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Saborear um mero, quem resiste?

  
  Em quase todas as bancas, na Feira de Bragança, lá estava ele, o mero, peixe cuja comercialização é proibida por lei, por estar ameaçado de extinção. 
O que faz as pessoas transgredirem as leis da natureza transformadas em leis de proteção ao meio ambiente, nestes e em outros casos?  
Se o mero for extinto, ninguém terá saudades dele? Não fará falta e o impacto da sua extinção não nos alcançará? 
Claro que a resposta é não para primeira é sim para segunda pergunta. As pessoas abdicam de pensar no prejuízo coletivo em face das vantagens individuais. 
O peixeiro, quer obter o lucro com a comercialização. O comprador quer o prazer de uma iguaria. 
Para humanidade, porém, sobrará a extinção de todas as vidas. As vezes parece até que se ouve alguém dizer: o mero é tão gostoso que para saborea-lo vale a pena destruir o Planeta.

Sigamos destruindo o Planeta Terra, afinal a NASA descobriu um novo sistema planetário parecido com o nosso, só que a 40 milhões de anos-luz daqui.

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O Fim do mundo é real

A vida está sendo extinta
Morte das espécies

Na última quinta-feira, as pessoas esperaram o fim do mundo que seria ocasionado pelo choque do “asteroide 2016 WF9” com a Terra., que não aconteceu. As pessoas que acreditaram que o Mundo vai acabar desta forma ficaram frustrada, decepcionada e se sentindo enganada.

O Mundo nunca vai acabar como as pessoas imaginam. A vida, esta sim, está acabando em um velocidade assustadora e bem na frente de nossas vistas. Mas isto as pessoas não querem ver e nem acreditar.

Parte gigantesca das florestas tropicais já não existem. As geleiras estão diminuindo. O Lago Poopó simplesmente sumiu. Em todas as cidades, sabe-se de igarapés e nascentes que simplesmente deixaram o Planeta para nunca mais voltar.  Acesse o link e veja quantas espécies foram extintas nos últimos 20 anos: Espécies Extintas.

Além de muitas espécies extintas, um quantidade enorme de seres estão ameaçados de extinção. O Tigre, o Urso Polar, a Morsa do Pacífico. Veja a lista Top 10 do Greenpeace. As dez espécies mais ameaçadas de extinção.

Você que espera um choque de asteroide, esqueça essa besteira, mas se preocupe com a ameaça real ao Planeta que é você, seus amigos, seus parentes, que jogam lixo, emitem gases de efeito estufa e consomem muito recursos naturais e desperdiçam matéria prima preciosa que está esgotando.

Vamos mudar o nosso modo de relacionamento com o Planeta, com as outras espécies e conosco mesmo ou o Mundo vai acabar de verdade, bem mais cedo do que o previsto.

 

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A crise é do estado brasileiro

O Estado Brasileiro com sua constituição dúbia e instituição capturadas por interesse corporativos vai levar nosso país para o abismo. O tamanho do estado e o custo que gera para a população não corresponde ao objetivo para o qual existe e que é sua essência, a paz social.

O Estado é o gerador das crises e dos conflitos, por qualquer ângulo que se possa observar. A corrupção é o estado que promove e é o estado que não combate. O estado não garante os direitos fundamentais e comete abuso de autoridade contra o cidadão de bem. O estado deixa de honrar seus contratos e utiliza o judiciário para escapar de suas obrigações. O estado protege interesses corporativos em detrimento da maioria da sociedade. O estado propicia a ascensão de péssimos gestores públicos, o que destrói com o planejamento dos gastos públicos.

A Constituição Federal brasileira precisa ser revista, claro, garantindo, a priori, as conquistas democráticas e os direitos fundamentais. A reforma política, que é a mãe de todas as reformas deve ser viabilizada por uma assembleia constituinte exclusiva.

