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Eduardo Cunha cassado

O deputado Eduardo Cunha perdeu o mandato, foi cassado pela Câmara dos Deputados em uma votação inesperada, 450 votos a favor e apenas 10 contra. Enquanto os deputados se preparavam para sessão histórica, a ministra Carmem Lúcia assumia, com a segunda mulher, a presidência do STF.

O que estes dois fatos tem em comum?

O combate a corrupção, a austeridade e a aplicação da Constituição Federal a todos, indistintamente, foram os tons que marcaram a chegada da segundo mulher a presidência do STF. Carmem Lúcia é uma esperança de continuidade dos julgamentos dos corruptos pegos pela operação Lava Jato. Também está na sua presidência a manutenção da decisão que mantém o cumprimento das penas após a decisão de segundo grau. Mas foi quebrando o protocolo, ao saudar o povo brasileiro, em primeiro lugar, que a Ministra Carmem Lúcia acenou com o respeito a sociedade brasileira.

A Câmara dos Deputados derrubou uma estátua, um esfinge, representante de um modo corrupto de exercício do poder popular. Eduardo Cunha foi cassado pelos seus pares por pressão da sociedade brasileira que não aceita mais conviver com impunidade e desvio do mandato que outorga aos seus representantes.

Os dois fatos, por fim, desmente todas as teses daqueles que viram no impeachment da presidente Dilma uma armação contra um único partido, chegaram a dizer que cassação da Presidente, poria fim a operação Lava Jato e salvaria Eduardo Cunha. Nada disso aconteceu, ainda bem.

Daqui por diante, esperasse que as instituições sigam se aperfeiçoando e construindo um país verdadeiramente democrático, com todo poder emanando do povo e que a lei seja igual perante todos, como desejou Salvador Allende.

 

zecarlos

Advogado, pós-graduado em Direito Ambiental, especialista em povo, principalmente o povo paraense.

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