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Sanear significa limpar o que sujamos. Estamos fazendo isto?!

d60ca497-c621-4833-a410-a9c19c596a0cSaneamento significa: limpar o que nós sujamos, como por exemplo a água doce. Desde que o mundo existe, a quantidade de água doce é a mesma, apenas 3,5% de toda água existente no Planeta Água. Nós não inventamos água, mesmo assim, coletamos a água doce, usamos para lavar, beber, irrigar, nas indústrias. Por exemplo, para fazer um litro de coca cola, gastamos, em todo processo, mais de 70 litros de água, depois devolvemos a água suja para que a natureza limpe, se ela conseguir.

Seria bom se, depois de usarmos a água – antes de devolve-la para natureza, tratássemos e limpássemos o que sujamos. Com isso, evitaríamos doenças de veiculação hídrica. Belém, é uma cidade com mais de 400 anos, trata apenas 7,5% dos esgotos. No último dia (24), deste mês, pela primeira vez, uma autoridade de Brasília, veio a público dizer que tem dinheiro para saneamento, o que não tem são bons projetos.

O que me diz o Instituto Federal com sua cadeira de saneamento? A Ufpa e a engenharia de saneamento? Estes profissionais deveriam aproveitar esta deixa e fazer um esforço concentrado para cobrar que os nossos prefeitos paraenses se habilitassem  a receber recursos com bons projetos. Mais uma vez o que suspeitávamos foi comprovado: o país é rico, tem muito dinheiro, mas não tem bons administradores para fazer acontecer. Esta realidade só vai mudar quando soubermos votar certo. Escolher os candidatos pela sua proficiência, currículo e capacidade comprovada de administração. Claro, que não é só isto que precisamos avaliar para votar, boa vontade, honestidade e competência histórica do candidato. também são de extrema importância, para que, tanto dinheiro assim, sejam empregados no que realmente precisamos.

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Pará ainda é um dos principais estados do Brasil que menos investe em saneamento básico

Saneamento básico é um direito que não é levado a sério no nosso estado do Pará. O saneamento básico é necessário para elevar a qualidade de vida de toda sociedade. O descaso dos nossos governantes paraenses em relação a atividade de abastecimento de água potável, o manejo de água pluvial, a coleta e tratamento de esgoto, a limpeza urbana, o manejo de resíduos sólidos e o controle de pragas e qualquer tipo de agente patogênico, visando à saúde das comunidades, é grave!

Segundo pesquisa do site “TrataBrasil”, três municípios paraenses ocupam ranking preocupantes na falta de tratamento e saneamento básico. Segundo a pesquisa, Santarém, Belém e Ananindeua ocupam os rankings 97 a 99 dos municípios do Brasil que pior oferecem saneamento básico para a população. Claro que, para nós, paraenses, que moramos nessas cidades, não precisaríamos de nenhuma pesquisa para perceber isto. Andamos nas ruas e vemos os esgotos a céu aberto que são completamente ignorados por aqueles que nos “governam”. Há muito tempo, Ananindeua aparece como um dos principais municípios brasileiros que menos investem em tratamento de água e esgoto.

Segundo dados do site “TrataBrasil”, Ananindeua realiza coleta de esgoto próxima à zero (0,75%). Além do nosso vizinho, outros cinco municípios brasileiros coletam menos que 15% do esgoto que produzem. O indicador médio para o grupo é de 24,96% valor bastante inferior à média nacional, que segundo o SNIS 2016, é de 51,90%. De maneira semelhante, os indicadores de atendimento urbano de esgotos também são baixos. O indicador médio para o grupo dos 20 piores que é de 25,61%, sendo bastante próximo ao indicador de atendimento total de esgoto; a discrepância é ainda maior em relação à já baixa média brasileira de 59,70%.

A pesquisa ainda afirma que, com relação ao indicador de tratamento; Ananindeua (PA) trata 0,91%, valor muito próximo de zero. Além disso, mais da metade dos municípios brasileiros tratam menos que 15% do esgoto produzido. O indicador médio para o grupo é apenas 14,44% sendo a média brasileira de 44,90%.

Com informações do site: Tratabrasil.org

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A parcialidade da justiça brasileira precisa ser corrigida!

