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O Casamento do Príncipe Harry com Meghan Markle e a Bancada da Bíblia

O Bispo Michael Bruce Cury, roubou a cena durante o casamento real, entre o Principe Harry e a atriz, afrodescendente, Meghan Markle, com a pregação que repete Martin Luther King, sobre o poder redentor do amor: “o amor pode ajudar a curar quando nada mais pode”.

A cerimônia, presidida pelo Justin Welby, arcebispo de Cantuária, líder da comunhão Anglicana mundial, foi realizada no templo do protestantismo, oriundo do cisma que gerou muitas denominações cristãs pelo mundo afora.

Ver a cerimônia e ouvir o pregador americano e negro, falando na Inglaterra, aos nobres, nos remete a pensar sobre o baixo nível das pregações de políticos, disfarçados de pastores, que usam os púlpitos das casas, através de meios de comunicação e de construções transmudadas em templo, para pregar o ódio, a divisão, arrecadar dinheiro e apoiadores para seus projetos de poder terreno, onde tudo existe, menos o amor.

O bispo Michael, ligou o seu tablet, assomou o púlpito da capela de São Jorge, no Castelo de Windsor, para falar de amor e do fogo controlado. Citou Luther King, os mais importantes líderes do movimento dos direitos civis dos negros nos Estados Unidos, e no mundo, com uma campanha de não violência e de amor ao próximo. Mas também citou o padre católico Pierre Teilhard de Chardin, que foi um padrejesuíta, teólogo, filósofo e paleontólogofrancês que tentou construir uma visão integradora entre ciência e teologia.

Os religiosos que pregam a palavra, não podem fazer sem estuda-la, sem se aprofundar, sem receber a inspiração do Espirito de Deus. O sentido da obra religiosa deve ser o amor ao próximo, que é a primeira e mais importante lição cristã.

O bispo negro americano, fez o que deve ser feito em nome de Deus. E o fez demonstrando que de sua boca saiam palavras inspiradas e cultas.

Os pregadores políticos, quando falam, cospem ódio, oportunismo, lições que mais parecem vindas de Baal. Querem o corpo das pessoas, o dinheiro das pessoas, a fé dos crentes para seus projetos políticos escusos. Vendem a Igreja e a alma.

A bancada da Bíblia no Congresso Nacional, que não demonstra ter amor ao próximo, é a que mais troca o voto, a representação popular por negócios e mais poder para si e para o seu desamor, tudo em nome de Jesus Cristos, confundindo a cabeça de eleitores e fiéis.

O papa Francisco tem se esforçada pela unidade dos cristãos e ontem, ao ver a cerimônia com o Bispo de Cantuária e o Presidente das Igreja Episcopal dos Americanos, acendeu em mim a chama desta unidade, que afastaria os maus-profetas e separaria o joio do trigo, fazendo coque se cumpra:

Jesus disse: “A paz esteja convosco. Como o Pai me enviou, também eu vos envio”. 22E, depois de ter dito isso, soprou sobre eles e disse: “Recebei o Espírito Santo. 23A quem perdoardes os pecados, eles lhes serão perdoados; a quem não os perdoardes, eles lhes serão retidos”.

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Não há crime perfeito quando se investiga

De todos os homicídios ocorridos no Pará, apenas 3,4% foram esclarecidos. O caso Marielle, que parecia ser o crime perfeito, após exaustivo trabalho de investigação criminal, começa ser desvendado, mostrando que não há crime perfeito para o cientifico trabalho de investigação criminal.

A investigação criminal ficou famosa no mundo inteiro através da ficção criada pelo Sir Arthur Conan Doyle, nos romances policiais “Um estudo em Vermelho” e “O Sinal dos Quatros”, nos quais aparecem a inconfundível figura do detetive dos detetives Sherlock Holmes. Isto era no Século XIX.

Os governos estaduais, induzidos por propostas marqueteiras, desviaram o foco da investigação policial para compras de armas, equipamentos para policial ostensiva, estruturas físicas em comunidades. Mas aos poucos foram relegando ao segundo plano a policial civil investigativa.

A impunidade e a corrupção fizeram o crime valer a pena no Pará.

Lembro que mataram um líder comunitário do bairro do Jurunas, que denunciava as milícias e o tráfico, na época, apelei para que fizessem da investigação desse crime um símbolo importante contra o crime perfeito. Descobrir e punir os criminosos seria como dizer para toda a malandragem que o crime nunca compensará.

