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Pará ainda é um dos principais estados do Brasil que menos investe em saneamento básico

Saneamento básico é um direito que não é levado a sério no nosso estado do Pará. O saneamento básico é necessário para elevar a qualidade de vida de toda sociedade. O descaso dos nossos governantes paraenses em relação a atividade de abastecimento de água potável, o manejo de água pluvial, a coleta e tratamento de esgoto, a limpeza urbana, o manejo de resíduos sólidos e o controle de pragas e qualquer tipo de agente patogênico, visando à saúde das comunidades, é grave!

Segundo pesquisa do site “TrataBrasil”, três municípios paraenses ocupam ranking preocupantes na falta de tratamento e saneamento básico. Segundo a pesquisa, Santarém, Belém e Ananindeua ocupam os rankings 97 a 99 dos municípios do Brasil que pior oferecem saneamento básico para a população. Claro que, para nós, paraenses, que moramos nessas cidades, não precisaríamos de nenhuma pesquisa para perceber isto. Andamos nas ruas e vemos os esgotos a céu aberto que são completamente ignorados por aqueles que nos “governam”. Há muito tempo, Ananindeua aparece como um dos principais municípios brasileiros que menos investem em tratamento de água e esgoto.

Segundo dados do site “TrataBrasil”, Ananindeua realiza coleta de esgoto próxima à zero (0,75%). Além do nosso vizinho, outros cinco municípios brasileiros coletam menos que 15% do esgoto que produzem. O indicador médio para o grupo é de 24,96% valor bastante inferior à média nacional, que segundo o SNIS 2016, é de 51,90%. De maneira semelhante, os indicadores de atendimento urbano de esgotos também são baixos. O indicador médio para o grupo dos 20 piores que é de 25,61%, sendo bastante próximo ao indicador de atendimento total de esgoto; a discrepância é ainda maior em relação à já baixa média brasileira de 59,70%.

A pesquisa ainda afirma que, com relação ao indicador de tratamento; Ananindeua (PA) trata 0,91%, valor muito próximo de zero. Além disso, mais da metade dos municípios brasileiros tratam menos que 15% do esgoto produzido. O indicador médio para o grupo é apenas 14,44% sendo a média brasileira de 44,90%.

Com informações do site: Tratabrasil.org

zecarlos

Advogado, pós-graduado em Direito Ambiental, especialista em povo, principalmente o povo paraense.

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