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Quem sabe escolher pupunha, saberá escolher o presidente da república?

Na vida, fazer boas escolhas é sempre muito difícil. Escolher é um jogo de acertos e erros. Muitas vezes, para escolher, levamos em conta a aparência, o que está diante dos olhos e não perscrutamos, investigamos, sondamos, para chegar até ao coração daquilo que desejamos escolher.

De todas as escolhas difíceis, acho escolher pupunha boa uma das piores.

Sei que você pensou em outras escolhas da vida, que também são difíceis. Mas nem uma delas chega aos pés de escolher na feira e levar para casa uma boa pupunha e receber os elogios da família.

Na vida sempre somos instado a escolhas. Escolher uma profissão de futuro. Um parceiro ou uma parceira. Um bom candidato a presidente da república, tudo é tão difícil…

Eu concordo que dá um certo trabalho, mas, meu amigo, escolher pupunha boa é uma ciência. Todas elas são jeitosas e têm sempre uma cara boa, o problema é depois de cozinhá-las. Ai verdade vem a tona. É a prova de fogo.

As vezes a bichinha está lá no Ver-o-peso, toda, toda, você compra, leva para casa, bota no fogo para cozinhar, prepara o café, e fica só na espera, quando a pupunha larga do talo, tira-se da panela ainda quente, descasca-se, ai, na hora de comer, pode ser aquela decepção.

As demais escolhas, mesmo as mais fáceis, também podem decepcionar, eu concordo. Mas para todos elas existem remédios. No caso da pupunha é que não tem. Da feita que comprou e cozinhou ou presta ou foi uma escolha errada e não tem remédio.

Certa feita, querendo me especializar em levar para casa uma boa pupunha, consultei uma senhora de seus setenta anos, do interior, acostumada a ver a pupunha no pé, perguntei-lhe qual era o método para comprar uma boa pupunha. Ela então me disse, “quando o Senhor vê um cacho de pupunha com algumas delas bicadas por passarinho, pode comprar que é da boa, os passarinhos não comem coisa ruim”.

Eu, ouvi aquele conselho, mas pensei aqui com os meus botões, eu também não gosto de comer coisa ruim e mesmo assim escolho mal minhas pupunhas, pois escolho pela beleza aparente.

Nesta minha angustia por querer saber escolher e lembrando que o povo brasileiro escolha cada tipo para ser político e até governar o nosso país, lembrei-me do trecho da Bíblia, que está no livro dos Reis, quando o profeta Samuel vai a casa de Jessé escolher o futuro rei de Israel. Logo na chegada, ao ver o primeiro filho bonitão, Eliabe, já vai puxando o seu chifre com o óleo sagrado para ungi-lho e ouve de Deus:

E sucedeu que, entrando eles, viu a Eliabe e disse: Certamente, está perante o Senhor o seu ungido. Porém o Senhor disse a Samuel: Não atentes para a sua aparência, nem para a altura da sua estatura, porque o tenho rejeitado; porque o Senhor não vê como vê o homem. Pois o homem vê o que está diante dos olhos, porém o Senhor olha para o coração.

Tá certo que para escolher um rei, um presidente, um governador, um prefeito ou mesmo um parlamentar, dá para chegar ao coração. Bolsonaro, por exemplo, nunca enganou ninguém, tudo que ele está dizendo ou fazendo já era seu comportamento antes. Como homem, defende a família tradicional, mas está no terceiro casamento. Como militar foi afastado por comportamento incompatível com a carreira. Como deputado nunca apresentou um trabalho relevante. Na política, preferiu favorecer seus filhos. Na ideologia foi sempre de direita e defensor de soluções de força. Mesmo assim, o povo o preferiu como um recado perigoso aos demais políticos, escolhidos sempre pela aparência de suas campanhas milionárias a custa de corrupção.

Mas deixemos a política pra lá e vamos cuidar da nossa pupunha que é mais importante.

