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Pensar no futuro, sem esquecer o passado.

O incêndio do Museu Nacional traz a tona as mazelas do Brasil, colocando no colo da população, digo, dos eleitores, a responsabilidade de passar o país a limpo nas próximas eleições. As operações (mensalão e lava jato) de combate a corrupção na máquina pública, principalmente nas estatais e o incêndio do Museu Nacional, revelam que estamos nas mãos de quadrilhas e de corporações lobistas, que não tem compromisso com o passado, com o presente e comprometem o futuro de uma grande nação de despossuídos.

Reflita comigo:

O Museu que pegou fogo guardava o maior e mais antigo acervo da história e memória do povo brasileiro. Relíquias insubstituíveis, um verdadeiro tesouro nacional, mas foi tratado com negligência e total irresponsabilidade pelas pessoas que o país determinou e pagou para que fossem os responsáveis pela sua guarda. Entre a memória do povo e seus gordos salários, priorizaram os últimos.

Os bens públicos – incluindo museus-, as estatais, como a Petrobras, os Correios, a Eletrobrás, o tesouro nacional, as unidades de conservação de nossa riqueza biodiversa, as leis, a aplicação da justiça, são patrimônios do povo brasileiro e estão sob a responsabilidades de servidores públicos que escolhemos ou contratamos e pagamos religiosamente para deles tomarem conta, zelar, guardar, evoluir, em nossa nome.  Quantos destes nossos tesouros estão sendo destruídos? Quantos correm o risco de pegar fogo e virar cinzas no momento em que você lê este texto?

O nosso patrimônio está nas mãos de dois tipos de administradores: os corruptos e os incompetentes. Os dois grupos são sustentados por quadrilhas e corporações, que ser apoderaram da máquina pública nacional e a destroem em nome dos seus próprios interesses.  As quadrilhas usam o dinheiro da corrupção para eleger seus representantes. As corporações viram currais eleitoras de defensores dos seus interesses (lobbys) mesquinhos.

A instituição pública responsável pelo Museu Nacional é a Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ, uma instituição de ensino superior que tem autonomia administrativa e financeira, mas, junto com o Governo Federal, foi incompetente sob todos os ângulos que se possa analisar.  A direção do Museu alega que não recebi recursos suficiente para fazer face as despesas de manutenção do prédio e do acervo. Os primeiros números parecem dar razão aos dirigentes do Museu. Mas porque eles não pediram demissão dos cargos e denunciaram o descaso da administração da UFRJ?

A UFRJ, que deveria prover o Museu de recursos, recebeu receitas sempre crescentes do Governo Federal, mas gastou quase tudo em pessoal, sobrando muito pouco para os investimentos que o Museu precisava, quadro que se repete nas demais instância do poder público, nem para contratar uma brigada de incêndio tinha recursos. O UFRJ pediu mais recursos ao Ministério da Educação (MEC)? Não obteve por quê? O custo administrativo da UFRJ é compatível com suas necessidades? Pagar pessoal é a única forma de manter uma Universidade? A folha de pagamento e os gastos administrativos não podem ser revistos?

O MEC que fica com 25% de tudo que se arrecada no país para aplicar em educação se negou a repassar mais recursos para que a UFRJ aplicasse no Museu Nacional e tenho certeza que a prioridade do MEC não foi aplicar em outros setores importantes. A UFRJ pediu investimentos ao BNDES e não obteve. Por que o BNDES não priorizou investir no Museu Nacional e preferiu investir na FRIBOI?  Os administradores do MEC, do Ministério da Cultural e do Instituto do Patrimônio Histórico Nacional – IPHAN, mesmo alertados sobre o perigo que corria o nosso acervo histórico, nada fizeram, não cortaram suas despesas administrativas e seguiram com a irresponsável forma de cuidar do Brasil.

As empresas estatais brasileiras gastam absurdos com a corrupção e publicidade, por que não investem em Museu e Unidades de Conservação, por exemplo? As empresas privadas, mesmo podendo usar a Lei Rounet para se beneficiar de investimentos em cultura não se interessam por financiar museus estatais, será que é por causa da lei do retorno em voga neste setor da cultura nacional?