O que a sociedade deseja é uma justiça isenta, que trate todos iguais, de acordo com a lei, onde o tempo dos processos sejam razoáveis e que garantam a ampla defesa e o contraditório, tudo aquilo que já são princípios constitucionais, mas não acontecem na prática. A nossa “justiça” tem muitos problemas. Primeiro: nós temos 72 milhões de processos tramitando em todas as esferas do judiciário, hoje. A maioria desses processos foi gerado pelo Estado brasileiro que não cumpre o seu papel. É preciso que o Estado seja intimado a cumprir a sua função, sem gerar mais demanda penal para a própria justiça.

Os Tribunais Superiores sofrem uma imensa interferência política, que contamina a imparcialidade dos processos. Temos uma quantidade imensa de recursos. A “justiça” do jeito que ela está discrimina pobres, pretos, mulheres e os menos favorecidos economicamente. Esse é um grupo que perde chance de vitória ou de defesa em um processo só pelo fato de serem desses grupos. Para acabar com toda essa discriminação contra todo esse grupo – invisíveis aos olhos da justiça, iremos propor um projeto que irá reformar o sistema de justiça do país.

Um projeto que permita “por nos trilhos” a justiça no país. Que garanta intensão dessas interferências politicas – tanto dos altos coronéis do interior dos estados ou dos altos comandos do poder federal e dos grandes grupos empresárias. Esse projeto, se apresentado e aprovado, tratará todos iguais perante a lei – o que deveria ser feito desde sempre, mas não é. Precisamos fazer com que o Supremo Tribunal Federal, fique apenas como um tribunal constitucional, com ministros sendo escolhidos não por interferências ou indicações políticas, mas por concursos públicos ou por indicação de mérito.

Temos que fazer com que o processos não tenham tantas enrolações e tantos recursos, que são possíveis de usar, hoje, por conta das inúmeras emendas que a justiça adquiriu – proposto para favorecer há poucos, escritas e editadas ao longo dos anos. Com isto, tudo tornaria mais rápido e seria concluído os processos legais em tempo mais célere. E, para este projeto funcionar, precisamos mexer na organização judiciária, na lei processual e, por fim, na forma que o poder executivo interfere na justiça brasileira. Precisamos tirar o poder da classe política, da justiça brasileira. Assim como o poder econômico das grandes empresas, para que o pobre seja tratado igualmente como o rico.

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Cidadão e eleitor dois indivíduos iguais com papeis diferentes

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A democracia brasileira é um arranjo para manter o status quo, deixar tudo como está, sem perigo para os que detém o poder. Duas palavras são fundamentais em uma democracia: Eleitor e Cidadão. Cidadão é o que exige que o poder emane sempre do povo e em seu nome tudo seja cumprido. Eleitor é o que escolhe os representantes. Estes dois termos, aqui, são apenas figurativos. O cidadão é um igual, aquele que senta na mesa e opina com as mesmas condições.

No Brasil, a exclusão social, as discriminações e a concentração de rendas nas mãos de poucos, desiguala as pessoas, criando cidadãos de primeira, de segunda e até de terceira classe. O eleitor participar pouco do processo de escolha. Apenas em um dia, com os pratos feitos pelos caciques partidários lhes são exibidos. Não interfere na maior parte do processo de escolha dos representantes e depois que vota, nunca mais é consultado para nada. Um deputado, com ataque de sinceridade extrema, disse que o mandato era seu e fazia o que lhe convinha.

O cidadão e o eleitor deveriam se tornar uma só pessoas no momento da escolha dos representantes. Assim a democracia representativa se fortaleceria. Na urna, porém, nem o cidadão e nem o eleitor estão juntos. Ali, a maioria, são de pessoas em indigência. excluídos socialmente, sem rendas, cheios de drama pessoais, pessoas que percebem a realidade diferente do que ela realmente é, posto que influenciado pela mídia que mais desinforma do que ajuda ao povo enxergar sua própria realidade. Este quadro produz resultados eleitorais sempre ilegítimos, onde os algozes são eleitos pelos oprimidos, numa verdadeira síndrome de Estocolmo.

