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23ª Ed. da Revista Pensar Verde

Saiu a nova Pensar Verde

A revista aborda três temas de grande importância e uma entrevista com o presidente Penna. Articulistas de grande relevância escrevem nesta edição. Tem o Gabeira, falando de segurança pública. Tem o ex-presidente da OAB, Marcus Vinicius Furtado e a voz da Transparência Brasil, falando da importância das eleições parlamentares. Tem tudo sobre a Conferência Internacional das Águas. Leia e se gostar, compartilhe com seus amigos e seguidores.

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Seu voto é uma arma poderosa contra os corruptos

Eleitor, um título e um voto de consciência pelo bem do país, torna-se a arma poderosa que pode eleger bons cidadãos, derrotar corruptos e limpar o Brasil.

Não transfira a sua responsabilidade de cidadão, o Brasil precisa mais do que nunca de seu voto com consciência.

O eleitor geralmente diz que todo político é igual e que não há pessoas honestas na política. A generalização é o primeiro erro e faz com que o eleitor despreze o voto como instrumento de cidadania, pois nem todos as pessoas são iguais e os políticos são pessoas, uns pensam no bem comum e outros no seu próprio bem.

Então cadê estes políticos que pensam no bem comum? Não foram eleitos. Você não votou neles.

Mas calma. Sei que não é tão fácil assim escolher boas pessoas para representar a sociedade.

O político corrupto vai tentar por todos os meios te enganar e você tem que ser mais esperto que ele. Use a tecnologia e pesquise na internet as referências e histórias dos escândalos que subtraíram bilhões dos cofres públicos, deixando programas e políticas públicas sem recursos e muitos brasileiros pobres sem assistência.

Conhecer os grandes partidos e políticos envolvidos em corrupções investigadas pelas duas últimas operações: “Mensalão” e “Lava-jato”, já é uma boa referência.

Muitos dos atuais deputados e senadores respondem processo junto ao STF, mas outros políticos, por causa do foro privilegiado, respondem processos em outras instâncias do Poder Judiciário. Veja a lista de Investigados no STF.

Siga pesquisando nos bancos de dados abertos e vá conhecendo a história dos políticos do seu estado. As pistas estão por todos os cantos e as mascaram vão caindo.

Quanto aos novatos, aqueles que nunca exerceram cargos, você precisará ter referências na vida pregressa. Um bom filho, um bom irmão, um bom amigo, um bom vizinho, um bom profissional, com certeza será um bom político.

Conheça as propostas que o candidato apresenta e a que setor da sociedade estas propostas se destinam.

O Brasil tem problemas sérios e seculares. A pobreza, a miséria e as desigualdades, incluindo a regional, são os mais graves deles, é daí que se originam a compra e venda de votos, a corrupção e a violência, por exemplo. Perceba se o seu candidato está interessado em apresentar propostas de solução para um desses males que afetam a maioria do nosso povo.

Por fim, procure saber quem está pagando as contas de campanha dele. Sim, porque não tem jantar de graça e quem paga a conta acaba dando a última palavra. Dai que políticos se elegem prometendo governar para maioria e depois de eleito ajudam a minoria esquecendo o povo.

Agora um recado final, não venda seu voto. Vender o voto não é apenas pegar dinheiro, mas também troca-lo por favores que vem pelas mãos dos candidatos. O dinheiro ou o favor que você pediu geralmente é atendido com apoio da corrupção ou do crime organizado.

A bola está no seu pé. Chute certo e marque um gol, votando com consciência para acabar com o roubo dos nossos sonhos e do nosso futuro.

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Prisão de Lula é justa? 54% dos eleitores dizem que é.

O instituto Datafolha perguntou aos brasileiros se acham a prisão de Lula justa ou injusta e o resultado foi que a maioria, 54%, considerou justa, porém, 40% dos entrevistados disseram ser injusto prender o ex-presidente, após condenação em duplo grau de jurisdição, por unanimidade, com todos os recursos rejeitados pelas mais altas corte de Justiça do país.

A maioria dos que opinaram sobre ser justa a prisão de Lula, são de pessoas do sexo masculino, com maior taxa de escolaridade, maior média de salário e morador das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Já os que acham a prisão injusta são os menos escolarizados.

