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Memorial 17 de Julho 1

Sem memória, a modernidade é líquida.

Memorial World Trad CenterEm recente viagem a Nova York, fui visitar o monumento em memória das vítimas de 11 de Setembro, construído no lugar das duas torres gêmeas, tombadas ante ação terrorista.

Aqueles monumentos imensos, com os nomes das pessoas vitimadas pelo terror, aliado a água jorrando em direção a um buraco infinito, como se fosse a própria vida descendo por aquele túnel sem fim, me impressionou bastante.

Os nomes das vítimas, o relato do acontecimento, o objetivo do monumento estão vazados na pedra, de tal forma profunda, que, somados a grandiosidade de tudo por ali,  devem durar por muitos e muitos anos, fixo, como se quisessem por nas mentes, para ninguém esquecer daquele acontecimento.

A lembrança do evento nova-iorquino, embora já tenha passado dias da visita que fiz, voltou neste 17 de Julho, quando completa dez anos do acidente com um avião da TAM no aeroporto de Congonhas. O avião pousou e não desacelerou, atravessando a pista e indo se chocar com o prédio da companhia, pegando fogo com o enorme impacto, matou todos os passageiros e tripulantes,

Um monumento também foi erguido no local, o monumento 17 de Julho. Nestes dias, os familiares e amigos, foram lembrar o episódio. A imprensa registra que monumento está malcuidado e os nomes das vítimas, muitos já estão apagados, como se os responsáveis pela tragédia desejassem apaga-lo das mentes dos brasileiros.

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No domingo, enquanto pensava sobre a diferença entre dois acidentes e a forma de lembra-los, fui as minha obrigações religiosas.

O Padre leu a famosa parábola do “Semeador”, na qual Jesus Cristo compara a palavra a uma semente plantada no coração das pessoas. Comparando o coração a quatro tipos de terrenos possíveis de receber a semeadura. Um terreno a beira de uma estrada. Um terreno pedregoso. Um terreno espinhoso. Por fim, a boa terra fértil e fecunda.

Uma sociedade deve se esforçar para plantar seus valores bem no fundo dos corações das pessoas, assim pode gerar 100, 60 e 30 frutos. Foi o que entendi, ao ouvir o Evangelho.

Na segunda-feira, continuei pensando sobre os acidentes e sobre o Evangelho. Era 17 de Julho, dia do trágico evento, a imprensa não parava de falar sobre o assunto e de reclamar, com razão, da precariedade do monumento.

Neste mesmo dia, em uma emissora rádio, ouvi um comentário do filósofo brasileiro, Leandro Karnal, que instado a comentar o porque das pessoas em uma praia, de trajes mínimos, fazerem tanto selfies, respondeu que a geração passada quando ia para um lugar, ia por inteiro, de corpo e alma, mas a geração atual, vai aos lugares e lá não está. Elas usam o local como cenário para estarem em múltiplos cantos através das redes sociais.

Este papo na rádio, que tem um título curioso: “Careca de Saber”, remete-me a teoria de Baumann: “A modernidade líquida”, principalmente o trecho que a seguir reproduzo:

“Fixar-se ao solo não é tão importante se o solo pode ser alcançado e abandonado à vontade, imediatamente ou em pouquíssimo tempo. Por outro lado, fixar-se muito fortemente, sobrecarregando os laços com compromissos mutuamente vinculantes, pode ser positivamente prejudicial, dadas as novas oportunidades que surgem em outros lugares. Rockefeller pode ter desejado construir suas fábricas, estradas de ferro e torres de petróleo altas e volumosas e ser dono delas por um longo tempo (pela eternidade, se medirmos o tempo pela duração da própria vida ou pela da família). Bill Gates, no entanto, não sente remorsos quando abandona posses de que se orgulhava ontem; é a velocidade atordoante da circulação, da reciclagem, do envelhecimento, do entulho e da substituição que traz lucro hoje — não a durabilidade e confiabilidade do produto. Numa notável reversão da tradição milenar, são os grandes e poderosos que evitam o durável e desejam o transitório, enquanto os da base da pirâmide — contra todas as chances — lutam desesperadamente para fazer suas frágeis, mesquinhas e transitórias posses durarem mais tempo. Os dois se encontram hoje em dia principalmente nos lados opostos dos balcões das liquidações ou de vendas de carros usados.”