O Governo Federal mantém uma máquina mastodôntica, que custa muito caro ao povo brasileiro, responsável por pagar uma das mais pesadas e injustas cargas tributárias do mundo, mas os recursos arrecadados são gastos quase todo em pessoal e custeio, como no caso da UFRJ, sem sobrar receitas para investimentos em educação, saúde, emprego, renda, unidades de conservações, museus.

O Museu Nacional pegou fogo. Nem um dos administradores responsáveis pela tragédia pediu ou foi demitido, provando que eles se auto-protegem, mesmo diante de tamanha evidência de suas incompetências. Não vou falar da empresa de água que deixou os hidrantes sem o liquido necessário para que os Bombeiros do Rio de Janeiro, que também não os revisaram, fizessem o trabalho de conter as chamas, chega! Não quero esticar mais essa conversa, embora assunto trágico tenha de sobra.

Como mudar tudo isso?

Na democracia, só tem uma única formula, o julgamento de todos os corruptos e incompetentes, através do voto popular. Derrotá-los, quadrilhas de corruptos e aliados das corporações, é a missão do eleitor nas urnas neste ano.

Ah! mais isto é muito difícil, claro que não! Basta que o eleitor aplique o principio básico pelo qual a democracia avança, a alternância de poder, renovando tudo. Mandando de volta para suas casas os atuais políticos. Quem tem mandato atualmente, com raríssimas excessões, estava em um dos lados deste jogo, por tanto, deve perdê-lo para o bem do Brasil.

Alerto que o Bolsonaro não é a solução. A privatização de tudo também não nos ajuda. O Estado, até que a sociedade evolua e se autogoverne, ainda é um mal necessário, isto nos impõe elegermos os melhores administradores, fiscais e legisladores que possamos encontrar.

Finalizando esta longa reflexão, aconselho aos eleitores que me acompanham, muita atenção e responsabilidade com o voto. Pensem no futuro, sem esquecer o passado.

a) José Carlos Lima

Advogado e ambientalista.

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Direito de morar bem? SIM! Eu quero!

Visitando duas áreas da periferia de Belém, uma na Pratinha e outra em Icoaraci. Nas duas se repetem o mesmo cenário: as casas apertadas, quase sempre em construção; as ruas sem pavimentação e nem arborização; esgotos a céu aberto; transporte público precário, carências de áreas de lazer e espaço adequado para juventude.

Invariavelmente, as casas são construídas em área de ocupação, sem planejamento urbano e os terrenos não tem titulação. Assim vivem a maioria da população paraense e muitas delas, principalmente na periferia de Belém, são vítimas da especulação urbana que vai ocupando as áreas urbanizadas e expulsando os pobres para bem mais longe. As pessoas pobres passam anos vivendo na lama, sem a presença do poder público, quando a urbanização chega, as empresas compram as terras sem documentação por preços aviltados.

Esse quadro terrível foi previsto pelos vereadores populares, eleitos em 1988, nós lutamos por uma Lei Orgânica do Município de Belém – LOMB inclusiva, para que isso não fosse possível. Mas foi. A força dos especuladores e de sua teia de amigos, conseguiu não cumprir a LOMB., piorando em muito a vida em cidades como Belém. Tudo que tem de serviços urbanos em Nazaré, Batista Campos e Umarizal, por exemplo, falta na Região da Augusto Montenegro, Icoaraci e Outeiro. Até em locais mais perto, como a Terra Firme, Guamá, Cremação e Jurunas, verifica-se o quadro de exclusão de grande parte da população.

Mais de 50% dos terrenos dos moradores da Região Metropolitana de Belém, são posses precárias, sem titulação, uma parte porque oriunda de ocupações urbanas, outra porque classificadas como terras de marinhas, sob o controle do patrimônio da União, o que dificulta financiamento para construção com juros subsidiados, mas facilita em muito a expulsão dos moradores pela especulação imobiliária.

Legalização fundiária, saneamento, transporte de qualidade, arborização, creche, postos de saúde, coleta regular e seletiva de resíduos sólidos, seria o mínimo esperado.  Porém, a ausência de área de lazer e de programa cultural para juventude me parece de máxima urgência.