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Tipógrafo

Viva o Dia 7 de Fevereiro, Dia Nacional dos Gráficos

Tipógrafo
Tipógrafo

Dia 7 de Fevereiro é o “Dia Nacional dos Gráficos’, um profissão bem antiga e muito importante para a propagação da escrita e, por conseguinte, da cultura, socializando livros como a Bíblia, o Alcorão e tantos outros. O Dia 07 é porque nessa data, em 1923, aconteceu uma grande greve dos gráficos em São Paulo, liderada por João da Costa Pimenta.

Separei de propósito a foto que mostra uma caixa de tipos móveis, objeto de trabalho do “Tipógrafo”, responsável por montar as matrizes, juntando letra por letra, formando a palavra, a frase e o texto, que seria então entregue ao impressor, para que a máquina fizesse as cópias, que depois de encadernada, viraria o livro, eternizando a tese a palavra de “Deus”, a tese do cientista, os pensamentos dos filósofos, o romantismo do poeta.

Tudo isso é passado. O jovem que tecla um texto no computador para produzir um e-book, ao escolher a fonte de tipo que vai utilizar, muitas vezes nem sabe que Times New Roman foi um dia um tipo de chumbo que deu personalidade ao Jornal The Time.

A evolução gráfica acompanhou a evolução do computador. Os textos saíram das caixas de tipos e foram unidos em uma barra de chumbo produzida pela máquina de linotipo. O linotipo cedeu lugar as máquinas de escrever IBM, que logo evoluíram para uma gigantesco computador, que produzia o texto em colunas. Para alegria dos gráficos, Steve Jobs deixou Havard para fazer um curso livre de tipografia e se apaixonou pelos tipos com e sem serifas.

Gutemberg, claro, é o mais importante dos gráficos, afinal ele foi o inventor da indústria gráfica e imprimiu a primeira Bíblia usando tipos móveis, mas outros tipógrafos fizeram a fama da profissão. Machado de Assis foi o brasileiro que exerceu esta profissão com muito denodo. Mas voltando a Steve Jobs.

O criador da Apple revolucionou a computação criando o seu Macintosh, no qual utilizou seus conhecimentos de tipografia que fizeram toda a diferença:

“o Reed College oferecia uma das melhores formações em caligrafia do país e eu resolvi freqüentar as aulas. Aprendi sobre como se faz uma boa tipografia. Dez anos mais tarde, quando criávamos o primeiro computador da Macintosh, colocamos tudo isso no Mac.”

A união entre o trabalho manual, a mecânica e a informática revolucionou a indústria gráfica, a profissão e a forma de lutar. O gráfico de hoje nem sabe como tudo isso começou, nunca viu um tipo, um componedor e uma régua de paica, muitos nunca fizeram greve, mas é sempre bom lembrar o que foi feito pela humanidade até chegar nos dias de hoje.

A tecnologia mudou tudo, inclusive a maneira de se organizar por melhores condições de trabalho, por isso é importante valorizar a história e render homenagens aos colegas tipógrafos de 1923.

Viva o “Dia dos Gráficos!”

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Xixi pode matar samaumeiras da Praça

 

Efeito do xixi na base da samaumeira

As samaumeiras da Praças Batistas Campos, em Belém, estão com os caules aparentando sinais de que foram atacados por algum micro-organismo decorrente de xixi humano ou fruto da alteração do PH do solo pelo mesmo motivo. Os frequentadores da praça utilizam as árvores como mictório e encharcam os caules com muito xixi.

O engenheiro florestal Hermano Vasconcellos, da Fundação Parques e Jardins, ligada à Secretaria municipal de Meio Ambiente, diz que as mudas jovens e as árvores transplantadas são as mais vulneráveis. Ele lembra, porém, que as plantas adultas também podem ser afetadas:

— Elas podem morrer sim, principalmente se for uma ação diária. O acúmulo de urina provoca alteração no PH do solo, além de favorecer o desenvolvimento de micro-organismos indesejáveis para o vegetal e o ser humano — diz o especialista, acrescentando que a chuva não é suficiente para dispersar o acúmulo de urina junto à base da árvore, e que o uso de jatos d’água, em vez de ajudar a planta, pode prejudicá-la.