A pesquisa, ao meu ver, expõe o nível de credibilidade da Justiça brasileira. Lula é populista. Fala a linguagem que os excluídos desejam ouvir, mas o sistema deve está preparado para enfrentar pessoas com este perfil e vencê-los em nome da coletividade. Se o Datafolha medisse o nível de confiança dos brasileiros no seu sistema de justiça, desconfio que obteria números semelhantes.

Ao ler esta pesquisa, o CNJ e os magistrados brasileiros deveriam reunir-se urgentemente e refletir o que precisa mudar de fato para que uma sentença condenatória seja aceita como a vontade coletiva do povo brasileiro contra os indivíduos que se desviam das regras de convivência em sociedade.

O sistema punitivo deve sempre está acima dos indivíduos, sendo maior que qualquer um e receber o apoio majoritário dos cidadãos. Se não for assim, não terá legitimidade para seguir exercer o papel de estado-juíz.

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A violência no Pará esta fora de controle

O Zé Buduia e a Deuzuite estão no passado, como no passado ficaram o guarda civil Zé Guamá e o celebre bandido Zequinha da Estrada Nova. Era um tempo em que se conhecia todos os criminosos por nome e sobrenome. Boca de fumo era um lugar onde se comprava maconha para o lazer. Bandido do bairro não assaltava no bairro. Pobre não roubava pobre. E um só policia dava conta de todos os bandidos da sua área. O índice de criminalidade eram baixos e controlados.

Tudo isso faz parte do tempo de uma segura, tranquila e bela Belém.

A realidade por aqui e por todas as medias cidades paraenses mudou para piorar. Caminhamos para viver em um caos urbano, em todos os sentidos, com a violência sempre crescente e atingindo da pobre senhora que está apertada dentro de um van clandestina e desconfortável para ir ao trabalho, ao barão em seu carrão suv automático.

O planejamento e o plano diretor, aprovado após a Lei Orgânica, construída com participação popular, que previa uma cidade inclusiva, foram substituídos pelas ilegais autorizações de construções de prédios e ocupações do solo urbano, pela especulação imobiliária, consolidando, infelizmente, uma cidade exclusiva.

A crescente pobreza que piorou muito a qualidade de vida dos mais carentes, chegou junto com as incertezas provocadas pela revolução tecnológica, com a explosão de consumo, as crises ambientais e éticas, onde o lucro e a concentração brutal de rendas, fazem milhões de vítimas, todos os minutos, dos dias longos e incertos dos excluídos de toda sorte.

Os bairros de Belém, chamados de nobres, estão cercados por periferias, onde faltam de tudo, inclusive dignidade.

Jovens sem acesso aos bens de consumo, morando em cubículos, sem saneamento, sem área de lazer, com futuro incerto, marginalizados pelos programas e políticas públicas, são abraçadas pelo crime e recrutados como soldados do tráfico, concorrendo a prêmios pela sua coragem e ousadia em matar, roubar, conseguir armas novas e cobrar dividas de outros jovens que viraram viciados.

Os campos de futebol de peladas, como era o campo do Norte Brasileiro ou o da Copala, existentes em todos os bairros da nossa cidade, que antes faziam a alegria da garotada pobre e sem lazer, foram ocupados por prédios e invasões e nem um outro espaço de cultura, esporte e lazer foi ofertado, permitindo uma prática saudável e crescimento intelectual.

É triste ver, por exemplo, as ruínas do Espaço Cultural Mestre Setenta, no Guamá, construído pela Prefeitura de Belém para abrigar e estimular a arte entre os jovens.

Os pais pobres, passam o dia trabalhando, muitos em empregos informais, sem carteira assinada e sem direitos, chegando em casa a noite e cansados, com pouco tempo para acompanhar os dilemas, as incertezas e as angustias de seus jovens filhos, recém saídos da adolescência miserável.

As escolas públicas, que poderiam ser um abraço confortável do estado paraense para nossa juventude, são mal construídas, mal geridas e com profissionais mal remuneradas, com didáticas ultrapassadas, sem equipamentos e  tecnologias, transformando-se em um lugar desinteressante de onde se quer fugir. A escola de tempo integral, embora prometida e debatida em campanha eleitoral, nunca chegou aos bairros de nossas cidades.

