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Quem lava a roupa suja é o meu pessoal

 

Na entrevista autorizada pelo STF, que concedeu ao El Pais e a jornalista Mônica Bergamo, da Folha de São Paulo, o ex-presidente Lula, sempre muito bom com as palavras e encantador para quem o admira, sem críticas, se postou como se fosse um rei falando aos seus súditos ou o próprio deus do Olimpo em busca de vingança ou da correção da falibilidades dos humanos, suas criaturas.

 

 

Em dois trechos, vê-se um Lula salvador da pátria, um semideus da economia e da administração pública, para concluir jogando a senha de que só ele pode salvar esse povo e esse país.

“Se eles lessem alguma coisa, se eles conversassem, eles saberiam que esse cidadão aqui, analfabeto, com um curso de torneiro mecânico, juntou R$ 370 bilhões e dólares de reservas, que a R$ 4 o dólar dá mais de R$ 1,2 trilhão, sem causar nenhum prejuí

zo a nenhum brasileiro.”

“No dia em que eu sair daqui, eles sabem, eu estarei com o pé na estrada. Para, junto com esse povo, levantar a cabeça e não deixar entregar o Brasil aos americanos. Para acabar com esse complexo de vira-lata.”

Ao ler toda a entrevista, incluindo o trecho que diz que errou ao não regulamentar os meios de comunicação, tem-se a impressão que Lula não poder morrer, pois é o único que pode salvar esse país.

Toda entrevista transcorria conforme o Lula havia desenhado. Ele falava direcionado para públicos específicos, incluindo os ministros do STF. Os trechos eram fortes para serem trabalhados pela máquina de propaganda petista. Reforçou toda narrativa da sua prisão e julgamento para se concluir que ali estava o preso político mais honesto e mais importante do Planeta. Seus algozes também estavam delimitados e identificados nas figuras de Moro e Dallagnol. O adversário político a Bolsonaro e seus malucos. O PT traçado como o único partido brasileiro nacional e capaz de libertar o povo. Eis que a genialidade da perguntadora Mônica Bergamo, desnudou o mito eo deixou cara a cara com sua natureza humana, revelando o método que o faz limpo e sem contato com as sujeiras que o levaram a condenação por corrupção e lavagem de dinheiro.

“O sr. lava suas roupas? Não. Eu mando para o meu pessoal lavar.”

Lula não lava a sua própria sujeira e tem sempre pessoas prontas para assumir e lavar tudo o que ele suja. Foi assim a vida inteira. No Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, no Partido dos Trabalhadores e no Governo. Lula nunca quis saber como se lava a sujeira que ele e seu governo foram deixando pelo meio do caminho.
Sempre teve o “meu pessoal” para assumir as roupas sujas.

Lula se sentem limpo e isso se explica pelo lado mais humano possível, ele não tem contato com a sujeira, as roupas, os apartamentos, os sítios, as palestras, o Instituto, tudo vem limpo e sem qualquer mácula. O seu pessoal providenciam a lavagem.

A pergunta da Mônica foi como a cena  do menino que viu o rei nu, dai a genialidade e o compromisso do bom e velho jornalismo sem regulamentação dos meios de comunicação, que neste país significa censura.

zecarlos

Advogado, pós-graduado em Direito Ambiental, especialista em povo, principalmente o povo paraense.

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