Sempre que vou a estes bairros, pergunto: o que tem para um jovem fazer por aqui? Nada. Ficar em casa na internet, quando tem, ou se juntar nas esquinas correndo o risco de toda sorte. Nada. Não tem praças. Não tem quadras. Não tem programa cultural. Nem lazer. Nada. Nada que eleve a qualidade de vida. Nada que incentive o futuro. Nada. O vazio, infelizmente, é preenchido por violência, insegurança, drogas.

O quadro encontrado em Belém, começa a ser replicado em muitas cidades paraenses. Bragança, Capanema, Castanhal, Marabá, Parauapebas, Altamira, Santarém, por exemplo, caminham na mesma direção, embora ainda seja tempo de implantar um planejamento urbano com menor custo. Estas medidas, são essenciais para baixar os índices de violência urbana. A segurança público se resolve por medidas com as que passa o propor daqui por diante.

Um deputado federal pode ajudar?

Uma área de lazer e de juventude para cada 500 famílias. Pode ser exagero, mas é para começar o debate. A área seria irradiadora de um processo de reconquista da dignidade humana. Se tivéssemos as escolas de tempo integral, talvez pudesse funcionar na comunidade como uma esta área de integração. Legalização fundiária obrigatório. Criação de um programa federal para financiar a legalização de todos os terrenos urbanos, principalmente das regiões metropolitanas. Obrigatoriedade para implantação da Política Nacional de Saneamento Básico e Resíduos Sólidos. Reconfiguração do  Programa Minha Casa, Minha Vida, evitando que os municípios escolham lugares afastados, de difícil acesso para implantar conjuntos habitacionais de favelados. Política Nacional de Sistemas de Transporte Público Urbano.

 

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Somos Amazônia, mas não falamos dela

O Pará é um estado rico em tudo: cultura, riquezas naturais, culinária e na história do seu povo. Somos um povo que luta todos os dias por melhores condições de vida, assim como todo brasileiro. Há alguns dias atrás, comemoramos o dia da adesão do Pará à independência do Brasil, em 1823. Desde aqueles tempos, o estado do Pará e seu povo eram subjugados por terceiros. Nunca conseguimos ser capazes de usufruir das nossas próprias riquezas. Hoje, somos “colonizados” pelo restante do país que toma do nosso povo tudo que produzimos e que deveria servir para ajudar na construção e prosperidade da nossa terra.

Desde a sua descoberta, os Portugueses se apossaram de tudo que era nosso sem piedade. Hoje, após 195 anos depois da nossa independência sobre os portugueses, somos subjugados pelo restante do Brasil e por grande parte do mundo, que desejam se apossar das nossas matérias primas e riquezas naturais. Nosso estado não pode servir apenas para fazer saldo na balança comercial brasileira.

Somos o segundo maior território do país com 1.248.000 km² mais da metade de todo esse território é composto por florestas amazônicas. Abrigamos grande parte da população indígena que ainda sobrevivem ao avanço do homem branco sobre as matas, muitas dessas comunidades ainda estão “intocadas”, mas ainda não sabemos por quanto tempo.

Segundo o site “Brasil Escola” A região amazônica é responsável por abrigar mais de 1800 espécies de fauna, aves, 2.500 de peixes, 320 de mamíferos e dezenas de espécies de répteis, anfíbios e insetos. Além de mais de 30 mil espécies de vegetais, representando a flora. Segundo ainda o estudo do site, todas as espécies de fauna e flora que vivem no nosso território ainda não foram completamente descobertas e catalogadas.

Recentemente muitos ativistas e ambientalistas falaram sobre os corais na região amazônica – descoberta recentemente. A região de corais da Amazônia, que fica localizada a cima do estado de Macapá, no oceano Atlântico, está sobre risco de ser destruída, graças a ganancia do homem sobre o petróleo. Os corais são fundamentais para o balanço do nosso ecossistema marinho. Corais são responsáveis por 65% da sobrevivência da biodiversidade marítima. Uma grande quantidade de peixes, dependem desses organismos para sobreviver e se alimentarem.

Sendo os corais responsáveis por grande parte da sobrevivência dos peixes e pela filtragem das impurezas do oceano, o que vai acontecer com toda nossa biodiversidade, caso aquela área seja liberada para exploração de petróleo? Todo o pescado que abastece a região de Belém e que é exportado para outras partes do mundo e do Brasil, estão comprometidas. Não só o ecossistema está em risco, mas também a economia de toda a região norte.

