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Se o Brasil fosse Hexa ainda sim perderíamos o jogo

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Um país gigante, diverso, desafiador, penta, não pode depender de um craque para vencer e construir um destino diferente. É a lição que tiro da nossa derrota para Bélgica. Por um curto período de duas semanas, os problemas nacionais e estaduais, foram deixados de lado. No estado do Pará e em grande parte dos estados brasileiros, teve hospital que parou o atendimento aos doentes, por causa dos jogos da copa – até escolas. O Governo Estadual facultando expediente de órgãos importantes por causa dos jogo. A copa é importante para nós brasileiros, com certeza, mas não pode ser prioridade e, muito menos, ser usado como ferramenta de “distração”, pelos nossos governantes.

A copa do mundo afetou diretamente o nosso estado – de forma negativa e positiva. Enquanto algumas crianças brincavam nas ruas, sem se preocupar com a violência que foi “amornada” por uns instantes, outras estavam morrendo em filas de hospitais, esperando por atendimento. Enquanto a economia e o comércio foram alavancados com as vendas de produtos relacionados com os eventos esportivos, a desigualdade social não demonstrou nenhuma estimativa de nivelamento. Enquanto se discutia o histórico e a história das copas e da seleção brasileira, a HISTÓRIA estava sendo de lado e esquecida nas escolas públicas.

A copa é importante para o nosso povo, o futebol e seus craques alavancam sonhos na nossa garotada, mas, vou insistir e repetir, ele não deve ser usado como ferramenta maligna contra o nosso povo. As decisões de investimentos, de geração de empregos, de crescimento econômico, de preservação de recursos naturais não renováveis, tudo depende de ações coletivas em função de uma eficiente estratégia – o que falta em grande escala no Pará.

O Brasil e o estado do Pará sairão vitoriosos, superando os baixos índices de desenvolvimento humano, quando toda a sociedade ou pelo menos maioria do povo e seus governantes assumirem que um país se constrói coletivamente – através da consciência política-, e não apenas através do futebol.
Ano eleitoral aproxima-se e um contexto político preocupante está se criando. Bolsonaro, Ciro Gomes, Alkmin ou quem o PT indicar, sozinhos não mudarão nada. Precisamos saber quais os seus planos? Quem eles indicam para equipes de governo? Com que políticos e partidos pretendem exercer o mandato? Como admitiram a participação de todos nós? A mesma estratégia deverá ser usada em eleições futuras para o governo do estado, para que os “craques” certos sejam escolhidos.

A Argentina de Messi, Portugal de Cristiano Ronaldo e o Brasil de Neymar foram eliminados da copa. Destes citados, apenas Portugal está crescendo – junto com seus estados. Os países que superaram a pobreza, eliminaram a miséria, diminuíram a violência, cresceram, progrediram, fizeram com a participação de todos, sem abrir mão dos talentos individuais.

zecarlos

Advogado, pós-graduado em Direito Ambiental, especialista em povo, principalmente o povo paraense.

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