Uma punha boa não pode ser aguada, oleosa ou seca demais. Precisa ter as três características de forma moderada. Nem muito aguda, nem muito seca e pouco oleosa. A medida da moderação depende do gosto de cada um, pois a pupunha tem terroir, aquela característica que tem os vinhos e o açaí. Precisa vir de um área pouco alagada e plantada num monturo. As plantadas em linha, como se fosse soldado enfileirados, prestam para palmito, mas o fruto não é bom. O vendedor, acostumado a comprar , escolhe bem o fruto para os seus fregueses, trazendo para feira aqueles que vem de um bom fornecedor, os conselhos dele vale a pena. Também olhe para o cacho e siga a dica da pupunha bicada por pássaros. Na dúvida, compre logo a cozida, provando ali, no tabuleiro do vendedor.

O certo é que escolher uma boa pupunha dá trabalho, claro, e deve ser executada com bastante responsabilidade e afinco. Feita a boa escolha, o prazer é certo. Cozinhar e comer uma boa pupunha com café da tarde, não tem preço.

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O que fazer com o nosso lixo de Belém, Ananindeua e Marituba?

Uma sessão pública foi realizada, nesta segunda-feira, 25/03, na Assembléia Legislativa do Estado do Pará, por iniciativa da deputada Marinor Brito, com a presença de catadores do Aurá e de moradores de Marituba, o prefeito Mário Filho, a deputado que representa a comunidade Michelle Begot, vereadores e pesquisadores, para discutir o que fazer com todo o lixo produzido na Região Metropolitana de Belém.

São mais de duas mil toneladas dia, que estão causando transtornos e muito e muito impacto ambiental, que tende a piorar com a possibilidade de o Aterro encerrar sua atividade no final do mês de maio, sem que até a presente data não se tenha uma única solução viável trazia a lume pelas Prefeituras e Governo do Estado.

De onde vem tanto lixo e para onde ele vai?

O lixo sai das casas das famílias, dos serviços urbanos, dos descartes de feiras, do comércio, das empresas que prestam serviços diversos e da indústria, incluindo a industria da construção civil.

A produção de lixo vem aumentando ano após ano por causa do modelo de produção e do consumo empregado no país. Os materiais são produzidos e já saem das fabricas para serem descartados em pouco tempo de uso, forçando sempre o consumo em ritmo cada vez mais alucinante, fazendo a economia girar e extrair lucro que é concentrado nas mãos de poucos, ficando os impactos para muitos.

Todo esse lixo, mesmo os que passam por algum tipo tratamento, incluindo a reciclagem, ao fim e ao cabo vai direto para natureza, atingindo o solo, poluindo o ar com metano e os cursos d’água, atingindo as pessoas e sobre elas jogando toda a sorte de doenças.

O lixo é o descarte final de um processo industrial equivocado e predatório.

Aquilo que se transforma em lixo, foi antes um bem natural importante e seu caminho até o aterro, começa com a retirada de matéria-prima virgem direto da natureza. Ao chegar na indústria, busca-se a técnica para produzir pelo menor custo, utilizando matérias de baixa qualidade, com muito impacto socioambiental e com a possibilidade de obsolescência programada, que significa “feito para jogar fora”.

O produto, depois que sai da fabrica, por intermédio de uma rede de logística planejada chega as prateleiras de supermercados e lojas, e, pela mágica do consumismo, vai direito para casa das pessoas ou para outros ramos da economia. Depois do uso, por pouco tempo, o produto é descartado e dai volta para natureza, não mais como saiu de lá, limpo, cheiroso, sadio, mas agora agregado a químicos e metais pesados, incluindo metais radioativos, usados na sua fabricação.

Este é o triste caminho traçado por um modelo de desenvolvimento perverso, tanto para as pessoas quanto para o meio ambiente.

Discutir o destino final do lixo da Região Metropolitana de Belém é uma urgência em função do fechamento iminente do Aterro Sanitário de Marituba, mas o debate está indo para as suas consequências, quando deveria ter começado pela causa e pelo início do processo de consumo que deveria ser consciente e com o descarte adequado.

É imperioso que se resolva a emergência do destino final de, repito, duas toneladas diárias de lixo, antes de Maio, prazo dado pelo Ministério Público e pela Empresa para o fechamento do único aterro sanitário existente na Região Metropolitana, porém, qualquer que seja a saída de emergencia, não será a solução definitiva para o problema.

As prefeituras devem, alias tem obrigação legal, de planejar as soluções de longo prazo, que, inexoravelmente, terá  que passar pela implantação da Política Nacional Resíduos Sólidos, previsto na Lei n.º 12.305/2010.