É neste dantesco cenário que a violência nasce, cresce, se desenvolve e gera mais e mais violência, capturando o futuro do nosso povo, a juventude.

Nossas cadeias estão abarrotadas, com a capacidade sempre esgotada. Muitos mandados de prisões ainda estão por cumprir, a maioria envolvendo jovens pobres das nossas periferias

Qual é a saída para voltarmos a ter um cenário de bem-estar coletivo, com garantia de paz social e um futuro seguro para os nossos jovens?

Um grupo mais exaltado e constituído de pessoas violentas, propõe endurecimento de pena, encarceramento, armar a sociedade e até a autorização para executar as pessoas suspeitas. Por obvio que isso nunca deu certo e já foi tentado em muitas sociedades, com resultados terríveis. O aumento de violência é sempre o resultado do uso destas soluções imediatistas. Violência gera sempre mais violência.

A saída é tratar a violência com inteligência e muita humanização. A repressão ao crime deve continuar forte. A inteligência polícia precisa atuar para desbaratar os líderes dos crimes e os traficantes, aplicando-lhes penas exemplares. Para os jovens e demais pessoas expostas ou vítimas da violência, o estado deve adotar, urgentemente, políticas públicas inclusivas e geração de emprego, com distribuição de rendas.

A escola de tempo integral, programas de esporte, cultura e lazer, oportunidades em novas tecnologias abraçarão os jovens antes do traficante.

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Dez dias sem Mariele e Anderson

Dez dias se passaram da execução da vereadora Mariele e de seu motorista Anderson e até agora a Polícia do Rio de Janeiro só tem imagens de câmera, de algumas, pois descobriu-se que o sofisticado esquema de monitoramento através de câmeras e fibra ótica, montado para as Olimpíadas, não está funcionando como devia por falta de manutenção.

O trajeto que fez o carro dos assassinos depois da execução se perdeu, não foi possível remota-lo. Conta-se com fragmentos de informações. Tem-se as imagens e dados da frequência a Câmara de Vereadores. As imagens de assassinos e vítimas até a Casa das Pretas, onde a Vereadora se reuniu no fatídico dia. Sabe-se que a munição usada nas execuções foi roubada da PF em Brasília e que já foi usada em outros crimes em cidades diferentes. Mas suspeitos e presos até aqui nada de concreto.

Este caso não pode ficar em pune. Os assassinos devem ser encontrados. Denunciados. Julgados e presos quando a denuncia for confirmada em segundo grau. Nada de argumentar com os mesmos argumentos que  geraram a polêmica sessão do STF esta semana. O Brasil não quer continuar vivendo com a impunidade, seja para que crime for.

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Sidney Rosa quer ser governador do Pará

Pará é exportador de matéria prima e depósito de desigualdades sociais

O deputado Sidney Rosa, candidato a governador do Pará, foi o prefeito de Paragominas que mudou a aquela cidade, fazendo do caos uma polis respeitada.

Ele liderou um grupo politico que foi capaz de mudanças perenes, que até hoje produzem resultados em índices de qualidade de vida. Mas ontem, ao iniciar a série de artigos de candidatos a governador que O Liberal está publicando, o Deputado deixou a desejar.

Seu artigo projetou duas vertentes para o futuro do Pará: administrar com responsabilidade e diminuir a carga tributária, diminuindo o peso da máquina sobre o bolso dos contribuintes. Para quem esperava uma proposta ao nível do que foi feito em Paragominas, o que disse Rosa em seu artigo foi o básico, a obrigação de qualquer administrador público.

O artigo ficou aquém das expectativas. Não tratou, por exemplo, dos investimentos. Deixou de fora emprego e renda. Não falou das questões sociais. Não abordou as questões ambientais. Por fim, nada disse sobre o colonialismo federativo que a União nos impõe ao nos fazer exportador de matéria prima e deposito de desigualdades sociais.