Nos monumentos históricos, acontece o contrário do que afirma Baumann: nos países da base da pirâmide, a história recebe monumentos frágeis e não resistentes ao tempo. Nos países ricos e poderosos os monumentos, os museus, os fatos relevantes são marcados de forma duradoura.

Pensando nisso, adormeci e sonhei, que estava passeando com meu filho José Carlos e o sonhos nos levou a um encontro inédito, com nada menos que “senhor diretas já”, Ulisses Guimarães. O velho Ulisses, todo solícito, ouvia minhas palavras sobre a “Modernidade líquida” e, como se quisesse concordar com a importância de seguirmos em uma direção oposta, passou a lembrar de fatos histórico da campanha das direitas no Pará.

Aí lembramos juntos.

José Carlos Filho, a tudo escutava atento.

Lembramos que o governador da época era Jader Barbalho, que o comício monumental foi realizado na Avenida Primeiro de Dezembro, da polícia reprimindo as pessoas que usavam roupa vermelha. Neste aspecto, o Dr. Ulisses, me interrompeu e fez questão de dizer que este evento em nada empanou o brilho cívico da campanha das direitas, que chamou de maravilhoso, lembramos dos pronunciamentos, incluindo o discurso do “velho comunista” Neuton Miranda. Ulisses Guimarães passou a descrever a virada importante que transformou o “Diretas Já” em ‘Tancredo Já”

O “Senhor Diretas” estava, no meu sonho, a ressaltar que um fato histórico tão relevante desses, não ganhou nenhum monumento e está apagado da vida do povo paraense, que hoje não sabe valorizar com o voto consciente, a retomada da democracia.

No final, quando já íamos nos despedindo, o Doutor Ulisses fez questão de pousar para uma selfie, ele, eu e o Zé Filho. Foi uma lição da história.

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Lava Jato

Corrupto não é pecador

Lava Jato

“Não devemos confundir pecado com corrupção. O pecado, especialmente quando é reiterativo, conduz à corrupção, mas não quantitativamente (tantos pecados provocam um corrupto), e sim qualitativamente, por criação de hábitos que vão deteriorando e limitando a capacidade de amar…” Papa Francisco.

O que disseram os políticos da Lista do Janot:

Eunício Oliveira:

“a Justiça brasileira tem maturidade e firmeza para apurar e distinguir mentiras e versões alternativas da verdade”.

Rodrigo Maia:

“o processo vai comprovar que são falsas as citações dos delatores, e os inquéritos serão arquivados. Eu confio na Justiça e vou continuar confiando sempre. O Ministério Público e a Justiça vão fazer o seu trabalho de forma competente, cabe ao Congresso cumprir seu papel institucional de legislar”.

Renam Calheiros:

“A abertura dos inquéritos permitirá que eu conheça o teor das supostas acusações para, enfim, exercer meu direito de defesa sem que seja apenas baseado em vazamentos seletivos de delações. Um homem público sabe que pode ser investigado. Mas isso não pode significar uma condenação prévia ou um atestado de que alguma irregularidade foi cometida. Acredito que esses inquéritos serão arquivados por falta de provas, como aconteceu com o primeiro deles”

Romero Jucá:

“Nas minhas campanhas eleitorais sempre atuei dentro da legislação e tive todas as minhas contas aprovadas”

Eliseu Padilha

“Sobre esse assunto só falo nos autos do processo. Processo a gente fala nos autos do processo”.

“Depois, fomos nos acostumando mais à palavra… e aos fatos, como se fizessem parte da vida cotidiana. Sabemos que todos somos pecadores, mas a novidade que se incorporou ao imaginário coletivo é que era como se corrupção fizesse parte da vida normal de uma sociedade, uma dimensão denunciada, mas aceitável no convívio cidadão. Não quero pormenorizar em exemplos: os jornais estão cheios disso.”