Nesta lei, o legislador, planejou a melhore mais racional solução.

Por esta política, aqueles que produzem resíduos tem obrigação de resolver o destino final ambientalmente correto do lixo produzido, que passa pela logística reversa, que é quando os resíduos voltam para as mãos de quem o produziu; a coleta seletiva, que é a separação do lixo úmido do resíduo seco, coletado por cooperativas de catadores e devolvidos as fábricas como matéria-prima para reutilização e reciclagem; ficando para o destino final adequado apenas uma pequena quantidade, que deve receber o tratamento adequado, evitando causar impacto a população e ao meio ambiente.

Quanto a emergência, referente ao destino final e o fechamento do Aterro em Marituba, as três prefeituras devem fazer urgente um consórcio Metropolitana para aplicação da Politica Nacional de Resíduos Sólidos, lançar um edital conjunto chamando as empresas para que apresente a melhor solução técnica e econômica para tratar as mais de duas toneladas de lixo. Chamar a empresa contratada e com ela assinar um contrato emergencial. Devem urgentemente implementar a Coleta Seletiva nas três cidades e aplicar a lei as empresa, exigindo delas os seus planos de gestão de resíduos sólidos.

Tem um último aspecto do problema, que o dano atual feito em Marituba e no Aurá, para isso é necessário a existência de uma plano de encerramento e recuperação ambiental das duas áreas, bem como apurar as responsabilidades para punir quem deu causa a tamanho crime ambiental.

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De herança ninguém malda

Realmente, de herança ninguém vai maldar

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O Michel Temer continua preso e o Moreira Franco também. Lula já está cumprindo pena. O Eduardo Cunha o Sergio Cabral, o Pezão, esses não saem da cadeia tão cedo.
 
A conversa rolava solta num bar de esquina, desses que se bebe em pé, com a cerveja servida em copo americano, ai, mal eu tinha chegado, quando um amigo me viu e me perguntou:
 
– e ai Zé Carlos, quando a Lava Jato vai chegar no Pará?
 
Essa pergunta está em todas as rodas de conversas por onde se fala de política, aqui no Pará. Mesmo nas regiões do Carajás e do Tapajós se fala nisso. Alguns torcendo para que seja já. Outros querendo que essa praga nunca chegue por aqui, mas o certo é que não se tem noticia da Lava Jato por estas bandas.
 
O clima da fofoca revela o que os bastidores sabem, quase que de certeza que por aqui existem muitos políticos corruptos e com mandato, charlando por ai, livre, leve e solto. Basta ver como
eles gastam nas campanhas, como esbanjam dinheiro, como aparecessem com empresas, do nada!
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Uma pessoa como muito dinheiro na vida tem que ter origem.
 
Alguns poucos conseguem dinheiro a peso de muito trabalho, outros por talento especial ou sorte, alguns por herança; fora isso, o dinheiro não cai do céu, concordam?
 
Dai, quando vem a tona as fortunas sem explicações, o mexerico corre solto. É um tal de querer saber como aquela pessoa amealhou tanto dinheiro e tanto poder.
 
No caso do poder, também só tem duas origens lícitas, o talento especial ou a legitimidade extraída da popularidade obtida como muito esforço e reconhecimento pelo trabalho prestado. Esse negocio de aparecer do nada e se eleger ou se eleger muitas vezes sem ter trabalho é conversa fiada.
 
As outras formas de obter poder, considerada moralmente não licitas, é quando o malandro não tem nem uma das qualidade listada anteriormente e mesmo assim consegue votos aos montes. Das duas, uma: ou cabra comprou voto com dinheiro da corrupção ou de outros crimes, incluindo ai o tráfico de drogas.
 
Mas voltando a pergunta inicial. Quando é mesmo que a Lava Jato chegará aqui no Pará para responder as perguntas que rolam em bocas de matildes? Quando?
 
Sinceramente não sei responder, meu caro amigo, acredito que por sermos um estado do Norte, esquecido por esse meio de floresta, a imprensa nacional não quer perder tempo conosco e eles já tem bem pouco tempo para tantos casos de corrupção dos grandes estados, que vão nos deixando para o rabo da fila.
 