A Prefeitura de Belém, através da SEMMAS, precisa urgente, examinar as samaumeiras, aplicar remédios para estancar a doença e também criar uma área de proteção para evitar que as continuem pessoas continuem a urinar nas árvores como se fosse seus banheiros públicos.

*Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/xixi-em-arvores-pode-ter-matado-cinco-palmeiras-imperiais-no-centro-do-rio-17426490#ixzz4XvzrQE5V
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Alimento não é mercadoria

Pirâmide de Maslow

O psicólogo Abraham Maslow elaborou a pirâmide das necessidade humanas. De baixo para cima, estão as mais básicas, que devem ser atingidas por primeiro, para que o indivíduo galgue os outros patamares. Nas necessidades básicas, ou fisiológicas, estão: 1) necessidade de alimento; 2) necessidade de água; 3) necessidade de sono e repouso; 4) necessidade de atividade; 5) necessidade de abrigo e temperatura adequada; e 6) necessidades sexuais.

O art. 225 da Constituição Federal, ao ditar que “Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações.”, está a dizer que sem o meio ambiente ecologicamente equilibrado, as necessidades fisiológicas de qualquer ser humano da face da Terra estão comprometidas.

O alimento, o qual vamos abordar aqui, é a primeira necessidades fisiológicas. Embora abundante, o alimento está mal distribuído sobre a face do Planeta. Poucos tem acesso a bastante alimentos e até desperdiçam grande parte do que lhes chega à mesa. Outros, uma maioria de pessoa, a escassez é a palavra de ordem. Mesmo os que tem acesso ao alimento em grande quantidade, estão correndo riscos, pela forma como são produzidos e pelo alimento em si.

A matéria prima para produção de alimentos virou “commodities”, negociadas em bolsas, sujeitas a especulação financeira e as regras de mercado, ou seja, financeirizadas, tocadas por grandes monopólios de poucas empresas internacionais. As empresas monopolistas, usam grandes áreas de terras, com emprego de pouca mão de obra local e muita mecanização. Em sistemas de monocultura, produzem em série e de forma não sustentável.O modo de ocupação do solo e a mecanização provoca êxodo rural, empurrando muitas pessoas para os centros urbanos, com periferias violentas.

O alimento que hoje se produz no mundo, vem sendo modificado geneticamente, o que comprometem sua qualidade. O uso de agrotóxicos na produção, tem exterminado uma legião imensa de polinizadores, que irão fazer falta no futuro. Os sistemas de irrigação em grande escala colocam em risco o abastecimento de água para satisfação humana e a animal.

A indústria alimentícia, usa a matéria prima e com ela produz alimentos processados, com adição de elementos não naturais que ofende a saúde das pessoas em todos os continentes.

Os produtores de alimentos orgânicos, sustentáveis, não conseguem competir em preço e nem tem logística de distribuição dos seus produtos. O hábito alimentar das pessoas, vem desprezando o fogo e a origem do produto que consomem. Até o ato de se alimentar, virou uma compulsão, estimulada por aditivos químicos que alteram a sensação de saciedade, dando origem a uma legião de obesos e hipertensos.

O hábito de cozinhar que nos acompanha há milênios e que foi responsável pelo nosso processo civilizatório, vem sendo deixado de lado, no seu lugar, temos preferido sentar na sala, ligar a TV, sintonizar em um programa de culinária, com um saco de snacks e assistir alguém cozinhar um alimento que nunca vamos comer.

A reação a tudo isso por parte dos governos é insuficiente e as pessoas tem se deixado levar pelas facilidades de ter acesso ao alimento sem perguntar a origem e como estes são produzidos. É preciso reagir a tudo isso, através de grandes movimentos de resistência cultural e ambiental.