Apensar de toda essa riqueza, biodiversidade e importância para todo o ecossistema do planeta, somos explorados de forma inconsequente e irresponsável pelas grandes empresas, pela agropecuária e pelo mundo.

Outra realidade que nos assombra é a falta de importância que nós mesmos, amazônicos, damos para a nossa região. Falamos pouco sobre nossos problemas e agimos pouco para resolvê-los e defende-los. Os poucos que ainda permutam em brigar pelo direito da vida na nossa floresta, são mortos nas mãos de matadores de aluguel – a mando dos donos das fazendas que querem destruir a nossa riqueza em benefício próprio -, e esquecidos pela justiça brasileira.

O estado do Pará também sofre um grave problema de políticas públicas e administração que envolvem o saneamento básico, que é um direito que não é levado a sério no nosso estado. O saneamento básico é necessário para elevar a qualidade de vida de toda sociedade. O descaso dos nossos governantes paraenses em relação a atividade de abastecimento de água potável, o manejo de água pluvial, a coleta e tratamento de esgoto, a limpeza urbana, o manejo de resíduos sólidos e o controle de pragas e qualquer tipo de agente patogênico, visando à saúde das comunidades, é grave!

Segundo pesquisa do site “TrataBrasil”, três municípios paraenses ocupam ranking preocupantes na falta de tratamento e saneamento básico. Segundo a pesquisa, Santarém, Belém e Ananindeua ocupam os rankings 97 a 99 dos municípios do Brasil que pior oferecem saneamento básico para a população. Claro que, para nós, paraenses, que moramos nessas cidades, não precisaríamos de nenhuma pesquisa para perceber isto. Andamos nas ruas e vemos os esgotos a céu aberto que são completamente ignorados por aqueles que nos “governam”. Há muito tempo, Ananindeua aparece como um dos principais municípios brasileiros que menos investem em tratamento de água e esgoto.

Segundo dados do site “TrataBrasil”, Ananindeua realiza coleta de esgoto próxima à zero (0,75%). Além do nosso vizinho, outros cinco municípios brasileiros coletam menos que 15% do esgoto que produzem. O indicador médio para o grupo é de 24,96% valor bastante inferior à média nacional, que segundo o SNIS 2016, é de 51,90%. De maneira semelhante, os indicadores de atendimento urbano de esgotos também são baixos. O indicador médio para o grupo dos 20 piores que é de 25,61%, sendo bastante próximo ao indicador de atendimento total de esgoto; a discrepância é ainda maior em relação à já baixa média brasileira de 59,70%.

A pesquisa ainda afirma que, com relação ao indicador de tratamento; Ananindeua (PA) trata 0,91%, valor muito próximo de zero. Além disso, mais da metade dos municípios brasileiros tratam menos que 15% do esgoto produzido. O indicador médio para o grupo é apenas 14,44% sendo a média brasileira de 44,90%.

Uma matéria foi publicada em um jornal local dizendo que o Secretário Nacional de Saneamento Ambiental, Adailton Ferreira Trindade afirmou que todo o país recebe verba suficiente para aplicar projetos de saneamento ambiental e que todo esse dinheiro que é distribuído pelo governo federal, não é aplicado de forma adequada, graças, infelizmente, as más administrações que os municípios têm. Os governos que fazem parte da nossa república federativa não cumpre o art. 3º da Constituição Federal, que diz que o objetivo delas é erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais.

Depois de todas essas informações, você, leitor, deve estar assustado e preocupado com tantos problemas e descasos que a Amazônia sofre. Infelizmente, falamos pouco sobre a amazônica e matérias ambientais não vendem o suficiente para bancar o dia a dia dos jornais. Nós, brasileiros e amazônicos, dependemos completamente desse ecossistema para balancear os graves impactos que o mundo sofre com as mais diversas atrocidades ambientais. As riquezas naturais, a biodiversidade e os produtos locais devem servir para construir a felicidade do povo local. Precisamos discutir e debater mais sobre a Amazônica, precisamos defendê-la a todo custo. Caso contrário, não teremos mais florestas para representar o verde da nossa bandeira.