Vi com bastante preocupação a execução, em plena luz do dia, ali na Julio Cesar com a Brigadeiro Protásio, de um apenado do regime semi-aberto, quando este saia da cadeia, após ter dormido na unidade prisional que fica perto do Aeroporto de Belém e nada foi esclarecido.

A Segurança Pública está nas mãos da PM e da sua declaração de guerra. Matam um policial militar verifica-se uma reação, que segue uma nova ação dos bandidos e reações se seguem deixando mortos seletivos, alguns inocentes, sem que a violência dê trégua.

Quantas pessoas são assaltadas por dia, perdem celular, bolsa, dinheiro, cordão, registram boletim de ocorrência e nunca recebem uma satisfação do Estado?

O melhor investimento em segurança pública, além de tudo que já esta anunciado, é na carreira de investigadores de policia, peritos criminais e nos equipamentos técnicos-científicos. Aliado a estas medidas, implantar a tolerância zero, que significa punir os criminosos com os rigores da lei, seja quem for e qual o crime cometa.

Se chegar o dia em que as pessoas voltarem a confiar na capacidade do estado esclarecer e punir os crimes e criminosos, derrubando os índices de impunidade, neste dia se reconquistará a confiança do cidadão e da sociedade e a paz voltará a triunfar.

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Derrote políticos viciados

Nesta eleição, a ordem é renovar a política com qualidade. Você topa? Renovar é trocar, mudar, substituir, mas não de qualquer jeito.

O Congresso Nacional em todas as eleições sempre renova 30% dos seus membros, mas isso nem sempre quis dizer mudanças, o eleitor acaba trocando seis por meia dúzia. Veja um caso concreto.

O corrupto do Severino Cavalcante perdeu o mandato. Aplaudimos muito, ele não merecia nos representar. Depois descobrimos que Severino pediu e os eleitores votaram num seu substituto novinho em folha, o deputado Eduardo da Fonte, acontece que o moço é pior e veio com uma folha corrida invejável (Veja processo do Dudu da Fonte)

Agora os corruptos inelegíveis, respondendo processos, alcançados pela Lava Jato e outras operações, não querem perder poder e tencionam eleger seus filhos ou parentes, é o caso de Eduardo Cunha que quer eleger sua filha, Wladimir e o Pastor Josue Bengtson, também.

Renovar na política é renovar com qualidade. É corrigir sempre os rumos da construção do estado democrático de direito. É fortalecer as instituições. É buscar representantes cada vez mais identificado com valores éticos, morais, defensores do bem-comum, dos interesses gerais da sociedade em busca da felicidade como um bem de todos.

O trabalho do eleitor, enquanto cidadão é acreditar nos valores coletivos como seus e garimpar na sociedade os melhores cidadãos para desempenhar essa missão de representa-lo. O desfio é grande, mas nada que um eleitor comprometido não posso alcançar.

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23ª Ed. da Revista Pensar Verde

Saiu a nova Pensar Verde

A revista aborda três temas de grande importância e uma entrevista com o presidente Penna. Articulistas de grande relevância escrevem nesta edição. Tem o Gabeira, falando de segurança pública. Tem o ex-presidente da OAB, Marcus Vinicius Furtado e a voz da Transparência Brasil, falando da importância das eleições parlamentares. Tem tudo sobre a Conferência Internacional das Águas. Leia e se gostar, compartilhe com seus amigos e seguidores.

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O Lixão de Marituba continua fedendo

Descobriu-se que uma assessora do Ministério Público e o um engenheiro da Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Sustentabilidade atuavam em conluiou para favorecer a Guamá, empresa proprietária do “Lixão de Marituba”. O curioso é que as prefeituras, mesmo com toda ilegalidades, mantem os contratos com a empresa e continuam depositando lixo naquele local e pagando por isso. Como a responsabilidade ambiental é objetiva e solidária, por que até agora os prefeitos também não forma denunciados por crime ambiental?

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A CUT dividiu e enfraqueceu a luta dos trabalhadores

Saímos em três ônibus, da Praça da Bandeira, em Belém, seriam três dias e duas noites de viagem, 2.900 km, rumo ao Vera Cruz, palco da produção das chanchadas da Atlantida, com Mazzaropi e Oscarito, em São Bernardo do Campo, São Paulo. Era agosto de 1983 e íamos participar do congresso de fundação da Central Única dos Trabalhadores.

A comitiva era formada de trabalhadores de várias categorias urbanas e rurais. Todas as despesas pagas com muita coleta, apuração de festas, rifas, vendas de broches, doações dos sindicatos e os parcos recursos pessoais de cada um dos assalariados.

