Skip to main content
img_2976.jpg

Lula preso, inicia o cumprimento da pena por corrupção

O discurso, as frases de efeitos, as manifestações, contestando a condenação e a ordem de prisão de Lula significaram o teste importante que as nossas instituições democráticas, através do Poder Judiciário, se submeteram nos últimos anos. O que está em jogo é que todos são iguais perante a lei.

O país assistiu a um dos episódios mais decisivos da atual conjuntura política.  Um condenado ilustre e seus aliados desafiaram o estado, se dizendo perseguido, injustiçado, vítima de um golpe. E as instituições nacionais, cumprindo o que determina o nosso ordenamento jurídico, interpretado pelo estado-juíz, investigaram, acusaram, condenado e desejam cumprir a sentença. Nesta queda de braço, venceram as instituições democráticas. Ainda bem!

Lula e o PT convocaram o país a se posicionar ao seu lado, acreditando na sua narrativa de perseguido político, nos colocando entre acreditar nas instituições do estado democrático de direito, através dos seus policiais, promotores e magistrados, que examinaram o processo, as provas, os laudos, os depoimentos, a peça acusatória, para finalmente emitir um sentença condenatória, confirmada em segundo grau ou acreditar no discurso de Lula e de seus defensores.

Se o país optasse por ficar ao lado do ex-presidente, teria que promover uma revolução e substituir as instituições e o arcabouço jurídico por outro aos moldes do que pregam o lulistas.

As instituições nacionais cumpriram seu papel neste episódio, mas essa é apenas uma etapa, isto não significam que já temos o melhor e mais democrático pais com que sonhamos.

Faz-se necessário prosseguir com o aperfeiçoamento da nossa democracia. As investigações sobre corrupção devem prosseguir, punindo todos os envolvidos, incluindo o senador Aécio Neves e o presidente Temer, para provar que ninguém está acima da lei.

O Congresso Nacional, casa política, representante da cidadania, está sob suspeita, naquele recinto há muitos parlamentares respondendo processos e se valendo do foro privilegiado para escapar das punições merecidas. Uma reforma política profunda, com o fim de privilégios, nos fará muito bem, mas será necessário que os eleitores façam sua parte, renovando os quadros políticos, em outubro próximo.

De tudo, porém, que precisa ser aperfeiçoada, nada é mais urgente que iniciar um plano para acabar de vez com a miséria, diminuir a pobreza e as desigualdades regionais.

O nosso país é tremendamente injusto com a maioria do seu povo. Mais de 30% dos nossos cidadãos nunca tiveram em suas mãos um livro sequer para ler. Somos, junto com o povo africano do sul, os cidadãos que têm a menor taxa de percepção da realidade do planeta.

O discurso de mais de 50 minutos que Lula proferiu em frente da sede do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, no sábado, dia 07/04, dia do jornalista, antes de se entregar a Polícia Federal, tem muito de verdade, quando se prende ao diagnóstico do nosso povo, porém erra quando fala das realizações dos governos do PT. Os governos petistas não enfrentaram os reais problemas do Brasil e eles estão ai, batendo na porta dos brasileiros, com muito mais dureza. O desemprego e a violência são apenas dois sintomas da gravidade da crise.

Lamento pelo desfecho de um história que começou bela. Um retirante chega a São Paulo, virá operário e se transforma em um mito, um líder, tocando um grandioso projeto de libertação nacional, conquista a credibilidade dos desvalidos, mas resolve jogar tudo dentro de uma cela de 15 metros quadrados e uma sentença condenatória por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Triste, encerro este artigo, propondo que sigamos em frente lutando contra os que nos exploram, pois eles cooptaram  o nosso projeto, ainda vivem e estão soltos para continuar fazendo do Brasil um país de miseráveis.

Leia Mais

O Brasil não é um país para amadores

Já ouvi esta frase muitas vezes para dizer que não é qualquer solavanco que derrubará os poderosos do poder político e econômico do país. E esta é uma grande verdade histórica.

Os portugueses chegaram e aqui encontraram uma casta de habitantes da própria terra, que já exerciam seu mando, seja pela força ou pelo convencimento, os chefes dos grupos humanos mandava e mandavam muito. Os menos éticos destes chefes se juntaram aos invasores e facilitaram sua dominação.

A Corte Portuguesa deu a cobertura aos patrícios e seus aliados, e deles recebeu os impostos para sustentar um estado gigante, burocrático, ganancioso, modelo herdado do colonialismo romano, mantendo o julgo sobre os demais, que neste caso era a maioria do povo.

O modelo de colonização portuguesa, onde a elite domina a economia e extrai tudo o que pode do povo e da natureza para seu próprio deleite, e o estado, através do poder político, cobra altos impostos para garantir o custo da máquina que mantem a dominação.