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Uber - Taxi

O UBER não é cabano e nem é de Deus

 

Uber-warAté quando levar vantagem pessoal em prejuízo da coletividade é ético?

Me fiz esta pergunta após ouvir a história de um taxista de Brasilia, que se tornou meu amigo, de tanto que usava seu taxi. Usava, pois com a chegada do Uber e a corrida ficando 40% mais em conta, resolvi optar pelo aplicativo, afinal era muito mais barato.

Hoje, tendo que fazer um favor para um amigo e levar umas caixas de Brasília para Belém, recorri ao meu velho amigo taxista de todas as horas. Pedi a ele que subisse até a sala onde trabalho para me ajudar com as caixas, coisa que o motorista do Uber não faz. Ele, sem ressentimento algum pelo meu abandono, prontamente me atendeu.

Seguimos para o aeroporto e no caminho, meu amigo perguntou-me se eu não conheci alguém de empresa de vigilância ou segurança. Indaguei dele o porquê. O taxista me disse que precisava completar sua renda e que no taxi não estava mais rendendo o suficiente para pagar nem as despesas da família.

Quis então saber o motivo.

Ele, todo tristonho, me descreveu a situação terrível que ele e seus colegas vem enfrentado para se manter e manter o serviço de taxi. Disse que agora passa horas no ponto – ele faz ponto em um hotel do setor hoteleiro sul – para pegar uma corrida, enquanto isso, os hóspedes, seus passageiros de antes, embarcam em carros que são acionados pelo aplicativo Uber, de instantes em instantes.

Por que você não vai para o Uber? – perguntei.

Ele me disse que os colegas que foram estão arrependidos, pois o que ganham mal dá para as despesas e não sobra nada para a manutenção do carro, teve colega que rodou quinze dias sem estepe porque não tinha dinheiro para comprar um pneu. Só uma troca de óleo custa cento e cincoenta reais, me relatou o taxista.

Íamos chegando ao aeroporto, quando ele completou, “no domingo, encostei aqui e a fiscalização me parou para examinar meus pneus, cinto de segurança, estepe, documentos meus e do carro. Os do Uber eles não fiscalizam.”

Desci, me despedi do taxista, fui ao balcão, despachei minha bagagem, segui para o embarque rumo ao portão vinte um. Tranquilo, peguei as esteiras rolantes, de repente firmei a vista e fui vendo as propagandas do Uber nos monitores eletrônicos e toda a conversa que tive com meu amigo taxista voltou a me incomodar.

Esqueci de mencionar que, antes do Uber, o taxista era um rapaz alegre e cheio de planos, até trocou o carro antigo por um novinho em folha, seu orgulho do momento. Falava do carro novo como se tivesse dizendo: “Olha como estou prosperando!”.

Lembrei-me que meu pai foi taxista no passado, criou todos os filhos nesta profissão e isto me incomodou mais ainda. Muito mais quando li nas redes sociais que o Uber, na minha ausência, havia desembarcado em Belém.

Não é justo.

Estes pobres motoristas não tem como competir com o Uber. Eles vão perder neste jogo desleal. E os motoristas que trabalham para Uber também não estão ganhando com isso. Só quem ganha é o aplicativo.

Conclui que de fato ele tinha razão.

O país também perde, o aplicativo é um grande negócio globalizado e todo lucro obtido nas cidades brasileiras alimenta a economia e os investidores sei lá de onde.

Temos que fazer algo contra isso.

Mas daí me veio um sentimento angustiante de que muito pouco pode ser feito.

O Uber joga com a vantagem individual e oferece ganhos para as pessoas que usam o aplicativo. Tem a comodidade de chamar um carro pelo celular. Poder pagar com o cartão de crédito. O preço do serviço chega a ser até 40% menor que o taxi normal.

O Uber consegue estas vantagens por que contribui muito pouco com a coletividade e tem pouquíssimas responsabilidade social. Paga pouco ao motorista que adere como usuário dos serviços. Não se submete a legislação e ao regime de concessões. Não tem impostos e taxas municipais de IPVA, selagem, licenciamento. Tem custo operacional muito baixo em face do uso de tecnologia de dados e informações ponta a ponta.