Vão acabar esquecendo de investigar por aqui e os nossos corruptos, partirão dessa para melhor, embarcando em um féretro digno da fortuna que amealharam, com direito a comoção social e busto em praça pública, deixando para os filhos a herança em patrimônios e em forma de comparar votos, herança arranjada ilicitamente, mas que depois que vira herança fica limpa, porque de herança ninguém vai maldar, não é mesmo?

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Livrei o Poder Legislativo do Pará de ser alvo de Gervásio Bandeira

Gervásio Bandeira

Ao ler esta noticia, não tive como não lembrar de um episódio de minha passagem pelo Poder Legislativo do Pará. Na época, como deputado e líder da bancada do PT. Era uma tarde, estava em casa quando fui procurado por um grupo de deputados do PMDB. Eles vinha de uma reunião, que segundo eles tinha ocorrido na RBA, na qual haviam escolhido Gervásio Bandeira como candidato a presidente da ALEPA. Eu era o líder de uma grande bancada meu apoio era decisivo. Chegaram, bateram na minha humilde porta, tomei um susto quando abri e vi um grupo grande de parlamentares todos de paletó e eu em maga de camisas. Entraram e já foram direto ao assunto. Relataram que haviam escolhido o Gervásio, que já tinha apóio de outros partidos, mas que precisavam do apoio da bancada do PT. Disse a eles que não decidia pela bancada. Mas disseram que bastava que eu apoiasse já estaria de bom tamanho. Em troca, me ofereceram uma vaga de conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, um cargo pra lá de cobiçado, uma vez que é vitalício e com muito poder.

Sabendo do histórico do Bandeira, recusei tal oferta. Perdi um cargo de grande importância e até de prestígio pessoal, mas livrei o Pará de ter este senhor a frente dos destinos do Poder Legislativo e do terceiro maior orçamento do Estado. Nunca pedi reconhecimento pelo meu gesto, pois a honestidade é um dever de todo homem público.

O ex-prefeito Gervásio Bandeira, finalmente começa a cumprir a pena de 10 anos de prisão por crime cometido em 1999, há 19 anos atrás, quando era prefeito da pobre cidade de Breves, na Ilha do Marajó. Bandeira assinou um convênio com o Ministério da Integração Nacional, no valor de R$ 408,6 mil, em 2000, os recursos foram sacados na boca do caixa, com cheques avulso assinados pelo próprio Gervásio. O objeto do convênio era a construção de um muro de arrimo na orla da cidade, obra que nunca foi realizada.

O ex-prefeito foi recolhido a uma casa penal neste mês de junho, após todos os seus recursos contra a sentença de primeiro grau se esgotarem, sem que se modificasse a decisão condenatória. O juiz federal Rubens Rolo, determinou então o inicio do cumprimento da pena que será em regime fechado, embora a casa penal onde Bandeira está recolhido, chama-se Centro de Progressão de Pena, que fica na Júlio Cesar, perto do Aeroporto, e abriga preso em regime semi-aberto, talvez seja pelo fato de Gervásio ser ex-deputado.

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Saiu a nova Pensar Verde

A revista aborda três temas de grande importância e uma entrevista com o presidente Penna. Articulistas de grande relevância escrevem nesta edição. Tem o Gabeira, falando de segurança pública. Tem o ex-presidente da OAB, Marcus Vinicius Furtado e a voz da Transparência Brasil, falando da importância das eleições parlamentares. Tem tudo sobre a Conferência Internacional das Águas. Leia e se gostar, compartilhe com seus amigos e seguidores.

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O Lixão de Marituba continua fedendo

Descobriu-se que uma assessora do Ministério Público e o um engenheiro da Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Sustentabilidade atuavam em conluiou para favorecer a Guamá, empresa proprietária do “Lixão de Marituba”. O curioso é que as prefeituras, mesmo com toda ilegalidades, mantem os contratos com a empresa e continuam depositando lixo naquele local e pagando por isso. Como a responsabilidade ambiental é objetiva e solidária, por que até agora os prefeitos também não forma denunciados por crime ambiental?

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O voto, a legitimidade e a ética divina

Neste ano, vamos eleger os novos legisladores brasileiros, deputados e senadores, que irão compor o Congresso Nacional, lugar de onde saírão as leis que tanto o povo brasileiro precisa para superar a crise política em que o país está mergulhado.