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Sanear significa limpar o que sujamos. Estamos fazendo isto?!

d60ca497-c621-4833-a410-a9c19c596a0cSaneamento significa: limpar o que nós sujamos, como por exemplo a água doce. Desde que o mundo existe, a quantidade de água doce é a mesma, apenas 3,5% de toda água existente no Planeta Água. Nós não inventamos água, mesmo assim, coletamos a água doce, usamos para lavar, beber, irrigar, nas indústrias. Por exemplo, para fazer um litro de coca cola, gastamos, em todo processo, mais de 70 litros de água, depois devolvemos a água suja para que a natureza limpe, se ela conseguir.

Seria bom se, depois de usarmos a água – antes de devolve-la para natureza, tratássemos e limpássemos o que sujamos. Com isso, evitaríamos doenças de veiculação hídrica. Belém, é uma cidade com mais de 400 anos, trata apenas 7,5% dos esgotos. No último dia (24), deste mês, pela primeira vez, uma autoridade de Brasília, veio a público dizer que tem dinheiro para saneamento, o que não tem são bons projetos.

O que me diz o Instituto Federal com sua cadeira de saneamento? A Ufpa e a engenharia de saneamento? Estes profissionais deveriam aproveitar esta deixa e fazer um esforço concentrado para cobrar que os nossos prefeitos paraenses se habilitassem  a receber recursos com bons projetos. Mais uma vez o que suspeitávamos foi comprovado: o país é rico, tem muito dinheiro, mas não tem bons administradores para fazer acontecer. Esta realidade só vai mudar quando soubermos votar certo. Escolher os candidatos pela sua proficiência, currículo e capacidade comprovada de administração. Claro, que não é só isto que precisamos avaliar para votar, boa vontade, honestidade e competência histórica do candidato. também são de extrema importância, para que, tanto dinheiro assim, sejam empregados no que realmente precisamos.

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Pará ainda é um dos principais estados do Brasil que menos investe em saneamento básico

Saneamento básico é um direito que não é levado a sério no nosso estado do Pará. O saneamento básico é necessário para elevar a qualidade de vida de toda sociedade. O descaso dos nossos governantes paraenses em relação a atividade de abastecimento de água potável, o manejo de água pluvial, a coleta e tratamento de esgoto, a limpeza urbana, o manejo de resíduos sólidos e o controle de pragas e qualquer tipo de agente patogênico, visando à saúde das comunidades, é grave!

Segundo pesquisa do site “TrataBrasil”, três municípios paraenses ocupam ranking preocupantes na falta de tratamento e saneamento básico. Segundo a pesquisa, Santarém, Belém e Ananindeua ocupam os rankings 97 a 99 dos municípios do Brasil que pior oferecem saneamento básico para a população. Claro que, para nós, paraenses, que moramos nessas cidades, não precisaríamos de nenhuma pesquisa para perceber isto. Andamos nas ruas e vemos os esgotos a céu aberto que são completamente ignorados por aqueles que nos “governam”. Há muito tempo, Ananindeua aparece como um dos principais municípios brasileiros que menos investem em tratamento de água e esgoto.

Segundo dados do site “TrataBrasil”, Ananindeua realiza coleta de esgoto próxima à zero (0,75%). Além do nosso vizinho, outros cinco municípios brasileiros coletam menos que 15% do esgoto que produzem. O indicador médio para o grupo é de 24,96% valor bastante inferior à média nacional, que segundo o SNIS 2016, é de 51,90%. De maneira semelhante, os indicadores de atendimento urbano de esgotos também são baixos. O indicador médio para o grupo dos 20 piores que é de 25,61%, sendo bastante próximo ao indicador de atendimento total de esgoto; a discrepância é ainda maior em relação à já baixa média brasileira de 59,70%.

A pesquisa ainda afirma que, com relação ao indicador de tratamento; Ananindeua (PA) trata 0,91%, valor muito próximo de zero. Além disso, mais da metade dos municípios brasileiros tratam menos que 15% do esgoto produzido. O indicador médio para o grupo é apenas 14,44% sendo a média brasileira de 44,90%.

Com informações do site: Tratabrasil.org

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A parcialidade da justiça brasileira precisa ser corrigida!