O Liberal deveria dar ao deputado Sidney uma nova oportunidade, sei que ele pode muito mais do que disse no breve artigo. Espero que todos os candidatos aprofundem questões cruciais para escolhermos com base em propostas e projetos consistentes, como vem expondo Jarbas Vasconcelos, o pré-candidato a senador pelo Partido Verde.

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Marabá recebe Jarbas Vasconcelos

Marabá recebe a palestra de Jarbas Vasconcelos

Marabá recebe Jarbas Vasconcelos
Marabá recebe Jarbas Vasconcelos

Nossa caravana verde prossegue, com a palestra “Os desafios socioambientais do Pará, um estado da Amazônia”, proferida pelo Conselheiro Federal Jarbas Vasconcelos, levando conhecimento aos quatro cantos do Pará.

A ideia é que os formadores de opinião conheçam as razões pelas quais o estado do Pará é rico em minério, floresta, recursos hídricos, sol, solo, mas não consegue transformar esta riqueza em felicidade para o seu povo.

De posse desses conhecimentos, esperamos que as pessoas tenha atitudes e ajudem a reverter o quadro triste de sermos um Estado com as cidades mais violentas do Brasil.

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Morreu antes do Planeta

Stephen Hawking +2018 e o Mundo o seguirá em breve

Morreu antes do Planeta
Morreu antes do Planeta

No dia da morte do físico, Stephen Hawking, instituição WWF volta a alertar o mundo dos perigos das mudanças climáticas, pedindo que todos os países se esforcem para manter o aumento de temperatura em pelo menos 2ºC, sob pena de extinguirmos 50% de todas as espécies existentes hoje no Planeta.

50% das espécies podem desaparecer do Planeta
50% das espécies podem desaparecer do Planeta

No mesmo momento que autor da teoria dos buracos negros, reconhecido como um gênio, que por diversas vezes alertou a humanidade que o aquecimento global está se tornando irreversível, morria, o pré-candidato a presidente da República, Rodrigo Maia, do DEM, reunia com os deputados ruralistas para pedir apoio a sua pretensão eleitoral e recebia como contraproposta o pedido para flexibilizar a legislação florestal.

Combater as mudanças climáticas tornou-se a causa número um de quem quer deixar um futuro para humanidade. Segurar a Floresta Amazônica, significa manter vivo 10% de todas as espécies vivas do Planeta. Por isso, é que o Partido Verde brasileiro necessita de apoio para eleger uma bancada de deputados federais comprometida com essa causa fundamental de defesa do nosso bioma amazônico e da redução da temperatura do planeta.

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Manter as constituição

Diretas já ou manter a Constituição?

Manter as constituição

Já é quase um consenso nacional que o Presidente Michel Temer não reúne mais as condições para continuar chefiando a nação brasileira. Neste momento, as forças políticas e a sociedade debatem a forma de sua substituição. Eu sou pelo cumprimento do art. 81 da Constituição Federal, e vou explicar porque. Se tivermos que emendar a Constituição Federal que seja após um plebiscito sobre o parlamentarismo.

Flagrado em um grampo, que, mesmo editado, revela o final do intestino grosso dos bastidores da República. O Presidente cometeu todos os tipos de crimes e violou todas as regras do cargo. Recebeu um investigado pela madrugada de forma subterfugiosa, como ele tratou de obstrução da justiça, combinou troca de pessoas chaves da economia, deu-lhe informação privilegiada sobre a taxa de juros, se preocupou com o bem-estar de um condenado e, o mais grave, indicou um homem de sua inteira confiança para agenciar os interesses do empresário. O homem, Deputado Rodrigo Rocha Loures, foi flagrada pedindo, combinando e recebendo propina e está preso.

Nestes casos, restam duas saídas para Temer, evacuar, renunciando ao cargo, ou esperar e sofrer as consequências do Impeachment. O Presidente, em dois pronunciamentos, reafirmou sua disposição de enfrentar a nação e aguentar as consequências da sua demissão pelas regras constitucionais.