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Bhelmont

O Brasil é um Bhelmont jurídico

Captura de Tela 2017-01-31 às 09.36.56O Estado brasileiro é o monstro Bhelmont, do Leviatã de Hobbes. Não é a família de Hegel, pois não tem a unidade jurídica bem definida. E nem aquele que se pauta pela vontade geral como preconizou Rousseau. A nossa Constituição Federal desenhou um monstro de muitas cabeças e vontades distintas.

Para verificar as contradições do nosso ordenamento jurídico, basta comparar o art. 20, que trata dos bens da união, onde lá está relacionado no Inciso IX, os recursos minerais, incluindo os do subsolo, com o art. 176, que garante ao concessionário o produto da lavra mineral.

A contradição fica muito mais acentuada quando se coloca frente a frente o art. 225, do capítulo do meio ambiente, com o art. 170, que trata da Ordem Econômica. É livre a iniciativa, mas nem tanto.

As contradições do nosso estado, através de uma colcha de retalho jurídico, provoca muita insegurança e um ambiente propicio a corrupção, forma mágica de domar o monstro.

Constatar esta realidade, não me foi difícil. Difícil mesmo está sendo apontar soluções. Só me vem a cabeça uma nova assembleia constituinte, mas temo que o monstro ganhe novas cabeças e não os muitos olhos de Argos Panopte para efeitar a cauda do país que desejamos belo.

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O Pará paga a conta do Rio de Janeiro e do País

O Pará vem queimando suas reservas naturais para sustentar o saldo da balança comercial brasileira, a má gestão e a corrupção que assola o país. No futuro, quando deixarmos de ter os minerais que temos agora, quem é que vai reconhecer o esforço dos Pará e dos paraenses?

A imprensa nacional, diga-se os jornais de São Paulo e do Rio de Janeiro, quem pautam todos os outros meios de comunicação do país, nos acusam de estar queimando a A Amazônia, destruindo florestas e rios, quando, na verdade, tudo está sendo destruído para alimentar os cofres nacionais e estaduais deles.

Quando o país, de forma justa, clamava pela repartição das receitas do petróleo, o Rio de Janeiro protestou e exigiu que o dinheiro ficasse por lá, mas agora, quando o Rio de Janeiro se encontra em aperto por má gestão e corrupção, pede socorro para União, que usa os recursos de todos os brasileiros para tapar os rombos que eles fizeram sem nos perguntar.

O Pará precisa ter voz no parlamento nacional capaz de bradar aos quatro cantos que não aceitamos mais continuar pagando a conta dos outros. Chega!

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Donald Trump é a alternância de Poder

Trump é coerente

Donald Trump é a alternância de Poder
Donald Trump é a alternância de Poder

O Presidente Donald Trump, diferente de muitos políticos brasileiros, está fazendo tudo que prometeu que faria caso fosse eleito. Autorizou a construção de dois oleodutos. Assinou o decreto de construção de um muro na fronteira do México. Estas duas medidas são apenas parte do que foi dito por ele no discurso de posse. Ali, Trump expressou todo o nacionalismo que lhe garantiu o apoio e a vitória.

Até aqui nada de novo e onde então está o problema?

Na cabeça dos brasileiros, principalmente da nossa imprensa tupiniquim (não tupinambá). O nosso povo e os nosso jornalistas estão acostumados com os políticos daqui, que dizem uma coisa nas campanhas e fazem outra depois de empossado no cargo.

O Trump é o Trump e pensa do jeito que expressou-se na campanha. O seu governo será nacionalista e para proteger os interesses internacionais dos Americanos redesenhara a política internacional a seu modo. Se alinhará com a Russia. Marcharam contra o Islã. No comércio internacional declarará guerra aos produtos chineses.

O Brasil pode se beneficiar da política americana no Governo de Donald Trump. A China, por exemplo, precisará de alternativas ao canal do Panamá e o território brasileiro é o único espaço que pode permitir a passagem dos produtos chineses do Atlântico ao Pacífico.

De qualquer maneira, estará na hora de aprender que o que se diz na campanha deve ser respeitado no exercício do mandato.

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