O que a sociedade deseja é uma justiça isenta, que trate todos iguais, de acordo com a lei, onde o tempo dos processos sejam razoáveis e que garantam a ampla defesa e o contraditório, tudo aquilo que já são princípios constitucionais, mas não acontecem na prática. A nossa “justiça” tem muitos problemas. Primeiro: nós temos 72 milhões de processos tramitando em todas as esferas do judiciário, hoje. A maioria desses processos foi gerado pelo Estado brasileiro que não cumpre o seu papel. É preciso que o Estado seja intimado a cumprir a sua função, sem gerar mais demanda penal para a própria justiça.

Os Tribunais Superiores sofrem uma imensa interferência política, que contamina a imparcialidade dos processos. Temos uma quantidade imensa de recursos. A “justiça” do jeito que ela está discrimina pobres, pretos, mulheres e os menos favorecidos economicamente. Esse é um grupo que perde chance de vitória ou de defesa em um processo só pelo fato de serem desses grupos. Para acabar com toda essa discriminação contra todo esse grupo – invisíveis aos olhos da justiça, iremos propor um projeto que irá reformar o sistema de justiça do país.

Um projeto que permita “por nos trilhos” a justiça no país. Que garanta intensão dessas interferências politicas – tanto dos altos coronéis do interior dos estados ou dos altos comandos do poder federal e dos grandes grupos empresárias. Esse projeto, se apresentado e aprovado, tratará todos iguais perante a lei – o que deveria ser feito desde sempre, mas não é. Precisamos fazer com que o Supremo Tribunal Federal, fique apenas como um tribunal constitucional, com ministros sendo escolhidos não por interferências ou indicações políticas, mas por concursos públicos ou por indicação de mérito.

Temos que fazer com que o processos não tenham tantas enrolações e tantos recursos, que são possíveis de usar, hoje, por conta das inúmeras emendas que a justiça adquiriu – proposto para favorecer há poucos, escritas e editadas ao longo dos anos. Com isto, tudo tornaria mais rápido e seria concluído os processos legais em tempo mais célere. E, para este projeto funcionar, precisamos mexer na organização judiciária, na lei processual e, por fim, na forma que o poder executivo interfere na justiça brasileira. Precisamos tirar o poder da classe política, da justiça brasileira. Assim como o poder econômico das grandes empresas, para que o pobre seja tratado igualmente como o rico.

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Cidadão e eleitor dois indivíduos iguais com papeis diferentes

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A democracia brasileira é um arranjo para manter o status quo, deixar tudo como está, sem perigo para os que detém o poder. Duas palavras são fundamentais em uma democracia: Eleitor e Cidadão. Cidadão é o que exige que o poder emane sempre do povo e em seu nome tudo seja cumprido. Eleitor é o que escolhe os representantes. Estes dois termos, aqui, são apenas figurativos. O cidadão é um igual, aquele que senta na mesa e opina com as mesmas condições.

No Brasil, a exclusão social, as discriminações e a concentração de rendas nas mãos de poucos, desiguala as pessoas, criando cidadãos de primeira, de segunda e até de terceira classe. O eleitor participar pouco do processo de escolha. Apenas em um dia, com os pratos feitos pelos caciques partidários lhes são exibidos. Não interfere na maior parte do processo de escolha dos representantes e depois que vota, nunca mais é consultado para nada. Um deputado, com ataque de sinceridade extrema, disse que o mandato era seu e fazia o que lhe convinha.

O cidadão e o eleitor deveriam se tornar uma só pessoas no momento da escolha dos representantes. Assim a democracia representativa se fortaleceria. Na urna, porém, nem o cidadão e nem o eleitor estão juntos. Ali, a maioria, são de pessoas em indigência. excluídos socialmente, sem rendas, cheios de drama pessoais, pessoas que percebem a realidade diferente do que ela realmente é, posto que influenciado pela mídia que mais desinforma do que ajuda ao povo enxergar sua própria realidade. Este quadro produz resultados eleitorais sempre ilegítimos, onde os algozes são eleitos pelos oprimidos, numa verdadeira síndrome de Estocolmo.