Os legisladores são como os moisés e sempre subirão ao monte Sinaí para buscar as leis, os “Dez Mandamentos”, as regras de ouro para vivermos em comunidade e estabelecermos a paz social.

As leis pegam ou não pegam, são seguidas ou resistidas, harmónicas ou criam conflitos, são justas ou causam injustiças. Tudo depende da legitimidade com que são confeccionadas.

As leis penais e a política de encarceramento, por exemplo, uma das mais importantes medidas que poria em ordem o sistema carcerário brasileiro, é uma dessas legislações fundamentais que necessitam passar pela revisão dos  parlamentares. Outra medida que o Congresso Nacional deve ao Brasil é a que fará distribuição de renda, mexendo, corretamente, na política tributária.

Moisés foi o legislador que Deus convidou para subir até o Monte Sinaí e das Suas mãos sagradas recebeu os Dez Mandamentos, regras que permitiram ao povo Hebreu conviver em sociedade, enquanto caminhavam rumo a terra prometida, lugar onde correria leite e mel.

Os povos do mundo inteiro caminham em busca da sua terra prometida, os brasileiros também, é o chamado caminho civilizatório e para chegar ao lugar destinados aos filhos do povo escolhido, precisam de leis construídas por legisladores com legitimidade. O deus que confere legitimidade ao processo legislativo é o sistema eleitoral e são os eleitores.

Na democracia, podemos, por paralelismo, construir as simbologias bíblicas de forma prática, adaptando-as para os nossos dias. Quem é Moisés? Onde fica o Monte Sinaí? De onde vem a inspiração divina para elaborar as leis?

Moisés são os eleitos. Monte Sinaí o Parlamento. Inspiração divina a legitimidade.

Para que isso se cumpra, precisamos de candidatos limpos, eleitores conscientes e um sistema eleitoral democrático.

Aqui no Brasil, por não termos filtros eficazes que separem, antes das convenções, os que são cândidos, dos impuros, concorrem em igual possibilidade de receber votos os bandidos, mentirosos, processados, corruptos, dos que tem bons propósitos.

O sistema eleitoral, por seu turno, desiguala os concorrentes, dando tempo e dinheiro em demasia para uns e de menos para outros. Resta, então uma grande responsabilidade nas mãos do eleitor.

Os eleitores brasileiros é que ficam com o ônus de escolher, neste cipoal de maus elementos, aqueles que podem subir até o monte sagrado e na presença de Deus, receber a inspiração para fazer as melhores e mais justas leis.

Sei que é pedir muito, mas rogo a Deus que nos ajude a superar a nossa crise política e que inspire os eleitores, para que das urnas emerjam a ética e a legitimidade que tanto precisamos neste momento de grande crise, quando precisamos seguir caminhando em busca do futuro.

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Seu voto é uma arma poderosa contra os corruptos

Eleitor, um título e um voto de consciência pelo bem do país, torna-se a arma poderosa que pode eleger bons cidadãos, derrotar corruptos e limpar o Brasil.

Não transfira a sua responsabilidade de cidadão, o Brasil precisa mais do que nunca de seu voto com consciência.

O eleitor geralmente diz que todo político é igual e que não há pessoas honestas na política. A generalização é o primeiro erro e faz com que o eleitor despreze o voto como instrumento de cidadania, pois nem todos as pessoas são iguais e os políticos são pessoas, uns pensam no bem comum e outros no seu próprio bem.

Então cadê estes políticos que pensam no bem comum? Não foram eleitos. Você não votou neles.

Mas calma. Sei que não é tão fácil assim escolher boas pessoas para representar a sociedade.

O político corrupto vai tentar por todos os meios te enganar e você tem que ser mais esperto que ele. Use a tecnologia e pesquise na internet as referências e histórias dos escândalos que subtraíram bilhões dos cofres públicos, deixando programas e políticas públicas sem recursos e muitos brasileiros pobres sem assistência.

Conhecer os grandes partidos e políticos envolvidos em corrupções investigadas pelas duas últimas operações: “Mensalão” e “Lava-jato”, já é uma boa referência.