Os sindicatos de todas as vertentes políticas, petistas, pedetistas, pecebistas, pecedebistas, socialistas, pessedebistas, sem partidos haviam chegado ao consenso que era fundamental unificar a luta sindical e partiram para o I CONCLAT na Praia Grande, seguido de ENCLATS, culminando com o Congresso de fundação de uma centra única de trabalhadores.

Os princípios que norteavam aquele movimento sindical pujante se resumiam em unir os trabalhadores, independente de filiação partidária, para fortalecer a luta em prol de redemocratização do Brasil e por “liberdade e autonomia sindical”.

Na viagem fomos cantando, debatendo as teses, afinando as palavras de ordem. Era muita energia e alegria. O ato de fundação da CUT significava o coroamento das lutas sindicais por direitos banidos durante o período militar, quando os sindicatos foram intervidos e tutelados. Os militares, porém, preservaram a CLT e a Justiça do Trabalho.

Os ônibus paravam para o café, almoço e jantar, nos pontos de apoio da Transbrasilana, empresa fundada pela família do ex-presidente Juscelino Kubitschek, que monopolizava as viagens do norte em direção ao Distrito Federal.

Nestas horas, o grupo se dividia, os que tinham um pouco de dinheiro faziam suas refeições no restaurante da empresa de ônibus, alguns haviam levado comida e faziam as refeições em baixo de árvores, outros atravessavam para as barracas de beira de estrada e comiam as comidas regionais, como a panelada.

A luta por liberdade sindical nos permitiria organizar e funcionar as entidades sindicais de forma livre, segundo as determinações consensuais dos trabalhadores, sem obediência ao modelo preconizado pelo estado. Já havia alguns consensos como, por exemplo, a base territorial e o ramo de atividade. Não queríamos pulverizar as entidades para não enfraquecer a luta dos trabalhadores.

A viagem seguia pelo enorme e delgado estado de Goiás. Na época ainda não existia o estado do Tocantins. Quando saímos do norte, começou um sufoco em todos três ônibus. O tempero e a comida forte fez efeito. Os banheiros dos ônibus não suportaram a demanda. Fomos obrigado a entrar na cidade de Anápolis para adquirir enterovioform, receitado pelos médicos, da oposição sindical, integrantes da nossa delegação.

A autonomia sindical era muito importante. Nos libertar do Estado, interventor por meio do Ministério do Trabalho e romper com a estrutura sindical varguista, que engessava os sindicatos, hierarquizados por federações e confederações pelegas, sustentadas pelo dinheiro ilegítimo do imposto sindical, significava construir sindicatos forte e ligados a base. Mas a proposta de autonomia ia muito mais além. Queríamos ser autônomos dos partidos políticos. O movimento sindical não podia ser correia de transmissão dos partidos comunistas, socialistas ou social-democratas. Isto teria sido um erro das revoluções mundo a fora.

Os ônibus seguiam ultrapassando o sul de Goiás e as paisagens mudavam. Curado dos desarranjos e aliviados, os passageiros podiam apreciar melhor a paisagem passando em velocidade pela janela dos carros, era a primeira vez que trabalhadores humildes, acostumados com o calor dos trópicos e a floresta Amazônica, experimentava o frio a vegetação do serrado.

Tudo era novidade naquela viagem. Durante o dia, os ônibus viravam palco para cantorias, show de humor, contação de histórias e debate sobre temas variados. Agricultores falavam com operários, profissionais liberais aprendiam com pessoas de ocupações manuais. Aquilo era uma escola de formação política sobre rodas.

Chegar em São Paulo, olhar o Rio Tietê, ver os prédios, ruas com carros em alta velocidade e frio de doer os dentes, era um sonho. São Bernardo do Campo então. Ali estava o templo dos nossos deuses do sindicalismo. Luis Inácio, o Baiano, junto com Jair Meneghelli, recebi as delegações de todos os estados do país. No galpão da Vera Cruz, as delegações iam buscando seus cantos para armar colchonetes, juntar as malas, tomar banho e pegar o rango.

Os gaúchos, como Olívio Dutra, líder dos bancários, e Paulo Renato Paim, líder dos metalúrgicos de Caxias, desfilavam por entre operários de todas as partes do país, com suas cuias de chimarrão e bombachas vistosas.

O líder nordestino José Novais, da Bahia, era o símbolo dos trabalhadores rurais. Naquela época os STR eram os herdeiros da Ligas Camponesas e da luta pela reforma agrária, não existia o MST, Movimento do Trabalhadores Rurais Sem Terra.