Os poucos cidadãos, que por seus próprios meios, conseguem se libertar, constituindo partidos ou movimentos libertários, enfrentam grandes dificuldades para obter adesão de seus iguais. As regras feitas pelos que detém o poder lhes são impeditivas. Enfrentam a ante-propaganda e as ausência de meios para convencer seus eleitores de que representam a liberdade para todos. A democracia é um processo custoso, o processo é longo e penoso, cheio de desertos, de voltas, de idas e vindas, como se fosse o caminho até a Terra Prometida. O importante é continuar caminhando em frente, em um única direção: a liberdade.

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Se o Brasil fosse Hexa ainda sim perderíamos o jogo

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Um país gigante, diverso, desafiador, penta, não pode depender de um craque para vencer e construir um destino diferente. É a lição que tiro da nossa derrota para Bélgica. Por um curto período de duas semanas, os problemas nacionais e estaduais, foram deixados de lado. No estado do Pará e em grande parte dos estados brasileiros, teve hospital que parou o atendimento aos doentes, por causa dos jogos da copa – até escolas. O Governo Estadual facultando expediente de órgãos importantes por causa dos jogo. A copa é importante para nós brasileiros, com certeza, mas não pode ser prioridade e, muito menos, ser usado como ferramenta de “distração”, pelos nossos governantes.

A copa do mundo afetou diretamente o nosso estado – de forma negativa e positiva. Enquanto algumas crianças brincavam nas ruas, sem se preocupar com a violência que foi “amornada” por uns instantes, outras estavam morrendo em filas de hospitais, esperando por atendimento. Enquanto a economia e o comércio foram alavancados com as vendas de produtos relacionados com os eventos esportivos, a desigualdade social não demonstrou nenhuma estimativa de nivelamento. Enquanto se discutia o histórico e a história das copas e da seleção brasileira, a HISTÓRIA estava sendo de lado e esquecida nas escolas públicas.

A copa é importante para o nosso povo, o futebol e seus craques alavancam sonhos na nossa garotada, mas, vou insistir e repetir, ele não deve ser usado como ferramenta maligna contra o nosso povo. As decisões de investimentos, de geração de empregos, de crescimento econômico, de preservação de recursos naturais não renováveis, tudo depende de ações coletivas em função de uma eficiente estratégia – o que falta em grande escala no Pará.

O Brasil e o estado do Pará sairão vitoriosos, superando os baixos índices de desenvolvimento humano, quando toda a sociedade ou pelo menos maioria do povo e seus governantes assumirem que um país se constrói coletivamente – através da consciência política-, e não apenas através do futebol.
Ano eleitoral aproxima-se e um contexto político preocupante está se criando. Bolsonaro, Ciro Gomes, Alkmin ou quem o PT indicar, sozinhos não mudarão nada. Precisamos saber quais os seus planos? Quem eles indicam para equipes de governo? Com que políticos e partidos pretendem exercer o mandato? Como admitiram a participação de todos nós? A mesma estratégia deverá ser usada em eleições futuras para o governo do estado, para que os “craques” certos sejam escolhidos.

A Argentina de Messi, Portugal de Cristiano Ronaldo e o Brasil de Neymar foram eliminados da copa. Destes citados, apenas Portugal está crescendo – junto com seus estados. Os países que superaram a pobreza, eliminaram a miséria, diminuíram a violência, cresceram, progrediram, fizeram com a participação de todos, sem abrir mão dos talentos individuais.

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Gervásio Bandeira

Livrei o Poder Legislativo do Pará de ser alvo de Gervásio Bandeira

Gervásio Bandeira

Ao ler esta noticia, não tive como não lembrar de um episódio de minha passagem pelo Poder Legislativo do Pará. Na época, como deputado e líder da bancada do PT. Era uma tarde, estava em casa quando fui procurado por um grupo de deputados do PMDB. Eles vinha de uma reunião, que segundo eles tinha ocorrido na RBA, na qual haviam escolhido Gervásio Bandeira como candidato a presidente da ALEPA. Eu era o líder de uma grande bancada meu apoio era decisivo. Chegaram, bateram na minha humilde porta, tomei um susto quando abri e vi um grupo grande de parlamentares todos de paletó e eu em maga de camisas. Entraram e já foram direto ao assunto. Relataram que haviam escolhido o Gervásio, que já tinha apóio de outros partidos, mas que precisavam do apoio da bancada do PT. Disse a eles que não decidia pela bancada. Mas disseram que bastava que eu apoiasse já estaria de bom tamanho. Em troca, me ofereceram uma vaga de conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, um cargo pra lá de cobiçado, uma vez que é vitalício e com muito poder.