Muitos dos atuais deputados e senadores respondem processo junto ao STF, mas outros políticos, por causa do foro privilegiado, respondem processos em outras instâncias do Poder Judiciário. Veja a lista de Investigados no STF.

Siga pesquisando nos bancos de dados abertos e vá conhecendo a história dos políticos do seu estado. As pistas estão por todos os cantos e as mascaram vão caindo.

Quanto aos novatos, aqueles que nunca exerceram cargos, você precisará ter referências na vida pregressa. Um bom filho, um bom irmão, um bom amigo, um bom vizinho, um bom profissional, com certeza será um bom político.

Conheça as propostas que o candidato apresenta e a que setor da sociedade estas propostas se destinam.

O Brasil tem problemas sérios e seculares. A pobreza, a miséria e as desigualdades, incluindo a regional, são os mais graves deles, é daí que se originam a compra e venda de votos, a corrupção e a violência, por exemplo. Perceba se o seu candidato está interessado em apresentar propostas de solução para um desses males que afetam a maioria do nosso povo.

Por fim, procure saber quem está pagando as contas de campanha dele. Sim, porque não tem jantar de graça e quem paga a conta acaba dando a última palavra. Dai que políticos se elegem prometendo governar para maioria e depois de eleito ajudam a minoria esquecendo o povo.

Agora um recado final, não venda seu voto. Vender o voto não é apenas pegar dinheiro, mas também troca-lo por favores que vem pelas mãos dos candidatos. O dinheiro ou o favor que você pediu geralmente é atendido com apoio da corrupção ou do crime organizado.

A bola está no seu pé. Chute certo e marque um gol, votando com consciência para acabar com o roubo dos nossos sonhos e do nosso futuro.

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Prisão de Lula é justa? 54% dos eleitores dizem que é.

O instituto Datafolha perguntou aos brasileiros se acham a prisão de Lula justa ou injusta e o resultado foi que a maioria, 54%, considerou justa, porém, 40% dos entrevistados disseram ser injusto prender o ex-presidente, após condenação em duplo grau de jurisdição, por unanimidade, com todos os recursos rejeitados pelas mais altas corte de Justiça do país.

A maioria dos que opinaram sobre ser justa a prisão de Lula, são de pessoas do sexo masculino, com maior taxa de escolaridade, maior média de salário e morador das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Já os que acham a prisão injusta são os menos escolarizados.

A pesquisa, ao meu ver, expõe o nível de credibilidade da Justiça brasileira. Lula é populista. Fala a linguagem que os excluídos desejam ouvir, mas o sistema deve está preparado para enfrentar pessoas com este perfil e vencê-los em nome da coletividade. Se o Datafolha medisse o nível de confiança dos brasileiros no seu sistema de justiça, desconfio que obteria números semelhantes.

Ao ler esta pesquisa, o CNJ e os magistrados brasileiros deveriam reunir-se urgentemente e refletir o que precisa mudar de fato para que uma sentença condenatória seja aceita como a vontade coletiva do povo brasileiro contra os indivíduos que se desviam das regras de convivência em sociedade.

O sistema punitivo deve sempre está acima dos indivíduos, sendo maior que qualquer um e receber o apoio majoritário dos cidadãos. Se não for assim, não terá legitimidade para seguir exercer o papel de estado-juíz.

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Uma sociedade de paz, com boas leis e um bom parlamento

Estamos vivendo uma crise generalizada no setor de segurança pública. Os abusos estão por todos os lados, as cadeias abarrotadas, a policia prende muito, o tratamentos dos presos é cruel, no entanto a violência cresce vertiginosamente.

Quem deveria estudar o fenômeno e corrigir o sistema de punição de delitos, para torna-lo mais eficiente seria o Poder Legislativos e não a Policia e a Justiça.

No entanto, nosso parlamento está repleto de parlamentares sem legitimidade, sem preparo técnico, sem compromisso com “o bem-estar possível para a maioria”, eleitos por caixa dois, dinheiro obtidos por meios ilícitos, incluindo a corrupção.

Se quisemos almejar um futuro melhor e mais seguro, com soluções mais eficazes para tratar a violência, devemos focar nossas energias a escolher as melhores e mais bem intencionadas pessoas da nossa sociedade para receber nosso voto e nos representar na nova composição do parlamento federal e estadual.

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