A OAB – Ordem dos Advogados do Brasil, numa sessão histórica que durou nove horas, quase a unanimidade, com exceção de duas seccionais, a do Acre, cujos delegados não conseguiram voo para chegar até Brasília e a do Amapá que votou contra, aprovou o relatório da comissão especial que opinou haver indícios mais que suficientes de cometimentos de crimes ensejadores do pedido de impedimento. O pedido da Ordem deve servir de abre-alas para outras entidades sérias e importantes da sociedade seguirem na mesma direção, criando um clima de deslegitimação total de Temer. O pedido da Ordem será protocolado junto ao Congresso Nacional nesta semana.

O impeachment do Presidente Temer é iminente, a sua substituição se dará por voto do Congresso Nacional. É assim que está escrito na nossa Constituição Federal, no art. 81, porém, alguns grupos políticos estão pregando que esta regra deveria ser alterada para que a escolha se desse por via de eleição direta, há até alguns mais radicais que pregam eleições gerais com interrupção do mandato dos atuais paralamentares.

Sou a favor do parlamentarismo, regime de governo, pelo qual, as crises políticas de governabilidade afetam primeiramente o primeiro ministro, em seguida os congressistas e só em último caso, o presidente da república. Quando isto acontece, primeiro cai o gabinete. Se a crise prossegue, cai o gabinete e o congresso todo. O presidente, como chefe de estado, fica protegido e protege as instituições, saindo apenas pelo fim do mandato ou por um grave estado pré-revolucionário.

Neste regime todos tem responsabilidades e a sociedade pagam um preço muito menor pelas crises. Os rumos da economia ficam mais protegidos.

Para chegar ao parlamentarismo, devemos consultar o povo em plebiscito, isto não é para agora. Neste momento, devemos manter as regras atuais, substituir o presidente por um acordo nacional que preserve os direitos dos trabalhadores, da sociedade e debele a crise de desemprego. Normalizado e criado as condições mínimas, será hora então de pensarmos em reformas mais profundas no nosso sistema política, que já vimos, ser bastante falho.

Bradar por eleições diretas, por mais que parece legitimo, não é oportuno. Atende o desejo, por exemplo, de Lula, que neste momento precisa encontrar uma saída pessoal urgente, antes que seja sentenciado e tenha a sentença confirmada em segundo grau, o que lhe tornará inelegível para 2018.

A atual composição do Congresso Nacional é ruim, não é a melhor que temos, mas é a que temos e devemos pressiona-la pelos interesses coletivos. Não é hora de dividir ainda mais o Brasil.

Por fim, tem um aspecto prático, uma emenda constitucional prevendo eleição direta para os casos de vacância de cargo do chefe do poder executivo, por mais acordo que se consiga, nunca alcançará os dois terços que é requisito para sua aprovação. A emenda Dante de Oliveira, apoiada por toda nação em comícios memoráveis, não foi aprovada.

Vamos manter as regras atuais e consertar o Brasil. Se o TSE decidir caçar a chapa Dilma/Temer, ai seguimos as regras novamente.

Acredito que é o que a sociedade brasileira espera.

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Marituba não quer lixão

O lixão de Marituba teima em ficar por lá

O lixão da Revita foi plantado em Marituba, no lugar errado, ofendendo a população e o meio ambiente, mas de lá, dificilmente sairá.

Quem não quer o lixão ali é população  (e as leis ambientais não permitem), que sobejamente já demonstrou sua insatisfação em diversas manifestações. O povo, porém, é um detalhe chato da democracia. Quem pensou e escreveu que “todo o poder emana do povo”, estava acometido de um surto de utopia e jamais imaginou que existisse um lugar onde a democracia nunca ia dar certo que era o Pará, desde o Grão Pará, desde quando mataram o Cacique Guaimiaba e os Cabanos.

A empresa não caiu do céu, veio para cá de caso pensando e trazida por políticos – por ser uma grande doadora de campanha através da VEGA Engenharia – que até a ajudaram a escolher o local.

A licença, mesmo contra a lei ambiental e a lei das unidades de conservação, foi concedida, precariamente, mas foi.

O Ministério Público Estadual, através do promotor Raimundo Moraes, deu o aval e depois, como Pilatos, lavou as mãos e o corpo inteiro.

As três prefeituras assinaram contratos e estão mandando o lixo para o Aterro, mesmo contra todos os indicadores.

A Federação da Indústria do Pará veio em socorro da empresa e até realizou seminário para encontrar os ajustes no que não pode ser ajustado.