Os poucos cidadãos, que por seus próprios meios, conseguem se libertar, constituindo partidos ou movimentos libertários, enfrentam grandes dificuldades para obter adesão de seus iguais. As regras feitas pelos que detém o poder lhes são impeditivas. Enfrentam a ante-propaganda e as ausência de meios para convencer seus eleitores de que representam a liberdade para todos. A democracia é um processo custoso, o processo é longo e penoso, cheio de desertos, de voltas, de idas e vindas, como se fosse o caminho até a Terra Prometida. O importante é continuar caminhando em frente, em um única direção: a liberdade.

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Se o Brasil fosse Hexa ainda sim perderíamos o jogo

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Um país gigante, diverso, desafiador, penta, não pode depender de um craque para vencer e construir um destino diferente. É a lição que tiro da nossa derrota para Bélgica. Por um curto período de duas semanas, os problemas nacionais e estaduais, foram deixados de lado. No estado do Pará e em grande parte dos estados brasileiros, teve hospital que parou o atendimento aos doentes, por causa dos jogos da copa – até escolas. O Governo Estadual facultando expediente de órgãos importantes por causa dos jogo. A copa é importante para nós brasileiros, com certeza, mas não pode ser prioridade e, muito menos, ser usado como ferramenta de “distração”, pelos nossos governantes.

A copa do mundo afetou diretamente o nosso estado – de forma negativa e positiva. Enquanto algumas crianças brincavam nas ruas, sem se preocupar com a violência que foi “amornada” por uns instantes, outras estavam morrendo em filas de hospitais, esperando por atendimento. Enquanto a economia e o comércio foram alavancados com as vendas de produtos relacionados com os eventos esportivos, a desigualdade social não demonstrou nenhuma estimativa de nivelamento. Enquanto se discutia o histórico e a história das copas e da seleção brasileira, a HISTÓRIA estava sendo de lado e esquecida nas escolas públicas.

A copa é importante para o nosso povo, o futebol e seus craques alavancam sonhos na nossa garotada, mas, vou insistir e repetir, ele não deve ser usado como ferramenta maligna contra o nosso povo. As decisões de investimentos, de geração de empregos, de crescimento econômico, de preservação de recursos naturais não renováveis, tudo depende de ações coletivas em função de uma eficiente estratégia – o que falta em grande escala no Pará.

O Brasil e o estado do Pará sairão vitoriosos, superando os baixos índices de desenvolvimento humano, quando toda a sociedade ou pelo menos maioria do povo e seus governantes assumirem que um país se constrói coletivamente – através da consciência política-, e não apenas através do futebol.
Ano eleitoral aproxima-se e um contexto político preocupante está se criando. Bolsonaro, Ciro Gomes, Alkmin ou quem o PT indicar, sozinhos não mudarão nada. Precisamos saber quais os seus planos? Quem eles indicam para equipes de governo? Com que políticos e partidos pretendem exercer o mandato? Como admitiram a participação de todos nós? A mesma estratégia deverá ser usada em eleições futuras para o governo do estado, para que os “craques” certos sejam escolhidos.

A Argentina de Messi, Portugal de Cristiano Ronaldo e o Brasil de Neymar foram eliminados da copa. Destes citados, apenas Portugal está crescendo – junto com seus estados. Os países que superaram a pobreza, eliminaram a miséria, diminuíram a violência, cresceram, progrediram, fizeram com a participação de todos, sem abrir mão dos talentos individuais.

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Gervásio Bandeira

Livrei o Poder Legislativo do Pará de ser alvo de Gervásio Bandeira

Gervásio Bandeira

Ao ler esta noticia, não tive como não lembrar de um episódio de minha passagem pelo Poder Legislativo do Pará. Na época, como deputado e líder da bancada do PT. Era uma tarde, estava em casa quando fui procurado por um grupo de deputados do PMDB. Eles vinha de uma reunião, que segundo eles tinha ocorrido na RBA, na qual haviam escolhido Gervásio Bandeira como candidato a presidente da ALEPA. Eu era o líder de uma grande bancada meu apoio era decisivo. Chegaram, bateram na minha humilde porta, tomei um susto quando abri e vi um grupo grande de parlamentares todos de paletó e eu em maga de camisas. Entraram e já foram direto ao assunto. Relataram que haviam escolhido o Gervásio, que já tinha apóio de outros partidos, mas que precisavam do apoio da bancada do PT. Disse a eles que não decidia pela bancada. Mas disseram que bastava que eu apoiasse já estaria de bom tamanho. Em troca, me ofereceram uma vaga de conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, um cargo pra lá de cobiçado, uma vez que é vitalício e com muito poder.