Os debaixo sempre lutaram contra a dominação. A luta é histórica, mas não é para amadores.

Os que chegam próximo de uma vitoria sobre o sistema, recebem logo o contra-ataque, que pode vir de muitas maneiras. Seja por cooptação através da corrupção, pela desmoralização, pela morte pessoal ou política dos líderes rebeldes e seus grupos de seguidores.

Hoje, este quadro está bem visível, embora um pouco mais elaborado. Apura-se a corrupção, como forma de sequestro do poder político. O que se vê no Congresso Nacional e no STF, é a reação da elite e de seus aliados, alcançados pelo mínimo, oriundo de um processo democrático constitucional. É uma luta encarniçada entre os que desejam manter o Brasil sobre o julgo daqueles que sempre mandaram e os que desejam um país democrático, justo, igual, que dê oportunidade para todos, com um estado moderno e garantidor do poder da sociedade civil.

As nuances são muitas e é preciso ser profissional para entender. Quando falamos em manter o julgo, podemos separar dois interesse que levam ao mesmo resultado. Os históricos e os cooptados jogam do mesmo lado para desmoralizar o estado democrático de direito. Quando o assunto é um país democrático, ai são vários os atores que trabalham  para usar os mecanismo da democracia, como é o caso das eleições, fazendo as regras que impedem os debaixo de apresentarem suas alternativas com viabilidade. Quando falamos em estado moderno, esbarramos naqueles que desejam que a conta da burocracia cai sobre o salário e o ganho dos de baixo.

Até o capitão do mato por aqui, acaba tendo apoio dos que ele persegue. É que a violência chega apenas na senzala, a casa grande é incansável.

Leia Mais

Cana é contra amazônia

Flexa Ribeiro quer a cana de açúcar no lugar do açaí

Cana é contra amazôniaNa última  terça-feira, dia 27/03, por pouco o Senado Federal não vota o PLS 626/2011, de autoria do senador paraense Flexa Ribeiro, o mesmo que se autodenominava, em campanha, Senador do Açaí, que permitirá plantar cana de açúcar para produção de etanol, na Floresta Amazônica. Cana e Açaí são como água e óleo, não se misturam.

O que dizem as entidades ambientalistas sobre este projeto?

Em um documento assinado por entidades como Greenpeace, Observatório do Clima, SOS Mata Atlântica e WWF, afirmam que a mudança vai impulsionar a o desmate:

“A pecuária será empurrada para novas áreas para dar lugar à lavoura, estimulando a devastação onde hoje deveria haver intensificação. Toda a infraestrutura de processamento precisaria se instalar também ali, o que aumenta a pressão sobre a floresta.”

A indústria de produção de etanol também se posiciona contra o projeto do Senador Flexa Ribeiro:

“Os biocombustiveis e açúcar brasileiros não são associados a esse desmatamento. O PLS 626/2011 pode manchar essa reputação e colocar em risco os mercados já conquistados e o valor dos produtos brasileiros. O Brasil precisa focar em promover o aumento da produção de bionergia e biocombustíveis nas atuais áreas não aproveitadas, de forma aliada à preservação ambiental”

A cana de açúcar plantada na Amazônia, ameaçará culturas locais, como é o caso do açaí, que tanto o Senador disse defender em sua campanha. O açaí, que é plantado por pequeno produtores, não resistiria a presão de grandes plantios de cana, totalmente mecanizados.

A produção de biocombustíveis na Amazônia vem sendo tentada com o dendê, bem mais compatível que a cana de açúcar. Hoje já temos muitas áreas com esta cultura, mas os produtores enfrentam os velhos problemas da região, como, por exemplo, as questões fundiárias.

A Amazônia e o Pará não precisam de mais uma cultura provocadora de pobreza e desigualdade social, como é a cana de açúcar. Devemos fazer um esforço coletivo para encontrar um modelo de desenvolvimento adequado e que nos liberte do colonialismo que a Federação nos tem relegado, como tem alertado o advogado Jarbas Vasconcelos em suas palestra, os desafios socioambientais do Pará, um estado da Amazônia, que vem proferindo pelos municípios do paraenses.

A imprensa local precisa averiguar qual as reais intenções de Flexa Ribeiro com esse projeto. Em primeiro plano, parece que não só agride o bioma, compromete o futuro das pessoas, como pode ser um tiro no pé da sua reeleição, pois desagrada ambientalistas, produtores e não traz qualidade de vida a população local.

Leia Mais

Todo político é político ?

Nem todo o político é político. Parece estranho dizer isso, mas faz sentido quando ser político é pensar e agir em solidariedade com as pessoas em razão do bem comum. Nestes casos, verdadeiros casos, não precisa exercer mandato público e são políticos.