A Revita, quando escolheu Belém, calculou tudo certo e se juntou com os apoiadores políticos do mercado. Sabia que seria um processo de longo prazo, mas que no final venceria e seria a monopolizadora para o tratamento de todo o resíduo sólido da Região Metropolitana de Belém, negócio milionário, sem tempo para encerrar.

Se não, vejamos.

O processo movido pela Associação dos Quilombolas do Abacatal, com inúmeras provas, doutrina, jurisprudência, fatos, questionando a validade do licenciamento ambiental, continua parado no Tribunal de Justiça do Estado, atropelado por um conflito de competência. Vocês são loucos de cancelar esta licença? Para cancelar tem que responsabilizar gente, gente da gente, diria alguém nos bastidores. E o dinheiro que a empresa investiu como fica? E qual é a alternativa? Para todas estas perguntas tem respostas que não interessam aos que estão no comando desta nossa Terra de Elite Infeliz e Predadora, assim mesmo, com as iniciais em maiúsculo que é pra dar mais nojo.

A Ação Popular que questiona o contrato da Revita sem licitação, também não tem velocidade necessária e nem se dirige aos finalmentes. A Justiça tarda mais não falha, dizem os esperançosos.

O Estado, que deu a licença ambiental, tinha inúmeros caminhos para atender o pleito da população, o mais seguro deles era rever seus atos e cancelar a Licença Ambiental, mas preferiu a lambança intervencionista, que não terá outro efeito se não o de permitir a empresa o tempo do inverno e o esfriamento da mobilização justa da população. A empresa é privada e a intervenção é ilegal na livre iniciativa.

O Estado poderia fazer um consorcio municipal metropolitano. Abrir primeiro uma licitação para que os interessados apresentassem suas soluções de técnica e preço, para implantação da Política Nacional de Resíduos Sólidos, incluindo coleta seletiva e destino final. Escolher a solução econômica e ambientalmente mais correta e ai sim, fazer o contrato, que podia ser na modalidade PPP – Parceria Público Privada.

O IdeflorBio, gestor da Unidade de Conservação Refúgio de Vida Silvestre (coitado dos bichinhos) está dando uma de “me mira, mas me erra”. Calado está e caldo parece que ficará, mesmo vendo a segunda maior floresta urbana, com proteção integral, sendo ameaçada por um empreendimento ambientalmente inconveniente, na borda da unidade de conservação de proteção integral.

Os vereadores Ananindeua e Belém, duas das principais casas legislativas da Região Metropolitana, depois do burburinho inicial e dos palanques, hibernaram, entrando em estado de repouso absoluto.

A Ordem dos Advogados do Brasil, outra aguerrida defensora da sociedade, tem elementos suficientes para ingressar em juízo, mas precisará de autorização do Conselho Seccional, que até hoje nunca foi acionado pela diretoria ou comissão a se posicionar.

A reportagem deste dia 09.05, exibida pela Tevê Liberal, deu os caminhos das pedras para empresa e o lixão ficar em Marituba. A matéria dizia que em pouco tempo Marituba ficará livre do odor do Aterro e ai passou a ouvir o representante da empresa, que novamente mostrou o céu aqui na Terra, depois ouviu duas famílias atingidas, coitadas, falando o que dá pra falar, como se o odor fosse o único problema daquele Aterro inconveniente.

Mostraram até as etapas do tratamento do chorume. Depois do milagre, a água sai mais branca e límpida que a da Cosanpa. Os jornalistas talvez não saibam que há produção em excesso e tratamento parcial de pouquíssima quantidade por ausências das máquinas prometidas e  que a empresa ainda não tem solução para a parte sólida do chorume.

Depois de assistir a reportagem, ao consultar as mensagens de e-mail, vi uma que trazia a cópia do Agravo de Instrumento com pedido de efeito suspensivo, protocolado pela empresa, se rebelando contra a intervenção desastrada do estado. Li, mas achei que não estava lendo. O que estava escrito era de um cinismo estonteante. Li novamente e tudo estava lá.