O Congresso de Fundação da CUT abriu em clima de festa e de muita firmeza em torno da redemocratização do país. A maioria dos delegados era formada por sindicalistas oriundos da Anampos, articulação nacional em oposição as estruturas sindicais. Os camaradas do PCB e do PCdoB, por serem minoritários, resolveram boicotar o encontro e não credenciaram seus delegados.

Teses aprovadas, moções e requerimentos votados, chegou a hora de escolher a forma se organização da futura central. Neste momento o congresso se dividiu. Jair defendia uma estrutura presidencial. Paim propunha uma estrutura de coordenação. Por trás estava sair com um CUT pronta e acabada sem os comunistas ou esperar para aparar as arestas e incorpora-los no processo de formação de uma verdadeira central única.

Paim, defensor da unificação, lutou muito, chegou a rasgar o crachá e abandonar o evento, mas foi convencido por Lula a voltar, para ver sua proposta derrotada.

A CUT nasceu forte. Jair Meneghelli foi eleito presidente. Mas o tempo iria mostrar que a maioria estava errada. Aos poucos a CUT virou a central sindical do PT. Outras centrais foram criadas. Os sindicatos se dividiram na base para abocanhar parcelas do imposto sindical mantido. Passaram a ser o apêndice de partidos aliados ao governo petista e perderam a referência de suas categorias.

Os erros foram tantos e o resultado foi o enfraquecimento da luta dos trabalhadores ao ponto de não resistirem a um governo ilegítimo e a um Congresso corrupto, que reformou as leis trabalhistas, retirando direitos históricos conquistados com muita luta e sangue.

O Primeiro Maio é de luto e não mais de luta. Lula está preso. As centrais sindicais são muitas, mas pouco representativas. Seus atos não reunem o povo, sendo urgente que se retome o debate da tese derrotada e se faça um movimento de unificação em prol da classe trabalhadora, voltando ao inicio para criarmos uma CUT com todas as correntes sindicais e sem atrelamento a partidos políticos.

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Nova política de drogas depende do STF

A grande maioria de roubos e homicídios está ligado ao tráfico e consumo de drogas, onde o consumidor é usado fisgado e usado pela rede criminosa, por trás deste grande negocio ilícito, que movimento muito dinheiro ilegalmente e vem controlando boa parte das áreas de periferias das cidades brasileiras e também das penitenciárias, ocupando o lugar deixado pela sociedade e pelo estado.

A rede do tráfico de drogas é difícil de combater pelos métodos tradicionais, os países que obtiveram sucesso, derrubando os indicies de criminalidade a níveis aceitáveis, atuaram na política de drogas, dando tratamento diferente a traficantes e usuários.

O STF interrompeu, por um pedido de vista do Ministro Teori Zavascki, o debate sobre a legalização do porte de drogas. O Ministro Alexandre de Moraes, que assumiu o lugar do Ministro Teori, após o seu brusco falecimento, precisa devolver o processo para ser pautado e a Corte prosseguir na apreciação desta importante matéria.

Quando o processo de votação dos parâmetros para separar viciados de traficantes, dando tratamento diferente para cada caso, incluindo descriminalizar o porte de pequenas quantidades de drogas leves, como a maconha, previstos na política de drogas, da Lei n.º 11.343/2006, estava em debate, três ministros, Gilmar Mendes, Luis Edson Fachin e Luis Barroso já haviam se posicionado a favor da discriminalização das drogas. O Ministro Alexandre de Moraes, que atuou na segurança pública de São Paulo, conhece o tema e os dramas de milhares de jovens fisgados pela rede dos criminosos que controlam os presídios paulistas, por isso tende a acompanhar os votos até aqui proferidos.

A política errada de droga, somada a decisão de encarceramento como única forma de punição, é o combustível para o aumento da violência urbana em todo país. Os líderes do tráfico controlam as cadeias e se aproveitam dos jovens presos por pequenos delitos, envolvendo drogas, para recruta-los como “soldados” a serviço de mortes e crimes maiores.

A decisão do STF sobre drogas representará um baque no negócio milionário do crime organizado. Vamos torcer para que isso aconteça o mais rápido.

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PP é um partido ou uma quadrilha?

O PP, Partido Progressista é de longe o partido com o maior número de políticos corruptos, presos, processados e sob investigação do Brasil, mas, contraditoriamente,  foi o Partido que mais atraiu políticos na janela aberta para troca de legenda sem perda de mandato, uma invenção a traição, criada pelos os mesmo políticos para burlar a fidelidade partidária.

