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A campanha eleitoral diferente vai produzir bons políticos ou bons eleitores

750x500xpropaganda_eleitoral_na_internet-750x500-png-pagespeed-ic-qjwhj8pe6rEstou ansioso esperando o resultado das urnas desta eleição municipal com um novo conceito de campanha eleitoral, com pouco tempo, poucos e parcos recurso e com menos possibilidade de propaganda eleitoral.

O assédio dos partidos e dos candidatos sobre o eleitor diminuiu. Os políticos e os partidos estão achando muito estranho, esquisito a campanha deste ano. Todos estavam acostumados com o modelo antigo, onde o tempo de propaganda era enorme. O horário gratuito também. Os candidatos dispunham de muitas formas de publicidade. E o dinheiro corria farto, vindo, principalmente, do financiamento empresarial.

Não deu certo. Comportou muitos exageros, espertezas e estimulou a corrupção tanto eleitoral quanto dos ocupantes de cargo em face da administração pública.

A campanha eleitoral pode ser vista a partir de dois conceitos comparados ao conceito de consumo. Alguns produtos o consumidor não sente necessidade deles e outros o consumidor não vive sem eles.

Podemos exemplificar com a cerveja e a água mineral, por exemplo. No primeiro caso, o fabricante tem que estimular o consumo do produto e depois vender sua marca. No segundo caso, o fabricante tem que apresentar sua marca, pois o consumo do produto já é uma necessidade do consumidor.

O conceito que vinha sendo adotado em eleição era de que os políticos deveriam estimular nas pessoas o desejo de votar e votar em seus candidatos. O partido e seus aliados tinham necessidade de ter cargos e cargos em grande quantidade para dominar a máquina pública. As eleições deixaram de ser um momento do eleitor para ser o espaço privilegiado dos políticos.

O conceito novo o eleitor é que necessita da representação política para defesa dos seus interesses. Sendo assim, resta aos partidos e candidatos vender seus programas e candidatos, deixando ao eleitor a liberdade de escolher, sem o assédio de antes. Cabe agora ao eleitor um papel mais proativo no processo eleitoral. É ele que vai buscar se informar e construir sozinho ou com pouca ajuda, seu juízo de valor eleitoral.

O modelo é experimental e se der certo, pode ser aperfeiçoado para o pleito geral de 2018. Até agora, o que produziu de campanha e do custo, pareceu adequado. Só o fato de diminuir o assédio da classe política, buscando equilibrar o desejo dos partidos e candidatos como a necessidade do eleitor já é algo positivo, resta esperar o resultado para melhor avaliar as distorções que ainda vão acontecer.

zecarlos

Advogado, pós-graduado em Direito Ambiental, especialista em povo, principalmente o povo paraense.

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