Sabendo do histórico do Bandeira, recusei tal oferta. Perdi um cargo de grande importância e até de prestígio pessoal, mas livrei o Pará de ter este senhor a frente dos destinos do Poder Legislativo e do terceiro maior orçamento do Estado. Nunca pedi reconhecimento pelo meu gesto, pois a honestidade é um dever de todo homem público.

O ex-prefeito Gervásio Bandeira, finalmente começa a cumprir a pena de 10 anos de prisão por crime cometido em 1999, há 19 anos atrás, quando era prefeito da pobre cidade de Breves, na Ilha do Marajó. Bandeira assinou um convênio com o Ministério da Integração Nacional, no valor de R$ 408,6 mil, em 2000, os recursos foram sacados na boca do caixa, com cheques avulso assinados pelo próprio Gervásio. O objeto do convênio era a construção de um muro de arrimo na orla da cidade, obra que nunca foi realizada.

O ex-prefeito foi recolhido a uma casa penal neste mês de junho, após todos os seus recursos contra a sentença de primeiro grau se esgotarem, sem que se modificasse a decisão condenatória. O juiz federal Rubens Rolo, determinou então o inicio do cumprimento da pena que será em regime fechado, embora a casa penal onde Bandeira está recolhido, chama-se Centro de Progressão de Pena, que fica na Júlio Cesar, perto do Aeroporto, e abriga preso em regime semi-aberto, talvez seja pelo fato de Gervásio ser ex-deputado.

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O Mecanismo

As narrativas, a pós-verdade e a verdadeira verdade

O MecanismoAlguns políticos narram suas versões para as histórias em que são protagonistas  com emoção e menos fatos, querendo fazer crer a sua versão sobre o acontecido, baseado em criatividade e em uma mistura de verdades como meias verdades e até imaginações inverossímeis.

Chamam isso, usando um neologism,o de a pós-verdade:  “algo que aparente ser verdade é mais importante que a própria verdade”. Entendeu? Nem eu.

Antigamente, dizia-se: não foi bem assim, meu caro. Também já houve quem dissesse que sobre um mesmo fato pode haver três versões possíveis: a minha; a tua; e a verdadeira. A minha e a tua são, quase sempre, boas narrativas ou pós-verdades. A real é aquela que de fato aconteceu e só com o tempo se revelará sem as tintas das emoções. Uma mentira repetida mil vezes ganha a força da verdade, dizia o propagandista do nazismo.

O processo da Lava Jato é todo baseado em provas, delações e sentenças judiciais. Ali está a verdade processual. Aquela que é possível ser alcançado por meio do processo. Na série da Netflix, denominada “O Mecanismo”, temos uma narrativa baseada em fatos reais, mas recheada pela criatividade do redator, pessoa que não passa de um grande contador de histórias, que completa os fatos reais com sua boa imaginação.

É como contar a história da Arca de Noé sem ter nunca entrada na arca e nem ter vivido o dilúvio. O tamanho da Arca, os dias de chuvas, as espécies que foram resgatadas por Noé, tudo isso está descrito na Bíblia, mas para contar essa história, o narrador terá que preencher as lacunas com sua imaginação.

A Justiça brasileira aprecia fatos e condena políticos. Os políticos envolvidos narram suas pós-verdades. Não é lindo?

É como se estivéssemos em um set de filme. A história de ficção vai sendo construída, mas os funcionários do estúdio vivem um cotidiano que é real, no qual comem, bebem e fazem suas necessidade fisiológicas ali, durante as tarefas de levar cabos, baixar gruas, filmar, gravar, editar…

“Os lábios arrogantes não ficam bem ao insensato; muito menos os lábios mentirosos ao governante! (Provérbios 17:7)

No Brasil, precisamos sair das narrativas e entrar na vida real, construir a verdadeira verdade, pois vamos ingressar no período eleitoral, pelo qual escolheremos os nossos governantes em grande momento de crise, onde o futuro de milhões de pessoas estará em jogo e nas mãos da classe política.

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