Algumas pessoas exercem mandato público e usam para os seus próprios interesses, não agindo em prol da coletividade, nem em solidariedade com irmãos e em favor de causas coletivas. Este último está político, mas não é um político.

São estes últimos que roubam, se corrompem, prometem e não cumprem, metem para conseguir mais poder. Acumulam furtunas lesando os cofres públicos.

Quando muitas pessoas dizem que todo o político é um ladrão, estão repudiando este tipo asqueroso, que merece mesmo o repúdio.

Fazer a diferença entre estes dois tipos, separando o joio do trigo, nem sempre é um tarefa simples, alias, não é simples mesmo.

O falso político tem artimanhas. Disfarças seus propósitos, ilude o eleitor como diversos artifícios e até usa os dramas pessoais dos mais pobres para convencê-los a trocar o voto por pequenos e imediatos benefícios.

Quem pode ajudar a mudar isso? Os mais esclarecidos.

Em cada eleição, os bons e verdadeiros políticos, por não se venderem e nem concordar em usar de meios escusos, tem sempre dificuldade em conquistar o voto. Precisam de ajuda e muita ajuda das outras pessoas de bem. Estas devem aderir as candidaturas boas, sadias, comprometidas e levar aos quatro cantos do país, criando o mutirão do bem e da transformação.

 

Leia Mais

Dez dias sem Mariele e Anderson

Dez dias se passaram da execução da vereadora Mariele e de seu motorista Anderson e até agora a Polícia do Rio de Janeiro só tem imagens de câmera, de algumas, pois descobriu-se que o sofisticado esquema de monitoramento através de câmeras e fibra ótica, montado para as Olimpíadas, não está funcionando como devia por falta de manutenção.

O trajeto que fez o carro dos assassinos depois da execução se perdeu, não foi possível remota-lo. Conta-se com fragmentos de informações. Tem-se as imagens e dados da frequência a Câmara de Vereadores. As imagens de assassinos e vítimas até a Casa das Pretas, onde a Vereadora se reuniu no fatídico dia. Sabe-se que a munição usada nas execuções foi roubada da PF em Brasília e que já foi usada em outros crimes em cidades diferentes. Mas suspeitos e presos até aqui nada de concreto.

Este caso não pode ficar em pune. Os assassinos devem ser encontrados. Denunciados. Julgados e presos quando a denuncia for confirmada em segundo grau. Nada de argumentar com os mesmos argumentos que  geraram a polêmica sessão do STF esta semana. O Brasil não quer continuar vivendo com a impunidade, seja para que crime for.

Leia Mais

Lula é o alíbi

Hoje, 22/03, no STF, ao apreciar o habeas corpus impetrado pela defesa de Lula, os ministro iniciaram um debate para mudar uma recente jurisprudência da corte, que decidiu que iniciar o cumprimento de pena confirmada em segunda instância, não fere o princípio da presunção de inocência, posto que exercido o duplo grau de jurisdição.

Na sessão de hoje, foi firmado o entendimento que o remédio constitucional é cabível. Também foi decidido que o mérito do HC será decido em um nova sessão no dia 04/04. Atendendo um pedido do advogado de Lula, Roberto Batochio, o STF concedeu uma tutela de urgência, solicitada da tribuna, que o TRF 4, se abstenha de determinar o início do cumprimento da pena, enquanto o mérito do HC não for votado.

O que pode acontecer daqui por diante?

No dia 26/03, o TRF4 votará o recurso de Embargo de Declaração. Se rejeitar, o réu Lula já poderia ir direito para cadeia, mas por força desta decisão do STF, ainda ficará solto esperando o termino da votação do mérito do habeas corpus.

Vamos aguardar com muito interesse o desfecho deste caso.

 

Leia Mais

Zequinha e Jatene

Zequinha Marinho aperta Jatene

Zequinha e JateneO vice-governador Zequinha Marinho anunciou ontem, 21/03, que não renunciará ao cargo de vice-governador, para o qual foi eleito junto com Simão Jatene, isso causou um furor entre a classe política paraense, pois influenciará nos destinos do grupo político do Governador.
 
Não renunciar é a regra, mas então porque este ato de Zequinha causou um rebuliço entre os políticos?
 
A chapa de governador e vice-governador é montada antes das eleições por partidos parceiros, por políticos que tem confiança um no outro e assim se apresentam ao eleitor, pois a regra é que no impedimento do titular, o vice assuma.
 
Zequinha Marinho foi escolhido por Jatene como seu parceiro de chapa, por ser membro destacado da Assembléia de Deus e ter reduto eleitoral na região do Carajás. Após eleitos, vice-governador, nos três anos de mandato, foi escanteado, não participando dos destinos do Pará nem sendo prestigiado pelos tucanos. Agora, fica claro que entre os dois tinha apenas um arranjo eleitoral para ludibriar o eleitor.
 