Os argumentos da empresa contra a intervenção são sólidos e muito bem formulados pelo Escritório Paulista Siqueira Castro, mas suas considerações sobre si mesma e sobre os problemas causados pelo Aterro, dá um certo asco.

Sobre ela mesma:

“Todas as empresas que carregam a marca Solvi assumem o compromisso de oferecer Soluções para a vida, a partir da prestação de serviços diferenciados, altamente eficientes e inovadores, capazes de permitir a coexistência harmoniosa entre o meio ambiente e a sociedade.” Não é bonitinho?

Quanto ao odor, eles dizem:

“Ademais, consoante exposto acima, a despeito das evidências dos problemas de cobertura dos resíduos, cujas providências para normalização estão em pleno vapor, a questão do odor não poderia ser imputada irrestritamente à GUAMÁ, haja vista a constatação pela própria SEMAS da existência de pontos irregulares de descarte irregular de resíduos e lançamentos de efluentes no entorno imediato do CPTRE ainda chama o povo “mal educado”, além de culpado pelo odor. É pai d’égua, gente!

Sobre o chorume. A empresa começa dizendo que o preço do pago pelas Prefeituras não contempla o tratamento de chorume, para, em seguida, apresentar a solução mais inverossímil que eu já li:

“Repita-se, mesmo com o desequilíbrio econômico financeiro dos contratos, o que certamente não deve ser de conhecimento da Agravada, dentre algumas opções exequíveis estão sendo avaliado alternativas de transporte e tratamento do chorume produzido excessivamente, inclusive a opção de destinação para estação de Tratamento de empresa em Monte Dourado, a adição de novas plantas de osmose reversa e o desenvolvimento de novas tecnológicas como as bactérias (Super Pac).

A quantidade de chorume foi avaliada errada pelo projeto propositalmente. Quando a empresa ofertou o preço abaixo do mercado foi uma esperteza para ganhar os contratos sem licitação. Agora, aqui para nós os abestados, sabe qual é a distância entre Marituba e Monte Dourado? Meu mano, vai para mais de 6 mil quilômetros. O transporte deste líquido vai ficar pouco caro, não! Além de que é perigoso transporta-los nesta distância toda.

O Agravo é longo, tem mais de 40 páginas, muita coisa ainda vai ser extraída por outros colegas que apoiam a luta dos moradores de Marituba. Quero destacar um último trecho que dá bem a ideia de quem é a GUamá, a Revita e a Solví:

“Em suma, observa-se que em nenhum momento foi constatado ou comprovado dano ambiental que possa justificar a decisão ora agravada. E nem de perto pode ser verificada qualquer situação de omissão por parte da empresa que pudesse ensejar ausência de compromisso da Agravante com suas responsabilidade diante dos incidentes ocorridos em seu empreendimento.” Ai é para matar qualquer cristão.

A luta popular é legitima e deve buscar forças para continuar. Mas houve um momento em tudo isso, que os interesses econômicos entraram em conflito. Outras empresas e investidores, viram na crise a oportunidade para ganhar o contrato e a grana. Vi vereador oferecendo terreno em Barcarena e travessia do lixo em balsas. Vi prefeitos com contatos de fora do estado para projetos de pirolise. Apareceu alguém querendo ensacar o lixo em uns bags gigantes. Lá para as bandas do Acará tem um outro aterro quase pronto esperando apenas a licença.

Acredito que houve acordo político e empresarial para rolar a bola um pouco mais. Ganhar tempo. Lá na frente vão apoiar a luta do povo em prol dos seus interesses mesquinhos.

Não queria estar certo quando disse que a empresa e seus aliados estavam apenas ganhando tempo para esperar suspender o inverno e ficar por lá mesmo, com os contratos monopolizados, sem cumprir a legislação e ainda desmoralizando e fazendo pouco da população desprotegida.

É duro dizer isso, mas é a pura realidade, infelizmente. Eu, da minha parte, não desisto. Sei que a verdade um dia vence. Sou daqueles que acredita que quando o mal está ganhando é porque a história ainda não acabou. A Revita e seus aliados ainda vão roer muita pupunha nesta briga. Não é Seu André Nunes? Não é Rodrigo Leitão. Não é povo de Marituba e do Aurá?

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