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A realidade de pobreza e miséria é maior que as ideologias

O Governo deveria governar para os mais necessitados, os pobres e os miseráveis do país. E o Governo sabe o número de pobres e miseráveis que temos, assim como também sabe quem são os bilionários e milionários.

Ah, sabe! E sabe por diversos meios oficiais.

Começa pela Receita Federal. A Receita, órgão considerado o mais sério dos órgãos públicos brasileiros, tem um cadastro de pessoas físicas. Depois a Receita tem os declarantes de imposto por faixa de rendas. E tem os isentos, que por não terem renda não declaram. Pronto, é só mandar o computador, através de um simples programa, ler o banco de dados e separar os ricos dos pobres e os pobres dos miseráveis, os que tem, dos que não tem, teremos os pobres e miseráveis que necessitam de assistência pública e programas sociais.

Não quer usar os dados da Receita Federal ou eles não vos serve? Tá bem, vamos a outro indicador.

Use então a base de dados dos CADÚNICO. “Esse conjunto de dados apresenta a quantidade de famílias em situação de pobreza e extrema pobreza, o total de famílias e pessoas cadastradas no Cadastro Único, assim como o município e o ano/mês de referência.”

Para decidir qual o universo prioritário das ações do governo nem um desses indicadores estão servindo, nem o IBGE, que é de esquerda, por que não consultar a  base de dados da previdência social?

Quem pode receber benefícios como o BPC ( Benefício de Prestação Continuada), são os idosos a partir de 65 anos e os portadores de deficiência física, mental, sensorial ou intelectual, desde que o impedimento da deficiência dure pelo menos 2 anos.

Tem ainda os dados do CAGED que é  o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados – CAGED, que foi criado como instrumento de acompanhamento e de fiscalização do processo de admissão e de dispensa de trabalhadores regidos pela CLT, com o objetivo de assistir os desempregados e de apoiar medidas contra o desemprego.

Por último, o Governo pode se valer dos dados da educação, do bolsa família, do IDH, em fim, por tantos meios disponíveis o Presidente da República e os Congressistas saberão que somos um país desigual e constituídos por uma maioria de pessoas vivem abaixo da linha da pobreza.

Ao verificar essa realidade, que se impõe sem qualquer margem para debates ou discordâncias, só resta uma saída, trabalhar e trabalhar muito para reverte esse quadro terrível que não é de esquerda e nem de direita, é humano. cristão, judeus, muçulmano, espirita, umbandista…

Combater a pobreza e a miséria nos colocará unidos por uma causa que está acima das ideologias e dos partidos políticos.

Virar as costas para essa realidade e continuar estimulando o ódio, as disputas estéreis vão adiar por muitos anos, com consequências terríveis, o futuro do nosso país. Como dizem os internautas, simples assim.

zecarlos

Advogado, pós-graduado em Direito Ambiental, especialista em povo, principalmente o povo paraense.

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