Marinho fica. Jatene ficará? Marcio Miranda tem acordo com Marinho?
 
A posição do Vice-governador já era conhecida nos bastidores. Eu mesmo fui chamado por ele como presidente do Partido Verde, quando Zequinha me disse que não renunciaria e se Jatene ficar ele ficará e é candidato ao Senador. Se Jatene renunciar ele assume e será candidato ao Governo.
 
Resta saber o que Jatene fará até 7 de Abril. Isto definirá o destino do bloco do Governo para as eleições. Vamos aguardar.

Leia Mais

O Pará sem saneamento está no fórum mundial das águas

O que foi fazer a delegação do Pará no Fórum Mundial das Águas? Dizer que o Pará trata mal seus esgotos e que Belém, depois de 400 anos de existência deixa de tratar 93% de todo o esgoto que produz ou foi comunicar que dos R$36 milhões gasto no Parque do Utinga, nem um centavo foi gasto para preservar os mananciais de abastecimento de água da Região Metropolitana de Belém?

O Pará é um estado negligente com as maiores bacias hidrográficas do planeta. Merece nota de repúdio e uma condenação por seu descaso com a maior quantidade de água doce do planeta, sob sua responsabilidade.

Leia Mais

Condenados em duplo grau contam com Gilmar Mendes para se livrar da cadeia

Veja a relação de réus condenados em segunda instâncias que estão torcendo pelo julgamento de Lula no STF, na quinta-feira, na esperança do voto do Ministro Gilmar Mendes, para não cumprir a pena aplicada pela Lava Jato, manejando recursos protelatórios até a velhice.

Enquanto isso, o pobre, preto de periferia, que depende da mãe vender um botijão de gás e a geladeira, para pagar os honorários de um advogado, continuará mofando nas cadeias superlotadas, cumprindo pena antes mesmo da formalização da culpa.

Este outro Brasil não baterá as portas do Supremo, suas ações penais nunca entraram em pauta ou em mesa e seus nomes nunca serão apregoados por qualquer dos Ministros do STF.

Leia Mais

Perigos da Percepção

Perigos da percepção

O conhecimento da realidade é que nos libertará

Os brasileiros estão presos na caverna de Platão. Acorrentados a parede da miséria, da desigualdade social, do controle da mídia por grandes corporações, enxergam a vida pelas imagens construídas nas telas de leds, a partir das redações e escritórios de noticiais pagas e dirigidas.

A ausência de conhecimento da realidade é gritante. Por mais que se queira libertá-los, a distância entre a percepção e realidade é tão grande que não acreditam que seja possível essa liberdade.

A pesquisa da Ipso “Perigos da Percepção 2017” mostra que o Brasil é o terceiro país onde o povo vive mais fora da sua realidade em todo os outros países do mundo. Isto é grave.

Um resumo do Livro de Platão

“O seu mundo ‘real’ era formado por sombras de estatuetas de homens, de animais, vasos, bacias e outros vasilhames, refletidas na parede da caverna. Como só podiam enxergar essas imagens distorcidas, concluíam que eram verdadeiras. A existência desses prisioneiros era inteiramente dominada pela ignorância e contentamento com o que é superficial.

Certo dia, um dos prisioneiros resolveu libertar-se e voltar-se para o lado de fora da caverna. No início, ao sair da caverna e das trevas que ali reinavam, ficou cego devido à claridade vinda de fora. Gradativamente, seus olhos foram se acostumando à claridade e vislumbraram um outro mundo, com natureza, cores, “imagens” diferentes do que antes considerada verdadeiro. O universo da ciência (gnose) e o do conhecimento (episteme), por inteiro, se abria perante ele, podendo então vislumbrar o mundo das formas perfeitas ou o mundo da verdade, do conhecimento verdadeiro. Maravilhado com o conhecimento, ele voltou para dentro da caverna para narrar o fato aos seus amigos ainda acorrentados, com o intuito de também libertá-los, mas eles não acreditaram nele e revoltados com a sua “mentira”, acostumados a permanecerem na “zona de conforto”, ameaçaram matá-lo.”

O “Mito da Caverna”, escrito entre os anos de 380 e 370 a.C., ainda é a nossa realidade aqui no Brasil. Percebemos o que nos deixam perceber. Vivemos fora fora da realidade. Achamos, por exemplo, que todas as pessoas que estão em atividade política são corruptas, que todos os partidos tem a mesma prática e por isso devem ser banidos como um todo. Vamos acabar matando quem pode nos ajudar a alcançar a liberdade.

Leia Mais