Sabendo do histórico do Bandeira, recusei tal oferta. Perdi um cargo de grande importância e até de prestígio pessoal, mas livrei o Pará de ter este senhor a frente dos destinos do Poder Legislativo e do terceiro maior orçamento do Estado. Nunca pedi reconhecimento pelo meu gesto, pois a honestidade é um dever de todo homem público.

O ex-prefeito Gervásio Bandeira, finalmente começa a cumprir a pena de 10 anos de prisão por crime cometido em 1999, há 19 anos atrás, quando era prefeito da pobre cidade de Breves, na Ilha do Marajó. Bandeira assinou um convênio com o Ministério da Integração Nacional, no valor de R$ 408,6 mil, em 2000, os recursos foram sacados na boca do caixa, com cheques avulso assinados pelo próprio Gervásio. O objeto do convênio era a construção de um muro de arrimo na orla da cidade, obra que nunca foi realizada.

O ex-prefeito foi recolhido a uma casa penal neste mês de junho, após todos os seus recursos contra a sentença de primeiro grau se esgotarem, sem que se modificasse a decisão condenatória. O juiz federal Rubens Rolo, determinou então o inicio do cumprimento da pena que será em regime fechado, embora a casa penal onde Bandeira está recolhido, chama-se Centro de Progressão de Pena, que fica na Júlio Cesar, perto do Aeroporto, e abriga preso em regime semi-aberto, talvez seja pelo fato de Gervásio ser ex-deputado.

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O Mecanismo

As narrativas, a pós-verdade e a verdadeira verdade

O MecanismoAlguns políticos narram suas versões para as histórias em que são protagonistas  com emoção e menos fatos, querendo fazer crer a sua versão sobre o acontecido, baseado em criatividade e em uma mistura de verdades como meias verdades e até imaginações inverossímeis.

Chamam isso, usando um neologism,o de a pós-verdade:  “algo que aparente ser verdade é mais importante que a própria verdade”. Entendeu? Nem eu.

Antigamente, dizia-se: não foi bem assim, meu caro. Também já houve quem dissesse que sobre um mesmo fato pode haver três versões possíveis: a minha; a tua; e a verdadeira. A minha e a tua são, quase sempre, boas narrativas ou pós-verdades. A real é aquela que de fato aconteceu e só com o tempo se revelará sem as tintas das emoções. Uma mentira repetida mil vezes ganha a força da verdade, dizia o propagandista do nazismo.

O processo da Lava Jato é todo baseado em provas, delações e sentenças judiciais. Ali está a verdade processual. Aquela que é possível ser alcançado por meio do processo. Na série da Netflix, denominada “O Mecanismo”, temos uma narrativa baseada em fatos reais, mas recheada pela criatividade do redator, pessoa que não passa de um grande contador de histórias, que completa os fatos reais com sua boa imaginação.

É como contar a história da Arca de Noé sem ter nunca entrada na arca e nem ter vivido o dilúvio. O tamanho da Arca, os dias de chuvas, as espécies que foram resgatadas por Noé, tudo isso está descrito na Bíblia, mas para contar essa história, o narrador terá que preencher as lacunas com sua imaginação.

A Justiça brasileira aprecia fatos e condena políticos. Os políticos envolvidos narram suas pós-verdades. Não é lindo?

É como se estivéssemos em um set de filme. A história de ficção vai sendo construída, mas os funcionários do estúdio vivem um cotidiano que é real, no qual comem, bebem e fazem suas necessidade fisiológicas ali, durante as tarefas de levar cabos, baixar gruas, filmar, gravar, editar…

“Os lábios arrogantes não ficam bem ao insensato; muito menos os lábios mentirosos ao governante! (Provérbios 17:7)

No Brasil, precisamos sair das narrativas e entrar na vida real, construir a verdadeira verdade, pois vamos ingressar no período eleitoral, pelo qual escolheremos os nossos governantes em grande momento de crise, onde o futuro de milhões de pessoas estará em jogo e nas mãos da classe política.