Antes de saber o que atraiu os políticos para se filiarem ao PP, vale um pouco de história desta legenda que mais parece uma organização criminosa.

A ditadura militar brasileira nos legou muitas tragédias e uma herança maldita que levaremos ainda muito tempo para nos livrarmos.

Uma delas é o PP, Partido Progressista, a mais corruptas de todas as legendas do Congresso Nacional.

O PP era o PPB, Partido Progressista Brasileiros, que antes era o PPR, Partido Progressista Renovador, mas já foi o PDS, Partido Democrático Social, que nasceu do rebatismo da ARENA, Aliança Renovadora Nacional, organização criada em 1966 pelo militares e civis golpistas de 1964, com a ideologia do militarismo, conservadorismo, populismo de direita, nacionalismo, anti-comunismo e autoritarismo, para apoiar e legalizar, dando maioria no Parlamento, as ações autoritárias dos militares.

O PP, herdeiro da ARENA, sobreviveu a abertura democrática, abandonou sua ideologia e adotou a corrupção como forma de sobrevivência. Lembrando que este é o partido de Paulo Maluf, símbolo de mal-feitor mor do país.

Os dirigentes dos Progressistas, criaram um pacote de promessas de muito dinheiro público, através do Fundo Eleitoral e ofertaram aos deputados que desejaram trocar de legenda durante a janela, com isso, atraíram um número significativo de novos filiados com mandatos, foram  06 deputados, chegando a 53 parlamentares, a segunda maior bancada na Câmara dos Deputados. Garantindo o comando de comissões e cargo na mesa diretora.

Isto tudo se transforma em poder para obter cargos e vantagens, trocados por mais dinheiro público e benefícios aos financiadores de campanha.

Por que políticos, em pleno vigor das operações contra corrupção, não temem as punições e continuam correndo atras de dinheiro público ilícito?

O voto dos eleitores brasileiros percorre um caminho, reflexo da desigualdade social e da brutal concentração de renda. A massa de eleitores vive dramas pessoais terríveis e usa o voto como uma bala de prata para buscar solucionar alguns desses dramas. É nessa hora que o dinheiro fala mais alto que as propostas de um novo país. Os políticos corruptos sabem disso e vão a luta em busca dos recursos para “ajudar” os eleitores em troca do voto.

Os deputados que trocaram de partidos se filiando ao partido mais corruptos entre os partidos nacionais, não temem que isso abale seus projetos de reeleição, pois confiam que os eleitores trocaram seus votos por “ajuda”, dada com dinheiro da corrupção.

Os políticos corruptos não mudam, está provado. Quem deve mudar é o eleitor. Se o eleitor nacional parar de pedir “ajuda” e exigir direitos, o país será outro. Derrotar os corruptos e seus modus operandi é a forma de avançar o país e a sua democracia. Tenho fé.

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Limpar o Brasil da corrupção vai dar muito trabalho

A limpeza mínima necessária que o Brasil precisa para começar a viver na democracia, com ênfase no debate dos verdadeiros problemas nacionais, ainda vai dar muito trabalho. A faxina começou e cada quanto da casa que a vassoura chega, encontra muito lixo acumulado, não é só debaixo do tapete, este ainda nem levantamos, a sujeira está por todos os cantos e quanto mais se limpa, mais os atuais ocupantes sujam.

Hoje, 24.04, cumprindo um mandato de busca e apreensão, a PF percorreu a casa do senador Ciro Nogueira e o gabinete do deputado federal Eduardo da Fonte, os dois do PP, sendo Ciro presidente nacional da legenda e Eduardo da Fonte ex-corregedor da Câmara dos Deputados, herdeiro político de Severino Cavalcanti. Dois currículos pesados que se juntaram dentre de um biombo chamado PP, Partido Progressista, a legenda mais corrupta da República, ganhando do PMDB e do PT, e olha que o páreo é duro.

O PP foi o partido que na janela partidária, período que os parlamentares com mandato podem trocar de partido sem perder o mandato, mais recebeu parlamentares, sendo o partido com a maior bancada na Câmara dos Deputados.

A vassoura está nas mãos do eleitor e a tarefa é dura, trabalhosa, minuciosa, mas necessária. O parlamento, Senado e Câmara dos Deputados, é o mais importante dos poderes da república e não pode ser um valhacouto de bandidos. Por tanto, meus e minhas, peguem a vassoura, não a vassoura do Jânio Quadros, aquela é demagógica, populista, mas a vassoura democrática do voto consciente e mãos a obra.

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