As pessoas que aderem ao aplicativo e deixam de utilizar o concessionário público de táxi, se livram das despesas com o sistema público e por ser mais vantajoso, não aceitarão pensar no prejuízo que o Uber está causando ao seu país e aos seus nacionais.

Parei, em frente portão vinte e um, confirmei meu voo, vi que ainda dispunha de meia hora antes da chamada para o embarque, agasalhei minha mochila, sentei-me e pus a imaginar que a forma de negócio globalizado do Uber já está por todos os cantos.

No agronegócios. No comércio de produtos baratos vindo da Ásia, principalmente da China. Nas commodites, eletrônicos, carros e alimentos. Pouco mais de 24 empresas produzem todo o alimento processado que é consumido no Planeta.

A floresta que está sendo derrubada para plantar soja ou criar gado é uma exigência dos investidores da bolsa de Hong Kong e um negócio onde o interesse individual do empresário local, que faz o trabalho sujo de devastar os recursos naturais, casa com o da multinacional de alimentos que pressionam para receber a matéria prima e transformá-la em alimento processado, com uso intensivo de agrotóxicos, a um preço bem abaixo do orgânico produzido pela agricultura familiar com todos os cuidados ambientais imposto pelas leis e pelo estado.

O desejo coletivo de manter a cobertura vegetal e os milhares de seres que dela dependem não resiste frente a pressão do mercado.

O interesse individual e o egocentrismo que está destruindo a vida é alimentado pelo mercado livre de controle, uma vez que as empresas globalizadas são mais fortes que os estados nacionais.

O taxista vai perder. Será o mais novo segurança da cadeia de supermercados que vendem os produtos processados produzidos a custa de externalidades insuportáveis. O agricultor da agricultura familiar não resistirá, abandonará sua terra, suas árvores, suas nascentes preservadas, suas abelhas polinizadoras e migrará para cidade, para trabalhar como classificador dos produtos agrícolas produzidos em monocultivos, carregados de venenos e transgenia, antes que vá para as gôndolas encher os olhos do consumidor, papel que nos sobrou ao deixarmos de sermos humanos, coletivos e fraternos.

Lá longe, uma ínfima minoria recebe os dividendos gerados pelo sistema globalizado. Só oito por cento de pessoas detém oitenta por cento de toda riqueza produzida no Mundo.

Meu desânimo deu lugar a uma grande esperança, quando desci no Aeroporto Internacional Val-de-cans Júlio César Ribeiro e na saída encontrei aquelas famílias fazendo festa para receber parentes e conhecidos, um costume que resiste em poucos lugares.

Este nosso jeito carinhoso, chameguento, cabano, paraense papaxibé, com tucupi, jambú tacacá, farinha de Bragança nunca será globalizado e é ele que fará a diferença que precisamos para nos salvar coletivamente e nos ensinar a usar o tal Uber e outros aplicativos sem perder a humanidade e a fé em Nossa Senhora de Nazaré

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passaros-1

O Fim do mundo é real

A vida está sendo extinta
Morte das espécies

Na última quinta-feira, as pessoas esperaram o fim do mundo que seria ocasionado pelo choque do “asteroide 2016 WF9” com a Terra., que não aconteceu. As pessoas que acreditaram que o Mundo vai acabar desta forma ficaram frustrada, decepcionada e se sentindo enganada.

O Mundo nunca vai acabar como as pessoas imaginam. A vida, esta sim, está acabando em um velocidade assustadora e bem na frente de nossas vistas. Mas isto as pessoas não querem ver e nem acreditar.

Parte gigantesca das florestas tropicais já não existem. As geleiras estão diminuindo. O Lago Poopó simplesmente sumiu. Em todas as cidades, sabe-se de igarapés e nascentes que simplesmente deixaram o Planeta para nunca mais voltar.  Acesse o link e veja quantas espécies foram extintas nos últimos 20 anos: Espécies Extintas.

Além de muitas espécies extintas, um quantidade enorme de seres estão ameaçados de extinção. O Tigre, o Urso Polar, a Morsa do Pacífico. Veja a lista Top 10 do Greenpeace. As dez espécies mais ameaçadas de extinção.