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Doe dinheiro para ajudar a campanha do verde

Vaquinha Eletrônica

 

Os políticos que se recusaram a entrar na corrupção ficaram sem possiblidade de divulgar suas plataformas. Agora, com a vaquinha eletrônica aprovada pelo TSE, eles ganharam a possibilidade de arrecadar dinheiro limpo e transparente. Faça uma doação, pode ser pequena ou até 10% do valor da sua última declaração do imposto de renda. Entre no site clicando na foto e siga as instruções apertando em contribuir. A doação é feita pelo cartão de crédito, fiscalizada por você e pela Justiça Eleitoral. Tudo como deverias ser sempre.

 

 

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Todo dia é um novo 7 x 1

Todos os dias, o povo brasileiro acorda com um novo sete a um. É corrupção. É aumento de impostos. É um governo ilegítimo. É o fantasma da volta da inflação. É o preço do combustível sendo reajustado diariamente.

Desta vez, o sete a um foi a greve ou locaute dos caminhoneiros ou empresas de cargas que parou o Brasil de ponta a ponta.

O protesto era contra a política de preços praticada pela Petrobras, dirigida por Pedro Parente. A Petrobras já foi a nossa seleção brasileira, até que em 2015 deu o seu primeiro prejuízo bilionário, levou a sua primeira goleada, depois de ter escalada diretores indicados por partidos políticos aliados ao governo.

Foi uma surpresa decepcionante para o Brasil descobrir que Petrobras estava passando por sérios problemas. Logo esta empresa que é o orgulho nacional, que é pioneira em tecnologia de exploração de petróleo em águas profundas, que nos deu a esperança de ser autossuficiente, após a descoberta de gigantescas reservas  na camada do pré-sal e que até investiu em um refinaria da Boliva e em Pasadena no Estados Unidos. Era como se o país estivesse preparado para ganhar a copa de economia do primeiro mundo.

A crise política que o Brasil se meteu nos últimos anos nos leva a pensar em paralelo com o nosso futebol. Naquela terça-feira, 08 de julho de 2014, o brasileiro acordo de peito estufado. As famílias e os amigos se encontraram para o churrasco e a cerveja, todos a frente da televisão. A copa era nossa. Iríamos levar a taça dentro de casa, no estádio do Mineirão. Os palpites davam vitórias magras ao Brasil, afinal o adversário era a Alemanha, mas nunca um empate, jamais uma derrota, muito menos uma goleada.

Bastaram apenas onze minutos de jogo para a realidade nos acordar do sonho de ter o melhor futebol do mundo. O Brasil viu o sonho de ganhar um copa do mundo em casa ir se esvaindo nas chuteiras alemãs. Thomas Müller marcou o primeiro gol. Em seis minutos, quatro gols a mais davam como certa o vexame apelidado de mineiraço. O primeiro tempo terminou com os inacreditáveis cinco a zero. A cerveja perdeu o sabor. As pessoas se olhavam sem acreditar no que estava acontecendo.

Em Curitiba, em uma Vara Federal, um doleiro negociava a colaboração premiada com o Ministério Público e marcava o primeiro gol contra a nossa principal empresa. Quando o acordo foi fechado, o Brasil conheceu o maior escândalo de corrupção da história recente. Em seguida, após a delação do doleiro, vieram os Paulo Roberto Costa, Pedro Barusco, Jorge Zelada, Nestor Cerveró, Renato Duque, etc. Depois destas prisões, foi a vez da classe política ser presa, pois era ela que indicava os diretores que saquearam a nossa Petrobras e o sonho do Brasil ser uma nação que superou a pobreza, a miséria e as desigualdades sociais, como nos foi prometido pela Constituição Federal.

Assim como a derrota para Alemanha mostrou que o país do futebol vivia uma farsa, a greve dos caminhoneiros, o nosso mais novo sete a um, expôs a fragilidade econômica do país, que apostou em transportar todas as suas mercadorias, incluindo combustível  e medicamentos, por rodovias. O país tornou-se dependente de petróleo para se mover. Somos um gigante super frágil.

