pagando as contas de campanha dele. Sim, porque não tem jantar de graça e quem paga a conta acaba dando a última palavra. Dai que políticos se elegem prometendo governar para maioria e depois de eleito ajudam a minoria esquecendo o povo.

Agora um recado final, não venda seu voto. Vender o voto não é apenas pegar dinheiro, mas também troca-lo por favores que vem pelas mãos dos candidatos. O dinheiro ou o favor que você pediu geralmente é atendido com apoio da corrupção ou do crime organizado.

A bola está no seu pé. Chute certo e marque um gol, votando com consciência para acabar com o roubo dos nossos sonhos e do nosso futuro.

Leia Mais