Você que espera um choque de asteroide, esqueça essa besteira, mas se preocupe com a ameaça real ao Planeta que é você, seus amigos, seus parentes, que jogam lixo, emitem gases de efeito estufa e consomem muito recursos naturais e desperdiçam matéria prima preciosa que está esgotando.

Vamos mudar o nosso modo de relacionamento com o Planeta, com as outras espécies e conosco mesmo ou o Mundo vai acabar de verdade, bem mais cedo do que o previsto.

 

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Xixi pode matar samaumeiras da Praça

 

Efeito do xixi na base da samaumeira

As samaumeiras da Praças Batistas Campos, em Belém, estão com os caules aparentando sinais de que foram atacados por algum micro-organismo decorrente de xixi humano ou fruto da alteração do PH do solo pelo mesmo motivo. Os frequentadores da praça utilizam as árvores como mictório e encharcam os caules com muito xixi.

O engenheiro florestal Hermano Vasconcellos, da Fundação Parques e Jardins, ligada à Secretaria municipal de Meio Ambiente, diz que as mudas jovens e as árvores transplantadas são as mais vulneráveis. Ele lembra, porém, que as plantas adultas também podem ser afetadas:

— Elas podem morrer sim, principalmente se for uma ação diária. O acúmulo de urina provoca alteração no PH do solo, além de favorecer o desenvolvimento de micro-organismos indesejáveis para o vegetal e o ser humano — diz o especialista, acrescentando que a chuva não é suficiente para dispersar o acúmulo de urina junto à base da árvore, e que o uso de jatos d’água, em vez de ajudar a planta, pode prejudicá-la.

A Prefeitura de Belém, através da SEMMAS, precisa urgente, examinar as samaumeiras, aplicar remédios para estancar a doença e também criar uma área de proteção para evitar que as continuem pessoas continuem a urinar nas árvores como se fosse seus banheiros públicos.

*Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/xixi-em-arvores-pode-ter-matado-cinco-palmeiras-imperiais-no-centro-do-rio-17426490#ixzz4XvzrQE5V
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O Pará paga a conta do Rio de Janeiro e do País

O Pará vem queimando suas reservas naturais para sustentar o saldo da balança comercial brasileira, a má gestão e a corrupção que assola o país. No futuro, quando deixarmos de ter os minerais que temos agora, quem é que vai reconhecer o esforço dos Pará e dos paraenses?

A imprensa nacional, diga-se os jornais de São Paulo e do Rio de Janeiro, quem pautam todos os outros meios de comunicação do país, nos acusam de estar queimando a A Amazônia, destruindo florestas e rios, quando, na verdade, tudo está sendo destruído para alimentar os cofres nacionais e estaduais deles.

Quando o país, de forma justa, clamava pela repartição das receitas do petróleo, o Rio de Janeiro protestou e exigiu que o dinheiro ficasse por lá, mas agora, quando o Rio de Janeiro se encontra em aperto por má gestão e corrupção, pede socorro para União, que usa os recursos de todos os brasileiros para tapar os rombos que eles fizeram sem nos perguntar.

O Pará precisa ter voz no parlamento nacional capaz de bradar aos quatro cantos que não aceitamos mais continuar pagando a conta dos outros. Chega!

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Donald Trump é a alternância de Poder

Trump é coerente

Donald Trump é a alternância de Poder
Donald Trump é a alternância de Poder

O Presidente Donald Trump, diferente de muitos políticos brasileiros, está fazendo tudo que prometeu que faria caso fosse eleito. Autorizou a construção de dois oleodutos. Assinou o decreto de construção de um muro na fronteira do México. Estas duas medidas são apenas parte do que foi dito por ele no discurso de posse. Ali, Trump expressou todo o nacionalismo que lhe garantiu o apoio e a vitória.

Até aqui nada de novo e onde então está o problema?

Na cabeça dos brasileiros, principalmente da nossa imprensa tupiniquim (não tupinambá). O nosso povo e os nosso jornalistas estão acostumados com os políticos daqui, que dizem uma coisa nas campanhas e fazem outra depois de empossado no cargo.