A população parece que ainda não queria acreditar que a Petrobras tenha feito 125 reajuste de combustíveis em cinco meses. Como não estava acreditando que em poucos dias, os postos de combustíveis estava sem o produto para abastecer seus veículos. Remédios deixaram ser entregues. Verduras e legumes começaram a faltar. Voos foram cancelados por falta de querosene de aviação.

Os caminhoneiros estavam derrotados pelo preço diesel sendo reajustado quase que diariamente. O valor acertado no inicio do frete, não paga o custo da manutenção do caminhão e do combustível para o abastecimento. Além do custo do diesel, os caminhoneiros suportam grande peso vindo dos pedágios.

A greve dos caminhoneiros durou sete dias e vai chegando ao fim, com um novo acordo anunciado pelo Governo Temer. O país, do jeito que está, sem um comando legitimo a frente do governo, dividido por projetos radicais, com sua instituições fragilizadas pela corrupção, sabe que mais derrotas ainda virão por ai e, neste ano de copa do mundo, não cansa de se perguntar: quando acontecerá um novo sete a um?

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O Casamento do Príncipe Harry com Meghan Markle e a Bancada da Bíblia

O Bispo Michael Bruce Cury, roubou a cena durante o casamento real, entre o Principe Harry e a atriz, afrodescendente, Meghan Markle, com a pregação que repete Martin Luther King, sobre o poder redentor do amor: “o amor pode ajudar a curar quando nada mais pode”.

A cerimônia, presidida pelo Justin Welby, arcebispo de Cantuária, líder da comunhão Anglicana mundial, foi realizada no templo do protestantismo, oriundo do cisma que gerou muitas denominações cristãs pelo mundo afora.

Ver a cerimônia e ouvir o pregador americano e negro, falando na Inglaterra, aos nobres, nos remete a pensar sobre o baixo nível das pregações de políticos, disfarçados de pastores, que usam os púlpitos das casas, através de meios de comunicação e de construções transmudadas em templo, para pregar o ódio, a divisão, arrecadar dinheiro e apoiadores para seus projetos de poder terreno, onde tudo existe, menos o amor.

O bispo Michael, ligou o seu tablet, assomou o púlpito da capela de São Jorge, no Castelo de Windsor, para falar de amor e do fogo controlado. Citou Luther King, os mais importantes líderes do movimento dos direitos civis dos negros nos Estados Unidos, e no mundo, com uma campanha de não violência e de amor ao próximo. Mas também citou o padre católico Pierre Teilhard de Chardin, que foi um padrejesuíta, teólogo, filósofo e paleontólogofrancês que tentou construir uma visão integradora entre ciência e teologia.

Os religiosos que pregam a palavra, não podem fazer sem estuda-la, sem se aprofundar, sem receber a inspiração do Espirito de Deus. O sentido da obra religiosa deve ser o amor ao próximo, que é a primeira e mais importante lição cristã.

O bispo negro americano, fez o que deve ser feito em nome de Deus. E o fez demonstrando que de sua boca saiam palavras inspiradas e cultas.

Os pregadores políticos, quando falam, cospem ódio, oportunismo, lições que mais parecem vindas de Baal. Querem o corpo das pessoas, o dinheiro das pessoas, a fé dos crentes para seus projetos políticos escusos. Vendem a Igreja e a alma.

A bancada da Bíblia no Congresso Nacional, que não demonstra ter amor ao próximo, é a que mais troca o voto, a representação popular por negócios e mais poder para si e para o seu desamor, tudo em nome de Jesus Cristos, confundindo a cabeça de eleitores e fiéis.

O papa Francisco tem se esforçada pela unidade dos cristãos e ontem, ao ver a cerimônia com o Bispo de Cantuária e o Presidente das Igreja Episcopal dos Americanos, acendeu em mim a chama desta unidade, que afastaria os maus-profetas e separaria o joio do trigo, fazendo coque se cumpra:

Jesus disse: “A paz esteja convosco. Como o Pai me enviou, também eu vos envio”. 22E, depois de ter dito isso, soprou sobre eles e disse: “Recebei o Espírito Santo. 23A quem perdoardes os pecados, eles lhes serão perdoados; a quem não os perdoardes, eles lhes serão retidos”.

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