O Trump é o Trump e pensa do jeito que expressou-se na campanha. O seu governo será nacionalista e para proteger os interesses internacionais dos Americanos redesenhara a política internacional a seu modo. Se alinhará com a Russia. Marcharam contra o Islã. No comércio internacional declarará guerra aos produtos chineses.

O Brasil pode se beneficiar da política americana no Governo de Donald Trump. A China, por exemplo, precisará de alternativas ao canal do Panamá e o território brasileiro é o único espaço que pode permitir a passagem dos produtos chineses do Atlântico ao Pacífico.

De qualquer maneira, estará na hora de aprender que o que se diz na campanha deve ser respeitado no exercício do mandato.

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Acerta na origem da corrupção

A corrupção brasileira é sistêmica e tem arrastado pessoas importante da política nacional. As investigações se aprofundam, chegando a figura do Presidente Michel Temer, Renan Calheiros, Romero Jucá e figuras de proa do PSDB, mas revelando que os tentáculos alcançaram empresas, instituições, num sofisticado nível de organização, como foi revelado pelo Departamento de Ações Estruturadas da Odebrecht.

As delações continuam e as prisões são necessárias, mas todas as ações da operação Lava Jato, mesmo as 10 medidas de combate a corrupção, não acertam a origem da corrupção brasileira. Nos documentos da própria Odebrecht, descobriu-se que o mudus operandi foi alterado após a CPI dos Anões do Orçamento, quando foi revelado que parlamentares eram corrompidos para aportar recursos no Orçamento Geral da União em favor das empreiteiras.

A primeira medida que devemos adotar é a descentralização em um novo pacto federativo. Diminuir o poder central, distribuindo este poder por estados e municípios, fazendo repasse automático dos recursos federais em parcelas maiores aos entes federativos, vai nos ajudar a democratizar o país aproximando o poder do seu verdadeiro dono, o povo.

A segunda medida é a mudança do sistema de governo de presidencialismo imperial, para parlamentarismo, dando responsabilidade pelo sucesso ou insucesso ao parlamento e retirando do Brasil o imperador eleito de quatro em quatro anos.

A terceira medida importante é a mudança eleitoral, com adoção do voto distrital misto, com lista partidária e financiamento exclusivamente público de campanha. O voto distrital misto garante o parlamentar defensor das causas locais e o defensor das causas gerais, dando ao parlamento equilibrio necessário a atividade de representante da população.

A quarta importante medida é a estruturação das carreiras públicas, com um número de cargos comissionados reduzidos a 10% dos empregos públicos. Com regras claras e imutáveis de progressão e recomposição salarial, com o teto fixado pela constituição.

A quinta medida fundamental está no conjunto de regras de responsabilidade com o equilíbrio fiscal e a transparência nos gastos públicos, com a contratação transparente de fornecedores e demais empresas prestadores de serviço público.

Sabemos o que deve ser mudado, porém as condições políticas para mudança dependem dos próximos eleitos. Por isso, é muito importante que a sociedade e as redes sociais, mesmo entristecidas com tudo que vem acontecendo na política nacional, concentrem-se em limpar as regras eleitorais, deixando claro a possibilidade de renovação nos quadros políticos nacionais.

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Renan Calheiros é o rei do Brasil

Nesta semana Donald Trump anunciou que recuará nas medidas de combate as mudanças climáticas; pessoas foram para as ruas protestar e pedir a saída de Temer, Maia e Renan Calheiros; o STF, através do Ministro Marco Aurélio, concedeu medida cautelar para afastar Renan da linha sucessória e da presidência do Senado Federal; Renan e seus colegas senadores resistiram a ordem judicial, criaram uma crise institucional e obrigaram o STF a recuar; Temer anunciou a reforma da previdência retirando direitos dos trabalhadores brasileiros; o Governador Simão Jatene, aproveitando o embalo, foi a imprensa e anunciou o seu pacote de combate a crise para os paraenses: cortará investimentos, não fará concurso público e promete mudar as regras de aposentadoria para os servidores públicos do Estado. A semana encerra assim, melancólica, esperamos boas noticias para a próxima semana.

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